Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
Subscribe

Archive for Março, 2006

500 anos depois, o descobrimento do passado mau

Março 24, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa 2 Comments →

1. "Um país não se pode mutilar e continuar incólume e em silêncio face a si mesmo."

2. " (…) Em Abril de 1506 a cidade de Lisboa vivia os horrores da peste e da impotência. Os habitantes procuravam através de rituais e cerimónias sagradas manter a fé. Reforçavam-se os apelos à misericórdia divina.

No dia 8 desse mês, comemorou-se o Domingo de Pascoela. Por toda a cidade se realizaram procissões e serviços religiosos em memória dos que haviam sido levados pela doença e em favor dos pecadores que aos milhares rogavam por vida sã.

Segundo mais tarde apuraram os conselheiros d’ El Rei e os nossos repórteres, no Mosteiro de São Domingos, o solo sagrado esteve perto de ser tingido de sangue, sangue de cristão-novo.

Em pleno serviço, aos gritos de “Milagre!”, entoados pela massa ávida por revelações e apoio divino, sobrepuseram-se as considerações de uma alma menos crédula.

Uma luz ou um sinal? Um cristão-novo apregoava que o que se via no altar era um reflexo de luz, que entrava por uma fresta; a multidão indignou-se perante a negação da sua visão e encontrou assim sobre quem exercer a catarse. Um alvo perfeito por ser estranho, diferente, introvertido e invejável na riqueza, um culpado inquestionável: o «Assassino de Jesus!».

Num ai, toda a cidade gritava as palavras condenatórias, toda a cidade espancava e sofria. Em dois dias morreram mais de dois milhares de cristãos-novos, às mãos de outros lisboeta, atiçados por ditos “puros” da fé cristã. Estava consumado um dos dias mais sangrentos da história desta cidade.

Sua majestade, indignada com o desrespeito pelas suas ordenações sobre os cristãos-novos, puniu severamente os “puros” e mais 50 de Lisboa morreram em consequência; desta feita, na forca. A cidade perdeu alguns dos favores d’ El Rei e o país, ou se calou por vergonha, ou ficou num murmúrio cúmplice.

Hoje, passados 10 anos, são ainda frequentes quezílias com pretexto religioso e o massacre, se bem que nunca mais repetido, surge ainda bem vivo na memória de uns e de outros, atravancando a boa vivência entre todos os de Portugal. (…)

 A Matança da Pascoela ocorreu de facto e é um episódio histórico também conhecido como o Progrom de Lisboa. O texto inspira-se em alguma informação recolhida sobre esse evento. No corrente ano de 2006 comemora-se o cinquentenário deste acontecimento."

3. "Renovo mais uma vez o desafio feito antes aqui: que no dia 19 de Abril vão à Baixa de Lisboa e no Rossio acendam uma vela simbólica por cada uma das vítimas. Quatro mil velas que iluminem a memória. - Por Nuno Guerreiro"

O outro desafio: Ricardo vs Baia (act.)

Março 24, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto 9 Comments →

Se dúvidas havia sobre quem deve ser o guarda-redes português na selecção ontem (ou melhor ante-ontem) ficámos esclarecidos. As diferenças de qualidade a guardar as redes entre Baia e Ricardo revelaram-se marginais. Fífias partilhadas, estiradas impossíveis também. E não me venham com tretas quanto aos penaltis que se houvesse ciência em defendê-los, o Ricardo nunca mais teria tentado defender um penalti com as luvas calçadas depois daquela "final" contra a Inglaterra…

Ricardo tratou foi de provar e comprovar o valor acrescentado que é para a selecção com aquele desafio estupendo de marcar um golo decisivo a Baia, nas Antas, perante uns quantos milhões. E  estou a ser parco em metáforas e imagética…

Se falhasse, o Sporting sairia da Taça, (também) pelos seus pés. Tentem imaginar o que se diria dele hoje, amanhã e depois.

Marcando poderia retirar dividendos psicológicos no momento (com a eliminatória ainda em discussão) e certificado de garantia não desprezível da sua qualidade de especialísta em marcação de penaltis. Poderia até conquistar o reverso daquilo que arriscava, caso o destino do jogo tivesse sido mesmo outro. O Sporting continuaria na Taça, (também) a seus pés. Em qualquer dos casos, um feito notável e a que muito poucos se atreveriam. O carisma superior de Baia? Ricardo meteu-o definitivamente no bolso, ontem, digo eu.

