Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for November, 2006


E o prémio para o post mais desonesto do mês vai para…

António Dornelas n’O Canhoto em "Quatro vezes “NÃO!”"

Eu diria que assim, quatro mil vezes NÃO. Por um lado manipulam-se grosseiramente as estatísticas oficiais preferindo a fotografia mitigada ao filme completo (no período citado Portugal passou de uma situação em que tinha gastos com a Defesa acima da média da zona euro (15 países) e passa para valor inferiores à média e claramente inferiores à média de todos os países da União Europeia), por outro imputa-se a militares e a polícias a responsabilidade pelo "estado a que isto chegou" em termos de Defesa e Segurança Interna tomando por variável fulcral a despesa em percentagem do PIB e a dita comparação internacional! Sempre pensei que os responsáveis pela política orçamental eram os representantes democraticamente eleitos.

As perguntas, todas as perguntas colocadas por António Dornelas deveriam ser dirigidas a quem tem governado (e governa) o país nos últimos 30 anos. Resultam num efeito muito estranho quando são colocadas sob o patrocínio dos protestos públicos e velados de polícias e militares (pôr ambos no mesmo saco é já de si infeliz).

Nem polícias, nem militares têm emitido opinião quanto à estrutura, dimensão e peso orçamental das FA ou da polícia e muito menos quanto às formas de obter prestígio internacional. Tanto quanto tenho visto e ouvido reclamam apenas dignidade nas condições de trabalho (particularmente a PSP) e cumprimento da palavra por parte do Estado (particularmente os militares).

Seria elucidativo se António Dornelas (e já agora Vital Moreira que entretanto deixou no Causa Nossa que também "gostaria de o ter escrito" e ainda esta pérola onde nitidamente se está a falar com fantasmas e não com figuras reais), se cingisse ao que é reclamado por quem se manifesta fazendo então o seu justo juízo favorável ou desfavorável.

O que fez n’O Canhoto é apenas demagogia e irresponsabilidade da pior espécie e, infelizmente, deixa transparecer muita ignorância, mesmo em relação ao que tem acontecido em termos estruturais nas Forças Armadas portuguesas nos últimos anos. Na prática estas estão efectivamente a encolher de forma drástica em número de efectivos (rumo à propalada profissionalização que se traduz em capacidade operacional para ser instrumento de política externa) e menos drástica em termos orçamentais (muito mais por via das necessidades de substituição crítica de equipamentos do que por via das despesas com pessoal). Deixo aqui, a quem interesse, a republicação de um artigo do velho adufe de 4 de Julho de 2005 citando o Jornal de Negócios do dia:

Só para pôr as coisas em perspectiva e ajudar a combater alguma falta de informação, fica aqui esta como auxiliar de memória, relativa a dados de 2004.

Quadros Permanentes:
    Exército: 8028*
    Marinha: 7810*
    Força Aérea: 3534*
    Polícia Marítima: 1062
    PSP: 27633
    GNR: 26322

* Fora do quadro permanente e em regime de voluntariado e/ou de contratados (a prazo) há ainda 8961 efectivos no Exército, 2099 na Marinha e 3234 nas Forças Aéreas.

Fonte: Jornal de Negócios

A dignidade do Estado e a Defesa Nacional

Será que só eu fico indignado com o nível de demagogia e desonestidade política (na melhor das hipóteses trata-se de uma imensa ignorância) que se encontra, por exemplo, neste post de António Dornelas (elogiado por Vital Moreira) n’O Canhoto? Atrevo-me a afirmar que a forma e o conteúdo desse post são todo um programa sobre a forma como a esquerda moderna e não moderna que tem tido responsabilidades na governação deste país, olha para a Defesa Nacional.

Nesta esquerda naturalmente não me revejo. Precisamos urgentemente de outra mais séria e responsável, que pergunte e reflicta antes de disparar, enxuta de agendas anacrónicas e totalmente desajustadas da realidade caseira e mundial.

Quantas mulheres teve Omar Shariff

Caro Pedro Mexia ,

a última vez que ouvi alguém rir tão bem de si próprio (como me parece que leio no Estado Civil) foi numa entrevista de Omar Shariff a Herman José, já há alguns anos.

A menos que a comparação resulte de um erro de análise meu (é o mais certo), fica mais uma prova de que há dois caminhos inteiramente distintos para se chegar a romA. Por outro lado, pode ser que chegando-se lá pelo atalho, haja tempo para passear pela alternativa bem animada que Shariff experimentou. Em desespero de causa faça-se sócio do Sporting. O Santo António em Alvalade e a sempre verde esperança e tal.

Escrevia eu no velho Adufe a 15 de Abril de 2005:

"Devo estar a ficar velho. Cada vez acho mais piada às figuras que faço.

Quando ainda via os programas do Herman lembro-me de ter apanhado uma entrevista a Omar Shariff um grande actor (egípcio) que fica para a história do cinema pelo protagonismo em Doutor Jivago, entre outros.
Em poucos minutos abordou a carreira, os vícios, breves trechos da sua vida privada. Recordo-me dessa entrevista em particular pela espantosa capacidade que demonstrou em fazer humor, um humor com classe, de alto nível, daquele que dispensa asneiradas e que é absolutamente transversal, entendível por qualquer ser humano, independentemente de classe, credo e demais diferenças de cultura. Basta que se tenha vivido.

