Nota blogo-esférica
Às 23h09 do dia 19 de Junho de 2006, o sitemeter registou a primeira visita enviada directamente pelo Google.com. Para começar procurava-se muito apropriadamente Salvaterra do Extremo. O Adufe 3.0 nunca mais será o mesmo.
Às 23h09 do dia 19 de Junho de 2006, o sitemeter registou a primeira visita enviada directamente pelo Google.com. Para começar procurava-se muito apropriadamente Salvaterra do Extremo. O Adufe 3.0 nunca mais será o mesmo.
Ainda esta semana aqui falei deles e ei-los de regresso com um novo álbum colocado hoje à venda. Eis o alinhamento:
1. To Die A Virgin
2. Mother Dear
3. Diva Lady
4. A Lady Of A Certain Age
5. The Light Of Day
6. Threesome
7. Party Fears Two
8. Arthur C. Clarke’s Mysterious World
9. The Plough
10. Count Grassi’s Passage Over Piedmont
11. Snowball In Negative
Detalhes na página do grupo, aqui: The Divine Comedy
" (…) Leibniz achava que a mais ínfima parcela da realidade encerra dentro de si todo o universo. Se isso for verdade, como não conjecturar que o segredo último da vida poderá estar oculto num jogo de futebol? Mas só poderá ser descoberto, evidentemente, por alguém que perceba do assunto."
"Perceber de Futebol", in Bl-g- -x-st-
"Quando Messi joga, escreveu Diego Torres, jornalista do El País, pôe uma cara de nada que tanto inquieta os colegas e adversários. O rapaz argentino rejuvenesceu Maradona, juntou as claques da Argentina a Barcelona e, na passada sexta-feira, alegrou as multidões em Gelsenkirschen. (…)"
"Um Homem do Mal: Lionel Messi", in A Natureza do Mal
E por via da caixa de comentários ali de baixo deparei com um outro olhar do Mundial oferecido em fascículos diários pela Snowgaze(starkiss), directamente de Munique para a blogoesfera.
Dica: espreitar a listagem de blogues emigrados que se apresenta por lá, na coluna da esquerda.
Eu gostava de aqui vir falar empolgadamente da exibição do Brasil mas reservo o empolgamento para agradecer aos que em menos de uma semana de nova morada actualizaram a ligação para o Adufe. Agradeço particularmente àqueles que têm ajudado a avisar mais cinco da alteração, como sejam: a Catarina do 100 nada, o António do Há Mouro na Costa, o Bruno do Avatares de um Desejo, o Francisco d’A Origem das Espécies, o Luís e o Carlos do Tugir, o Irreflexões da Grande Loja do Queijo Limiano, ao Pintoff do Insurgente e ao Manuel do Blog Operatório. De certeza que me estou a esquecer de alguém… Ah! Uma nota especial para a equipa do Apdeites e outro para a do Frescos que substituiu o Adufe.pt pelo Adufe 3.0 na sua listagem (desde que o Yahoo comprou o blo.gs que não consigo actualizar a minha lista pessoal).
Entretanto, é bom ver, na coluna de lado, as visitas da vizinhança a chegarem de sítios conhecidos e de outros (por mim) menos visitados, até agora.
Este novo blogue continua em aprumadelas. Há potencialidades (como as páginas "fixas") que estou a começar a explorar e há todo um conjunto de hábitos do velho Adufe (como sejam a profusão de categorias e de chamadas de atenção na coluna lateral) que tenho resistido a importar para aqui. Não há nada como mudar de casa para deitar tralha fora e arrumar o resto.
Uma nota final para o Google: ao terceiro dia de edição de textos por aqui já referenciava o Adufe 3.0. Enquanto o Blogsome permitir e não havendo imponderáveis, este blogue seguirá dentro de alguns momentos. Obrigado.
Não sei se o Nuno Guerreiro passou por aqui ontem, mas o que é certo é que explicou porque é que "no meio dos festejos do jogo surgiu uma pequena bandeira de Israel desfraldada por um dos heróis ganeses".
A resposta está no seu cantinho do hooligan ™ :
" (…)
Horas depois…
Num dos jogos mais emotivos deste Mundial, o Gana vence a República Checa por 2 a 0. No final, festejando a vitória, John Pentsil, jogador do Gana, tira das meias uma bandeira que ali escondera durante todo o jogo: a azul e branca de Israel. Pentsil, que joga no Hapoel Tel Aviv, é um de três jogadores da selecção do Gana a jogar em Israel. (…)"
Uma nota final para os ensinamentos festivos que a comunidade brasileira aqui da vizinhança vai dando a quem os vê e ouve, isto a escassos instantes do início do Brasil-Austrália.