Adenda: Dito isto sou dos que acha que Baia tem mais lugar na selecção do que o próprio seleccionador… Ainda que nos leve à final será sempre um mal amado de estimação, uma espécie de Peseiro mas em pior. Muito menos simpático!

Setúbal!

Março 23, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto 1 Comment →

Eu sou do Setúbal* desde pequenino!

* Do Setúbal deitado.

Sem ironias

Março 23, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia 1 Comment →

Olha outro cliente satisfeito. Desta vez não com a Gillamp, mas com a Arsys.pt.

Há mais música além do fado… 

Que melhor elogio do que este?

Março 23, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Palavras dos Outros, Política 3 Comments →

" Vidas Simples

O conjunto de pequenas medidas que hoje se anunciam no Jornal de Negócios e as anteriores simplificações burocráticas prometidas pelo governo, terão mais impacto na qualidade de vida dos portugueses do que todas as outras acções juntas deste executivo e dos anteriores. Parabéns a quem de direito. Suponho que muito mérito deva ser atribuído a uma vizinha blogosférica."

JCD no Blasfémias 

"a direita que se cuide

É a única coisa que falta dizer sobre as 400 medidas de simplicação avançadas pelo governo de José Sócrates e já aqui comentadas pelo JCD.
Na verdade, não só este governo do Partido Socialista está a tomar medidas que o governo anterior de direita devia e podia ter tomado, como os partidos da direita andam entretidos em guerras autofágicas dos seus aparelhos e continuam completamente desligados da realidade, do mundo e dos eleitores, essas minudências que só interessam de quatro em quatro anos.
Sócrates para oito anos? A direita que ponha os olhos em Tony Blair."
Rui no  Blasfémias .
 
Adenda: "(…) É claro que a relativa surpresa só pode acontecer para quem já se esqueceu de onde vieram os movimentos de liberalização dos mercados da energia, telecomunicações, transportes, etc..

E de onde vieram decisões em sentido contrário (como a venda da rede fixa à PT), incomodidades públicas com a regulação independente no sector da electricidade.

A memória é uma linda prenda. E a nossa direita não é liberal, por muito que os nossos liberais sejam de direita. "

Por Irreflexões na GLQL

A imperfeição do ser

Março 23, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal Comments Off

Perdoo mais facilmente a bosta da vaca bem no meio do empedrado da aldeia do que a bosta de cão na calçada de Lisboa. É preciso ver que a vaca não obra no passeio.

Sporting

Março 22, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto 8 Comments →

Dois anos a espalhar classe na casa dos maiores rivais. Dois anos a espalhar alegria pelo país em penaltis… - suspiro* -

Bela joga e nada a temer, o futuro é verde branco, nem que na Taça seja por agora o que se segue:

Allez Setúbal, allez! 

* A pior equipa foi mesmo a de amarelo. 

Postalinho do senhor Bom e do senhor Senso

Março 22, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Política, Sociedade 6 Comments →

A rábula do senhor Bom e do senhor Senso aqui congeminada e poucos dias depois amplificada por Pacheco Pereira no Abrupto e na Quadratura do Círculo (com referência à autoria) apanhou-me hoje nesta reportagem do Diário de Notícias (Marina Almeida) e lá vai seguindo o seu caminho tendo passado a ser expressão popular (ou quase). É como um filho que teve sucesso na vida graças ao padrinho influente. Snif… Estou comovido, snif. ;-)

Até as aldrabas, tão cá de casa, vieram oa barulho no meio da discussão. Tenho pena de não ter estado por lá. 

Vou tentar ouvir o debate que será transmitido na TSF, no Sábado, às 11 horas. 

E sim, estes senhores (o Bom e o Senso) sempre vestidinhos de fato e com falinhas mansas, geralmente sentados ao nosso ombro, soprando-nos ao ouvido são perigosos. Perante a insónia, dita o bom senso que se tome um comprimido para dormir, mas no dia seguinte o mais certo é a insónia voltar. E há dias em que o pior que podemos fazer é querer dormir. Lá se vai o bom senso…

(more…)

O Plágio integral do dia

Março 21, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Palavras dos Outros, Política 2 Comments →

"Afinal Cavaco é de direita e rege-se exactamente pelos mesmos critérios aparelhistas que todos os outros? Estou chocadíssimo."

in Tempo dos Assassinos.

Ambrósio, apetece-me algo intenso

Março 21, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Mimos 1 Comment →

"Os homens não se medem pelos poemas que leram, mas talvez fosse melhor. O que é a fita métrica comparada com algo intenso?"

Acho que o INE devia abandonar as contagens e dedicar-se a algo intenso. Alguma sugestão?

