Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for Junho, 2006

Feriados

Junho 23, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política No Comments →

Sugestão de compromisso levando a coisa a sério para destoar com as picardias na Assembleia da República:

  • Conversão imediata em dias de férias dos feriados do 10 de Junho, 5 de Outubro e 1 de Dezembro (o 25 de Abril poderia passar a ser um 4 em um, sendo este eleito "O" feriado Nacional) e ainda dos feriados religiosos do Corpo de Deus (móvel), 15 de Agosto, 1 de Novembro e 8 de Dezembro. 
  • Com uma salvaguarda legal: os quatro dias por conta dos feriados religiosos deveriam poder ser gozados de forma interpolada nas datas que cada um bem entendesse, nomeadamente nas dos antigos feriados.
  • Em suma, cada trabalhador teria direito a mais sete dias úteis de férias por ano que poderia gozar quando bem entendesse. Naturalmente, o número de pontes por ano tenderia a diminuir e, por essa via, o número de dias de trabalho aumentaria um pouco. Mas ganhava-se em respeito pela liberdade (religiosa e não só) de cada um e ganhava-se também maior flexibilidade na organização do trabalho.

Por razões pragmáticas parece-me que não é muito aconselhável mexer em feriados como o da Páscoa, Natal e 1º de Janeiro. O 1º de Maio é o único feriado internacional do nosso calendário e parece-me que continua a haver belíssimas condições para muita gente se identificar com ele.

Provérbios update

Junho 23, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Poesia e Música No Comments →

Mostra-me a lista do teu leitor de MP Três e dir-te-ei quem és.

Edição extra!

Junho 23, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Mimos No Comments →

Sugestão de manchete para jornal, por estes dias, para elevar o nível e desenjoar:

Alguém anda a espalhar berlindes pelo mundo! (ver nos comentários daqui).

Cadê o Salvador da Pátria?

Junho 23, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política No Comments →

O Paulo Gorjão critica em quem votou (Cavaco Silva). Nada de anormal, de facto. É um dos motivos porque gosto de o ler, encontro-lhe coerência nisso porque argumenta inteligentemente. Digamos que esse também é o meu "partido".

Depois alguém lhe diz, "mas isso que criticas estava-se mesmo a ver que ia acontecer!" E o Paulo responde que nesta terra ninguém percebe esta atitute. Traduzindo de forma mais brejeira, o Paulo afirma que quem apoia alguém e visto como tendo a obrigação de assinar de cruz; comer e calar, agora e para todo o sempre.

Pois tendo o Paulo toda a razão e sendo esse um dos nossos principais problemas - uma espécie de clubite partidarística (desculpem o pleonasmo) - talvez desta vez o Paulo esteja também a receber outro tipo de crítica que não recai exactamente na que ele identifica, fruto da guerra de trincheiras, apesar de ser patrocinada por quem esteve de outros lados da barricada…

Digo isto porque estava mesmo a ver-se que este Cavaco era o que íamos ter! Justificar o voto em Cavaco por outro motivos (porque seria o menos mau, porque gostavam de ter um presidnete o mais parecido possível com os anteriores, etc) talvez ainda entendesse, mas ficar a cultivar a crítica nos moldes feitos, ao fim de 100 dias, identificando precisamente o que outros tinham como ilusão, também merece amigável cacetada, para memória futura. Sim, para memória futura, porque a repetição é um factor importante, de várias formas e com consequências diversas. Nem sempre é coisa boa. E como se sabe, haverá eleições daqui a 5 anos.

De ninar - take I

Junho 23, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal, Poesia e Música No Comments →

"Dorme, dorme meu menino
Que a mãezinha já lá vem,
Foi lavar os cueirinhos à fontinha de Belé
m."

(Canção de embalar popular)

Anotações:

1º Não é menino, é menina.
2º Não é a mãezinha é o pai.
3º Belém fica mais longe do que Damasco. E cueirinhos quem os tem?

Não serve. Próxima!!!

À socapa

Junho 22, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Letras e Livros, Mimos No Comments →

Eu nem digo em que contexto foi, mas arranjei 5 minutos, literalmente c-i-n-c-o, para ver onde era a Casa Fernando Pessoa, hoje, por volta das 19 horas. Ainda tive lata de passar pelo 2º andar, com pezinhos de lã… Uma plateia atenta, digo embevecida, ouvia um tipo (o tal) que afirmava poucos minutos depois de eu ter chegado que gostava de ler mas o que lia tinha que ter um pingo de humor, sem ele, podiam até ser muito boas mas … Não gostava de livros sérios de mais. Se não o conhecesse de lado nenhum, esta tirada no meio do pedaço de conversa séria que apanhei, teria ajudado imenso para ficar a simpatizar com a figura. Mas de facto não foi preciso, isto ajuda e o sotaque brasileiro também.

