Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for Fevereiro, 2006

28 do Martim Moniz aos Prazeres - I

Fevereiro 28, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Electrico 28, Lisboa Comments Off

O carnaval passou por aqui.
28_carnaval.jpg
(continua)

I Wonder…

Fevereiro 27, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal 1 Comment →

Vizinho Pedro: e se pudessem actualizar o blogue depois de fazerem género, que tal seria a estatística?

Penamacor: fortaleza de porta aberta

Fevereiro 27, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Viagens Comments Off

Entrai romeiros, entrai…
Matando saudades de estar longe da minha amada Lisboa, em zeros e uns. Esta vai directa para o Penamacor, juntando-se a outras que o JS por lá tem postado. A menos de três horas de viagem…
Penamacor.jpg

Frango

Fevereiro 27, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto 3 Comments →

É curioso… Do google.com.br estão a chegar algumas visitas hoje ao Adufe; o blogue aparece listado em 2º lugar sempre que se procura Frango+ baia+gif.

A subjectividade do contexto

Fevereiro 27, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política Comments Off

Atendendo a que não sou absolutista em relação a quase nada, o problema é capaz de estar mesmo no contexto, vizinho João. Mais concretamente na avaliação subjectiva do contexto. A minha diz-me que se deve sublinhar que nós por cá não distinguimos tratamentos em relação às culturas ou religiões: falando particularmente com todos os que cá estão.

Condicionar a nossa acção, as nossas regras a seguir durante uma sessão de cinema, pelo que os fanáticos que abominam o cinema resolvem querer ouvir e entender daquilo que teremos dito ou desenhado é o pior dos caminhos. E é esse condicionamento que me preocupa. Parece-me levar a uma espécie de infantilização do outro.

Consigo imaginar-me a dizer mais ou menos o mesmo que o João diz em defesa da sua posição,  se eu conseguisse aceitar que cartoons como os dinamarqueses e outros posteriores justificassem minimamente qualquer tipo de ofensa e se não pusessem em causa algo basilar da nossa vida em comunidade. Avalio essa ofensa pelos meus padrões? Pois é, admito que sim, mas como os cartoons foram publicados por cá e para cá, acho que é assim que devem ser julgados. Digamos que eu sou inimputável quanto ao crime de blasfémia sobre uma religião que não é a minha e digamos ainda que leio nos cartoons uma crítica aos fanáticos que invocam o nome de Deus para a violência e não um ataque generalizado dedicado também àqueles muçulmanos que abominam a violência e o fanatismo religioso. Para que se justificasse algo mais concertado no sentido da censura que temos visto um pouco por todo o lado (e que leva a aberrações como a Inglesa onde a maioria da população afirma ignorar o que consta dos cartoons por nunca os ter visto, mas tem opinião formada sobre a sua publicação) teria de remeter a conversa para algo mais vasto e "ecuménico" como fiz no post anterior. E daqui não saimos mesmo. Concordamos em discordar?

Bons Bentos

Fevereiro 26, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Desporto Comments Off

Na retina ficaram duas jogadas brilhantes do Sporting em Coimbra, uma na primeira e outra na segunda parte (Romagnoli, Moutinho e Nani foram alguns dos protagonistas desse brilho); curiosamente nenhuma delas terminou em golo. Parece que o resultado ontem foi exagerado porque o Sporting começou o jogo a marcar um golo… A norma deveria ser o "engonhanço" clássico das equipas menos grandes que tentam enervar as que têm maiores expectativas?

É pena essas equipas não terem mais vezes o destino que ontem calhou em sorte à Académica. Uma equipa que talvez graças a esse azar fez um bom jogo e ofereceu um bom espetáculo e que poderia ter conseguido outro resultado se Ricardo fosse mais azelha, se os seus avançados o fossem menos e se o Sporting não tivesse tido a ousadia de aproveitar boa parte das oportunidades que criou e que lhe ofereceram, para variar.

Ser realista é, agora, após a vitória do Benfica sobre o Porto e agora que o Sporting está a 2 pontos da liderança, dizer que a jornada ainda não acabou: ainda falta o Rio Ave ganhar ao Sporting de Braga amanhã.

