Adufe com ânimo

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for Maio, 2006

The Cow has left the building

Maio 18, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa 2 Comments →

Agora até já andam a roubar vacas artísticas de plástico

Injusto mesmo é haver um relvado magnífico na Alameda Afonso Henriques e não encontrar por lá uma única vaca para a amostra, nem um vitelinho. Afinal os gatunos não descem das Olaias, atacam no ex-libris Campo Pequeno…

Em prol dos direitos dos animais, deixem as vacas pastar!

«E se eu fosse cego?»

Maio 17, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros 2 Comments →

O título do post, acrescentado de Narrativas Silenciadas da Deficiência, é também o título do livro - Edições Afrontamento - que o vizinho Bruno Sena Martins (Avatares do Desejo) vai lançar amanhã em Coimbra e a 9 de Junho em Lisboa. Ficam os votos de sucesso literário e o convite que o Bruno nos faz a todos.

"Coimbra, 18 de Maio, 18:30, Foyer do TAGV

Apresentação com:

Boaventura Sousa Santos; José Guerra (ex-presidente da ACAPO)

Lisboa, 9 de Junho, 18:30, Fnac do Chiado

Apresentação com:

Gonçalo M. Tavares; Humberto Santos (presidente da APD)

Conto convosco."

A concorrência e o défice

Maio 17, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política 9 Comments →

Aqui há uns anos para arranjar receitas extraordinárias, uma muito competente e sereíssima Ministra das Finanças (assim aparece designada há vários anos por vários políticos e jornalistas da nossa praça) vendeu ao principal fornecedor de serviços (ex-monopolísta) a infraestrutura fixa que permite disponibilizar os ditos serviços, mais concretamente as linhas de cobre.

Hoje qualquer concorrente na área de fornecimento de serviços de comunicações que queira concorrer directamente com a PT tentando conquistar os seus clientes, tem sempre de pagar ao senhorio (a própria PT), dono da infraestrutura, uma renda.

Acontece que deixei de ser cliente da PT e fiz-me cliente do Clix à cerca de um ano requerendo a desafectação do lacete local em favor deste último prestador de serviços. Após um conturbado jogo do empurra (com uma demora injustificável por parte da PT  em completar os procedimentos técnicos) passei a ser servido pelo Clix com manifestos ganhos na qualidade do serviço e considerável poupança financeira. Tudo correu bem até à semana passada.

Aconteceu uma avaria na infraestrutura. Informei o fornecedor do serviço que por via de testes lógicos conseguiu identificar o local da avaria (alugures nas ruas de Lisboa entre a central telefónica e a minha casa). Com esta informação disponível informou o senhorio de que tinha de reparar a avaria em tal sítio. Avaria essa que impedia em absoluto a prestação de qualquer serviço, sublinho.

Hoje passados vários dias úteis, o rendeiro (a Clix) continua à espera de um contacto da PT (o senhorio) informando da disponibilidade de um técnico especializado em reparar infra-estruturas que resolva o problema de modo a que a clix possa voltar a concorrer com a PT (o concorrente), prestando o serviço contratado com cliente final.

De facto, a venda da rede fixa à PT foi uma medida de controlo do défice absolutamente extraordinária. É essencialmente por esta via que eu meço a competência técnica e a seriedade política na defesa do interesse público prestada por Manuela Ferreira Leite, então Ministra das Finanças.

Escusado será dizer que tudo isto era previsível na altura e foi matéria de debate.  O problema subsiste há vários anos com custos incalculáveis para a generalidade dos clientes e para a saúde e viabilidade dos concorrentes.

A Sonae, dona do Clix, decidiu este ano comprar a PT. Está quase. Ainda não sei se será bom para mim, mas duvido que seja pior do que aquilo que tenho: nenhum serviço. 

Uma frase para o futuro

Maio 16, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Mimos No Comments →

Eu sou um vaginalista convicto. E você?

É que nem demorei meio segundo a concordar com a senhora, caro Luís

Tese em Processo de Divulgação II

Maio 16, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia 3 Comments →

Em um ano recebi algumas dezenas de pedidos de cópias da tese de mestrado que me ofereci divulgar neste post. Os pedidos parecem ter vindo essencialmente de estudantes, investigadores e cidadãos curiosos com a sua região. Espero não ter defraudado demasiado as expectativas de quem se interessou pelo assunto, tal como espero ter dado resposta à larga maioria dos pedidos (quantos terão caido no saco do spam-mail?).

As palavras-chave ( Análise de Clusters; Análise em Factores Comuns e Específicos; Análise em Componentes Principais, Classificação Económica, Demográfica e Social; Concelhos; Portugal) parecem ter contribuido largamente para direccionar para o adufe alguns dos potenciais interessados o que me permite concluir que por cada desgraçado que aqui chega em busca de "preciso previsão clara e urgente do meu futuro" haja alguns leitores que levam algo mais parecido com aquilo que procuram (nem que seja uns bonecos coloridos com o mapa de Portugal).

