Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for December, 2006


Uma história triste

Leio com regularidade o Paulo Gorjão e recordo-me de ele ter pedido em várias ocasiões aos jornalistas para exporem as suas fontes… Em todas as situações em que a informação com origem nessas fontes se provava falsa, rotundamente falsa; situações que coincidiam muitas vezes com a ausência de comentário por parte dos órgãos de comunicação que (inadvertidamente?) enganavam os seus leitores e pareciam conviver bem com isso.

Parece que assumir a necessidade de expor as fontes é em si (sem excepção) suficiente para granjear o título de pidezinho na opinião de João Pedro Henriques. Quando Manuel Pinho desmentiu uma manchete do Jornal de Negócios há alguns meses e o dito Jornal, perante o desmentido, revelou que a fonte para a manchete desmentida tinha sido o próprio Manuel Pinho juntou-se ao rol dos pidezinhos da lista de João Pedro Henriques?  Outro tipo jornalismo talvez…

Sinceramente não tem ponto por onde se lhe pegue a argumentação do vizinho JPH. O papel dos jornalistas não deveria ser este. O entrincheiramento perante questões razoáveis ao seu trabalho deveria ser visto como o pior dos caminhos… E eu a pensar que os leitores de jornais é que eram maniqueístas, fruto da sua natural maior ingenuidade face às coisas do mundo.

Em suma, não percebi. Overreacting em bola de neve ou… identificação perfeita com o epíteto atribuido pelo Paulo?

Melhores entradas para 2007!

Saddam e a pena de morte

Outra imagem que herdada também por 2006 e que promete predurar é a da forca ao serviço da justiça. Não acrescento nada ao que o Bruno já escreveu no Avatares. Está lá o essencial.

"(…) Numa tal lógica mortal de brincar aos deuses apenas proliferam carrascos, emulando-se num incessante jogo de cópia sem original."

Imagens do Ano 2006

Não sei se publicarei mais mas para já fiquem com esta recolhida em Castro Daire que me parece um retrato engraçado (ainda que não seja um cartoon).

 

It’s a kind of Magic

Eis os 5 minutos de magia para celebrar o novo ano com toda a ilusão própria de um breve momento de caos neste tempo circular. Contém cenas de nudez… mas sem malícia.

(recebido por e-mail) 

Cheira a Lisboa

Até parece que hoje todos os cães do mundo adubaram as ruas de Lisboa.

Ganhámos!

Tenho o grato prazer de agradecer a magnífica distinção de primeiro classificado (ex-aequo com mais 15 ilustres companheiros) no grandioso concurso blogueiro do ano: "I’ve got the Christmas spirit"

Os vencedores apresentam-se em ensemble tugindo em português. Para o ano há mais? Certamente -)  

Sócrates e a independência

"(…) É que, no meio de tanto ataque, Sócrates não resistiu a acusar Marques Mendes de querer interferir na nomeação dos presidentes das entidades reguladoras antes de ser Governo. Para Sócrates, assim, o cargo de regulador é um cargo de nomeação governamental como qualquer outro. Não faz questão de manter, sequer, as aparências de isenção e independência. É pena. Já sabíamos que o Governo não lida bem com entidades independentes (nenhum lida). Agora, ficamos a saber que, por vontade de Sócrates, nenhuma o será. Em circunstâncias normais, seria uma má notícia para a oposição. Em maioria absoluta, é uma péssima notícia para o país. "

In O Insubmisso, por David Dinis no artigo "Debate Mensal". Sublinhados meus.

Na realidade Paulo Bento deveria ser Fernando Santos

Tenho para mim que Fernando Santos diz muito mais vezes "Na realidade" do que Paulo Bento se sai "com tranquilidade". Pelas minhas contas prefiro um treinador ligeiramente intranquilo do que um treinador que…bem,… na realidade, na realidade, não o é.

Corolário: está bom de ver no que dá 3/4 do Gato Fedorento serem Benfiquistas, não está? Ora contem lá as "realidades" do Fernando Santos quando o virem na TV, sefaxavor.

Na Travessa de Santo António, Benquerença

A amoreira da minha infância, a mais espledorosa árvore de fruto que conheci, chegou ao jornal, infelizmentente. Pior destino que a árvore que morre queimada pelo fogo democrático é o daquela que merece o desprezo activo e personalizado do algoz. Eis uma notícia do Jornal de Fundão que o João Melo me fez chegar por e-mail.

"Destruição de velha amoreira pode acabar em tribunal
O ABATE de uma amoreira centenária, na Benquerença, Penamacor, na sequência de obras realizadas pela EDP, poderá transformar-se num caso de tribunal. O proprietário, dr. Pedro Lopes Dias, que já protestou junto da EDP e do Ministério do Ambiente, afirmou ao “Jornal do Fundão” que “é importante, até por questão de cultura ambiental, contestar este tipo de abuso de poder, para mais tratando-se de uma árvore legalmente protegida”. A população da freguesia também não escondeu a sua desaprovação quando viu o resultado dos trabalhos realizados por ordem da EDP: a amoreira arrancada e um poste colocado no muro, no local que é precisamente conhecido como Rua da Amoreira. “Tudo à minha revelia (arranque da amoreira, colocação do poste e invasão da propriedade por uma pesada máquina), pois também eu fui surpreendido quando vi o deplorável espectáculo”, diz o proprietário.

A insensibilidade face ao património natural (aquela árvore constituía um património), em obras públicas ou afins, é uma lamentável prática. E, no entanto, se nos reportarmos à amoreira verificamos que a lei é taxativa: “É expressamente proibido o corte, arranque, transplantação ou destruição, por qualquer meio, de amoreiras”.

A Rua da Amoreira ficou sem a sua árvore simbólica. A amoreira resistiu décadas a tudo. Venceu intempéries, ultrapassou uma ou outra agressão pontual, conviveu com o progresso. Só não resistiu à insensibilidade. Bastava desviar uns metros… "

Adenda: Noutra zona do país , as práticas são diferentes (veja-se esta notícia de hoje no DN). 

Em destaque

Alguns leitores terão já reparado que o Adufe de há algumas semanas para cá tem uma ligação "em destaque". Pode tratar-se de um blogue, de uma ferramenta, ou até de um documento, como é o caso presente. Ficam as sugestões. Boas leituras.