Adufe com ânimo

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for Dezembro, 2006

As joaninhas e o alecrim

Dezembro 11, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Gastronomia No Comments →

Quer ter uma horta decente sem ter de envenenar o ambiente e as suas goelas com pesticidas?

Saiba toda a verdade (ou quase) neste artigo do DN de hoje sobre joaninhas: "Os novos camponeses da cidade descobrem o poder das joaninhas". 

Sempre serve para desenjoar das estatísticas… 

Quanto terá de crescer o PIB até ao final do ano para fecharmos a conta com um crescimento de 1,4%?

Dezembro 07, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia No Comments →

A Lusa fez as contas (via Jornal de Negócios) que por aqui se confirmam com o acrecento da taxa de variação em cadeia (+1,1%).

Precisamos de um crescimento homólogo no 4º trimestre de 2,2% para garantir que se atinja a previsão de 1,4% prevista e hoje reafirmada pelo Ministro das Finanças para o ano completo de 2006.

Acontece que no 4º trimestre não haverá nenhum efeito de base. Por outras palavras, o 3º trimestre de 2005 com o qual se comparou o 3º deste ano (obtendo assim a taxa de variação homóloga), foi muito "fraco" devido à antecipação de compras provocada pelo aumento do IVA. Esta antecipação levou à concentração de consumo privado no 1º semestre de 2005 em prejuizo da evolução do PIB durante, particularmente, o 3º trimestre de 2005. Ou seja, em condições normais (que são as do corrente ano) só se a economia estivesse muito mal é que não teríamos uma crescimento homólogo significativo durante o 3º trimestre. De facto, as coisas não estão muito mal, mas também não estarão muito boas, pois a produção nacional no 3º trimestre foi inferior à registada entre Abril e Junho - a tal taxa de variação em cadeia ligeiramente negativa anunciada pelo INE.

O que esperar do 4º trimestre? Continue a ler aqui.

Saiu à rua

Dezembro 07, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Media No Comments →

O PIB para o 3º trimestre é de domínio público. Subiu 1,5% em termos homólogos, caiu 0,2% em cadeia.

No Economia e Finanças, em actualização constante, apresenta-se uma compilação das notícias sobre o assunto que vão surgindo na imprensa. A primeira referência (da Lusa) é particularmente… curiosa.

O post chama-se "No comments". Noutro momento talvez se sigam alguns comentários aos comentários da imprensa.

Encarar a Turquia

Dezembro 07, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Viagens No Comments →

 
Vem hoje na imprensa notícia de mais um pequeno passo no sentido da dissolução de uma das barreiras à entrada da Turquia na União Europeia. Haja paciência, determinação e mais pequenos passos como este. Eles são imprescindíveis a que uma parte significativa dos Europeus apadrinhem com vigor a entrada da Turquia na União Europeia.

" (…) No rescaldo da pressão da União Europeia, que tem ameaçado suspender as negociações de adesão, a Turquia terá decidido fazer um gesto simbólico de boa vontade e concordando abrir um porto e um aeroporto aos agentes económicos cipriotas-gregos. (…)"

In Jornal de Negócios

Recebido por e-meu

Dezembro 06, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Mimos No Comments →

Donald Rumsfeld briefed the President this morning. He told Bush that 3 Brazilian soldiers were killed in Iraq.

To everyone’s amazement, the entire colour ran from Bush’s face. Then he Collapsed onto his desk, head in hands, visibly shaken.

Finally, he composed himself and asked Rumsfeld, "Just exactly how many is a brazillion"?

As distorções do regime e os media

Dezembro 06, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política No Comments →

Trágico é, senhores jornalistas - António José Teixeira e João Morgado Fernandes, para citar alguns dos que mais prezo e que abordaram recentemente a questão -, que seja necessário recorrer-se à indisciplina para que parágrafos como o que a seguir transcrevo cheguem aos editoriais dos jornais de referência e que haja debates interessantes na televisão. O resto do editorial é aliás… redondo sublinhando pouco mais do que o óbvio.

Sabendo que os jornais/jornalistas funcionam cada vez menos na base da investigação ou do escrutínio cuidado da acção política executiva e cada vez mais na base das agendas ditadas por outrem, e sabendo ainda das especificidades e limitações reivindicativas ou de simples intervenção pública próprias da condição militar, ao ler-se agora como novidade a crítica presente no parágrafo que cito, acabam por premiar precisamente a indisciplina. É caso para concluir que o crime compensa.

Via Bloguítica

O que será a TLEBS ao pé dos marketados?

Dezembro 06, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media, Mimos No Comments →

Eu marketarei, tu marketarás, ele marketará… Quem o diz é o jornalista Camilo Lourenço.

Frase ouvida hoje algures em Lisboa

Dezembro 06, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto No Comments →

"Eu em termos futebolísticos sou um patriota. Hoje por exemplo, apesar de não ser o meu clube, vou apoiar o Cristiano Ronaldo e o Carlos Queiroz."
 

Aceitam-se apostas para o PIB

Dezembro 05, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia No Comments →

No Economia e Finanças acabam de ser propostos dois desafios aos leitores que deixo aqui também para os do Adufe que se interessem por… macroeconomia de curto prazo. Aceitam-se apostas para qual vai ser o valor da taxa de variação homóloga e/ou em cadeia do PIB do 3º trimestre de 2006, bem como coloca-se uma pergunta que pode dar aso a mais desenvolvimentos por parte dos leitores que assim o entendam: O que seria para si um bom desempenho no PIB do 3º Trimestre de 2006?