Para a semana o Braga vai ao Bessa, o Sporting recebe o Gil Vicente (que já deu 2 ao Benfica na Luz esta temporada, e que empatou em Barcelos com o Sporting), o Porto recebe o Nacional e o Benfica vai à Reboleira. A novela continua animada este ano. A festa da tribo verde e branca regressa a Alvalade no próximo Domingo pelas 21h30m.

O controlado ultra-manipulado (rev.)

Fevereiro 26, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 3 Comments →

José Gil no seu Portugal, Hoje que C. fez o favor de me oferecer* - thanks! -  falava a páginas tantas que em Portugal parecemos passar da pré-modernidade (simplificando: da ditadura) directamente para um Estado de Controlo (democracia pouco enraizada num meio dominado pela tecnologia ao serviço das representações do poder da comunidade).

O que se está a passar (e também o que não se está a passar) na justiça, no envolvimento/regulação crescente do Estado relativamente à imprensa e os disparates que vamos ouvindo da boca de políticos e ministros (Freitas do Amaral, Augusto Santos Silva) da actual maioria, deve ser motivo de preocupação. Tanto maior quanto será extremamente difícil corrigir derivas controleiras que se intalem sob os mais variados pretextos. Digamos que tenho tanto medo da minha ingenuidade quanto tenho predisposição para aceitar algumas inevitabilidades controleiras, em desespero de algumas causas. Nem todo o controlo é mau, mas devemos ter perfeita noção dos riscos menos evidentes de algumas medidas que servem objectivos iniciais mais ou menos nobres…

Leituras recomendadas n’A Origem das Espécies. Esperemos que o Francisco esteja a exagerar, mas o que temos a perder em estar atentos e em reagir? Tem sido este o meu mote mais peréne desde que uns certos e determinados neorónios começaram à conversa na minha cabeça há uns anos atrás. Os mesmos que me levaram a abominar Cavaco Silva, Dias Loureiro e outros assim, por exemplo. Curioso, não?

* Livro que comecei por achar uma colecção de lugares comuns - muito cá de casa, alguns deles - mas que com o avanço na leitura me vai parecendo cada vez mais uma excelente fonte de conceitos para preparar uma discussão e um belo ninho de deliciosos paradoxos envolvendo o próprio livro.

Aldrabas de Veneza

Fevereiro 26, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Viagens Comments Off

Santa Cita deixou-me nos comentários ao post anterior uma referência de "encher a barriga" no que a aldrabas diz respeito. Uma colecção de respeito com aldrabas de Veneza que se pode encontrar em Venice Door Details. É passar por lá e ver com os próprios olhos. Entretanto recordo aqui um exemplar, também de Veneza, divulgado em outros tempos no Adufe.

Há algumas dezenas de Aldrabas por divulgar aqui no Adufe que tenho há muito em carteira, um destes dias regressarão aqui. Até lá podem sempre ver o que já foi publicado ao longo dos últimos anos.

Da liberdade à barbárie?

Fevereiro 25, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 3 Comments →

Hum. Uma vez que alinhei com o Paulo em resposta ao que o João escreveu, segue o seguinte. Se o João tiver razão, há muitos anos que se expressam opiniões com algumas doses de ódio ao cristianismo* (sempre que se faz um cartoon com o papa, por exemplo). Acho que tem sido muito saudável para a nossa sociedade conseguirmos conviver com essas formas de expressão (até pela nossa história, até pela nossa cultura).

Acho que tem ajudado a desmontar ou a pre-evitar algumas pulsões mais violentas (de acção e reacção). Estarão a conduzir à barbárie? Não me parece, antes pelo contrário. E como saimos daqui?

Excesso de politicamente correcto…

Fevereiro 24, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Mimos 5 Comments →

Ela: Eu gosto mais de fazer amor.

Ele: Eu prefiro mesmo é fazer sexo, puro e duro!

O politicamente correcto: Género, eu perco-me por fazer um pouquinho de género* com alguém.

-+-+-+-+- 

Juro que pensei em géneros alimentícios quando li o título da notícia. 

