Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for December, 2006


Epstein-Barr

Voltei a ser adolescente. Tenho a doença do beijo… Por isso evitem beijar ou lamber este blogue. Mas atenção, fazer sexo puro e duro não tem mal.

A todos os leitores ou bloggers que partilhem momentaneamente esta condição, recomendo uma visita ao Brasil… Conversem com Drauzio Varella.

Sopas e descanso! Paracetamol rules! Epstein-Barr sucks (your energy).

P.S. É impressionante a quantidade de curas miraculosas e de mezinhas que se podem encontrar sugeridas para esta doença chata. 

Petição anti-tlebs

Se for o substantivo que falta, eu já juntei o meu. Está on-line uma petição a requerer a suspensão imediata do experimentalismo tlebesiano (irra que o estilo pega-se!). A bem dos pobres alunos de português do básico e secundário, entre milhões de outros portugueses, salvemos o Simplex! Rifemos a TLEBS! Ponha o seu substantivo completo na petição.

(via A Origem das Espécies)

Execução Orçamental para 2006 – dados até Novembro

Imagino que o pensamento esteja já mais virado para o fim-de-semana que se avizinha, contudo, a quem interesse, informo que está já disponível a síntese da execução orçamental (DGO) relativa aos primeiros 11 meses do ano, bem como, uma brevíssima análise com alguns destaques no Economia & Finanças.

Passar bem. 

Revisão de cerca de 40% na estimativa do crescimento alemão para 2006

O título bombástico é provocatório mas infelizmente encontra paralelo na prática de muita imprensa nacional. A mesma que qualificou de duplicação do ritmo de crescimento do PIB no terceiro trimestre a passagem de uma variação do taxa de variação homóloga do PIB de 0,8% para 1,5%; sendo verdade, dá uma ideia que pouco adiante para a adequada análise da relevância dos números e evoluções em apreço.

Sim, meus amigos, lá corro o risco de apanhar com mais um rótulo corporativo e desta vez com a agravante de ter um pé num dos lados de uma barricada… Ontem constatei a gritante ignorância (ou má vontade) deixada por Martim Avilez Figueiredo (director do Diário Económico) num comentário que fez na SIC Notícias (veja-se aqui o detalhe). Hoje, a propósito desta notícia a que chego via Jornal de Negócios:

"O IFO, um dos mais respeitados institutos de conjuntura económica, reviu hoje em forte alta a sua previsão de crescimento para o PIB da Alemanha, prevendo agora que a maior economia europeia cresça este ano 2,5%, mais sete décimas do que a anterior previsão. (…)"

recordo um editorial de Bruno Proença (também no Diário Económico – 11 de Dezembro) onde entre outras coisas se lia isto:

"(…) O Instituto Nacional de Estatística (INE) reviu os dados passados do comércio internacional e o contributo da componente externa para o produto é menos positiva, já que as importações foram superiores ao revelado pelos dados preliminares. Os valores de base das previsões estavam errados. Isto sim é preocupante, porque acontece vezes demais. As revisões das séries estatísticas por parte do INE são, infelizmente, um hábito, que coloca a nu as fragilidades do sistema estatístico nacional. O que parece ser, afinal não é. Normalmente é pior. A situação atingiu uma tal dimensão que o Banco de Portugal já alertou diversas vezes para esta situação e coloca reservas nas suas previsões, pois não confia nos dados em que se baseia A bola está do lado do INE: tem muito para fazer para melhorar a qualidade e a fiabilidade dos dados que divulga. (…)"

E fico a matutar sobre o que dirá Bruno Proença do IFO (um dos mais prestigiados institutos de investigação económica internacional) que conseguiu a proeza de rever em 7 décimas a estimativa de crescimento para 2006… a 15 dias do final do ano. Também fico a matutar noutros factos, como sejam: conhecerá o Bruno Proença a dimensão das revisões das estatísticas produzidas directamente pelo Banco de Portugal? É que o Banco de Portugal também produz estatísticas que até são input para as estatísticas do INE (por exemplo para as contas nacionais trimestrais) e que até têm revisões históricas importantes com regularidade.

Mas mais importante do que tudo isto pergunto se Bruno Proença saberá da dimensão e frequência das revisões consideradas aceitáveis e/ou inevitáveis para os respectivos valores do PIB (para pegar num indicador chave) provenientes do Bureau of Economic Analysis dos Estados Unidos, do Central Statiscs Office do Reino Unido, do Central Bureau of Statistics Holandês ou do Economic and Social Research Institute do Japão para citar apenas alguns dos mais prestigiados? Quando souber as respostas a estas perguntas e conhecer os motivos que são aceitáveis e em larga medida inevitáveis para justificar as revisões, bem como os que são inaceitáveis e endógenos aos produtores de estatísticas talvez possamos começar a discutir seriamente formas de melhorar a qualidade das estatísticas nacionais e, nomeadamente, o trabalho do INE. E não me entendam mal, há muito para melhorar no INE, não acredito que haja quem por lá trabalhe que defenda o contrário.

Entretanto deixo aqui um convite que o INE lança a todos os utilizadores de informação estatística e que julgo constituir um pequeno exemplo de algo que tem mudado para melhor e que tem potencialidades interessantes, participem no:  Ciclo de workshops para Jornalistas.

A falar é que a gente se entende.