Se algum dia Portugal voltar a ter um ditador, ele terá muito mais sucesso se falar com sotaque do Brasil. Tenho a certeza. Mas não digam a ninguém.

Antes de sair ainda joguei uma partida de matrecos alinhando pela equipa do Pessoa (perdi a bola, mas não digam a ninguém, também). Afinal, bem vista as coisas, já outro havia perdido a baliza antes de mim. Suspeito do próprio, o poeta.

Pronto, agora já sei o caminho, vamos lá ver se passo a passar mais vezes e menos em passe-vite. Para meu bem.

Passar bem.

Adenda: Para mais detalhes é passar pel’A Praia.

Continuando com humor

Junho 22, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto, Mimos No Comments →

Farnerud, Pontus Farnerud. É do Sporting.

O Génio e o Judeu

Junho 22, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Mimos No Comments →

Quem diz judeu diz árabe… Recebido por e-mail:

    Um judeu caminhava pelo deserto, quando encontrou uma garrafa de água.

    Ao abrir a tampa - surpresa! - apareceu um génio:

    - Olá! Sou o génio de um só desejo, às suas ordens.

    - Então, eu quero a paz no Médio Oriente. Veja esse mapa: quero que esses países vivam em paz!

    O génio olhou bem para o mapa e disse:

    - Seja realista amigo. Esses países guerreiam há 5 mil anos! E para falar a verdade, sou bom, mas não o suficiente para isso. Peça outra coisa.

    - Bom… eu nunca encontrei a mulher ideal. Você sabe… gostaria de uma  mulher que tenha senso de humor, goste de sexo, cozinhar, limpar a casa,  não seja ciumenta, fiel, que goste de futebol, que aprecie uma  cervejinha, cheirosa, bonita, jovem, carinhosa e não seja apreciadora de  cartões de crédito.

    O génio suspirou fundo e disse:

    - Deixe-me lá ver a porra desse mapa outra vez!!

Tão mau…

Junho 21, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto No Comments →

A Holanda que venha a jogar assim no Domingo… Uma merdita de jogo, também graças à Argentina, bem entendido. Adiante.

No centro de saúde

Junho 21, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Pessoal No Comments →

Hoje vi o jogo no centro de saúde*. O que por lá vi dava para colorir umas páginas de um livro, uns salpicos pelo meio de uma outra história. Será que é assim, indo ver jogos de bola para o centro de Saúde, que se enchem chouriços (que por vezes são o melhor que alguns livros têm)?

Sobre a angústia do escritor enquanto jovem ignorado leia-se na primeira pessoa este relato da vizinha Dunyaze no Escrita. Começa assim:

"Mandei .. três (3) e-mails a três (3) editoras perguntando se podia enviar para apreciação o meu último livro. Neles descrevia a história e dava a ler um trecho do 1º capítulo (para terem uma ideia do tom da obra).

A semana passada. Até agora nenhuma me respondeu. Fixolas.

Epá, eu tive a cortesia de perguntar primeiro, percebem? Porque não quero estar a desperdiçar o tempo deles - nem o meu. Já para não falar do dinheiro (que é escasso e usado em comida porque, infelizmente, os escritores não vivem do ar nem da puta da Musa e têm de comer todos os dias).
Assim o que é que eu faço? Mando à mesma o manuscrito? Não mando?  (…)"

* Não posso deixar de dizer que o atendimento e o serviço foram excelentes, dos administrativos à médica de família, passando pela enfermeira: a anos luz de outro que recebi numa clínica supostamente toda pipas, para as bandas de Alvalade. Serviço Público 10, Serviço Privado 0.

Para iniciar o dia (act.)

Junho 20, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, INE, Política No Comments →

Da noite de ontem sobra uma bela pergunta do Gabriel Silva no Blasfémias que também gostava de ver respondida.

" (…) O representante do Estado na Comissão de Vencimentos do Banco de Portugal, Miguel Beleza, já apresentou a «reanálise das condições remuneratórias e demais benefícios incluindo prestações de reformas dos membos do Conselho de Administração» para a qual foi nomeado em 8 de Julho de 2005? "

A semana passada andei entretido à procura da net de uma referência a este caso para tentar saber se me tinha escapado o dia em que se anunciou a reforma das reformas do BdP. Afinal, parece que o desígnio da contenção da despesa sugerido pelo novo governador do Banco de Portugal continua a poder ter demonstração pública dentro da sua própria casa.

