Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for January, 2007


Savina Yannatou

Já aqui referi em tempos Savina Yannatou ("De ninar- Take III"). Alguma alma generosa colocou alguns vídeo no You Tube dos quais destaco este (infelizmente não disponível para aqui colocar). Como amostra, particularmente para quem não conheça fica este "Ah Mon Die".

Caso Esmeralda: há dois anos e meio que deveria ter tido rumo diferente

Com um atraso de dois anos o Tribunal Constitucional diz que volta tudo à estaca zero. Isto é que está muito mal na Justiça portuguesa – não critico a decisão (pelo menos para já) mas a demora. Quanto ao resto, mantenho naturalmente tudo o que já aqui escrevi. Fica o essencial da notícia de há minutos:

"(…) No acórdão, os juízes consideram "inconstitucional" a decisão do Tribunal da Relação, datada de 2004, que recusa a pretensão dos pais adoptantes em discutirem o poder paternal. Com esta decisão, o casal adoptante vai poder contestar a sentença do poder paternal, datada de 13 de Julho de 2004, junto do Tribunal da Relação, que anteriormente considerou que o casal não era "parte legítima" para discutir essa decisão. (…)"

in Público.

Manuel Pinho did it again!

Lá venho eu confessar mais uma vez, publicamente, a minha "paixão" por Manuel Pinho.

O excelso ministro da ECONOMIA foi para a China advogar como vantagem competitiva do nosso país os baixos custos salariais cá praticados face à média comunitária

Percebida esta realidade, anunciada em pleno coração asiático pelo generoso Ministro, as deslocalizações rumo a Portugal ameaçarão assoberbar-nos de propostas e contra-propostas de investidores ávidos de aproveitar essa escassa benesse que fará de nós alvo da cobiça internacional. Principalmente de investidores chineses, como é óbvio.

Saturação pelo Sim; Saturação pelo Não

"A duas semanas da realização do referendo sobre a despenalização da IVG, confesso-me cansado da troca de acusações, dos juízos de valor e das muitas certezas apresentadas pelas duas campanhas. Imagino que não seja o único a ter atingido este estado de saturação. Parece haver um excesso de propaganda de parte a parte, sendo a blogosfera um bom exemplo disso. (…)"

in Tempo dos Assassinos.

Concordando com o Miguel, só espero que não venha a ganhar o partido do silêncio. Seria mau de mais.

Rebaldaria

Há livros aos quais regressamos com prazer vezes sem conta. Sei que é assim com algumas pessoas… No meu caso não é prática que me ocupe muito tempo; já basta o escasso tempo para leituras quanto mais para releituras. Contudo, tem havido nos últimos anos uma excepção: não me canso de reler… O dicionário. Nem que seja para confirmar que no Houaiss não há rebaldarias.
 

Metafísica pela goela abaixo

Estar com a minha filha pequena e vê-la devorar a sopa.
Caminhar ao lado dos velhos de Lisboa e ouvi-los exibir idades e maleitas sem pretexto aparente.

Outro assunto para aquecer

Seguir o rasto do aquecimento global presente na sugestão da Aba de Heisenberg em A mão humana no aquecimento global: The human hand in climate change – Kerry Emanuel.

Rodrigo Leão? Vira lata!

What happened to Rodrigo Leão? Amariou-se na terra. “Versão” br.
– neste br-br-br-logue, frio não entra –

Do jornalismo de causas, ou como não embarcar em cauboiadas sem analisar bem a questão II

(continuação

Mais uma vez agradeço a João Paulo Meneses (que acabou por ser a minha "fonte" para o acordão do Caso Esmeralda). Este jornalista-blogger é aliás um dos nomes que posso perfeitamente incluir na minha mini-lista de preferências no jornalismo português contemporâneo. Juntar-lhe-ia, só a titulo de exemplo e para não repetir as sugestões já dadas: Pedro Coelho (da SIC, porque ainda não fui capaz de lhe ver uma reportagem má) e Sérgio Anibal (porque tem escrito artigos interessantes e tecnicamente superiores sobre economia e finanças, do melhor que li nos últimos meses, no Diário de Notícias).

Felizmente, poderia concordar com a larga maioria dos nomes referidos, até ao momento, pelos leitores que já participaram (obrigado!) no desafio de um post anterior (e facilmente acrescentaria alguns mais; bastaria espreitar os arquivos do Adufe):

Adelino Gomes, José Pedro Castanheira, Candida Pinto, Maria Flor Pedroso, Mário Crespo, Carlos vaz Marques, Francisco Sena Santos, Fernando Alves, António Soares, Teresa Firmino, Manuel Carvalho, Sérgio Figueiredo, José Manuel Fernandes e ainda "os jornalistas desconhecidos que tentam manter o jornalismo naquilo que ele deve ser (sério e honesto) e passam completamente despercebidos".

Passem pela caixa de comentários, deixem as vossas referências e apreciem os qualificativos que por lá outros deixaram. Há excelentes jornalistas em Portugal e nós sabemos distingui-los. Que seja cada vez mais assim…

O INE custa 3 euros por ano por habitante. Só?!

Vamos lá correr o risco de ganhar uma medalha de corporativismo… 

"Conhecer, por exemplo, quanto está a crescer a economia, qual está ser a aceitação das tecnologias de informação, ou quais as taxas de desemprego e inflação em 2007 absorverá, em média, 20 euros dos impostos de cada família contribuinte. Esta é uma conclusão que se retira do Plano de Actividades do Instituto Nacional de Estatística (INE) para 2007, disponível no sítio do Instituto. (…)

O INE prevê gastar este ano 37,2 milhões de euros na produção e difusão de estatísticas. Destes, 86% ou 31,9 milhões, serão financiados através de transferências do Orçamento do Estado. Os restantes 5,3 milhões de euros resultam de receitas próprias do INE "associadas a subvenções do Eurostat [o organismo estatístico da União Europeia], à execução de determinadas operações estatísticas e à prestação de serviços", lê-se no documento."

in Canal de Negócios.

Ó Joca! Aumenta aí o número das famílias que é para baixar o rácio! (Atenção! Isto é uma piada. E isto também.)

Ora deixa cá ver. Temos o Orçamento de Estado a gastar 31,9 milhões com o INE. Temos, segundo as estimativas da população para 2005, 10 569 592 residentes. Ora se em vez de dividirmos o bolo pelas famílias (há-as com 15 indivíduos e há-as com apenas 1) ficamos com 3€ por cabeça, por ano

É muito? É pouco? A minha resposta honesta seria: depende. E a sua?

Depende do quê? Da utilidade, da qualidade, do custo relativo face a outros bens comparáveis aquém e além fronteiras. Assim esta notícia não passa de má estatística e, desculpem-me lá voltar a bater no ceguinho, de péssimo jornalismo. É o mesmo que dizer qual é o PIB per capita e querer com isso caracterizar a situação económica de um país. Talvez algum detector de spin se atreva a vislumbrar mais alguma coisa…

E então, acham que fui muito corporativo até aqui? Vou tentar mais um bocadinho.