Oh Caroline no!

Há 40 anos outra Carolina

"Where did your long hair go
Where is the girl I used to know
How could you lose that happy glow
Oh, Caroline no

Who took that look away
I remember how you used to say
You’d never change, but that’s not true
Oh, Caroline you

Break my heart
I want to go and cry
It’s so sad to watch a sweet thing die
Oh, Caroline why

Could I ever find in you again
Things that made me love you so much then
Could we ever bring ‘em back once they have gone
Oh, Caroline no!"

 Beach Boys – Caroline, No Lyrics

(Brian Wilson/Tony Asher)

Alerta da Finlândia

O Mouro que anda nas costas filandesas deixa-nos um alerta que é também uma sugestão de serão e promete dar-lhe sequência: "Nós e a Finlândia", mais logo na RTP 1.

MPB.pt

É uma sugestão para as prendas de natal, pois então! Entrevista Carlos Vaz Marques respondem músicos populares brasileiros que passaram por cá. Tudo junto num livro e num CD. Edição da Tinta da China.

 

 

Não dá para perceber… Bater no ceguinho só por gozo?

Ontem na SIC Notícias fui surpreendido pelas declarações de Martim Avillez Figueiredo (director do Diário Económico) relativas à falta de credibilidade das estatísticas do INE. Portugal não tem estatísticas credíveis afirmou, focando particularmente as económicas. Afirmou ainda que o Banco de Portugal não usa as estatísticas do comércio externo provenientes do INE! E chegou a classificar o Eurostat como entidade reguladora das estatísticas europeias – quem dera ao Eurostat ter todo esse poder… Finalmente, no mar de tanta falta de credibilidade temos as estatísticas salvadoras do Eurostat relativas à confiança dos empresários que, de facto, dão a entender que as coisas poderão melhorar. Terminou sublinhando que nos EUA até há estatísticas sobre a confiança dos consumidores !

Meus amigos, o INE terá muitos problemas crónicos, graves e que exigem uma resposta à altura das novas exigências informativas, mas quando alguém ataca a credibilidade do INE revelando no mesmo discurso tanta ignorância sobre o que o próprio INE faz, esse alguém seguramente não poderá contribuir para a solução do problema. Digo isto porque simplesmente oferece como alternativa o rolo compressor que leva tudo a eito. Precisamos é de joeirar a coisa para fazer boa farinha e não de arrastar tudo para a lama.

Só para que conste (mais uma vez – alguns se recordarão que este tema já foi exaustivamente abordado no velho Adufe), o Eurostat não tem por missão produzir directamente nenhuma estatística, não realiza inquéritos regulares, procede quando muito a alguns tratamentos como sejam correcção de sazonalidade e preocupa-se essencialmente com a compilação das várias estatísticas nacionais para tentar chegar a um todo coerente a nível europeu, no meio de tanta diversidade metodológica.

Os indicadores de confiança dos empresários que Martim Avilez Figueiredo considera credíveis e como um farol sobre o que realmente aí vem na economia nacional, são divulgados não pelo Eurostat mas pela Direcção Geral de Economia e Finanças da Comissão Europeia e, pasme-se, são produzidos quase na íntegra pelo Instituto Nacional de Estatística (Indústria Transformadora, Serviços e Comércio); a excepção é o da Construção que é realizado pela AECOPS. Ah! E o INE (também com divulgação pela DGECFIN) realiza um inquérito à confiança dos consumidores desde, pelo menos, 1986. Uma última exclamação: a comissão europeia co-financia os custos de realização dos inquéritos após concurso público!

Confesso que não consigo entender aquela intervenção a que assisti ontem na SIC Notícias. O que é certo é que dava muito jeito ao INE ter críticos que prezassem a sua própria credibilidade, que se informassem (por exemplo com o que se passa lá fora em termos de revisões às séries estatísticas) e que de caminho se dedicassem a exigir melhores estatísticas sobre o país. Estão abertas vagas… 

A febre difusa

Quando o trabalho e uma virose se juntam… O blogue(r) definha.

Olhar para um monitor é a última actividade na lista de desejos. Xô, eu! 

O melhor blogue de “2006″

Parece que o Adufe ficou cotado no top 10 da eleição para melhor blogue individual masculino de 2006 que decorreu num dos blogues vizinhos. Parece também que houve qualquer coisa como 1500 blogues votados nas seis categorias a concurso. Parece ainda que foram 127 os votantes. Agradeço aos eleitores, naturalmente, e espero continuar a agradar-lhes.

Talvez alguns tenham notado que não votei, nem me lembro de ter promovido a eleição aqui no blogue. Não é que não alinhe nestas coisas… Confesso que me fez confusão ter-se iniciado esta iniciativa tão cedo. A votação durou algumas semanas, está concluída e o ano ainda promete mais três semanas. Melhores blogues de 2006? Eu ainda quero pensar que posso escrever o melhor post do ano até o ano encerrar ;-)

Aliás era capaz de ter piada fazer as coisas um bocadinho ao contrário: pedir aos autores de blogues que elegessem aquilo que mais gostaram de escrever ou publicar durante o ano de 2006, escrevendo um breve comentário (ou não) e reproduzindo o dito com o título "Este foi o meu melhor post do ano". Enfim, quem sabe se um desafio a retomar mais daqui a umas semanas -)