Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
Subscribe

Archive for Agosto, 2006

E salta Figo, e salta Figo, olé!

Agosto 22, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto No Comments →

Ela: Então não adufas nada sobre o jogo de ontem?

Ele: Não é preciso, está tudo muito bem explicadinho aqui, da primeira à última linha. 

Certas e determinadas coisas?

Agosto 22, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media, Política No Comments →

Estimado vizinho, o Eduardo Cintra Torres, que parodia, estebelece uma relação de causalidade  identificando a pressão (o gabinete de José Sócrates), o pressionado (a RTP) e a consequência: deixar de dar visibilidade noticiosa aos indêncios. Põe-se portanto a jeito para ter de responder perante a justiça se "as informações de que dispõe" não aparecerem para sustentar os seus factos e também perante quem investigue se estatisticamente se sustenta a hipótese de redução de visibilidade dos incêndios na RTP (comparando com as restantes TV e com o comportamento seguido pelos canais nos últimos anos).
Confesso que não percebi muito bem a que propósito a paródia com essas "certas e determinadas coisas" sobre "alguns" blogues. A comparação com a paródia, neste caso concreto, enobrece o artigo de opinião em vez de lhe expor fraquezas. Desconfio que não era esse o objectivo… Se quiser elaborar para que melhor o entenda, é um favor que me faz.
 

Amorre

Agosto 21, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Sociedade No Comments →

"Portugueses continuam a matar e a morrer por amor" (no DN).

A propósito desta lembrei-me desta outra: "Está deprimido? Case-se!" no Portugal Diário.

Epístola a um banco distraído

Agosto 21, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Economia No Comments →

      Querido Banco,

    Se tu fosses mais inteligente do que os outros bancos saberias que terias tudo a ganhar em antecipar-me o trabalho de pensar sequer em mudar de banco. Podias fazê-lo tomando a iniciativa de me contacteres propondo-me, por exemplo, uma redução do spread do meu empréstimo à habitação. Sabes muito bem, melhor do que eu, que a taxa que me cobras há vários anos, competitiva na altura de celebração do contrato, há muito deixou de poder concorrer no mercado; será fácil encontrar outro banco que me ofereça melhores condições cativando-me para a sua carteira.

    Terei então uma opção, mudar para o banco que me oferece um contrato mais interessante ou ficar onde estou se entretanto me deres as mesmas condições. Pode até acontecer que em situação de empate ou mesmo perdendo um pouco, mais que não seja de conforto por ter de me mexer, eu me lembre da mágoa com que fiquei ao te ver tão desinteressado, fazendo-te de esquecido, esperando que também eu me esquecesse que já roçavas a exploração naquilo que me cobravas pelo teu dinheiro.

    Querido Banco, não será melhor mandares-me um carta em antecipação com uma proposta que eu não possa, felizmente, recusar? 

    Com amizade, deste teu ainda cliente. 

Frenesim obscuro (act.)

Agosto 21, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política No Comments →

Leio os "esclarecimentos" do Secretário de Estado sobre a questão da não divulgação em Diário da República de parte das contratações feitas pelo Estado e percebo o seguinte: vão deixar de publicar mas até ao final do ano vão pedir para passar a publicar… Temos então um relevantíssimo acto de gestão pública! O não terem ficado quietos (e passar logo para aquilo que agora propôem fazer até ao final do ano) parece tão ridículo que dá para desconfiar se não haverá má fé, talvez esperando que a coisa caia no esquecimento ou, quem sabe, permitindo que no entretanto se contrarem mais uns quantos de forma duvidosa.

Leio isto e lembro-me da pergunta que o Paulo Gorjão recorda diariamente: cadê o projecto com o MIT?

Corpo em alumínio

Agosto 21, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Mimos No Comments →

Quem diria que o Lidl tem uma outra "Bomba Inteligente" *.

Será possível?

Agosto 20, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política No Comments →

Duas novidades muito preocupantes, se forem verdadeiras.

"«[A]s informações de que disponho indicam que o gabinete do Primeiro-Ministro deu instruções directas à RTP para se fazer censura à cobertura dos incêndios: são ordens directas do gabinete de Sócrates», refere Eduardo Cintra Torres (PÚBLICO, 20.8.2006: 47)."

Paulo Gorjão no Bloguítica

" (…)  “Os eleitores vão deixar de saber quem é que o Governo contrata para a Administração Pública. O Executivo decidiu não voltar a divulgar estes dados em Diário da República”.
Foi assim que Fernanda de Oliveira Ribeiro deu a notícia no Jornal da Noite, da SIC.
Depois de ter tornado gratuito o acesso electrónico ao Diário da República, e muito bem, o governo de José Sócrates aproveita um despacho de um anterior o governo para reforçar a Lei da Rolha.
A confirmar-se esta intenção governamental, os portugueses deixam de poder saber quais são as contratações na Administração Central, em alguns casos levadas a cabo a coberto de insondáveis interesses partidários e outros. (…)
"

Rui Costa Pinto no Mais Actual.

Para ambos os casos aplica-se o máxima do Rui Costa Pinto:

"A gravidade do gesto governamental não pode escapar ao Presidente da República, Cavaco Silva."

Monday morning…

Agosto 20, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal No Comments →

Após uma breve "escapadinha" para me regalar de figos, outros frutos e demais ares raianos, passo por aqui para responder a alguns comentários e pouco mais. A semana prosseguirá trabalhosa, veremos se sobra algum tempo para adufar.

Emprego Líquido (corr.)