E pronto, era só isto, o e-mail continua à disposição, assim como a informação da base integralmente gratuita e actualizada, disponível para quem se atreva, no site do INE

Pobreza Absoluta versus Pobreza Relativa

Maio 15, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política 8 Comments →

Numa reunião internacional a que assisti em Lisboa, há alguns anos, sob os auspícios da Eclac, fiquei com a nítida impressão de que o planeta estava dividido entre duas formas de contar pobres.

De um lado tínhamos os países dito desenvolvidos que privilegiavam as medidas relativas de pobreza (como sejam a popular fasquia resultante de uma fracção da mediana/média do rendimento), países esses entre os quais se incluíam alguns que haviam, no passado recente, declarado ser zonas livres de pobreza mas que agora concediam ter de voltar a abordar o assunto.

Do outro lado da barricada, tínhamos os países onde medições relativas surgiam quase como um luxo. Entre estes, ou simplesmente não se contabilizavam os pobres (o 1 ou 2 dólares por dia calculado pelo Banco Mundial forneciam já por si uma perspectiva aterradora) ou então privilegiavam as medidas de pobreza absoluta, tipicamente definindo cabazes mínimos de subsistência (de acordo com as regiões do país - clima, oferta de bens, etc) - valorizando-os monetariamente e apurando quem teria ou não condições para os adquirir.

Em alguns países percebi que se apuravam dois tipos de cabazes ou cestas, um de indigência (tentando aproximar quem estava em risco de morrer literalmente de fome) e outro com outro nome que integrava na sua constituição um conjunto de bens e serviços considerados necessários para uma vida minimamente condigna.

No final da reunião, que veio a ter sequência nos anos seguintes (e que era já um episódio de um grupo anterior), a principal conclusão foi a da necessidade de as duas partes do mundo partilharem as respectivas metodologias. Estas revelavam-se complementares mitigando mutuamente lacunas e imperfeições como alguns exemplos já então praticados em alguns países demonstravam.

Para contar pobres (um bom pretexto para se estudar e preparar o caminho de combate à pobreza, ainda que algo limitado) é preciso considerar o nível (que pode implicar o esforço de operacionalizar conceitos como dignidade, direitos cívicos e subsistência fisiológica) e é preciso considerar aspectos relativos que ajudarão a perceber a magnitude e diversidade das pobrezas.

No final das contas, desta globalização dos conceitos, seria/será possível perceber até que ponto a pobreza que existe no mundo sub-desenvolvido também existe no 1º mundo e será possível também antecipar até que ponto problema já clássicos neste 1º mundo poderão estar em embrião noutros pontos do mundo.

Como disse no início, a pobreza é multidimensional. Será um fenómeno tendencialmente absoluto onde morrer de fome é corriqueiro mas não podemos admitir que falamos de outra coisa radicalmente diferente quando no espaço de meia geração os mesmos que estavam à beira de morrer de inanição começam a morrer de má nutrição por excesso de ingestão calórica.

A complexidade do fenómeno e a urgência que o seu melhor conhecimento e mecanismo de reprodução e perpetuação impõem em cada sociedade não são consentâneos com abordagens que operacionalizam conceitos exclusivamente pela via da contagem relativizada como parece que vamos fazendo por aqui, como sublinha o JCD, no comentário a este post: "Mini Tratado sobreo que deveriam ser banalidades".

Permitam-me uma nota final para sublinhar que vamos fazendo muito pouco quanto ao estudo macro do fenómeno neste país. E é uma pena que reuniões como a que assisti há vários anos, (então acolhida pelo INE), os estudos que se lhe seguiram nessa mesma casa e os pretextos políticos (da União Europeia) e analíticos do Eurostat, não tenham permitido que a nível de estatísticas oficiais, os dados disponíveis (que aumentaram consideravelmente em riqueza e potencialidades desde o início da corrente década) não produzam mais do que os dois indicadores relativos cujo apuramento e divulgação somos obrigados por via dos imposições comunitários ao nível dos Indicadores Estruturais.

A academia tem tido e deverá ter sempre o seu papel, mas nesta como noutras áreas, já era tempo de se assumir um dos "pacotes" metodológicos disponíveis e passar a divulgar com base regular indicadores oficiais de pobreza em Portugal.

Mais uma vez fica dito, à laia de sugestão.

Zero

Maio 15, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal 5 Comments →

As minhas últimas 65 horas em Lisboa: zero jornais, zero blogues, muito pouca televisão.

So… What’s up doc?

