Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for Janeiro, 2006

São voltas e voltas…

Janeiro 22, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política Comments Off

1ª volta, 2ª volta, 3ª volta, 4ª volta… Nos três anos em que moro onde moro, nunca me custou tanto quanto hoje estacionar o bólide.

Quanto à política parece que as voltas serão menos. Por uma unha negra se ganha, por uma unha negra se perde. Será este o mote da noite?

A verdadeira indecisão

Janeiro 22, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros 2 Comments →

Estou entre livros. Acabei "A Música do Acaso" de Paul Auster e olho para a estante repleta de livros. Não é propriamente uma biblioteca mas é suficientemente vasta para que de quando em vez me surpreenda com um livro que comprei e que muito selectivamente apaguei da memória. Por vezes a situação é mesmo ridícula evitando quase por mero acaso compras repetidas, mas parece que este até é um fenómeno frequente, dizem-me.

"A Música do Acaso" pertence a uma outra espécie de livros, um livro que me foi emprestado.  Tivessem os livros que me enfrentam um mínimo de humanidade e seria razoável que sentissem a afronta. Sustento um harém e depois vou dormir com outra ou melhor com outro? Haja bonomia entres os livros meus. Resta a indecisão, o que ler? Alguns exemplos:

"Negreiros" de Alberto Vásquez-Figueroa (nunca lhe li nada);

"Processo 327" de Dick Haskins (será mais uma estreia);

"Um Crime na Exposição" de Francisco José Viegas (2ª partida de um jogo que ainda decorre);

"As Memórias" de Jean Monnet (este era para ter sido prenda mas a distância reconverteu-o em presa fácil, um forte candidato…);

"Do Amor de Outros Demónios" de Gabriel García Márquez (uma prenda de quem me conhece bem, mas que persiste virgem na estante… será também uma primeira leitura deste autor);

"The Picture of Dorian Gray" de Oscar Wilde (em inglês e tudo);

"D.Quixote de La Mancha" de Saavedra Cervantes (já experimentei em castelhano mas… não exageremos, não é com conhecimentos de portunhol que se lá vai, não é Miguel?);

"Os Pensamentos" de Heidegger (filósofos, do original, só uns pedaços de Platão, Wittgenstein, Adam Smith, outros que o eram sem saberem ou lhes dizerem e pouco mais);

Ou ainda, para terminar "Com Poejos e Outras Ervas" de Galopim de Carvalho.

Enquanto me decido vai marchando o 8º livro das Obras-Primas da BD Disney.

Voto no Abel, no Ricardo e no Liedson (act.)

Janeiro 22, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa Comments Off

1. A pergunta com que terminei este meu post está respondida. Apesar de tudo (do que se passou e se poderá passar logo à noite) é mais aquilo que me aproxima do que aquilo que me afasta. Na ausência de um óptimo escolho um second best, para evitar um first worst.

Há coisas que se fazem ou deixam de fazer que são indesculpáveis e nessa contabilidade não tenho a mínima dúvida de quem ponho no fundo da lista. O pior dos arrogantes é o falso modesto, o falso humilde. E o pior dos presidentes, é um falso presidente, uma falsa moeda…

De manhãzinha cedo vou despachar o meu voto. Quanto ao leitor ainda vai a tempo de limpar melhor os espelhos aí de casa e reflectir mais um pouco. Viva-se a democracia.

2. Hoje iniciou-se mais uma sucessão numa das dinastias horribilis do futebol português, a dinastia Costa, com Costa II, O Manhoso.

3. Faltou capacidade geométrica* ao Sporting, esfumou-se aos 20 minutos, mas os arquitectos estão lá, falha um ou outro artífice e artifício, ainda. Para a semana há mais. Ó Paulo, deixa o Sá a descansar e mete-o só na 2ª parte, lá na Luz, bale? E o Roma precisa de pedalar mais nos treinos porque o resto está lá.

* Por incrível que vos possa parecer esta expressão é um original meu e não do Gabriel Alves.

Ainda sobre o MIT

Janeiro 20, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Ciência e Tecnologia, Política 8 Comments →

Recomendo a leitura deste esclarecedor post do Contra Factos e já agora este outro post no Pura Economia no qual deixei este comentário.

Eis um blogue inteiramente novo. Conhece?

Janeiro 20, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia 1 Comment →

Sem romantismo

Janeiro 20, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 1 Comment →

Bem agora é que o DN está melhor que nunca, até citam um tal de sítio de referência para comentários sobre estatística.