Agosto 18, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia No Comments →

Parece que é mesmo verdade. Comparando o número final de trimestre (emprego e desemprego), no espaço de um ano houve um aumento líquido de mais de 40 mil empregos. Convenhamos que poucos admitiriam este cenário como provável nesta altura do campeonato.

Comparando com o mesmo período do ano passado, o trimestre terminado em Julho foi curioso pois tudo aumentou: o desemprego (ligeiramente), o emprego e, naturalmente, a população activa.

Quem se quiser dar ao trabalho de analisar o detalhe por sectores de actividade irá descobrir outras curiosidades. Por exemplo que a Banca e a Saúde Educação continuaram a reduzir o seu número de efectivos no trimestre em causa… Um caminho inverso ao da Agricultura, Transportes e Administração Pública, por exemplo.

Um bebé é só uma pessoa que também vai morrer

Agosto 18, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros No Comments →

Back inside
This chamber of so many doors;
I’ve nowhere to hide.
I’d give you all of my dreams, if you’d help me,
Find a door
That doesn’t lead me back again
-take me away.

"The Chamber of 32 doors", Genesis, The Lamb Lies Down on Broadway

A morte agonizante de um ex-combatente. A morte agonizante provocada por um cancro. A morte agonizante de um idoso entrevado. A morte induzida pela proximidade de todas estas mortes. A família como rede distribuidora de morte onde um bebé é só uma pessoa que também vai morrer.

Entre um povo dividido, dotado de várias formas de não encarar a morte e composto por poucos redutos onde a morte nunca deixou de fazer parte integrada (será esta uma palavra feliz?) da existência individual e colectiva, dizem-me que há toda uma onda de novos romancistas (não cor-de-rosa nem "históricos") que nos oferecem os nossos fantasmas numa bandeja.

Dos outros nada sei, mas se "A Casa Quieta" de Rodrigo Guedes de Carvalho (edição Círculo de Leitores/Dom Quixote) se puder encaixar nessa "nova categoria", então diria que é uma versão concentrada na qual não encontrei pinga de salvação por mais irónico que seja o nome da personagem que tragicamente sobrevive a todas as outras. A forma de escrita não é das mais ortodoxas e surpreendentemente para mim não me causou estranheza alguma, admito apenas que registei algum enfado perante as repetições, a dada altura pereceram-me excessivas, um efeito que poderia ir sendo reduzido ao longo do livro, admitindo que o leitor precisaria de menos sinais para obter o mesmo efeito à medida que "entrasse" na técnica do discurso.

Um dos motes do livro é a estrofe que aqui reproduzo. No meu caso a empatia foi imediata. Quem conhece a música fica a saber ao que vai logo nessa primeira página. Fica a saber ao que andamos todos.

P.S.: Nunca li um romance de António Lobo Antunes.

Outsorcing people-to-people

Agosto 17, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Web No Comments →

"Actualmente já é possível contratar alguém do outro lado do mundo que faça o trabalho por um quinto do preço praticado em Portugal."

Descubra o indiano que há em sim.

Largo da Graça?

Agosto 17, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Mimos No Comments →

Mais uma paragem. O autocarro da Carris abre as portas, entram alguns passageiros e no final da fila sem subir o degrau, compõem-se uma pergunta num português com sotaque tropical.

- Passa na Graça?

Em silêncio o motorista, rapaz novo de óculos de sol à "the fly" parece pensar…

- Ó chefe, este ônibus passa no Largo da Graça? 

O "chefe" finalmente responde:

- Sinceramente não sei e para não o estar a enganar também não vale a pena.

Lá com os pés bem assentes na calçada, o brasileiro é todo estupefacção.

- O motorista não sabe se passa no Largo da Graça?!

- Não sei.

Fecha-se a porta e segue-se viagem. Foi assim em Lisboa, há poucochinho na carreira 42.

Impostos

Agosto 17, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia No Comments →

Estive a espreitar a síntese orçamental de Julho de 2006

O exercício de análise é complicado e perigoso. Enquanto não se chegar ao fim do ano há sempre um rol enorme de comportamentos, regulamentos, legislação e procedimentos do Estado e dos restantes agentes económicos que impede grande parte das comparações homólogas que nos permitiram verificar com segurança como está a correr o ano fiscal. Dito isto deixo uma curiosidade que me parece segura, neste contexto:

O imposto de selo é já, destacado, o terceiro maior imposto indirecto do país tendo aumentado nos primeiros sete meses do ano 9,7%. Só o IVA e o Imposto sobre os petrolíferos é que arrecadam mais receita. Será o "prémio" por ser o imposto mais intrometido do sistema fiscal. É pau para toda a obra, o paradigma do Estado abelhudo, tantas vezes um caso típico de dupla tributação, somando-se a outros, infiltrando-se subrepticiamente.

É também o imposto cuja morte foi mais vezes anunciada. O estretor da sua "morte" está à vista: nunca como hoje levou tanto dinheiro em termos absolutos e relativos para os cofres do Estado. Na minha modesta opinião ganha com distinção o prémio de maior aberração do sistema fiscal português.

Crruu-crruu

Agosto 16, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal No Comments →

Hoje o dia também promete. A bela cagadela de pombo já cá canta.

O final feliz é o que menos conta

Agosto 15, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal No Comments →

Ontem tive um dia "Larry David". Desconfio que hoje não estarei recomendável nem em vinha de alhos (mil vez melhor do que o italianíssimo molho de tomate). Pelo sim, pelo não, fica o aviso para algum incauto leitor, caso me atreva a vir para aqui postar algo corrosivo…



Estatísticas