De réu a arguido… hoje arguido já começa a ter demasiada carga pejorativa, temos de procurar outra palavra.

De sexo a género… temos que começar a fazer género em todo o lado: no quarto, na cozinha, no banco de trás. O politicamente correcto é frágil, muito frágil, é só gozar com ele. Vai passar a ser gozado fazer género, pelo menos aqui no Adufe.

* Adenda: Ontem no título desta notícia falava-se em "Salários: diferenças entre géneros agravam-se em Portugal", hoje há por lá uma ligeira mudança…

10.000.000.000 + qualquer coisa

Fevereiro 24, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política Comments Off

"Quanto custa o TGV?" Caxa do JCD via A Blasfémia.

Wishful thinking político (para terminar)

Fevereiro 24, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 1 Comment →

Continuação daqui

Pegando comodamente nas definições habituais, o socialismo de amanhã será aquele que, sem preconceitos quanto aos meios, não se esqueça dos seus objectivos e daqueles que quer defender.

Hoje, a luta - sim a luta, há sempre uma luta - faz-se nessas duas frentes. No entanto, para já, avaliando as terceiras vias ainda em vigor, parece haver um excessivo enfoque nos meios/métodos com a aquisição de traumas face a soluções do passado (traumas resultantes mais de maus diagnósticos históricos do que da confirmação da inadaptação dos métodos à realidade), bem como com um certo arregimentamento pouco sóbrio de soluções mais caras a uma suposta facção inimiga (os neo-liberais) que desencadeia habitualmente a perda das referências face à novidade dos instrumentos anteriormente proibidos. Esse é o problema. Nenhum método é mau por natureza, mas o inverso também é verídico.

Por cá talvez estejamos a enfrentar também este dilema mas era bom que pudessemos queimar essa etapa. A justificação financeira para a não inclusão da Saúde Oral no SNS é o pior dos caminhos. Sem dúvida o mais fácil, talvez mesmo bem aceite (tipos como eu podem, por exemplo, vê-lo como um mal necessário com que tenhamos de continuar a vivier), mas … Mas prova o erro: não será a saúde oral prioritária face a outros gastos do Estado?

A cultura de um povo começava nos valores mais básicos da dignidade humana. Só depois de se garantir esse provimento (dando e, quando possível, "ensinando a pescar") deveriamos considerar o resto, a alta cultura, digamos assim. E contudo para essa vai havendo dinheiro. Já vai sendo tempo de assumirmos estes difíceis (?) dilemas e decidir, por exemplo: ajudamos quem quer ir à Opera/fazer Cinema/fazer Teatro/escrever livros ou quem quer ter acesso a um dentista?

O que é certo é que não consigo ouvir um (1) deputado a completar as suas propostas com o deve e o haver. Da oposição diz-se que tem de se fazer sem explicar como e onde arranjar dinheiro, da posição diz-se que não há dinheiro porque não há, não se indo além de um triste remedeio e esconjurando qualquer tipo de análise global do Estado (é particularmente assim no parlamento, um pouco menos no Governo, felizmente).

Se calhar temos um défice de consciência de classe neste país, é o que é… O que, a ser um facto, só nos pode perspectivar o pior num cenário de crise mais profunda. Isso é matemático

A ler

Fevereiro 23, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Palavras dos Outros Comments Off

"A Questão Nuclear" - Sérgio Figueiredo no Jornal de Negócios.

Wishful Thinking político

Fevereiro 23, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política, Saúde 5 Comments →

Já há mais de um nao que ando para pegar neste assunto. Hoje tive pretexto. 

Um dos problemas mais evidentes (e confrangedores) de saúde pública que enfrenta o nosso país é a saúde oral. Por mais voltas que se dê ao problema, há alguns factos históricos que estão intimamente relacionados com o mau estado de saúde das nossas bocas.

