69
Incontestável: um 69 é o pior que pode acontecer ao Sporting nesta época futebolÃstica que esta semana termina.
Incontestável: um 69 é o pior que pode acontecer ao Sporting nesta época futebolÃstica que esta semana termina.
Recebido por e-mail (actualizações no blog Mundo Pessoa):
"MAIO 2006 - Casa Fernando Pessoa (ligação para saber morada)
dia 4 / 18h30 – Voltar a Ler Fernanda de Castro I
(A poesia e as memórias: apresentam Eduardo Pitta e Miguel Real);
dia 9 / 18h30 – Antes que venha o Mundial: futebol e literatura I [A ESCRITA DO FUTEBOL]
(O futebol como matéria-prima. Os livros, os escritores e o acto criativo da escrita sobre futebol.
Convidados: Ã?lvaro Magalhães, Ferreira Fernandes, Ivan Nunes, Ricardo Araújo Pereira e Torcato Sepúlveda.);
Já andava com saudades de um oráculo, ou melhor, de um teste. Encontrei um muito simplezinho (só interessa a idade) na Bomba Inteligente que se lamenta da sua sorte. Afinal também entende de baleiês a nossa vizinha poliglota. Lembre-se do Nemo. A mim calhou este na rifa. Tudo bem, desde que tenha ascendente em Leão. Aliás este teste é particularmente original, convida-se a vizinha Bomba a repetir o teste, pode ser que tenha uma surpresa :)
| You Were a Dog |
You are an excellent companion and a loyal friend.A good protector, you smell trouble before it arrives. |
A Conchanata já abriu e está exactamente igual, como convém (bem…o preço subiu um bocadinho)!
Vêm de Itália todos os anos, talvez nas motorizadas que são a paixão de ambos. Param por cá de Abril a Outubro (dependendo um pouco do clima), têm filhos e uma outra riqueza que nos seduz: uma receita antiga, de bisavós que não confiam a ninguém.
Servem os melhores gelados italianos do paÃs e arredores. Falar em corante e conservantes, concentrados e aromas ao pé deles é pura blasfémias e ofensa mortal. Cassatas, conchanatas, cones, copos… Com a possibilidade de levar sabores em regime de take away. Tudo menos o molho de morango, esse não sai das conchas servidas na esplanada. Análises quÃmicas à receita só por via da saliva. E mais não digo que estou a ser pouco egoÃsta. Clientes não lhes faltam e o bem é escasso. Fiquem bem.
Outro disparo: "CombustÃveis mais caros fazem disparar gastos com viagens"
E ainda outro mais fresquinho: "EUA: PIB dispara 4,8% no primeiro trimestre"
Dos jornalistas heróis, da falta deles e da inevitável dependência democrática de actos de heroÃsmo no mundo contemporâneo? O Miguel não vai em tÃtulos e eu não tenho jeitinho nenhum para baptismos como se pode ver, mas ainda assim recomendo a leitura deste seu ensaio onde visa este e este jornalista (que entretanto acrescentou mais prosa) que são também nossos vizinhos por estas bandas.
Quando perdermos a capacidade do nos inquietarmos e de nos indignarmos teremos perdido tudo, o Miguel como os jornalistas invocados têm dado os seus modestos contributos. Tinha piada porem-se a falar um pouco, cada um com as suas perspectivas.
*O tÃtulo é claramente panfletário, a "notÃcia" espero que não.
O Paulo Gorjão é (mais) cauteloso na reacção às linhas de orientação da reforma da segurança social ontem apresentadas no parlamento. Ontem, aqui, feita a importante ressalva sobre a fórmula e o limiar a ser implementado para algumas das medidas, deixei um "sonoro" aleluia! E não o retiro mesmo que amanhã o governo venha a dar razão aos receios do Paulo quanto à generalidade do plano. Receios esses que estou preparadÃssimo para secundar e denunciar justificadamente (aliás até já tenho uns quantos em carteira, nomeadamente no que se referiu quanto às FamÃlias Monoparentais e às alterações na TSU - lá iremos).
Mas mesmo supondo que o objectivo é essencialmente financeiro, tendo como pretexto fraco a maior equidade, há duas ou três consequências inegáveis e imediatas que se adivinham e que merecem o meu elogio. Vou sublinhar a que me parece mais emblemática e que funciona como uma vitória muito sentida em minha casa. Refiro-me à implementação imediata da medida que leva a considerar toda a carreira contributiva para efeitos de apuramento do valor da reforma.
