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Ciência e Tecnologia Economia

Energia Nuclear

Convém ir passando pel’ A-Metamorfose nos próximos dias e espreitar o contributo do João H de Jesus para a discussão.

" (…) Não sou um grande adepto da energia nuclear, mas consigo reconhecer algumas das suas vantagens relativamente a outras formas tradicionais. Há, no entanto, um conjunto de dimensões associadas à sua produção que devem ser esclarecidas o melhor possível por forma a elevar o debate. Nos próximos dias, pretendo dar o meu contributo para a discussão ao nível do que me é permitido pela minha formação técnica. Não conseguirei elaborar sobre todas, porque não as conheço em grande detalhe. Sobre essas, espero de outros contribuições semelhantes."

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Mimos

O jornalista com cara de homem

Ele, atarefado em bricolage doméstica de chave de fendas na mão perto da cozinha;

Ela, indecisa entre contemplar o caos e introduzir a ordem, na cozinha.

Ela: Já começou a entrevista do Carlos Vaz Marques.

Ele: A quem?

Ela: Àquele jornalista que lançou agora um livro.

Ele: O orelhas de abano?

Ela: Não, o outro da Sic que acho que é de Viseu.

Ele: Mas esse não se mudou para a RTP?

Ela: Não é esse, é aquele com cara de homem!

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Economia

It's small step for them…

…but a giant leap for the economic science good name.

"Os analistas petrolíferos de Wall Street desistiram de fazer previsões de baixos preços (sic) para o crude, depois de nos últimos quatro anos, terem falhado em antecipar a subida do preço da matéria-prima. "

In Jornal de Negócios   

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Política

FCPortugal – uma questão de memória

C. vai fazer e acontecer e, se cumprir a constit… perdão, com os estatutos do clube, vai desiludir aqueles que votaram nele com o fito de o verem a treinar a equipa ainda que para o efeito haja já treinador designado (e aclamado pelos mesmos sócios) com contrato firmado e protegido por uma choruda indemnização.

Esquecem-se que ter o presidente no banco de suplementes e continuar incólume não é para qualquer equipa e, neste contexto, parece-me que é meio caminho andando para engalfinhamentos no balneário e rixas no banco de suplentes a meio do jogo, isto enquanto a equipa se afunda na classificação, pasmada, a ver os supostos lideres em quente guerra fria, absolutamente desconfiados um do outro.

A alternativa, bem a alternativa é o treinador concordar com tudo o que o presidente diz, nunca o desmentir ou refutar em público, elogiá-lo até e depois, fazer o que lhe der na real gana de acordo com os compromissos que assumiu com os adeptos e associados, afinal é a ele que pagam para pôr a equipa a conquistar títulos.

Em suma, pegando num exemplo da política, é seguir o que fizeram a Sampaio os treinadores Durão Barroso (releia-se este Zurzir de Outubro de 2004) e, em menor grau, Pedro Santana Lopes: quanto mais grosso o presidente falava mais estes redobravam o empenho no seu aplauso. Como se nada fosse com eles. Pessoalmente, preferia que nos levássemos mais a sério, mas se tiver de ser este o preço a pagar para levar a água ao moinho… O importante é que haja farinha, digo eu. E, felizmente, até agora, este governo está longe de ser igual aos três últimos. Continuo a acreditar que, apesar de alguma idiOTices, o balanço é claramente benéfico para o país. Merecemos passar os próximos dois anos (longe de eleições) com um governo concentrado na resolução dos problemas do país que estão ao seu alcance ajudar a resolver.

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Economia

Post 3500 da história do Adufe: Pobreza

Uma vez que parece haver interesse por parte de alguns leitores, fica aqui o endereço que permite aceder na íntegra ao estudo que referi há dias: "Travail, inégalité et autoconsommation au Portugal"

Sublinho que esteve mais de quatro anos em banho-maria até ser publicado e resulta de uma síntese de duas comunicações apresentadas em 2000 numa conferência internacional organizada pelo INSEE em Bratislava.

