Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for February, 2006


28 do Martim Moniz aos Prazeres – I

O carnaval passou por aqui.
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(continua)

I Wonder…

Vizinho Pedro: e se pudessem actualizar o blogue depois de fazerem género, que tal seria a estatística?

Penamacor: fortaleza de porta aberta

Entrai romeiros, entrai…
Matando saudades de estar longe da minha amada Lisboa, em zeros e uns. Esta vai directa para o Penamacor, juntando-se a outras que o JS por lá tem postado. A menos de três horas de viagem…
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Frango

É curioso… Do google.com.br estão a chegar algumas visitas hoje ao Adufe; o blogue aparece listado em 2º lugar sempre que se procura Frango+ baia+gif.

A subjectividade do contexto

Atendendo a que não sou absolutista em relação a quase nada, o problema é capaz de estar mesmo no contexto, vizinho João. Mais concretamente na avaliação subjectiva do contexto. A minha diz-me que se deve sublinhar que nós por cá não distinguimos tratamentos em relação às culturas ou religiões: falando particularmente com todos os que cá estão.

Condicionar a nossa acção, as nossas regras a seguir durante uma sessão de cinema, pelo que os fanáticos que abominam o cinema resolvem querer ouvir e entender daquilo que teremos dito ou desenhado é o pior dos caminhos. E é esse condicionamento que me preocupa. Parece-me levar a uma espécie de infantilização do outro.

Consigo imaginar-me a dizer mais ou menos o mesmo que o João diz em defesa da sua posição,  se eu conseguisse aceitar que cartoons como os dinamarqueses e outros posteriores justificassem minimamente qualquer tipo de ofensa e se não pusessem em causa algo basilar da nossa vida em comunidade. Avalio essa ofensa pelos meus padrões? Pois é, admito que sim, mas como os cartoons foram publicados por cá e para cá, acho que é assim que devem ser julgados. Digamos que eu sou inimputável quanto ao crime de blasfémia sobre uma religião que não é a minha e digamos ainda que leio nos cartoons uma crítica aos fanáticos que invocam o nome de Deus para a violência e não um ataque generalizado dedicado também àqueles muçulmanos que abominam a violência e o fanatismo religioso. Para que se justificasse algo mais concertado no sentido da censura que temos visto um pouco por todo o lado (e que leva a aberrações como a Inglesa onde a maioria da população afirma ignorar o que consta dos cartoons por nunca os ter visto, mas tem opinião formada sobre a sua publicação) teria de remeter a conversa para algo mais vasto e "ecuménico" como fiz no post anterior. E daqui não saimos mesmo. Concordamos em discordar?

Bons Bentos

Na retina ficaram duas jogadas brilhantes do Sporting em Coimbra, uma na primeira e outra na segunda parte (Romagnoli, Moutinho e Nani foram alguns dos protagonistas desse brilho); curiosamente nenhuma delas terminou em golo. Parece que o resultado ontem foi exagerado porque o Sporting começou o jogo a marcar um golo… A norma deveria ser o "engonhanço" clássico das equipas menos grandes que tentam enervar as que têm maiores expectativas?

É pena essas equipas não terem mais vezes o destino que ontem calhou em sorte à Académica. Uma equipa que talvez graças a esse azar fez um bom jogo e ofereceu um bom espetáculo e que poderia ter conseguido outro resultado se Ricardo fosse mais azelha, se os seus avançados o fossem menos e se o Sporting não tivesse tido a ousadia de aproveitar boa parte das oportunidades que criou e que lhe ofereceram, para variar.

Ser realista é, agora, após a vitória do Benfica sobre o Porto e agora que o Sporting está a 2 pontos da liderança, dizer que a jornada ainda não acabou: ainda falta o Rio Ave ganhar ao Sporting de Braga amanhã.

Para a semana o Braga vai ao Bessa, o Sporting recebe o Gil Vicente (que já deu 2 ao Benfica na Luz esta temporada, e que empatou em Barcelos com o Sporting), o Porto recebe o Nacional e o Benfica vai à Reboleira. A novela continua animada este ano. A festa da tribo verde e branca regressa a Alvalade no próximo Domingo pelas 21h30m.

