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As Crónicas e os Contos

A quantia certa

 "(…) Faltavam-lhe sempre a serenidade e as mãos para meter os produtos nos sacos, tirar o cartão, digitar números, continuar a arrumar a tralha para logo interromper a tarefa recolhendo o talão e os cartões (o de débito e o cartão de desconto para o estacionamento).

Acabava sempre acossado, com as compras atafulhadas à pressa nos sacos, quando avançava já sobre ele o cliente seguinte, geralmente com a cara cheia de olhos, reclamando o território que já deixara de lhe pertencer. (…)"

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