Dia mundial d….

Março 21, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal Comments Off

Parece que hoje é dia mundial de muita coisa, inclusive do Sono.
(more…)

Poesia creditícia

Março 21, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia 3 Comments →

No Dia Mundial da Poesia, um poema no Adufe.

Quando uma pessoa deixa de conseguir pagar um crédito diz-se que este está mal parado, o crédito, contudo, parece-me suceder o oposto: enquanto não se executar alguma garantia que haja para saldar o capital em dívida, o crédito não sai dali; o banco, não recebendo qualquer pagamento, perde capacidade de concessão de crédito (poderia emprestar a prestação paga a outrem e assim gerar mais crédito), ou seja, o crédito está bem parado, mais parado será impossível.

Em suma, o crédito estará tanto mais parado quanto mais aumentar o volume de situações de incumprimento no pagamento das prestações.

Já o caso, bem o caso esse sim, estará muito mal parado.

Curiosidades Estatísticas

Março 21, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Curiosidades Estatísticas Comments Off

O desemprego entre recem-licenciados vai aumentar em 2007. 

Esta é uma previsão que faço após consultar a minha bola de cristal.

O aumento do desemprego ficará a dever-se à má política económica do Governo? À continuação da crise? Talvez sim, talvez não. Parece-me é que haverá muita pressão do lado da oferta. Para o ano algumas das Universidades do país lançarão duas fornadas de licenciados em vez de uma. Lê-se no Diário Económico de hoje, por exemplo, (página 38) que a Faculdade de Economia da Universidade Nova está em condições de, em 2007, aplicar o acordo de Bolonha de forma a conferir o grau de licenciado aos alunos de 3º ano (juntamente como os alunos que concluam como até aqui, o 4º ano).

(more…)

Para mim é um mundo perfeito, se faz favor (act.)

Março 21, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 1 Comment →

Indo aos arquivos encontra-se por lá o que pensei em tempos sobre a intervenção no Iraque. Muito resumidamente parecia-me um erro, uma iniciativa sem justificação sólida e de desfecho imprevisível. Também nos arquivos se encontra algures que, a ser cometido (como foi), ficaríamos todos (prós e contras) com um problema bem bicudo nas mãos, um daqueles que não permite um simples marcha-atrás como solução.

A gente que congeminou este cartaz só consegue ver duas dimensões no mundo e acredita no poder da razão passada para resolver problemas actuais. Insiste em que se faça marcha atrás. Mas a metralha não volta a ser bala por livre iniciativa. E remover rapidamente os estilhaços nem sempre é a melhor forma de cuidar dos feridos e estropiados (tal como também pode não ser simplesmente deixá-los por lá, sangrando quem os colecciona). Coisas simples que custam muito a entender porque fazemos o nosso mundo muito complicado. Fica a propaganda de “belo efeito”.

Como dizem na América: Two wrongs don’t make a right!

Eu sou um pisa-bostas e você?

Março 20, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Palavras dos Outros, Pessoal 6 Comments →

Porque esta causa também é minha (é só consultar os arquivos do Adufe). A merda aos donos do cães, já! Unidos venceremos!

" (…) Aquilo que proponho é o seguinte: isto é uma guerra e nós (os pisa bostas) temos de começar a enfrentar esta praga sem dó nem piedade. Nada de papelinhos a chamar a atenção, nada de saquinhos distribuídos, nada disso vale a pena: essas campanhas não funcionam nos selvagens desta espécie, estão-se literalmente cagando para os outros.
Não.
Aquilo que proponho é o seguinte: primeiro ver de quem é o cão. Os donos são bichos de hábitos e passeiam os animais sempre às mesmas horas nos mesmos sítios, não é difícil de descobrir. Depois ver qual é o carro do dono do cão. Também não é difícil. E depois, esperar que o cãozinho faça a sua parte e a deixe ali para o sapato incauto e se vá embora com o dono, aproximar-se (eu sei, esta parte deve custar, mas é por uma boa causa) com uma espátula e

Espalhar a porcaria toda no vidro da frente do carro do dono do cão, do lado do condutor. Uma pasta bem uniformizada.
E (esta parte também é importante) não esquecer de guardar alguma para untar a parte de dentro do puxador da porta.

Para não deixar margem de dúvidas, printem este verso e deixem no limpa párabrisas:

Olá grande porcalhão.
Eu sou o cócó do teu cão
Que deixaste ali no chão.

Acho que para cada dono, bastaria uma vez…"

in 100 Nada

 



Estatísticas