O controlado ultra-manipulado (rev.)

José Gil no seu Portugal, Hoje que C. fez o favor de me oferecer* – thanks! –  falava a páginas tantas que em Portugal parecemos passar da pré-modernidade (simplificando: da ditadura) directamente para um Estado de Controlo (democracia pouco enraizada num meio dominado pela tecnologia ao serviço das representações do poder da comunidade).

O que se está a passar (e também o que não se está a passar) na justiça, no envolvimento/regulação crescente do Estado relativamente à imprensa e os disparates que vamos ouvindo da boca de políticos e ministros (Freitas do Amaral, Augusto Santos Silva) da actual maioria, deve ser motivo de preocupação. Tanto maior quanto será extremamente difícil corrigir derivas controleiras que se intalem sob os mais variados pretextos. Digamos que tenho tanto medo da minha ingenuidade quanto tenho predisposição para aceitar algumas inevitabilidades controleiras, em desespero de algumas causas. Nem todo o controlo é mau, mas devemos ter perfeita noção dos riscos menos evidentes de algumas medidas que servem objectivos iniciais mais ou menos nobres…

Leituras recomendadas n’A Origem das Espécies. Esperemos que o Francisco esteja a exagerar, mas o que temos a perder em estar atentos e em reagir? Tem sido este o meu mote mais peréne desde que uns certos e determinados neorónios começaram à conversa na minha cabeça há uns anos atrás. Os mesmos que me levaram a abominar Cavaco Silva, Dias Loureiro e outros assim, por exemplo. Curioso, não?

* Livro que comecei por achar uma colecção de lugares comuns – muito cá de casa, alguns deles – mas que com o avanço na leitura me vai parecendo cada vez mais uma excelente fonte de conceitos para preparar uma discussão e um belo ninho de deliciosos paradoxos envolvendo o próprio livro.

Aldrabas de Veneza

Santa Cita deixou-me nos comentários ao post anterior uma referência de "encher a barriga" no que a aldrabas diz respeito. Uma colecção de respeito com aldrabas de Veneza que se pode encontrar em Venice Door Details. É passar por lá e ver com os próprios olhos. Entretanto recordo aqui um exemplar, também de Veneza, divulgado em outros tempos no Adufe.

Há algumas dezenas de Aldrabas por divulgar aqui no Adufe que tenho há muito em carteira, um destes dias regressarão aqui. Até lá podem sempre ver o que já foi publicado ao longo dos últimos anos.

Da liberdade à barbárie?

Hum. Uma vez que alinhei com o Paulo em resposta ao que o João escreveu, segue o seguinte. Se o João tiver razão, há muitos anos que se expressam opiniões com algumas doses de ódio ao cristianismo* (sempre que se faz um cartoon com o papa, por exemplo). Acho que tem sido muito saudável para a nossa sociedade conseguirmos conviver com essas formas de expressão (até pela nossa história, até pela nossa cultura).

Acho que tem ajudado a desmontar ou a pre-evitar algumas pulsões mais violentas (de acção e reacção). Estarão a conduzir à barbárie? Não me parece, antes pelo contrário. E como saimos daqui?

Excesso de politicamente correcto…

Ela: Eu gosto mais de fazer amor.

Ele: Eu prefiro mesmo é fazer sexo, puro e duro!

O politicamente correcto: Género, eu perco-me por fazer um pouquinho de género* com alguém.

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Juro que pensei em géneros alimentícios quando li o título da notícia. 

De réu a arguido… hoje arguido já começa a ter demasiada carga pejorativa, temos de procurar outra palavra.

De sexo a género… temos que começar a fazer género em todo o lado: no quarto, na cozinha, no banco de trás. O politicamente correcto é frágil, muito frágil, é só gozar com ele. Vai passar a ser gozado fazer género, pelo menos aqui no Adufe.

* Adenda: Ontem no título desta notícia falava-se em "Salários: diferenças entre géneros agravam-se em Portugal", hoje há por lá uma ligeira mudança…