Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for March, 2006


Sugestão de leitura

Shortcut – a European city blog, com correspondentes em dez cidades europeias, incluindo Lisboa, (neste caso um serviço assegurado pela nossa vizinha Cláudia).

 

Escanzelado

Ouvido ao almoço: "O médico chamou-me gordo! Gordo! O que é que ele sabe de gordura?!  O escanzelado!"

Esqueçam a cegonha!

Caros pais, se têm filhotes na idade dos porquês, porque não contar logo a história toda, em bons bonecos (Where Babies Come From in Germany) ?

 

Em vias de extinção

Eu sei que foi só uma hora de mudança, mas fez mossa. Não sei bem porquê, mas não gosto das mudanças de hora. Devo ser um conservador.

Seguindo o ensejo sai uma citação do Acidental antes que a blogoesfera acabe e os conservadores genuínos se extingam (rescaldo bem humorado do jogo de ontem em Alvalade):

"(…) Os dois golos nasceram de remates de muito longe, sendo extremamente difícil anulá-los por fora de jogo ou qualquer outro tipo de falta. (…)"

Notícias e política de soma fácil

O código da estrada está em vigor há um ano.

Desde então o número de mortos na estrada diminuiu.

Desde então o preço dos combustíveis aumentou, diminuiu e aumentou. 

Desde então o consumo de gasóleo subiu e desceu.

Desde então o número de desempregados aumentou e aumentou.

Desde então compraram-se novos e mais seguros carros e abateram-se velhos e mais inseguros carros.

Desde então gastaram-se mais alguns milhões de euros e mais algumas horas de voluntariado em acções de sensibilização para as boas práticas rodoviárias.

Desde então a idade média dos portugueses aumentou.

Desde então a seca agravou-se e… desagravou-se. 

Não é só com o PIB que se constroem notícias e se faz política de soma fácil. Escrevam as notícias que muito bem entenderem e façam a política que vos aprouver. Que eu vou ali, já venho. No entretanto vou murmurando: briosa!

500 anos depois, o descobrimento do passado mau

1. "Um país não se pode mutilar e continuar incólume e em silêncio face a si mesmo."

2. " (…) Em Abril de 1506 a cidade de Lisboa vivia os horrores da peste e da impotência. Os habitantes procuravam através de rituais e cerimónias sagradas manter a fé. Reforçavam-se os apelos à misericórdia divina.

No dia 8 desse mês, comemorou-se o Domingo de Pascoela. Por toda a cidade se realizaram procissões e serviços religiosos em memória dos que haviam sido levados pela doença e em favor dos pecadores que aos milhares rogavam por vida sã.

Segundo mais tarde apuraram os conselheiros d’ El Rei e os nossos repórteres, no Mosteiro de São Domingos, o solo sagrado esteve perto de ser tingido de sangue, sangue de cristão-novo.

Em pleno serviço, aos gritos de “Milagre!”, entoados pela massa ávida por revelações e apoio divino, sobrepuseram-se as considerações de uma alma menos crédula.

Uma luz ou um sinal? Um cristão-novo apregoava que o que se via no altar era um reflexo de luz, que entrava por uma fresta; a multidão indignou-se perante a negação da sua visão e encontrou assim sobre quem exercer a catarse. Um alvo perfeito por ser estranho, diferente, introvertido e invejável na riqueza, um culpado inquestionável: o «Assassino de Jesus!».

Num ai, toda a cidade gritava as palavras condenatórias, toda a cidade espancava e sofria. Em dois dias morreram mais de dois milhares de cristãos-novos, às mãos de outros lisboeta, atiçados por ditos “puros” da fé cristã. Estava consumado um dos dias mais sangrentos da história desta cidade.

Sua majestade, indignada com o desrespeito pelas suas ordenações sobre os cristãos-novos, puniu severamente os “puros” e mais 50 de Lisboa morreram em consequência; desta feita, na forca. A cidade perdeu alguns dos favores d’ El Rei e o país, ou se calou por vergonha, ou ficou num murmúrio cúmplice.

