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	<title>ComentÃ¡rios em: Uma vela no Rossio (act.)</title>
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	<description>As armas do meu Adufe nÃ£o tÃªm signo nem fronteira</description>
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		<title>Por: J.R.</title>
		<link>http://adufe.net/2006/04/uma-vela-no-rossio-act/comment-page-1/#comment-6548</link>
		<dc:creator>J.R.</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Apr 2006 11:40:30 +0000</pubDate>
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		<description></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>LuÃ­s BonifÃ¡cio</p>
<p>Eu &#8220;prefiro&#8221; pensar que teria a &#8220;educaÃ§Ã£o-moral-Ã©tica&#8221;&#8230; o que for&#8230; de ser uma pessoa HONRADA e PIEDOSA:</p>
<p>Passado este dia, que era o segundo desta perseguiÃ§Ã£o, tornaram terÃ§a-feira este danados homens a prosseguir a sua crueza, mas nÃ£o tanto quanto nos outros dias porque jÃ¡ nÃ£o achavam quem matar, pois todos os cristÃ£os-novos que escaparam desta tamanha fÃºria, serem postos a salvo por pessoas honradas, e piedosas que nisto trabalharam tudo o que neles foi.â€?DamiÃ£o de GÃ³is (1502-1574), in â€œChronica do Felicissimo Rey D. Emanuel da Gloriosa MemÃ³riaâ€?, escrito em Lisboa entre 1566 e 1567.</p>
<p>Pq encarar a possibilidade de cobardia de nada fazer Ã©&#8230; insuportÃ¡vel.</p>
<p>A outra hipÃ³tese estÃ¡ fora de questÃ£o.</p>
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		<title>Por: Arrebenta</title>
		<link>http://adufe.net/2006/04/uma-vela-no-rossio-act/comment-page-1/#comment-6547</link>
		<dc:creator>Arrebenta</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Apr 2006 02:06:02 +0000</pubDate>
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		<description>A PaixÃ£o de Israel 

Como CidadÃ£o do Mundo, e, particularmente, como exilado interno lusitano, venho, atravÃ©s deste texto, associar este blogue a um dos momentos mais negros da nossa HistÃ³ria Nacional.

Como estÃ¡ largamente documentado na Rua da Judiaria, celebram-se, no dia 19 de Abril, os 500 anos do infame massacre perpetrado pelos nossos antepassados sobre os antepassados dos nossos concidadÃ£os de credo judaico. Um pouco por todo o lado se pede que nos associemos, e nesse dia acendamos, no Rossio, uma vela evocativa. Contudo, mais importante do que essa vela, convÃ©m que saibamos reacender a vela de uma memÃ³ria interior.

NÃ£o me vou ater aqui a pormenores histÃ³ricos, estÃ£o devida, e lapidarmente, descritos na Rua da Judiaria: em 1506, terÃ£o, por alto, sido chacinados e queimados vivos cerca de 4 000 dos nossos compatriotas, mais do que compatriotas, vizinhos de Lisboa, tÃ£o-sÃ³ por uma diferenÃ§a de credo, algumas referÃªncias de texto, e diferentes denominaÃ§Ãµes daquele deus Ãºnico dos 3 MonoteÃ­smos.

Quando me falam de Judeus, de CristÃ£os e de MuÃ§ulmanos, imediatamente me acorre Ã  ideia o Califado de CÃ³rdoba, onde, nos tempos intermÃ©dios da Reconquista, essas trÃªs religiÃµes se uniram, para dar lugar a uma das mais espantosas floraÃ§Ãµes culturais da PenÃ­nsula, onde os pensares eram comuns, as sinagogas moÃ§Ã¡rabes, os prÃ­ncipes cristÃ£os versados nas lÃ­nguas mouras, o filosofar Ã¡rabe assimilado por todas as teologias, e as Igrejas de Cristo um lugar de cultos partilhados. Tudo o resto foi, depois, uma mera sombra cultural.

Portugal, paÃ­s ingrato, mostrou-se sempre exÃ­mio em mutilar as suas melhores cabeÃ§as: num tempo de acolhimento, comeÃ§ou por juntar os restos dos perseguidos TemplÃ¡rios com o ancestral Saber Judeu. DaÃ­ terÃ¡ resultado a nossa Ãºnica epopeia, a dos Descobrimentos, atÃ© que prÃ­ncipes mal aconselhados, ao sabor das conveniÃªncias, resolveram substituir a ConvivÃªncia pela IntolerÃ¢ncia, obrigando ao exÃ­lio, Ã  mentira da pele de uma religiÃ£o forÃ§ada (o que Ã© um cristÃ£o-novo, senÃ£o mais uma alma humilhada?...), e, por fim, a essa indesculpÃ¡vel hecatombe, iniciada em 19 de Abril de 1506.