Mais uma vez pode responder com números deixando claras as balizas, mas pode também discorrer sobre a economia. Depois da publicação oficial dos números do INE na próxima quinta-feira a meio da tarde e se houver contributos, voltaremos ao assunto para o tira teimas. Haverá quem se atreva?

Excesso de chuva

Dezembro 05, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto No Comments →

Um dia destes acabam-se as borlas aos adversários… O que vale é que o Setúbal não tem um equipamento alternativo em tons de vermelho.

O calafrio do dia…

Dezembro 04, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política No Comments →

"Lisboa ganharia muito com Jorge Coelho como presidente da câmara"

Pelo sinal de santa cruz, livre-nos Deus vosso senhor… 

“A Paz também custa a manter”

Dezembro 03, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política No Comments →

O Carlos Castro não pergunta, afirma desde logo "Defesa como prioridade Nacional". Não resisto a publicar aqui para memória futura e como corolário das longas missivas que por aqui têm passado em diálogo com o João, algumas das palavras do Carlos editadas no Tugir em Português.

" (…) Dado o trauma nacional em matéria militar, importa referir que não foram os militares que determinaram a guerra colonial e convém recordar que foram estes que colocaram um ponto final a uma situação insustentável para o país permitindo o irromper da Democracia com todas as virtudes e defeitos provenientes do golpe de Estado de 25 de Abril de 1974.
Pouco mais de trinta anos depois da implementação da democracia, pouco mais de vinte anos depois de extinto o Conselho da Revolução, já é tempo de potenciar as capacidades e perícias da instituição militar em proveito do país, e como estas ainda estão por fomentar.
Um país que não goze de uma instituição militar credível e potenciadora das melhores capacidades da sociedade em muitos domínios, condena-se a si próprio; e já vão distantes os anos 90, quando se pensava ter chegado ao fim da história e os militares não tinham razão de ser para algumas pessoas. (…)"

Quando os “extremos” se tocam

Dezembro 03, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política No Comments →

Pode a Defesa ser uma “prioridade de segunda linha”? pergunta André Azevedo Alves n’O Insurgente. Recomenda-se a leitura integral e, apesar das alfinetadas ao Estado Social, também concordo que a Defesa é precisamente a área da organização social que tem de ser responsabilidade exclusiva e integral do Estado, logo uma inevitável prioridade de primeira linha. Como escreve o André:

" (…) No fundo, a sucessão de tristes episódios na área da Defesa a que vimos assistindo em Portugal ao longo dos últimos tempos constituem mais um exemplo de como um Estado social que tenta exercer o seu intervencionismo por quase todas as áreas acaba por negligenciar as suas funções vitais. "

Revivendo o Passado I

Dezembro 02, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia 1 Comment →

Há um ano no Adufe.pt:

"O idiota

Um dia, se não foi já ontem, ainda se há-de publicar um livro repleto de inícios de livros de ficção. Inícios originais, a menos de uma coincidência, naturalmente. Algo que se pudesse ler na biblioteca ou comprar num hipermercado. (continua)"

 

Continência!

Dezembro 02, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Media, Política No Comments →

Em termos temporais quando os governos de Cavaco abriam caminho para que muito generosamente todos os professores pudessem, com a devida antiguidade e uns cursinhos (sobre astrologia por exemplo - lembra-se?) chegar ao topo da carreira (que agora Sócrates tão tenazmente se propõe reestruturar), os disparates voluntaristas na área da Defesa seguiam outro rumo: a extinção do SMO (que teria de esperar uma década para se concretizar) mas que tiveram como sub-produto as tais incorporações "rapidinhas", as tais que eram também "rapidinhas" a desfalcar o orçamento e a lançar no desespero os racionalistas no seio da organização militar.

Mas o João tem razão. Como aliás também o afirmo algures, hoje outras áreas do aparelho do Estado se juntaram à urgência e gravidade de que falo. Muito do que escrevo podia ser escrito sobre outras áreas.

O segredo da boa governação e da boa participação cívica está em tomar o pulso às intensidades e em apreciar até onde se pode ir sem comprometer as funções do Estado que, tanto quanto sei, ainda ninguém teve a coragem de rever.

Por exemplo complicar a chegada dos professores ao topo da carreira não me parece algo que possa pôr em causa o sistema educativo e os seus objectivos; provavelmente contribuirá para a sua dinamização se se implementar a exigência, a competitividade técnica e a justiça.

Já ter o compromisso de comprar uns submarinos sem que se garanta verba para formar militares para os operar ou até verba para os poder pôr a "mergulhar" me parece relativamente mais grave se quisermos avaliar a acção do Estado. O número de furos que há para apertar nos cintos de cada área da governação não é o mesmo caro João, essa é que é a chatice, e era isso que gostava que fosse tentando perceber.

E caro João, este cenário hipotético projectado para o futuro dos submarinos vindouros baseia-se largamente em realidades passadas. Incómodas, menos conhecidas que outras relativas a áreas mais "prioritárias", mas demasiado perenes e cheias de barbas brancas. Algo que aconteceu precisamente porque a Defesa sempre se resumiu a produzir posições maniqueistas e juízos terrivelmente simplístas. Em suma, uma fatalidade.



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