Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for July, 2006


Alguém que pergunte

" (…) Na última quinta-feira, o Ministério de Teixeira dos Santos tinha dito que as dívidas dos 3.998 contribuintes que foram notificados ascendiam a 1,7 mil milhões de euros. A lista hoje publicada inclui dívidas de 130 milhões de euros ao Fisco."

In Jornal de Negócios On-Line.

Ora se a 1,7 mil milhões tirarmos os 0,13 mil milhões que surgem na lista ficamos com 1,57 mil milhões de euros. Será que o fisco cobrou algo parecido com isto (descontando algumas dívidas inexistentes assim mal classificadas até ontem) no espaço de dois dias úteis?

“Depois há as outras, as MJB boazonas”

" Se há fenómeno que me intriga no mundo do futebol, é o das mulheres dos jogadores. Há toda uma ciência em torno do facto, e desde já sugiro que se faça um estudo sociológico sobre o tema. É porque não basta chegar, fazer olhinhos e… pimba, já cá canta um jogador. Não, meus amigos. Para ser mulher de jogador da bola (vulgo “MJB”), há que passar por todo um processo de formação, estudar afincadamente e possuir determinadas características. (…)"

Começa assim uma peça de antropologia aplicada a esse mundo… er … espantoso do jogadores da bola.

Assina Ana de Bourbon y Olé no novel Sportugal.

Impulso

Hoje, o impulso parece-me bom (entre outros) para comprar marroquinaria, mas péssimo para tomar partidos ou classificar relações, até porque certos estados de alma exigem um grau de envolvimento e de expectativa preliminar que nem sempre estão cumpridos. A traição exige também que se conclua inquestionavelmente pela intencionalidade e premeditação. Perante o tipo de comportamento da parte hoje mais visada (Canãa) que se defende literalmente atrás de civis e perante o mito da infalibilidade  das armas cirúrgicas e da intelligence, tudo fica menos cru. Juntando a isso a inequívoca impossibilidade de confundir a simpatia que tenho pelos que morrem (e sofrem com a guerra) com outras simpatias.

Uma coisa parece certa, depois de hoje, tudo será um pouco mais difícil para quem está farto de ter de enfrentar dilemas morais e assistir a carnificinas todos os dias – que é de forma cínica e sincera quase o máximo que julgo possível a quem aqui vê as notícias. Custa ainda a entender a utilidade politico-militar de continuar com este tipo de intervenção de forma continuada por parte de Israel. Ou têm melhor informação no terreno antes de disparar o gatilho, ou então mais vale mudar já de estratégia militar. Por muito pouco prioritários que sejam os humores de comunidade internacional (seus vizinhos incluídos) na lista de objectivos israelitas, a repetição do que se passou em Canãa e suas ondas de choque trará sempre um custo crescente para Israel.

Termino com um desafio desgastante: mais do que recriminarmo-nos mutuamente com a gradação moral e humana de cada um, ou com a superioridade do nosso clube, tinha piada termos como objectivo último do nosso empenho dar um contributo para pôr um fim pacífico nesta história. Tudo fica complicado quando não há lobos puro sangue nem cordeiros virginais, mas fica ainda pior quando queremos que haja tais lobos e tais cordeiros. E isso não foi alterado com o que aconteceu em Canãa.

Vendem-se!

"Estádios de Futebol com provas dadas em grande competição internacional, como novos, a preços de ocasião.

Encontram-se em exposição em Loulé, Aveiro e Leiria. São conjuntos integralmente desmontáveis. Garantimos a instalação em qualquer local do planeta onde haja amantes do futebol. Temos serviço especial de entrega na África do Sul."

Será que ninguém pega nesta ideia? É que eles são mesmo desmontáveis, senão integralmente, quase.

7 horas

Sete (7) horas seguidas a dormir. Pela primeira vez em dois meses. Pela primeira vez na vida.

Com os cumprimentos da mais pequena lá de casa.

Coisa chata…

Coisa chata esta de não ter nenhum benfiquista como colega de trabalho à mão de semear. O que vale é que tenho um blogue. Ora deixem-me cá afinar a voz. Cá vai disto:

Ninguém pára o Benfica, ninguém pára o Benfica ó-é-o. 

Adenda: Boa sorte com o Viena de Austria. 

Rotundas or bust!

O Dolo Eventual aceita colaborações para a rubrica "As mais belas rotundas de Portugal". Uma homenagem a esse verdadeiro desígnio nacional. Já cá faltava -)

Procura-se um buraco

Procura-se um buraco muito estreitinho onde enterrar o futuro-ex-Procurador Geral da República. Quanto é que acaba o mandato mesmo? 
Há muito que ficou claro que não mereciamos este Procurador. Por muito mal que esteja a nossa auto-estima e por muitas atenuantes que mereçam ser relevadas, estes anos foram muito maus, péssimos para a imagem e para a credibilidade da PGR. E para a justiça, obviamente. Muito triste. Há que recomeçar de novo, urgentemente, com idoneidade, sem derivas politiqueiras.

 

A ler

"Esclarecimentos Públicos", sobre a notícia de ontem envolvendo Manuel Alegre, n’O Canhoto.

E "As lealdades em  debate" no Avatares de um Desejo. Uma análise interessante que ajuda a dispersar alguma perplexidade face a aparentes mudanças de trincheira. Como escrevi há dias, estando de fora – e nós temos estado quase sempre de fora – há um bom pedaço de ingenuidade que permanece, que, só se deixarmos, perderemos, por camadas. Acontece que hoje a "cebola" tem menos camadas, talvez por isso as causas de ontem concorram para o título de prioridade do momento com as novas ameaças há pouco percebidas (por quem já esteve mais longe da guerra).

Engenharias com dolo eventual

A propósito da sugestão aos jornalistas da vizinhança aqui deixada, no ContraFactos & Argumentos apresenta, a propósito do PRACE, uma prova de engenharia, do trabalho de engenharia reestruturadora que também vai graçando pelo governo. Não são precisos muitos exemplos destes para termos as contas feitas.

Fica o publico agradecimento pela dica, ao Pedro F. 

Já agora, ainda no ContraFactos sublinha-se o fio à meada quanto à "notícia" sobre a reforma de Manuel Alegre. Mais uma curiosidade pouco abonatória para aqueles jornalistas do Correio da Manha a juntar à própria "notícia" e à amplificação acrítica que se seguiu.