Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for Janeiro, 2006

Quando o verde é notícia (publicidade)

Janeiro 25, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Publicidade Comments Off

Não será o Adufe que se recusará a contribuir para a campanha verde que encheu hoje alguns noticiários televisivos. Mas em vez de um acto de caridosa solidariedade para com um banco necessitado que andou envolto em pura neve no passado natal, ali para as bandas do Marquês de Pombal, prefiro este outro verde… também numa versão nevada.
Por este andar, em devido tempo, ainda me ganham como cliente.

Deep Space

Janeiro 25, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Ciência e Tecnologia 3 Comments →

Ontem um internauta de Salvador, Maranhão fez uma pesquisa que eu aqui secundo: onde está a voyger, ou melhor a voyager?

Da tangencialidade das coisas

Janeiro 25, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Mimos 1 Comment →

Acho que os apoiantes de Cavaco que se indignam perante a interpretação que defende ter havido uma vitória tangencial deveriam pensar bem antes de se pronunciarem.

É que uma das alternativas é esta vitória vir a revelar-se secante…

Sugestão de audição

Janeiro 25, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Media, Política Comments Off

O leitor mais atento perceberá porque é que tenho de sublinhar positivamente esta notícia do Público do passado sábado onde se cita um programa da TSF (de 12 de Janeiro - segundo o site) aqui relembrado na passada sexta-feira. Ajudará a enquadrar a interpelação de José Tavares (antigo coordenador do Plano tecnológico) perante o Primeiro-Ministro que ocorreu há alguns dias e aqui referida. E para tal, além das declarações de Carlos Zorrinho citadas no artigo do Público, permito-me transcrever um excerto do programa da TSF em que o Reitor da Universidade Nova se pronuncia sobre o assunto Plano Tecnológico MIT:

TSF: Recentemente a Universidade Nova ofereceu um terreno para instalar um pólo do MIT em Portugal, que é considerada a Universidade do Mundo com as maiores ligações à indústria, esta é uma das iniciativas do Governo do Plano Tecnológico, Senhor Reitor, a Nova já recebeu alguma resposta do Governo a esta oferta que fez?

Reitor UNL: Olhe tudo na vida tem a sua história, deixe-me contar-lhe uma história pequenina sobre o plano tecnológico. Numa dada altura a Universidade Nova foi instada para uma reunião no Ministério da Economia. E dessa reunião nasceu, realmente, muita esperança, não só para a Universidade Nova como para Universidade em geral. E a primeira conclusão a que chegámos foi que não há plano tecnológico sem as Universidades. Por mais que os políticos dêem voltas, por mais que se fale, não há plano tecnológico sem as universidades. E resultou dessa reunião, também dentro desta perspectiva de esperança… Quando nos foram indicadas algumas áreas de desenvolvimento, nós concordámos com elas. As áreas de desenvolvimento eram mais ou menos: os oceanos, a construção e ambiente, as ciências da vida e biotecnologia, a gestão de processos, a micro-nanotecnologia, a energia e as telecomunicações. Bom estas áreas satisfizeram-nos plenamente.

TSF: Mas desde então tiveram mais algum encontro? Portanto houve um há seis meses..

Reitor da UNL: Desde então não tivemos encontro nenhum, o que soubemos foi pela comunicação social, por conversa de corredor, e soubemos que, também nessa reunião, soubemos que umas dessas perspectivas era convidar o MIT para se associar a alguns parâmetros existentes em Portugal designadamente as universidades, fazendo uma coisa semelhante àquilo que o MIT fez em Singapura e fez também com a Universidade de Cambridge – aliás são duas coisas diferentes, mas fez efectivamente essa ligação a Singapura e a Cambridge. E assim, o que dissemos foi que a Universidade Nova está em condições de conceder a este plano tecnológico, as condições necessárias para o MIT se instalar com tudo aquilo que deriva da ligação ao MIT. Portanto, o que nos pareceu nessa altura foi que o MIT queria a proximidade a uma instituição que tivesse ciência e tecnologia, que tivesse um MBA com parâmetros bem reconhecidos de qualidade, e que tivesse predisposição para a internacionalização além do empreeendorismo. Ora bom, nós estamos em condições de oferecer esta… mas não somos a única Universidade.

TSF: Mas desde então não tiveram nenhuma resposta por parte do executivo ou do MIT?

Reitor UNL: Nenhuma resposta e nenhum contacto. Portanto o que sabemos é o que toda a gente sabe, mas como pensamos que os projectos do governo têm consistência e que são efectivamente elaborados, nós estamos a raciocinar em termos do que apreendemos daquela reunião no Ministério da Economia.

Parece haver nitidamente competição entre universidades, o que por sí não me parece negativo. Contudo, com a restante informação disponível a história continua a merecer ser acompanhada com atenção. Para julgarmos a conduta e a acção do Governo é preciso ter acesso à informação que leve à tomada de decisão. E nesta matéria, nem só a OTA e o TGV são relevantes.

Haverá um momento no futuro em que o segredo negocial permita percebermos em que justificações de fundou a decisão que o Governo vier a tomar?

O fim do parodianísmo

Janeiro 24, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media 5 Comments →

Eu ainda ouvi os parodiantes, pois é.

Vai uma curta metragem?

Janeiro 24, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia, Cinema Comments Off

Que tal este GAP do vizinho Miguel Tomar Nogueira?

I wonder…

Janeiro 24, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 1 Comment →

Se Cavaco tivesse ganho com 60% dos votos como se chegou a perspectivar nas sondagens o day after teria sido exactamente igual? E o exercício do cargo?