O seu humor era particularmente desarmante porque se ria de si próprio. O tipo que melhor conhece à face da terra.
Penso para comigo que chegar aos oitenta assim, não seria nada mau. Se pudesse ser mais cedo, melhor ainda.
Mas é difícil, demasiado difícil."

O João Miranda e eu

Não é a primeria vez mas é uma raridade. Concordo plenamente com esta apreciação política de João Miranda no Blasfémias. Aguardo que a boa nova chegue definitivamente a terras lusas… eu pago para ver.

A cota da Ota

Passo pelo Portugal dos Pequeninos e fico a matutar numa dúvida: a que cota ficará o ainda (duplamente) distante aeroporto da Ota? E os acessos? O que será necessário chover para ficar isolado? Sendo rodeado por ribeiras e inserido junto de afluentes muito próximos do Tejo dá que pensar. 

Em tempos onde registos meteorológicos passados servem cada vez mais para comparar extremos do que para traçar cenários médios, até que ponto se investirá para anular estes outros riscos ambientais aquando da planificação da sua construção? Entretanto, a  frequência com que as ligações ferroviárias ficam interrompidas para aquelas bandas vai aumentando. 

Liberais à moda antiga

Este tema carregado de ironia já por aqui andou noutros termos. Agora a ironia é outra e tem destinatários bem definidos, os seguidores fervorosos de Friedman e Hayek.

A ler as sete prosas de João Pinto e Castro sobre "Liberais à moda antiga".

I, II, III, IV, V, VI, VII.

It takes one to know one?

A propósito destas declarações de ontem do Ministro Correia de Campos:

«Os grupos privados [do sector da saúde] têm a sua política e pagam aos senhores jornalistas para porem notícias nos jornais e nas televisões.»

que o vizinho Francisco José Viegas cita (oriundas do Público) e da não reacção, até ao momento, por parte dos visados, é caso para começar a perguntar se o provérbio se aplica: quem cala consente?

Quando um deputado é uma ilha

"O mandato de deputado pertence a quem? Ao deputado, naturalmente. Mas haverá excepções? Sim, quando o deputado as autoriza. Foi o que fez Luísa Mesquita. Ao entrar na lista do PCP (cabeça de lista por Santarém) assinou uma declaração pondo o seu mandato à disposição do partido. E agora o aconteceu? O partido pediu-lhe para renunciar e Luísa Mesquita recusou. Violou um compromisso assinado com o partido.

Podemos aproveitar este caso para – como escreveu José Medeiros Ferreira – testar a qualidade da opinião em Portugal. (…) Este é um teste para o PCP. Mas também um teste para todo o Parlamento. Na prática Luísa Mesquita passará a deputada independente. E eu quero ver como é que uma deputada completamente isolada de qualquer grupo parlamentar poderá exercer plenamente direitos como o de agendar projectos, intervir no hemiciclo, escolher uma comissão parlamentar, etc, etc."

Excerto de "Luísa Mesquista" artigo de João Pedro Henriques no Glória Fácil.

Também fico a aguardar com curiosidade o resultado das provas. Parece-me que todo o regimento da Assembleia da República está desenhado para directórios partidários/lideranças de grupos parlamentares e não para deputados. E agora, como fica?

A Cooperativa dos Bancários e os Livros

Pelas discussões em que ando envolvido aqui e aqui, já para não falar nas bem mais serenas e instrutivas que fui tendo no Economia e Finanças relativamente à banca em geral e à questão da intervenção governamental na história dos arredondamentos, venho aqui oferecer publicidade de borla à banca. Ou melhor, à Cooperativa dos Bancários. A Cooperativa dos Bancários gere há quase três décadas um pequeno centro comercial na Rua Filipa de Vilhena, com vista para o jardim do Arco Cego (antiga estação de autocarros).

Nesse centro comercial que ocupa um rés-do-chão e uma cave, encontram-se várias lojas, desde um Supermercado, a uma agência de viagens, passando pela tabacaria, perfumaria, pastelaria/snack-bar, loja de malas…uma livraria. Uma livraria. Eis o motivo de todo este pré-texto.

Na cave encontra-se uma livraria com cerca de 40 m2 que garante os serviços mínimos. Por lá vendem-se atempadamente as últimas novidades editoriais (com conhecimento de causa por parte das vendedoras e disponibilidade para deixar encomendado) aos melhores preços da cidade. Então e a FNAC? Se pagar menos cerca de 2 a 3% sobre os preços da FNAC para si é dinheiro e se pretende encher sacos de livros com as últimas novidades para oferecer, a poupança é quase sempre garantida na Cooperativa dos Bancários. A diferença será muitas vezes simbólica mas fica o pretexto para conhecer um recanto fora de moda (das modas hiper) da cidade de Lisboa -)

LX Reporter

LX Reporter. Eis um blogue utilitário para quem se interesse por estar a par de notícias sobre a grande Lisboa – muitas deles que têm pouco espaço para aparecer em órgãos de comunicação profissionalizados.

A iniciativa é gerida pelo blogger/jornalista Miguel Marujo (Cibertúlia) que aqui se saúda!

Por exemplo, já ouviu falar do Transporlis