"A figura do Professor-Tutor, ou generalista, que, por ora, o Governo defende para o segundo ciclo, tem a minha simpatia. Faz tempo demais que condeno a passagem dos tenros infantes das mãos de um único professor no primeiro ciclo para dez, é verdade!, dez professores. Coisa extraordinária, por ser evidente que os conhecimentos a transmitir no 5º e 6º anos de escolaridade são gerais e de iniciação no que às Ciências concerne. Não faz o menor sentido um professor de Matemática deixar a cargo de outrem Ciências da Natureza, um de Língua Portuguesa alheado da Língua Estrangeira, ou um de História que a leccionar Geografia resista.
As competências já existem. Sejam aperfeiçoadas as estratégias pedagógicas para a maior abrangência dos conteúdos a leccionar, e a criançada não terá de rodar entre dez desorganizadas vontades e caras e métodos e manias. Vantagem acrescida é os docentes-tutores conhecerem melhor as necessidades individuais dos alunos."
Dear John,
Enquanto leitor desde os primeiros momentos (e mesmo que não fosse) atrevo-me a meter a colher na sopa a propósito desta reflexão.
Mil vezes o Terras do Nunca! O esforço de apartamento da águas levou a um estilo engraçadinho com muito menos graça do que o do passado. Até parece que o FrenchKissin’ se escreve exclusivamente para os que estão do outro lado da trincheira. Um desperdício. Come back Peter Pan!
(…) man i’m losing sound and sight
of all those who can tell me wrong from right
when all things beautiful and bright
sink in the night
yet there’s still something in my heart
that can find a way
to make a start
to turn up the signal
wipe out the noise (…) Signal to Noise, Peter Gabriel (e Nusrat Fateh Ali Khan)
P.S.: No Adufe, ainda em plena web 1.0 em Julho de 2003.
“No Natal recebeu um envelope generoso dos pais para reforçar a conta-poupança? Um cheque dos irmãos para comprar a última tecnologia LCD ou dos tios para fazer a viagem à neve? E, já agora, declarou tudo ao Fisco e pagou imposto do selo? Não?! Então, você é um infractor fiscal! (…)”
Já quem receber um donativo de pessoas que não estejam em linha directa de parentesco, ainda que da família, tem não só de entregar a declaração como de pagar 10% de imposto do selo. Para facilitar a compreensão, imagine-se que um irmão presenteia o outro com um generoso cheque de 1.000 euros para que este possa comprar um cobiçado LCD. Pois bem, a Lei manda que o beneficiário desse dinheiro preencha a referida modelo 1 e pague 10% de imposto sobre esse acréscimo de rendimento. (…)”
Se na área política não morro de amores pelo ministro you-know-who, na área fiscal tenho um ódio de estimação pelo Imposto de Selo. É o imposto porque sim e como tal pode fazer-se sentir porque sim em tudo o que mexe apenas… porque sim.
Janeiro 15, 2007By: Rui Cerdeira Branco Category: Web1 Comment →
Aos poucos os acabamentos e arrumações no Adufe 4.0 vão-se concluindo. Falta ainda decidir se valerá a pena o esforço de importar os “arquivos históricos” de mais de 3 anos que se encontram dispersos pelas três moradas anteriores. Adiante.
No cabeçalho surgem quatro opções (além da opção que nos leva para o início do blogue):
Sobre: que poderá satisfazer os mais curiosos quanto ao histórico do Adufe bem como a um resumo do meu currículo profissional.
Contacto: que permite o contacto directo sem necessidade de recorrer ao endereço de e-mail mas que poderá dar origem a posterior diálogo na caixa de correio.
In English: o tradicional esforço de traduzir para algo que se pareça com inglês o que por aqui se escreve e, finalmente,
A ler: onde colocarei sugestões de blogues novos ou velhos que me parecem particularmente interessantes no momento. Hoje, por exemplo, a referência vai para um post concreto do FJV que, tendo um pretexto triste, acaba por revelar um aspecto relativo aos bastidores do mundo da escrita que raramente tem ecojunto de ouvidos não iniciados.
Eis um documentário que gostaria de poder ver por cá. O filme acompanha a tentativa de um jovem Mr.Smith, sem qualquer antecedente político na família, apoio partidário ou dinheiro que se veja que se candidata ao Congresso de E.U.A.. Além do trailer oficial, fica um excerto disponível no You Tube:
James Stewart em Mr. Smith Goes to Washington há 68 anos num filme de Frank Capra.
Que seria de nós sem a maldição da eterna renovação da mais pura ingenuidade e boa vontade aliadas ao engenho humano? Correndo o risco de ofender os cinéfilos mais puristas reproduzo um excerto de imagens do filme que encontrei no You Tube.
e ainda este outro num acto que se desenrola antes do climax ali de cima.
Até porque qualquer um pode ser apanhado com quase o triplo do limite máximo de álcool no sangue. Qualquer um, diz a tese de Fernando Santos que também ouvi na rádio. Nada que 40 horas de serviço comunitário não resolvam (para a figura pública jogador da bola Luisão). A ficarem por aqui, justos exemplos da justiça estes.
Não, a culpa do empate de hoje com o Belenenses não foi só de Carlos Martins, mas o facto mais relevante do jogo é que haverá de futuro muito poucos sportinguistas que o queiram voltar a ver jogar no Sporting. A paciência para com ele estava em risco de cair no abismo e ele…
O outro facto relevante é que, a menos de mais algumas jesualdísses, para o ano é que é…
Não sou um frango da MTV, podia ter sido, podia ser, sou suficientemente novo (ou velho :-)). Talvez por isso, as saias do Freddie Mercury ou os penteados dos punks fossem apenas ténues referências que se ligavam à sua música. Talvez por isso a espantosa inovação gráfica dos video clips de Peter Gabriel tenham sido para mim uma grata surpresa que apenas ajudaram a cimentar a vantagem de gostar há muito da sua música.
Do fenómeno social ficava-me pela música. Hoje um pouco menos; menos indiferente ao visual, mas também mais indiferente à música. À música? Apenas a certa e determinada música porque a outra… A outra nunca deixará de ser magnificente.
Lembram-se das críticas e acusações de Eduardo Cintra Torres relativamente aos critérios editoriais do Telejornal da RTP de meados de Agosto de 2006? Ainda mexe…
Filmes de animação feita com sombras de alfinetes durante a década de 1930? Esta blogoesfera lusa é uma universidade aberta.
“Alexandre Alexeieff inventou um sistema de animação original. As imagens dos seus filmes eram geradas pelas sombras de milhares de alfinetes espetados num écrã (ver foto abaixo) e manipulados individualmente para criarem a impressão de movimento. (…)”
in Blogo Existo, créditos para Alexandre Alexeieff e Claire Parker com banda sonora constituida por uma adaptação da obra “Uma noite no Monte Calvo” de Mussorgski.
E porque não apreciar os cerca de 8 minutos de espectáculo visual. Sombras de alfinetes!
Janeiro 12, 2007By: Rui Cerdeira Branco Category: Web2 Comments →
Entretido que tenho andado com o novo template e com profundíssimas reflexões editoriais ainda não referi a migração do Ideias Soltas para endereço próprio: http://ideias-soltas.net/. Com perfumes do Sul, com um blogue original e sempre atento ao mundo qe nos rodeia é o blogue do Carlos Araújo Alves.
Adicionalmente e sem prejuizo de durante a próxima semana aqui dedicar um post à vizinhança, fica desde já o agradecimento a todos os que em tão pouco tempo referiram e actualizaram a ligação ao novo endereço do Adufe. A todos muito obrigado.