Os parágrafos do dia

Maio 12, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Palavras dos Outros, Política 4 Comments →

Apesar de não ter pegado no assunto por aqui, a novela já vai longa e não consigo deixar de sentir que o governo anda a atirar demasiada areia ao ar.

Há situações onde me parece razoável juntar o útil ao necessário, a saber: reduzir os custos com a saúde, maximizando o eficiência dos gastos públicos e ao mesmo tempo melhorando os índices de segurança no parto. Noutras regiões do país, o risco acrescido que implicam deslocações longas e demoradas entre as residências e as maternidades disponíveis parece ter sido largamente ignorado na contabilização dos ganhos e perdas. Com isto fica no ar - por via da justificação genérica dada pelo governo  e pela falta de argumentos precisos para cada situação concreta - a ideia de que a questão da segurança nos cuidados de saúde serve apenas de pretexto.  O DN hoje evita a perspectiva de analisar cada caso e aborda a questão de forma mais lata. Com toda a oportunidade, sublinhe-se. Ficam os parágrafos do dia e a ligação para o texto integral.

" (…) Silêncio em relação ao privado

"Não entendo o silêncio da tutela e da Ordem dos Médicos em relação ao sector privado", critica o ginecologista/obstetra Miguel Oliveira da Silva. Para o professor da Faculdade de Medicina de Lisboa é imperativo actuar também nesta área.

"Dificilmente as clínicas privadas fazem 1500 partos por ano, mas o que gostaria de saber é quantos partos faz cada médico que ali trabalha. Apesar de muitos deles acumularem com o público, quantos têm a prática considerada de segurança?" Além disso, o obstetra garante que poucas clínicas terão pediatras neonatologistas - um dos requisitos considerados básicos - "porque os grandes prematuros são todos transferidos". "O ministério tem de aplicar os mesmo critérios. O privado tem de ter a mesma qualidade", sublinha."

Maria José Margarido e Rute Araújo no Diário de Notícias de hoje. 

Le ridicule!

Maio 12, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política 3 Comments →

Não é querer desvalorizar o trabalho de quem labora em estatísticas mas a forma como se tentam dramatizar notícias em torno do valor perspectivado para o PIB e simplesmente ridícula. Um exemplo da Sic On-Line:

"O governador do Banco de Portugal reviu em alta a previsão de crescimento da economia portuguesa para este ano. Vítor Constâncio está menos pessimista que há três meses e acredita que a riqueza do país poderá crescer cerca de um por cento (1,0%).

Os sinais de expansão da economia nacional são muito tímidos mas começam a aparecer. Primeiro foi a Comissão Europeia, que com as previsões de Primavera subiu as perspectivas de crescimento, agora é a vez do governador do Banco de Portugal.

Se não se alterarem, as previsões do Banco de Portugal ultrapassam as do Fundo Monetário Internacional, que espera um crescimento para Portugal de 0,8 por cento.

De qualquer forma, ainda não há ninguém TÃO OPTIMISTA como o governo: espera uma expansão de 1,1 por cento para este ano. "

Há algum erro na notícia? De facto não, mas não é preciso errar para se ser ridículo. Estando-se a falar de cenários para a globalidade do ano de 2006, ter uma situação em que os mais extremados divergem em cerca de 0,3 % significa simplesmente que todos estão a dizer a mesma coisa.

É este tipo de análise que nos põe a discutir se uma variação de 0% se trata de um 0% positivo ou negativo (arredondamento para 0% de um valor de -0,04%, por exemplo). Uma discussão que andou na berlinda há não muitos anos.

A pobreza subjectiva

Maio 11, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia No Comments →

Na sequência deste post

Virtualmente cada pessoa pode defender um conceito diferente de Pobreza. Para dar um exemplo mais extremado (pela complexidade da tarefa) recordo-me que há alguns anos nas Filipinas, num inquérito onde "apenas" se queria perguntar aos habitantes de várias ilhas se se consideravam pobres, os investigadores tiveram de elaborar formulários com textos diferentes para tentarem aproximar o mesmo conceito.

Mesmo em ilhas onde a língua ou dialecto pouco diferiam, a conotação dada à mesma palavra podia ser radicalmente distinta (ao ponto de passar de inócua a ofensiva). Estudar a pobreza nesta perspectiva exige um estudo atento da semântica com o objectivo de entregar o máximo de subjectividade ao respondente e não ao investigador.

Neste sentido procurar um mínimo denominador comum não é um disparate. Por cá (na União Europeia via Eurostat e respectivos INE’s), não se pergunta a cada indivíduo inquirido se se considera ou não pobre, pede-se-lhe antes que escolha qual a qualificação de entre uma escala gradativa disponível que melhor responde ao grau de facilidade/dificuldade com que consegue fazer face às despesas do mês. Da análise desses resultados extrai-se um indicador de pobreza que poderemos baptizar de subjectiva.