Chegaram da Irlanda e dizem-me que se perdeu a inocência - segundo relatos dos residentes.
Darwin chegou à ilha, descobriu-a para o mundo (disfarçado de escritor, cantor, filósofo ou político) e "estragou tudo". É frequente encontrar os característicos pubs espalhados pelo país agora apresentando serviçais oriundos da Europa do Leste. Os ilhéus parecem não saber ainda como reagir à permanência de quem ali chegou para fazer pela vida. A demografia parece por si só ter mudado as gentes; são agora mais cautelosas no primeiro contacto, com turístas incluidos.
Se bem percebi dizem algo do género: "Fugimos como pássaros e ficamos de atalaia em vez de irmos logo ao vosso encontro. Cobramos entradas onde antes franqueavamos as portas com genuíno prazer". Tudo mudou nos últimos 10 anos… Tudo? Talvez apenas superficialmente; bolsas à parte. De outro modo, como poderia estar eu aqui a falar pelas palavras deles sem ter sequer lá posto os pés?
Uma cerveja ainda é uma cerveja, uma giga ainda é uma giga, o arco iris continua a indicar o tesouro e a Irlanda ainda é uma ilha: com portagem e sem dúvida um pouco maior em tamanho.
Permitam-me deixar por aqui duas sugestões de leitura na blogoesfera lusa.
1º - Em homenagem aos dois jogos da selecção do Gana, a derrota frente à Itália (onde me pareceu antever que podia vir dali surpresa) e a vitória de hoje frente à república Checa, sugiro esta muito curiosa apologia dos pretos lindos pelo FTA no Mau Tempo no Canil. E já agora aproveito para deixar um desafio: no meio dos festejos surgiu uma pequena bandeira de Israel desfraldada por um dos heróis ganeses. Não haverá jornalista que desvende a história?
2º - Finalmente a dica para mais uma reportagem do sempre interessante e muito viajado Pedro do "O céu sobre Lisboa": pelas quelhas do contrabando em terras raianas de ambos os lados da fronteira. A não perder, com direito a adufada.
Lá tive de me converter definitivamente em leitor de feeds. Prefiro o blo.gs/Frescos a avisar-me das actualizações, mas já não é tão fiável por culpa do primeiro e, por outro lado, há vantagens em espreitar de imediato o que se está a escrever de novo.
Durante o processo (estou a usar o bloglines), fui hieraquizando mentalmente os blogues cujo feed subscrevia - grosso modo subscrevi os que enuncio na página de enlaces - de modo a identificar o que apresenta mais assinantes no referido agregador. O líder é, de longe, com mais de 120 assinaturas: Alexandre Soares Silva, um senhor que só conheço desta esfera e que vem no próximo dia 22 pelas 18h30 à Casa Fernando Pessoa. Vale a pena passar por lá (pelo blogue e pela dita casa) para tentar perceber este fenómeno luso-brasileiro (é mais ao contrário mas não soa bem no ouvido).
Para começo de conversa que tal um texto recente com um batuque muito familiar: Meu Brasil brasileirinho.
O autor, em estátua de bronze, passeia por uma das pérolas do império austro-hungaro, enquanto em casa…
" (…) A certa altura, numa das pontes sobre o Grand Canal, em Dublin, há uma placa de bronze no chão: aqui passou o Sr. Leopold Bloom, personagem de Ulysses. É a única cidade onde as personagens dos livros têm direito a placas nas ruas. (…)"
Não sei se a editora ainda existe (VEGA) mas o texto da contracapa de Dubliners que a seguir transcrevo está entre os meus favoritos - sublinho que ainda não li Ulysses. Uma contracapa difícil de encontrar nos dias de hoje onde o encómio não deixa margem para análises, ainda que estas pudessem funcionar por linhas tortas como verdadeiro espicaçador de outras curiosidades.
