Adufe com ânimo

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
Subscribe

Archive for Abril, 2006

Mais funcionários públicos

Abril 19, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Curiosidades Estatísticas, INE 1 Comment →

Pois é Paulo, eu também gostava de saber o que o Banco de Portugal sabe - ver relatório da primavera e pesquise "funcionários públicos": conseguiu fazer a conta de modo a perceber que o número de funcionários públicos aumentou em 2005.

Já agora, conseguirão responder à pergunta: quantos há e em que sectores da administração? É que outros pedem batatinhas a quem de direito e historicamente esbarram com um "quase segredo" de Estado.

É a vida! 

Arquitectos Sem Fronteiras

Abril 18, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Ciência e Tecnologia, Portugal 1 Comment →

Não conhecia esta organização não governamental; a sugestão é do Manuel Marques. Aqui fica:

"Arquitectos Sem Fronteiras Portugal (ASFP) tem como objectivo, reunir arquitectos e outros profissionais, que queiram dar assistência voluntária, no campo do planeamento e do projecto arquitectónico da edificação, do urbanismo, do ordenamento do território e do meio ambiente, a povoações de zonas deprimidas, por condições naturais ou económicas desfavorecidas.

Associação dos Arquitectos Sem Fronteiras - Portugal (ASF-P). Constituída como pessoa colectiva de direito privado, de tipo associativo, e sem fins lucrativos no dia 29 de Maio de 2000, com estatutos próprios publicados em Diário da República, III Serie , suplemento, Nº 200 , a 30 de Agosto de 2000."

A ler

Abril 18, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: INE, Palavras dos Outros Comments Off

Aqui está um assunto que muito interessa ao INE e não só. "Salvemos o Censo" n’O Canhoto, por Rui Pena Pires.

18h00

Abril 18, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal 1 Comment →

Duas sugestões para hoje:
Esta e esta bem apresentadas pela Miss Pearls.

(Também recebidas por mail na caixa de correio do adufe - desconfio que algumas outras foram inadvertidamente confundidas com spam mail… sorry!)

A grávida, a maternidade, o ministro e o resto

Abril 18, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 6 Comments →

Ela: E então, com a credencial do médico de família na mão a recomendar aquela maternidade, que é só a maternidade que fica mais perto da nossa casa, disseram-me que não podia ir ali a consultas de obstetrícia e muito menos ter o filho, pois não é a maternidade da nossa área de residência.

Ele: Mas agora deu-te para fazer política, moça? 

Ela: E ainda tenho de ir ao Centro de Saúde outra vez, marcar consulta com o Méidco de Família, para lhe ir pedir outra credencial para me deixarem ir à maternidade da nossa área de residência! 

Ele: Bem isso já é má vontade tua. Então podes andar mais duas manhãs e/ou tardes de passeio sem perda de vencimento e ainda reclamas? Olha, manda um mail ao TBR e reza a São Simplex que o gabinete do utente do Ministério da Saúde passou directamente do período experimental ao período de "problemas técnicos", desde Outubro de 2005. Ou então, passa pelo Totta, contrai um empréstimo e vai ao hospital dos Mellos. Que tal assim?

Para que serve a memória?

Abril 18, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política Comments Off

Por estes dias chegam notícias de batalhas sectárias entre Muçulmanos e Cristãos Coptas nas ruas de Alexandria… Tal como há seis anos, tal como há seicentos anos atrás…

Cheira-me bem

Abril 16, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa, Política Comments Off

" Mouraria com recolha selectiva porta-a-porta

O bairro da Mouraria, em Lisboa, vai passar a ter recolha porta-a-porta de resíduos indiferenciados e valorizáveis a partir do dia 17 de Abril. Esta iniciativa faz parte do pacote de 309 medidas anunciadas nos primeiros 180 dias de governação do presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues."

A pergunta

Abril 15, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Palavras dos Outros Comments Off

"(…) Ainda se lembram do Simplex e da desburocratização?" Por António José Teixeira no DN.

P.S.: O Lutz voltou ao tema do que fazer com a memória do massacre de Lisboa, tentando navegar por pares agitados.

Uma onda feita de chão

Abril 15, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto 3 Comments →

A terra tremeu e ele não con-venceu.

Memória

Abril 14, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Religião 13 Comments →

Há 2006 anos, mais coisa, menos coisa, mataram um judeu numa cruz… Em Jerusalém.

 

A Memória e o esquecimento“, pelo Nuno Guerreiro, na Rua da Judiaria.
velas0012.jpg

Os deputados e o parlamento (act.)

Abril 13, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Mimos, Política 10 Comments →

Ex.mo Sr. Presidente da Assembleia da República 

Estabelecida que está a questão da falta de quórum no paralamento (mais de metade dos deputados não esteve presente no hemiciclo no momento das votações de ontem), e confirmando-se, como é habitual nestas situações, que a grande maioria dos ausentes se encontrava na altura ao serviço do paralamento e da nação, proponho desde já, com carácter de urgência, o aumento do número de deputados no paralamento português.