Hoje, passados 10 anos, são ainda frequentes quezílias com pretexto religioso e o massacre, se bem que nunca mais repetido, surge ainda bem vivo na memória de uns e de outros, atravancando a boa vivência entre todos os de Portugal. (…)

 A Matança da Pascoela ocorreu de facto e é um episódio histórico também conhecido como o Progrom de Lisboa. O texto inspira-se em alguma informação recolhida sobre esse evento. No corrente ano de 2006 comemora-se o cinquentenário deste acontecimento."

3. "Renovo mais uma vez o desafio feito antes aqui: que no dia 19 de Abril vão à Baixa de Lisboa e no Rossio acendam uma vela simbólica por cada uma das vítimas. Quatro mil velas que iluminem a memória. – Por Nuno Guerreiro"

O outro desafio: Ricardo vs Baia (act.)

Se dúvidas havia sobre quem deve ser o guarda-redes português na selecção ontem (ou melhor ante-ontem) ficámos esclarecidos. As diferenças de qualidade a guardar as redes entre Baia e Ricardo revelaram-se marginais. Fífias partilhadas, estiradas impossíveis também. E não me venham com tretas quanto aos penaltis que se houvesse ciência em defendê-los, o Ricardo nunca mais teria tentado defender um penalti com as luvas calçadas depois daquela "final" contra a Inglaterra…

Ricardo tratou foi de provar e comprovar o valor acrescentado que é para a selecção com aquele desafio estupendo de marcar um golo decisivo a Baia, nas Antas, perante uns quantos milhões. E  estou a ser parco em metáforas e imagética…

Se falhasse, o Sporting sairia da Taça, (também) pelos seus pés. Tentem imaginar o que se diria dele hoje, amanhã e depois.

Marcando poderia retirar dividendos psicológicos no momento (com a eliminatória ainda em discussão) e certificado de garantia não desprezível da sua qualidade de especialísta em marcação de penaltis. Poderia até conquistar o reverso daquilo que arriscava, caso o destino do jogo tivesse sido mesmo outro. O Sporting continuaria na Taça, (também) a seus pés. Em qualquer dos casos, um feito notável e a que muito poucos se atreveriam. O carisma superior de Baia? Ricardo meteu-o definitivamente no bolso, ontem, digo eu.

Adenda: Dito isto sou dos que acha que Baia tem mais lugar na selecção do que o próprio seleccionador… Ainda que nos leve à final será sempre um mal amado de estimação, uma espécie de Peseiro mas em pior. Muito menos simpático!

Setúbal!

Eu sou do Setúbal* desde pequenino!

* Do Setúbal deitado.

Sem ironias

Olha outro cliente satisfeito. Desta vez não com a Gillamp, mas com a Arsys.pt.

Há mais música além do fado… 

Que melhor elogio do que este?

" Vidas Simples

O conjunto de pequenas medidas que hoje se anunciam no Jornal de Negócios e as anteriores simplificações burocráticas prometidas pelo governo, terão mais impacto na qualidade de vida dos portugueses do que todas as outras acções juntas deste executivo e dos anteriores. Parabéns a quem de direito. Suponho que muito mérito deva ser atribuído a uma vizinha blogosférica."

JCD no Blasfémias 

"a direita que se cuide

É a única coisa que falta dizer sobre as 400 medidas de simplicação avançadas pelo governo de José Sócrates e já aqui comentadas pelo JCD.
Na verdade, não só este governo do Partido Socialista está a tomar medidas que o governo anterior de direita devia e podia ter tomado, como os partidos da direita andam entretidos em guerras autofágicas dos seus aparelhos e continuam completamente desligados da realidade, do mundo e dos eleitores, essas minudências que só interessam de quatro em quatro anos.
Sócrates para oito anos? A direita que ponha os olhos em Tony Blair."
Rui no  Blasfémias .
 
Adenda: "(…) É claro que a relativa surpresa só pode acontecer para quem já se esqueceu de onde vieram os movimentos de liberalização dos mercados da energia, telecomunicações, transportes, etc..

E de onde vieram decisões em sentido contrário (como a venda da rede fixa à PT), incomodidades públicas com a regulação independente no sector da electricidade.

A memória é uma linda prenda. E a nossa direita não é liberal, por muito que os nossos liberais sejam de direita. "

Por Irreflexões na GLQL