Confesso que se não fosse uma alma caridosa que me avisou, tinha-me passado ao lado a referência ao Adufe que o JMF fez hoje. O "Londres sem romantismo" de Woody Allen, as novidades económicas e alguma saturação "eleitoral" fizeram-me voar por cima de boa parte das 16 páginas de campanha.

A verdade, verdadinha é que estou em período de reflexão. Tirando o facto de não ir votar em Cavaco (eu não mereço tê-lo como PR) resolvi oferecer-me este último momento de indecisão. Começo a desconfiar que ainda vou deixar o Vergílio Poltronas votar por mim*.

* Não se deixem enganar pelo nome, o Vergílio nunca deixa um voto em casa; é como eu. 

E a Enciclopédia Mítica, conhece?

Janeiro 20, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media Comments Off

E a Enciclopédia Mythica, conhece?

"Please enter the award-winning internet encyclopedia of mythology, folklore, and religion. Here you will find everything from A-gskw to Zveda Vechanyaya, with plenty in between.

The mythology section is divided to six geographical regions: Africa, Americas, Asia, Europe, Middle East, and Oceania. Each region has many clearly defined subdivisions that will ease your search.
The Folklore section contains general folklore, Arthurian legends, and fascinating folktales from many lands.

In addition, we feature special interest areas to enhance and refine your research. A Bestiary, legendary heroes, an image gallery, and genealogical tables of various pantheons and prominent houses.

To bring our entities to life, we have created an image gallery, where you will find hundreds of images of all kinds of deities, heroes, and strange creatures of every description.

The encyclopedia will serve the serious researcher, the student, and the casual reader with equal success. Come in and enjoy! Think mythology, think EM!"

Sobre o Plano Tecnológico…

Janeiro 20, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Ciência e Tecnologia, Política Comments Off

… que tal ouvir este programa recente da TSF?

A quantia certa

Janeiro 19, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: As Crónicas e os Contos 1 Comment →

 "(…) Faltavam-lhe sempre a serenidade e as mãos para meter os produtos nos sacos, tirar o cartão, digitar números, continuar a arrumar a tralha para logo interromper a tarefa recolhendo o talão e os cartões (o de débito e o cartão de desconto para o estacionamento).

Acabava sempre acossado, com as compras atafulhadas à pressa nos sacos, quando avançava já sobre ele o cliente seguinte, geralmente com a cara cheia de olhos, reclamando o território que já deixara de lhe pertencer. (…)"

Regra geral…

Janeiro 19, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia Comments Off

… é quando descubro um erro ortográfico num texto já publicado que o servidor vai abaixo.

Por exemplo, a acertividade não existe mas persistiu por largos minutos mesmo depois de ter enviado instruções de correcção ao pequeno homenzinho que escreve nos computadores.

Com esta experiência e tal expectativa, é difícil ter um pensamento assertivo sobre o assunto.

Mais novidades na Energia

Janeiro 19, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia Comments Off

  1. Hoje temos uma farturinha de notícias (veja-se o suplemento de Economia do DN, por exemplo) relacionadas com Energia, desde a exploração do Urânio, à BioMassa, passando pela instalação de uma fábrica de pilhas de combustível, pela legislação, fiscal e não só, promotora de (alguma) eficiência energética e pela pesada herança ambiental (e quase ignorada) relativa às explorações de urânio (antigas e em reserva) existente em território nacional.
  2. No Jornal de Negócios o assunto chega a Editorial. Sérgio Figueiredo faz a síntese de mais e menos valias da nossa história nesta matéria. Convém reter algumas das suas palavras, em maior ou menor grau assentam-nos a todos:  

(more…)

O MIT, Sócrates e o cidadão funcionário público (act.)

Janeiro 19, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia, Política 2 Comments →

José Tavares protagonizou ontem um exemplo memorável e inspirador ao interpelar directamente o Primeiro-Ministro numa sessão pública sobre uma questão mal resolvida que aparentemente vai percorrendo um velho ciclo usado frequentemente em política: a não decisão rumo ao esquecimento.

O Primeiro-Ministro entrincheirou-se na resposta puxando dos galões e catalogando implicitamente de insubordinação, a interpelação de que foi alvo por parte de um funcionário público. É uma opção razoável - porque o risco de insubordinação existe e o exercício da autoridade um dever - mas como sempre que se recorre à autoridade, a atitude também contém os seus riscos. A nós cabe-nos enquadrar a história que levou a este episódio mas, fundamentalmente, avaliar da razoabilidade da interpelação.