A ler

Janeiro 24, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política Comments Off

"O eleitorado livre", hoje, por Marina Costa Lobo, no DN (não disponível on-line).

As destilarias acintosas e uma nota para o futuro

Janeiro 24, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política Comments Off

  • Algumas das reacções que leio por esta e outras esferas fazem-me lembrar história curiosas que fui coleccionando durante uns anos. Por exemplo, aquela falcatrua eleitoral onde perante a necessidade de umas eleições terem quorum para serem vinculativas, houve tentativas de aliciamento às mesas eleitoraias para que se pusessem os abstencionistas crónicos a votar na lista única. Ou aquela outra história em que, após uma derrota eleitoral, os últimos dias do poder deposto foram gastos a infectar os computadores do "governo" e a destruir cópias de contratos de modo a tornarem a tarefa dos senhores que se seguiriam muito mais árdua… Ou ainda aquela em que, de novo junto dos computadores, alguém se divertiu a arrancar de cada teclado as teclas que representavam as letras necessárias para formar a sigla do partido vencedor. Coisas de putos, de associações de estudantes.
  • Onde andam hoje essas crianças? Que lhes ensinavam nas jotas que tantos frequentavam? Alguns são políticos e continuam a fazer mais ou menos as mesmas coisas conforme perdem ou ganham as eleições, outros, poucos, terão crescido e superado os exemplos que tinham. Mas os que vejo (e outros que com eles identifico) acumulam rancores, patrocinam vinganças, destroem com maior dano o que não lhes pertence e vão passando sempre ao lado do essencial: da nobreza da coisa à perspectiva histórica intrínseca à política passando pelo objectivo de produzir soluções eficazes para os problemas comunitários.
  • Estou genuinamente feliz por não ter ficado em casa ontem e por ter votado em quem votei. Perder, pertencer a uma minoria após um sufrágio, não me deixa minimamente agastado por mais desforço que tentem assacar ou ressabiamento que (me) tentem atribuir. Gostaria de ter ganho e por isso estou triste, convencido de que não se escolheu o que é melhor para o país. Mas apenas e só isso. A tragédia, se existe, está entre aqueles que não conseguem perceber isso e vão atrapalhando a democracia, infectando alguma alma mais mal formada para que responda, à primeira oportunidade, na mesmíssima moeda.
  • Sob a capa superfícial, sob o maior ou menor profissionalismo da construção de imagem, pulsa ainda nos partidos esta espiral esquizofrénica de "combatividade", uma combatividade hereditária, sustentada, quanto muito, nas palavras mal compreendidas de um credo aprendido de cor, como uma ladainha.
  • Há então uma pulsão que determina a forma de muita gente dos partidos encarar tudo o que lhes é exterior. Mas esta agenda cada vez mais desenraizada de qualquer suporte interessa cada vez menos a quem está de fora e resume cada vez mais o contributo actual dos partidos que temos.
  • As soluções andam aí à espera de brotarem da boca de alguém que se consiga fazer ouvir. E esta última frase, encerra em si inúmeros problemas, imensos desafios, assustadoras barreiras. O primeiro passo é contudo este de identificação, o tradicional pôr o dedo nas feridas em busca dos corpos estranhos.
  • A ler também este texto do Carlos

De antologia…

Janeiro 23, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Palavras dos Outros, Política Comments Off

… os posts políticos do Pedro Mexia (de ontem e de hoje)

Um nó na garganta

Janeiro 23, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Media, Pessoal 1 Comment →

Agente da PSP morre atropelado por um combóio na zona da Av. 24 de Julho, depois de salvar indivíduo alcoolizado desse destino (ver aqui).

Um jogo raro, muito raro, pelo menos a avaliar pelo que chega a ser notícia. Um jogo onde quem aposta não espera nenhum Euromilhões. Fica um nó na garganta, não fica? E deveria ficar?

 

46 dias

Janeiro 23, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política Comments Off

Bem sei que o assunto é recorrente e nem será no caso das presidenciais que o problema terá piores consequências mas ele subsiste. Qual é a justificação para um presidente eleito estar 46 dias nessa condição até ser efectivamente empossado? Não me parece que seja um prazo razoável para a transição nem muito saudável para a democracia. O que é que custa mudar isto? Falta também este ajustamento burocrático para dar um sinal de dinamismo ao país. Já agora…

Curiosidades adicionais para terminar

Janeiro 22, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política Comments Off

Quem planeou com maior distância, quem teve (tem) mais paciência, quem é o melhor no calculísmo táctico, quem tem a melhor imagem, quem cultiva melhor um tabú, quem gere melhor as expectativas?

Cavaco para chegar a PR ou Sócrates para chegar a PM?

Alguns hoje apostaram na atracção de iguais. Cá estaremos para ver como será a física destes poderes e se será desta tensão que se libertará alguma energia criadora. Boas noites.

Os bloggers dos marretas

Janeiro 22, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política Comments Off

É impressão minha ou os "blogues políticos" hoje estão cheios de velhos dos marretas a comentarem literalmente tudo o que mexe? É giro, muito giro. E deve fazer bem à saúde.

Saber perder

Janeiro 22, 2006 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 1 Comment →

E pronto, o meu candidato cumpriu na hora da derrota e deixou uma marca que merece ser seguida. Creio que com algum distanciamento histórico essa herança será mais nítida. Porém, há muitas lições no ar para quem as queira apanhar (e não só para os políticos). Algumas delas velhas de outras derrotas. Haverá olhos, coragem e empenhamento suficientes?

Quanto ao vencedor, a ele os louros da noite e o poder soberano do mandato. Que faça de ambos bom proveito, a bem da nossa democracia.



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