(continua) 

Blog da Estrela

Maio 11, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia 2 Comments →

Eis um blogue recente que nos fala do alto da serra, o lema diz quase tudo:

"Algarvear a Serra da Estrela? Não, obrigado!" o nome diz o resto "O Cântaro Zangado".

O disparo do dia

Maio 11, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media No Comments →

A saga continua: "Metais disparam para novos máximos" no Jornal de Negócios.

Mini tratado sobre o que deveriam ser banalidades

Maio 11, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia 6 Comments →


Ã?ndice de Gini no Mundo (via wikipedia)
A pobreza é um fenómeno multidimensional.

Estudar a pobreza utilizando apenas uma das suas dimensões pode, no limite, indicar-nos o oposto do que obteríamos por via de uma análise multivariada. Digamos que o risco de sair disparate parece bem mais plausível se olharmos apenas, por exemplo, para o que cada um ganha por mês. Por outro lado, se procurarmos incansavelmente todas as dimensões da pobreza antes que nos atrevamos a sobre ela dissertar, acabamos… cansados e provavelmente teremos falado tarde demais, inutilmente. Um dilema muito recorrente em qualquer análise de fenómenos sociais.

Um exemplo típico de como não estudar a pobreza (suponho que ensinado nas escolas mais distraídas para o assunto) é pegar num indicador que mede a desigualdade de distribuição do rendimento (por exemplo, o índice de Gini), comparar esse indicador entre vários países e determinar com base nele qual é mais pobre. Qual é o erro? A (desigualdade) da distribuição do rendimento não é um sinónimo de pobreza. Foi explorando este logro que os nossos vizinhos Blasfemos se divertiram um pouco ontem neste post (e também neste).

Se acreditarmos que a desigualdade de distribuição do rendimento, acima de determinado patamar, é geradora por si de mau estar social (no limite a inveja graça grassa mesmo entre uma população constituida apenas por ricos e muito ricos) então talvez o Ã?ndice de Gini seja interessante enquanto indicador avançado do Bem Estar Social. Mas mesmo assim é curto…

Se lhe juntarmos indicadores de pobreza absoluta, monetária (relativa), subjectiva, de privação (condições de vida) e de persistência (em algum ou em todos os indicadores anteriormente mencionados), então o Indicador de Gini também pode ajudar-nos a perceber a magnitude das implicações sociais do fenómeno da pobreza. Afinal, se encontro um país onde se registem de forma generalizada vários "tipos" de pobreza, saber adicionalmente se existe ou não  desigualdade de distribuição do rendimento face ao cenário igualitário (é o que mede o Ã?ndice de Gini) não me parece que seja informação inútil para um decisor político melhor fundamentar as suas medidas de política economica, percebendo com melhor nitidez quais os seus próprios limites.

What happend to Vitor Constâncio?

Maio 10, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política 2 Comments →

Nos últimos tempos o vizinho Paulo tem andado preocupado com o aparente sumiço de Vitor Constâncio.

Eis que o Governador apareceu hoje na "Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças, onde foi falar de supervisão bancária" e onde acabou por anunciar a revisão em alta (de 0,8 para 1,0 por cento) das estimativas do Banco de Portugal para a evolução do PIB português em 2006 - seguramente já incorporando nos seus cálculos os números ontem divulgados pelo INE, relativos ao Comércio Internacional (Janeiro a Fevereiro) e Extracomunitário (Janeiro a Março). A propósito deste números recomendo vivamente uma análise mais detalhada dos quadros estatísticos disponíveis aqui e aqui, respectivamente.

Recordo que os dados relativos ao PIB para o 1º trimestre de 2006 serão conhecidos no início de Junho. Mais precisamente em 9 de Junho. No sítio do costume.

O parágrafo do dia

Maio 10, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media, Palavras dos Outros 14 Comments →

Por Domingos Amaral no Diário Económico, mais um contributo contra o pensamento único. Reza assim:

" (…) Os povos europeus já perceberam que há alguma coisa errada nesta história. Não se lhes pode exigir flexibilidade quando os colocamos numa camisa-de-forças. Nenhum dos 52 estados federais americanos tem tantas limitações como os governos europeus. Numa Europa onde a maioria dos povos não aceita leis laborais à americana, nem pode mover-se com a facilidade com que os americanos se movem, criar uma macroeconomia tão inflexível foi um erro. Se acordarem a tempo, os políticos europeus ainda podem alterar o rumo dos acontecimentos. Caso contrário, ficarão numa eterna e um pouco patética batalha ideológica, entre “liberais” que querem transformar a Europa na América e “socialistas” que querem manter a “protecção social” a todo o custo, enquanto o continente europeu afocinha na anemia e na desilusão.  "

O resto está aqui



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