Reza assim a última meia folha do livrinho minúsculo comprado (400$) num tempo em que apontava a lápis coisas como esta: "Comprado na Feira do Livro da Amadora de 1995":
GENTE DE DUBLIN, (Dubliners), é decerto a obra mais acessível de James Joyce. É nela que este genial virtuoso da literatura do século XX parece ter atingido a maior força de comunicação humana. Tal como Portrait of the Artist as a Young Man, constitui, sem sombra de dúvida, um dos seus mais fortes documentos literários. Composto, na generalidade, por quadros da vida de Dublin, quadros frios, nítidos, objectivos, onde se espalhavam, em toda a sua veracidade, figuras, casos, famílias, ruas, dramas, atmosferas, ridículos, da sua cidade natal, GENTE DE DUBLIN é uma obra isenta dos excessos de intelectualismo com que Joyce, não raro, asfixiava os sentimentos e paixões das suas personagens levando-as a perderem-se sob a trama do seu engenho e artifício. Alusiva ao local que mais terá marcado a sua infância e juventude, GENTE DE DUBLIN, é, talvez por via disso, a sua obra mais profundamente vivida.
in GENTE DE DUBLIN, Colecção Contemporâneos de Sempre, Editora Vega, Lisboa, 1985.
Tradutor: B. de Carvalho
A propósito do TVUPlayer para ver o Mundial à borlix que encontrei referido no Blogue dos Marretas (não sei se funciona pois não confirmei), fui ter à fonte da dica, o blogue Peopleware iniciado em Abril de 2005.
É mais um a usar Wordpress e também mais um a juntar à lista de enlaces do Adufe 3.0. Dicas informáticas (soft e hard), notícias de ciência, gadgets, jogos, etc. Já de lá saquei informação muito jeitosinha para pôr o computador mais manso… Em suma, um blogue útil e interactivo a juntar ao You’ve Got Mail, ambos numa categoria à parte.
Começaram timidamente a aparecer às janelas. Primeiro, na avenida inteira, havia apenas uma solitária, atada às grades de uma varanda de fingir num prédio centenário.
Hoje, uma semana depois, ao descer a mesma avenida, reparei numa nova, de recorte raro: das que merecem pau de bandeira.
Minutos depois, no caminho inverso, descubro um prédio exuberante. Contei sete bandeiras bem tratadas, lustrosas, enchendo a fachada do prédio antigo, de alto a baixo. Todas orgulhosamente proclamando: Ordem e Progresso!
Lá pelo meio, também em pano renovado, revelava-se uma bandeira portuguesa.
Sete a um, portanto.
O Adufe renasceu na sua versão 3.0 em http://adufe.blogsome.com. Actualize o endereço e passe por lá. Você nem sabe o que está a perder… Prima o botão direito do rato sobre a imagem…
Vá atreva-se!
"GM Europa recusou proposta para viabilizar fábrica [da Opel na Azambuja]" in Público.
No passado ano 2005, quando a produção da Autoeuropa manteve o seu ritmo de quebra e, consequentemente, as exportações da empresa diminuíram, a GM/Opel compôs o ramalhete nacional amortecendo de forma significativa a quebra no sector do material de transporte.
Com o encerramento da GM Azambuja, muito dificilmente haverá dinamismo suficiente neste sector para mais do que contrabalançar as perdas de produção/exportações que se adivinham.
Atendendo ao peso do material de transporte nas exportações nacionais, é melhor começarmos a preparar-nos para dizer adeus à recuperação expressiva das exportações que se registou no 1º trimestre do corrente ano.
Da Irlanda, por estes dias, reciclo o Sunrise do Neil Hannon. The Divine Comedy, sempre!
De Van Morrison recordo o mais descontraido e surpreendente dos concertos que vi até hoje (malta da minha idade feita parva a curtir um velhote que lhes fazia lembrar um bom vinho do Porto, era mato), num 1º de Agosto em plena Expo 98 - cenário de crimes diversos como é sabido.
A era dourada dos nossos dias mora na Finlândia diz-me o Carlos Castro, preocupado com a minha reputação económica; diz que já vou atrasado, a Irlanda já era.
Já vou atrasado sim que a tenho sempre preterido a outras paragens aquando da dificil decisão de escolher o destino para as minhas regradas viagens! Ainda que por vezes a memória dela se me atravesse no caminho, como aconteceu um dia em Triestre, ao passar numa ponte.
Haverá mais Irlanda neste blogue. Está decidido.
A ventoinha ruidosa do portátil esgota-me a amplitude do ouvido. Foi pelo olfacto que ela se anunciou chegando-me pela nesga da janela aberta.
Está chover em Lisboa. Já há alguns meses que não chovia de forma sonora, o tempo suficiente para hoje as ruas exalarem o cheiro a terra molhada. Mesmo aqui, no meio do asfalto, é possível fechar os olhos e sentir a humidade quente e intensa como se estivesse lá, debaixo de um freixo à beira do regato.
Update: Se calhar é melhor sair debaixo do freixo. Está a cair uma trovoada valente.