Toda a nossa Ã©pica sucumbe nessa forÃ§ada Segunda DiÃ¡spora, onde as melhores mentes judaicas acabaram por levar o seu saber para as terras da tolerante Holanda, tornando-a na nova potÃªncia, que rapidamente substituiu o soÃ§obrado ImpÃ©rio PortuguÃªs.

Faz parte da cruz judaica a rÃ©gua de dois saberes: 1) a de que mais tarde, ou mais cedo, ele serÃ¡ perseguido; 2) a de que, posto que essa perseguiÃ§Ã£o inexoravelmente virÃ¡, lhe convÃ©m estar, ao mÃ¡ximo, preparado para ela. Isto gerou Judeus ricos, e Judeus sÃ¡bios, e Ã  volta disto, semeou-se sempre uma infindÃ¡vel histÃ³ria de mal disfarÃ§adas invejas.

Quando ligo a televisÃ£o, tudo o que sinto de repulsa pelo presente xadrez de Ã³dios do PrÃ³ximo e do MÃ©dio Oriente consegue estender-se atÃ© esse dia de hÃ¡ 500 anos atrÃ¡s. Dir-se-Ã¡ que estÃ£o distantes, e que sÃ£o povos que nos sÃ£o quase alheios; todavia para quem invoca, repetidamente, o lema do paÃ­s dos brandos costumes, relembro que esses bÃ¡rbaros de hÃ¡ meio milÃ©nio atrÃ¡s, tambÃ©m foram nossos antepassados, ou, por palavras outras, para que conste, que todos nÃ³s, Portugueses de hoje, deles descendemos, e descendemos em linha directa de culpa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A PaixÃ£o de Israel </p>
<p>Como CidadÃ£o do Mundo, e, particularmente, como exilado interno lusitano, venho, atravÃ©s deste texto, associar este blogue a um dos momentos mais negros da nossa HistÃ³ria Nacional.</p>
<p>Como estÃ¡ largamente documentado na Rua da Judiaria, celebram-se, no dia 19 de Abril, os 500 anos do infame massacre perpetrado pelos nossos antepassados sobre os antepassados dos nossos concidadÃ£os de credo judaico. Um pouco por todo o lado se pede que nos associemos, e nesse dia acendamos, no Rossio, uma vela evocativa. Contudo, mais importante do que essa vela, convÃ©m que saibamos reacender a vela de uma memÃ³ria interior.</p>
<p>NÃ£o me vou ater aqui a pormenores histÃ³ricos, estÃ£o devida, e lapidarmente, descritos na Rua da Judiaria: em 1506, terÃ£o, por alto, sido chacinados e queimados vivos cerca de 4 000 dos nossos compatriotas, mais do que compatriotas, vizinhos de Lisboa, tÃ£o-sÃ³ por uma diferenÃ§a de credo, algumas referÃªncias de texto, e diferentes denominaÃ§Ãµes daquele deus Ãºnico dos 3 MonoteÃ­smos.</p>
<p>Quando me falam de Judeus, de CristÃ£os e de MuÃ§ulmanos, imediatamente me acorre Ã  ideia o Califado de CÃ³rdoba, onde, nos tempos intermÃ©dios da Reconquista, essas trÃªs religiÃµes se uniram, para dar lugar a uma das mais espantosas floraÃ§Ãµes culturais da PenÃ­nsula, onde os pensares eram comuns, as sinagogas moÃ§Ã¡rabes, os prÃ­ncipes cristÃ£os versados nas lÃ­nguas mouras, o filosofar Ã¡rabe assimilado por todas as teologias, e as Igrejas de Cristo um lugar de cultos partilhados. Tudo o resto foi, depois, uma mera sombra cultural.</p>
<p>Portugal, paÃ­s ingrato, mostrou-se sempre exÃ­mio em mutilar as suas melhores cabeÃ§as: num tempo de acolhimento, comeÃ§ou por juntar os restos dos perseguidos TemplÃ¡rios com o ancestral Saber Judeu. DaÃ­ terÃ¡ resultado a nossa Ãºnica epopeia, a dos Descobrimentos, atÃ© que prÃ­ncipes mal aconselhados, ao sabor das conveniÃªncias, resolveram substituir a ConvivÃªncia pela IntolerÃ¢ncia, obrigando ao exÃ­lio, Ã  mentira da pele de uma religiÃ£o forÃ§ada (o que Ã© um cristÃ£o-novo, senÃ£o mais uma alma humilhada?&#8230;), e, por fim, a essa indesculpÃ¡vel hecatombe, iniciada em 19 de Abril de 1506.</p>
<p>Toda a nossa Ã©pica sucumbe nessa forÃ§ada Segunda DiÃ¡spora, onde as melhores mentes judaicas acabaram por levar o seu saber para as terras da tolerante Holanda, tornando-a na nova potÃªncia, que rapidamente substituiu o soÃ§obrado ImpÃ©rio PortuguÃªs.</p>
<p>Faz parte da cruz judaica a rÃ©gua de dois saberes: 1) a de que mais tarde, ou mais cedo, ele serÃ¡ perseguido; 2) a de que, posto que essa perseguiÃ§Ã£o inexoravelmente virÃ¡, lhe convÃ©m estar, ao mÃ¡ximo, preparado para ela. Isto gerou Judeus ricos, e Judeus sÃ¡bios, e Ã  volta disto, semeou-se sempre uma infindÃ¡vel histÃ³ria de mal disfarÃ§adas invejas.</p>
<p>Quando ligo a televisÃ£o, tudo o que sinto de repulsa pelo presente xadrez de Ã³dios do PrÃ³ximo e do MÃ©dio Oriente consegue estender-se atÃ© esse dia de hÃ¡ 500 anos atrÃ¡s. Dir-se-Ã¡ que estÃ£o distantes, e que sÃ£o povos que nos sÃ£o quase alheios; todavia para quem invoca, repetidamente, o lema do paÃ­s dos brandos costumes, relembro que esses bÃ¡rbaros de hÃ¡ meio milÃ©nio atrÃ¡s, tambÃ©m foram nossos antepassados, ou, por palavras outras, para que conste, que todos nÃ³s, Portugueses de hoje, deles descendemos, e descendemos em linha directa de culpa.</p>
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		<title>Por: Rui MCB</title>
		<link>http://adufe.net/2006/04/uma-vela-no-rossio-act/comment-page-1/#comment-6546</link>
		<dc:creator>Rui MCB</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Apr 2006 21:05:38 +0000</pubDate>
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		<description>Por mais contextualizaÃ§Ã£o que possa haver Ã© animador perceber que mesmo entÃ£o houve quem percebesse e relatasse o que se passou.