Tratar dos dentes sempre foi um luxo, nunca foi reconhecido e assumido como uma necessidade básica de cuidados de saúde e, como tal, nunca existiu oferta no seio do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Hoje o assunto esteve em debate no Parlamento

Uma larga fatia de portugueses continua sem ter acesso a cuidados de saúde oral - são efectivamente caros. Na conjuntura actual, o partido do governo afirma que alargar o âmbito do SNS à saúde oral seria dar um passo largo no sentido da falência do Serviço. Talvez seja assim, será seguramente assim se assumirmos um valente ceteris paribus quanto ao resto do SNS e enquanto não reconfigurarmos as prioridades ao nível das competências globais do Estado - cada vez a gastar mais no SNS perante uma medecina em evolução e perante uma população em  envelhecimento, mas a não abandonar nada de relevante no resto das suas funções habituais.

Assumido o dilema, convém sublinhar bem sublinhado que este é um custo global que nos envergonha enquanto país e é uma situação que nos perseguirá.

Desculpem que vos diga, mas convém sublinhar que é também assim que se paga o que corre mal na administração pública portuguesa. Enquanto este tipo de questões não puder ser encarada e resolvida teremos fortes motivações para não concedermos um milímetro àqueles que continuam a tomar como seu aquilo que é de todos. Se acham que exagero basta que saiam das grandes cidades (nem seria preciso) e olhem para a boca (também não é preciso) dos portugueses, talvez até dos vosso familiares que vivem na Santa Terrinha.

O mercado teve liberdade total para operar, mas o ajustamento para grandes fatias da população revelou-se insuficiente. Seria interessante contabilizar, por exemplo, que custos directos e indirectos para o país e para o próprio SNS terão sido justificados pela ausência de oferta para os portugueses menos abonados financeiramente. Qual o custo em dias de trabalho perdidos, anti-bióticos, internamentos, etc, associados a problemas de saúde potenciados por uma boca podre.

A racionalização de recursos, a optimização de processos de produção, o combate ao desperdício, às injustiças e à corrupção, a redução do âmbito de acção do Estado em muitas matérias, não deve reflectir-se de forma cega em todas as áreas. Há situações nas quais ainda precisamos de mais Estado (e sempre de melhor Estado). E é apenas a diferença de acção e de objectivos que distinguirá as opções políticas do futuro próximo.

A forma como conseguir o sol (em parte) da eira e a chuva (em parte) do nabal é o desafio que temos pela frente.

(continua)

Há assuntos que nunca saem de moda

Fevereiro 23, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Palavras dos Outros 4 Comments →

Mais leitura recomendada, agora na blogoesfera: É o Miguel Silva no Tempo dos Assassinos. A não perder! 

" (…) Não pretendo adoptar uma postura hiper-moralizadora, para a qual não tenho convicção nem feitio, tal como não pretendo acusar toda a classe política de ser corrupta ou, no mínimo, mal formada. Mas as evidências apontam para uma realidade na qual o sector público tem vindo a beneficiar, de forma recorrente e muito pouco clara, determinados grupos em detrimento da esmagadora maioria da população. Perante a ilegalidade, é de importância fundamental adoptar medidas que limitem as oportunidades para o ilícito, ao mesmo tempo que se deve encontrar e punir adequadamente os infractores. Mas, para isso, é necessário também um sistema judicial a funcionar ao seu melhor nível, o que dificilmente se pode dizer que tenha vindo a acontecer recentemente. Assim, mais uma vez, para completar este longo périplo, voltamos a deparar-nos com a ineficiência dos serviços do Estado como principal entrave à prossecução do bem público. E, mais uma vez, as coincidências são mais que suficientes para que a desconfiança se imponha.

É seguramente difícil manter um nível de motivação com a causa pública quando esta parece não reverter a favor dos que dela mais necessitam. Torna-se difícil manter um nível elevado de interesse pela política quando os seus agentes parecem mais preocupados com os seus pequenos jogos e com os seus interesses particulares do que com o bem público. Por estas razões, talvez mais do que nunca, é necessário que os ânimos não se abatam, que o desinteresse não vença e que se exija mais e melhor. Não para a pátria, noção bacoca e abstracta, dada a interpretações numéricas dúbias, mas para as pessoas que neste país habitam. Deve ser para elas que a economia deve laborar. "

In Tempo dos Assassinos 



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