Vou até um pouco mais longe: e que tal pagar aos técnicos do Banco de Portugal o mesmo que se paga aos que produzem estatísticas oficiais no INE e que em tantos momentos são seus pares no estudo e discussão da realidade económica nacional? A redução da despesa então era capaz de ter lugar no Guiness Book of Records. Fica a sugestão para o ex-governador Miguel Beleza: arrepie caminho, pegue na tabela salarial e carreiras do INE, que não parece chocar ninguém, e aplique-as ao Banco de Portugal. O conselho é de graça.

A bandeira cartoon

Junho 20, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política No Comments →

Pelo que se lê no Público (enlace indisponível) a bandeira de Israel que um jogador do Gana (que joga em Israel) agitou no meio da sua alegria (e que já aqui foi motivo de post em "Salvaterra do Extremo" e em "Desafio Respondido") terá provocado uma mini réplica do episódio dos cartoons - ainda que não consiga  vislumbrar nenhuma reprodução do profeta por entre a estrela de David.

Vejam-se detalhes e o comentário do Tiago Barbosa Ribeiro no Kontratempos: "O mundial e a imagética simbólica" e ainda a reacção do Daniel Oliveira no Arrastão: "Desculpa?".

O novo presidente

Junho 20, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política No Comments →

Sobre a nova era cavaquista, faço minhas as palavras do Luís Novaes Tito.  O que hoje se vê não é nada que não fosse demasiado previsível. Julgava até que no fundo, no fundo, era isto que os seus apoiantes queriam face à ameaçadora instabilidade vaticinada com Soares ou Alegre: "Mais sorrisos, mais pose, mais silêncios, mais faz-de-conta". Segue excerto:

"Acho espantoso como alguns se espantam com o que não provoca qualquer espanto.
Será que os eleitores do actual Presidente da República (os declarados, só falo desses) estavam mesmo convencidos da revolução económica de que falavam em campanha?
Estariam convencidos que a estória do salvador da Pátria era mesmo para acreditar?
Estariam convencidos que os poderes do PR serviriam para fazer o quê, senão tentar, pelo menos no primeiro mandato, andar a par do Governo de maioria absoluta que tem estado a implementar o que ele pensou fazer nos seus mandatos de PM e nunca teve coragem para levar a diante? (…)
"

No Tugir a ler ainda "O fosso entre cidadania e partidocracia" pelo Carlos Castro.  

Vai-se mesmo o PIB?

Junho 20, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia No Comments →

Complemento ao texto "Lá de vai o PIB". Se o efeito nas exportações parece inevitável talvez no PIB não seja assim tão dramático. A GM também gera muitas importações de materiais a serem montados na Azambuja… Em suma, felizmente o valor acrescentado da GM para a economia nacional não tem nada a ver com o da Autoeuropa. Mas mesmo assim é melhor fazer as contas…

Os jornais gratuitos (act.)

Junho 20, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Media No Comments →

A 31 de Março a meio de uma prosa intitulada Diário de Notícias Gratuito escrevi a linha tantas:

(…) Ora bem, um jornal como o Diário de Notícias, não poderia concorrer directamente com o MetroDestak criando uma versão digest, gratuita, a publicar nos mesmo dias em que sai o Metro? O Diário de Notícias não poderia assim potenciar as expectativas que poderia ter de beneficiar mais do que marginalmente da criação de novos leitores de imprensa? Internalizavam-se as perdas, ou os "não ganhos" que assim se oferecem a outros e que se poderão revelar fulcrais em contextos de crise económica.

Se calhar, conseguia-se concorrer no mercado da publicidade que o Metro e o estão a explorar, com um incremento pouco expressivo ao nível do investimento. (…)

Hoje, via Ponto Média, chego à notícia de que o New York Times celebrou um acordo com a versão Nova Iorquina do Metro para partilharem a plataforma publicitária vendendo espaço aos seus anunciates, em simultâneo, em ambos os jornais. Por junto oferecem mais de 2,2 milhões de potenciais alvos publicitários (os leitores das duas publicações). Parece-me que a realidade mais uma vez ultrapassou a ficção, pelo menos a minha ficção.

E por cá, haverá algum rasgo deste género entre a nossa imprensa? Não há crise? Ou… serão "melhores" do que o New York Times?

Adenda: O Pedro F chama-me a atenção para um artigo com mais de um ano que documenta o acto pioneiro entre o NYT e o Metro de Boston, em linha com a sugestão "ficcionada" que aqui fiz. O NYT comprou 49% do Metro…



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