Ã‰ espantoso, MÃ¡rio, como descubro ainda hoje tantas trevas entre gente que deveria estar mais iluminada. 

Quanto Ã  questÃ£o, eu tanto posso ser um descendente das vÃ­timas como dos verdugos e a possibilidade de assim poder encarar as coisas acaba por ser uma das vantagens da histÃ³ria.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por mais contextualizaÃ§Ã£o que possa haver Ã© animador perceber que mesmo entÃ£o houve quem percebesse e relatasse o que se passou.</p>
<p>Ã‰ espantoso, MÃ¡rio, como descubro ainda hoje tantas trevas entre gente que deveria estar mais iluminada. </p>
<p>Quanto Ã  questÃ£o, eu tanto posso ser um descendente das vÃ­timas como dos verdugos e a possibilidade de assim poder encarar as coisas acaba por ser uma das vantagens da histÃ³ria.</p>
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	<item>
		<title>Por: MÃ¡rio</title>
		<link>http://adufe.net/2006/04/uma-vela-no-rossio-act/comment-page-1/#comment-6545</link>
		<dc:creator>MÃ¡rio</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Apr 2006 00:22:00 +0000</pubDate>
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		<description>Que farÃ­amos se lÃ¡ tivessemos estado nesse dia ?NÃ£o quero ser pessimista, mas se calhar a maioria de nÃ³s tinha participado nisso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Que farÃ­amos se lÃ¡ tivessemos estado nesse dia ?NÃ£o quero ser pessimista, mas se calhar a maioria de nÃ³s tinha participado nisso.</p>
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		<title>Por: LuÃ­s BonifÃ¡cio</title>
		<link>http://adufe.net/2006/04/uma-vela-no-rossio-act/comment-page-1/#comment-6544</link>
		<dc:creator>LuÃ­s BonifÃ¡cio</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Apr 2006 23:26:32 +0000</pubDate>
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		<description>Ao colocarmos uma vela no dia 19 de Abril, mais que honrarmos os mortos, estaremos a lembramo-nos do dia em que a nossa decadÃªncia ficou traÃ§ada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ao colocarmos uma vela no dia 19 de Abril, mais que honrarmos os mortos, estaremos a lembramo-nos do dia em que a nossa decadÃªncia ficou traÃ§ada.</p>
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