Sim, irei receber menos se a minha progressão na carreira for ascendente até ao fim, sim o caro trabalhador por conta de outrém que me lê provavelmente irá receber menos com este regime. Será justo? Será esmagadoramente mais justo se aquele nosso amigo, familiar ou conhecido, que trabalha por conta própria e se recusou durante três quatros da sua carreira a contribuir com mais do que o mÃnimo legal para financiar a segurança social (recebendo oficialmente menos rendimentos do trabalho do que o comum trabalhador por conta de outrém durante a maioria da carreira mas beneficiando dos mesmo direitos do sistema enquanto no activo), agora vier a receber proporcionalmente ao que descontou toda a carreira e não apenas em função dos salários exorbitantes que resolveu começar a declarar quando entrou na última década contributiva. Ou seja, poderá mesmo vir a receber uma reforma inferior à do trabalhador por conta de outrém ao contrário do que acontece ainda hoje por via do enviesamento permitido pela lei.
Eu sinto que terei contribuido um pouco mais para pagar a minha reforma e um pouco menos para pagar a dele que é o que acontece ainda hoje. Isto é um enorme ganho da reforma do sistema. Em bom rigor, acho que sempre deveria ter sido assim e fico genuinamente satisfeito por saber que vai ser implementado para o próximo ano e não algures em meados da próxima década.
E será ainda mais justo porque contribui, julgo que incontestavelmente, para desafogar financeiramente, no imediato e a prazo, o sistema, reduzindo o risco de colapso do mesmo. Situação que seria inquestionavelmente mais injusta do que qualquer uma das comparadas, a existente e a proposta.
Foi este o pretexto maior para o meu aleluia! Falta agora conhecer o resto das contas…
Já agora, alguém se atreve a classificar esta medida como uma medida de direita?
O video deste post chegou uma semana depois à RTP1 e hoje ao DN.
O lapso de tempo blogoesfera/media tradicionais mantem-se.
Ainda sobre a blogoesfera recomendo esta nota do Contra Factos & Argumentos. O diagnóstico parece-me muito avisado.
Segue publicação do comentário/epÃstola do nosso vizinho Bob Merkin:
"Olá Rui!
“Olá Rui!
Fantasma … I wish it were a fantasma. Unfortunately nuclear power and nuclear weapons are Alive and Strong and Healthy (for their industry and warriors, not healthy for the rest of us).
The trouble with nuclear power is that it was invented by Nobel Prize physicists, men of magnificent, even heroic intellects — Fermi, Bohr, Szilard, Oppenheimer, Teller, Feynman, etc.
But then the technology was transferred to businessmen, financiers, bureaucrats, apparatchiks, kommisars, politicians …
(more…)
"A tentação de editar" hoje na Casa Pessoa e a edição do best of de um clássico desaparecido: o Jaquinzinhos em livro.
Por esta é que os maganos que calculam o PIB não estavam à espera:
"Pensões terão tecto máximo e em função do PIB e inflação" no Diário Digital
Falta saber o como (qual a fórmula) e o quanto (qual o limiar máximo), mas para começo de conversa dá vontade de bater palmas! Teoricamente irrepreensivel e politicamente robusto (dificilmente atacável pelos polÃticos e polÃticas que temos tido).
Aleluia!
Adenda: o indicador y passou de 2,6 para 1,5 numa dada unidade de tempo. Quanto caiu em termos percentuais esse indicador nessa dada unidade de tempo? (1,5-2.6)/2.6*100. Esta conta não dá 35%.
Ela: O governo vai mexer na fórmula de cálculo das pensões.
Ele: Pois é. Parece que vão baixar as reformas que nós não irÃamos receber.
Ela: Que mais nos irá acontecer?
Ele: Eu imagino um surto de mudanças de sexo entre a população feminina com cerca de 65 anos…
Ela: O quê?!
Ele: Está-se mesmo a ver que não leste o post anterior… Se houver justiça demográfica, é certinho. E o governo vai ter de voltar a legislar para evitar este escape…
A esperança média de vida das mulheres é superior à dos homens em cerca de sete anos, nem todos lÃquidos em termos de capacidade/incapacidade mas isso não interessa nada.
Por razões genéticas, culturais (comportamento ao volante, frequência com que vão ao médico, etc) e outras que não me ocorrem, as mulheres vivem efectivamente mais uns aninhos valentes do que os homens, em média. Curiosamente tem sido historicamente inversa a relação entre a idade legal da reforma e este princÃpio demográfico (com os homens a reformarem-se mais tarde até há alguns anos).
Com a relação directa entre montantes e idade da reforma e a evolução da esperança média de vida nacional, que se supõe o actual governo irá apresentar hoje , espera-se que haja discriminação sexual nesta matéria. Ou seja, as mulheres vivendo mais que trabalhem mais ou, em alternativa, que recebam menos caso se reformem com a mesma idade que os homens. Tudo isto a bem da paridade, evidentemente.
Abordagens mais sérias ao problema ficam prometidas para um dia destes (ou para mais logo, quem sabe).