Neste caso acho que a atitude de José Tavares se justificou plenamente a bem da transparência da acção governativa (porque raio o homem tinha deixado o Plano Tecnológico e porque Manuel Pinho perdeu a tutela?) e, já agora, a bem da relação futura entre o Governo e o aparelho do Estado.

Tendo José Tavares sido responsável pela definição do Plano Tecnológico, é razoável vir a inquirir publicamente o PM sobre o andamento do dossier que levou, provavelmente, ao seu abandono de funções? Se calhar esta não é a pergunta certa. Se calhar o que interessa saber é se José Tavares fez mais do que o que seria exigível e recomendável a um cidadão bem informado: inquirir o PM sobre uma matéria da sua exclusiva responsabilidade que, objectivamente, está por esclarecer publicamente.

José Tavares foi incómodo porque cumpriu o seu papel. Estará a defender mais interesses além do básico interesse do respeito pela responsabilidade de cidadania? Talvez sim, talvez não. Mas bem vistas as coisas essa matéria não é muito relevante, tudo porque enquanto cidadão o que mais me interesa é que alguém fez a pergunta ao PM. Se ninguém faz as perguntas, como podemos ter as respostas? Em suma, José Tavares não deve merecer a crítica de ninguém, apenas o elogio.

Restam ainda alguns pormenores importantes.

  1. A pergunta que José Tavares fez poderia e deveria ter sido formulada por qualquer jornalista da nossa praça e não foi.
  2. Um funcionário público pode e deve ser um cidadão completo, talvez mesmo mais assertivo do que outros pela especificidade das funções de exerce. Um funcionário público (com excepção feita aos Militares) não tem neste país nenhuma limitação aos seus direitos de cidadania ainda que seguir o exemplo do José Tavares desencadeie demasiadas vezes punições concretas, mais ou menos  dissimuladas, por parte de nefastos poderes (o que confere uma trágica heroicidade e contribui para a raridade de actos como o de ontem).
  3. Se todos nós, funcionários públicos, cumprissemos com maior aplicação este desígnio de cidadania, teríamos um país melhor.
  4. Tendo bem presente que a insubordinação não tem desculpa convém não esquecer que a subserviência não pode ser uma opção para um funcionário público.
  5. O Plano Tecnológico não é "uma coisa qualquer" porque o conceito foi criado para ser algo mobilizador e fulcral na acção do actual governo.
  6. O Primeiro Ministro também é um Funcionário Público.

Qual é o seu conto favorito? - 2

Janeiro 18, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: As Crónicas e os Contos, Letras e Livros 1 Comment →

A propósito deste desafio, o Ã?lvaro deixou-nos na caixa de comentários a sua sugestão: "O Fosso e o Pêndulo" de Edgar Allen Poe. Não conhecia o conto mas pelo que leio vem bem a propósito, no seguimento de Frei Genebro do Eça. E você? Não tem um conto predilecto? Diga coisas.

Eis um excerto do início e a ligação para o original em inglês de "The Pit and the Pendulun (1842)":

" I WAS sick –sick unto death with that long agony; and when they at length unbound me, and I was permitted to sit, I felt that my senses were leaving me. The sentence –the dread sentence of death –was the last of distinct accentuation which reached my ears. After that, the sound of the inquisitorial voices seemed merged in one dreamy indeterminate hum. It conveyed to my soul the idea of revolution –perhaps from its association in fancy with the burr of a mill wheel. This only for a brief period; for presently I heard no more. (…)"

A ler

Janeiro 18, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política Comments Off

Via De Vagares, um texto imprescindível sobre a Grande Guerra de 2007.

Energias Renováveis - eles vêm aí

Janeiro 18, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia Comments Off

A coisa já mexe.

"(…) A Iberdrola e a Gamesa, integradas no consórcio Novas Energias Ibéricas, anunciaram a construção de cinco fábricas de aerogeradores em Portugal e ainda a constituição de um consórcio para concorrer à atribuição de potência eólica. O valor do investimento nas novas fábricas não foi revelado. (…) Relativamente às fábricas de aerogeradores, o consórcio não revela o montante do investimento adiantando apenas que se materializará nos próximos dois anos nas cidades da Guarda e Paços de Ferreira. As novas instalações irão ocupar uma área de 100 mil metros quadrados e terão capacidade para fabricar anualmente mais de 100 máquinas que somarão uma potência de cerca de 300 MW. (…) "

In Canal de Negócios

NB: Pina Moura, presidente da Iberdrola Portugal, é deputado do PS e foi cabeça de lista pelo círculo da Guarda. 



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