Para o efeito julgo pertinente que se crie uma comissão paralamentar para estudar o assunto conferindo-lhe plenos poderes para consultar especialistas que garantam o bom aconselhamento nesta matéria. A título provisório, e enquanto prosseguirem os trabalhos da referida comissão, proponho ainda uma revisão extraordinária da Constituição da República que aumente de imediato em 50% o número de paralamentares de forma a minimizar, desde já, que se repita o evento de ontem o qual, para todos efeitos, se revelou extremamente lesivo da boa imagem dessa instituição fulcral do Estado de Direito Soberano que é portugal.

Assina um secretário:

Humberto Amaçanado 

Micro-causa Simplex

Abril 13, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Política Comments Off

Recebido por e-mail:

"Coloquei no Kontratempos um post para promover a divulgação de actos administrativos que podem ser desburocratizados na função pública, pequenos obstáculos que surgem na vida de todos os dias e que as medidas mais macro do governo dificilmente conseguirão eliminar:

 
Daqui a uns dias, publicarei uma lista com todos os contributos recebidos. Se acharem isto pertinente, sugeria a divulgação nos vossos blogues.

A nossa casa - ignorando os marimbondos

Abril 12, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Poesia e Música Comments Off

Recolhido daqui, para a M.

Se um dia quisermos vender a casa, pomos isto no anúncio:

«Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor./ Outras vezes encontro nuvens espessas./ Avisto crianças que vão para a escola./ Pardais que pulam pelo muro./ Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais./ Borboletas brancas, duas a duas,/ como refletidas no espelho do ar./ Marimbondos que sempre me parecem/ personagens de Lope de Vega./ Às vezes, um galo canta./ Às vezes, um avião passa. […]» [Cecília Meireles] "

Uma vela (III) - actualizado

Abril 12, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Religião Comments Off

" (…) Se salvar uma pessoa é salvar todo o mundo, acender uma vela por uma das vítimas do pogrom de Lisboa é acender uma vela por todas elas. Onde quer que seja. Uns acenderão essa vela por causa da memória; outros acenderão uma vela para que a perseguição e o massacre não tenha sentido, nem hoje nem na nossa memória. Não se trata de uma peregrinação enquadrada pela política ou pela redenção da história.

(…)

Por outro lado, gostaria de deixar claro que me parece ridículo que o Estado português peça perdão pelo pogrom de 1506, pela Inquisição de Évora ou de Lisboa, pelo horror causado pelos frades dominicanos, pelos mortos que armazenou e pelo que deixou que se fizesse. As coisas estão feitas. O único perdão possível é não relativizar. A reparação é outra coisa, e só pode ser feita com o coração. Por isso, sim, eu vou acender uma vela no dia 19 de Abril. Nós vamos acender uma vela no dia 19 de Abril (no Rossio, na janela de casa, à porta da igreja de S. Domingos, na nossa rua, à porta da sinagoga, onde quisermos) e isso é uma coisa que não se discute. Que nem sequer está em discussão. (…)"

Francisco José Viegas n’A Origem das Espécies

Adenda: "O Comentário do Alemão" pelo Lutz Bruckelmann

Na sequência deste post e suas ligações. 

Mais contributos

Abril 11, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Religião Comments Off

N’O Tempo dos Assassinos, a discussão aqui partilhada continua:

"Ainda na sequência da discussão em torno da iniciativa do Nuno Guerreiro, a Helena, no Dedos de Conversa, e a Ana Cláudia Vicente, n’O Amigo do Povo, levantam um tópico paralelo e bastante relevante: perante o receio da instrumentalização, a desconfiança facilmente se converte em paralisia ou em alienação das formas de associação.

(…)

A manipulação afecta negativamente os fundamentos democráticos da liberdade e autonomia do indivíduo, assim como afecta, mais a jusante, através das reacções de defesa que pode gerar, a forma de relacionamento em sociedade. Os mecanismos de defesa terão de ser muito bem (re)equacionados, de forma a garantir que não estamos a corrigir um mal com outro. Mas que, nesse desígnio, não se esqueça que não é somente um problema que está em questão, mas sim dois, e que existe uma relação causal entre eles à qual não podemos ficar indiferentes."

Entretanto no Quase em Português listam-se, com actualizações, as opiniões recolhidas pela blogoesfera. 

Voltando ao início, na Rua da Judiaria:

Renovo mais uma vez o desafio feito antes aqui: que no dia 19 de Abril vão à Baixa de Lisboa e no Rossio acendam uma vela simbólica por cada uma das vítimas. Quatro mil velas que iluminem a memória."



Estatísticas