Para dados pontuais, mas mais recentes, sobre alguns escassos indicadores de pobreza, refiro a publicação Indicadores Sociais de 2004 ontem divulgada no INE (siga esta ligação para aceder a um resumo). Há ainda vários estudos disponíveis (com objectivos menos relacionados com a medição genérica da pobreza) realizados em várias universidades do país.

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Economia

No domingo já estamos em 2006…

Ter sucesso onde todos os outros falharam. Eis o desafio do actual governo, inspirado na expectativa renovada por esta notícia: Ministro anuncia reforma do sistema de benefícios fiscais em 2006.

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Política

A chapelada do dia

 " (…) A esquerda deixou que o discurso perpassasse, pensando que em política só conta o imediato.(…) "

A chapelada do dia vai para o Carlos Castro.

Num análise que vai além da espuma da campanha, o Carlos deixa-nos umas palavrinhas a reter para memória futura. Não se iludam pelo título, o essencial vai bem além de: "Belém bem pode virar  Eliseu".

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Ciência e Tecnologia

A energia nuclear é um assunto tabu?

A energia nuclear é um assunto tabu? Não me parece que haja uma acção concertada para que não se fale ou discuta a energia nuclear, parece-me é que há fortes problemas de imagem que defensores de outras formas de energia ou de outros comportamentos de consumo energético não têm de ultrapassar na defesa das suas damas. Problemas aliás muito legitimamente fundamentados em factos históricos recentes nada propícios à confiança no nuclear.

A situação alterou-se? Chernobyl é hoje impossível? Não sei, mas perante problemas e soluções mais cristalinas ligadas ao aumento da eficiência energética e ao investimento em energias alternativas, o nuclear não tem de ser uma prioridade, ou melhor, a prioridade.

Discuta-se, perceba-se se há argumentos para se recuperar a confiança, mas de caminho não temos absolutamente nada a perder em gastar, no imediato, as nossas "energias" a resolver a insustentável ineficiência energética da economia portuguesa ou a reforçar a produção energética por vias mais limpas e acessíveis que o petróleo. Ambos muito relaccionados com os problemas de competitividade da economia lusa.

Em suma, que a discussão em torno do nuclear não sirva desculpa ou de alternativa oposta (como por vezes é apresentada) para não agir sobre esses outros problemas com soluções já identificadas. Que tal, para começo de conversa pormos a nu o "tabu" que há em torno da ineficiência energética que parece crescer particularmente no nosso país?

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Política

Harry Potter e as competências não escritas

Em complemento ao post anterior, eis duas citações da entrevista de ACS ao JN:

"(…) Não pretendo substituir-me ao Governo mas, além das competências escritas, é bom não esquecer que há a legitimidade que o presidente tem pelo facto de ser eleito directamente pelo povo.(…)"

" (…)Há uma coisa que pode ser feita em Portugal, que eu sei que já foi feita noutros países. Podia existir um responsável do Governo que fizesse a lista de todas as empresas estrangeiras em Portugal e, de vez em quando, fosse falar com cada uma delas para tentar indagar sobre problemas com que se deparam e para antecipar algum desejo dessas empresas se irem embora, para assim o Governo tentar ajudá-las a inverter essas motivações. Tem de ser um acompanhamento com algum pormenor que deveria ser feito por um secretário de Estado especialmente dedicado a essa tarefa.(…)"

Aproveito a ocasião para felicitar Anibal Cavaco Silva por ter sido, finalmente, tão "esclarecedor" quanto ao que pensa ser o papel do Presidente da República. Depois desta entrevista e, a menos que as citações resultem de um atroz trabalho de edição dos jornalistas do Jornal de Notícias, ninguém poderá dizer que votou ao engano.

Perante as acusações de que é alvo pelos seus opositores, sair-se com esta leitura dos seus poderes e com estas sugestões práticas, é, de facto, esclarecedor…

Como bom complemento a esta prosa, e para outros ouvidos, está este aviso muito oportuno do CMC.  

Adenda: Cavaco em limitação de danos aqui

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Política

Anibal "Chirac" Silva (act.)

Caro investidor estrangeiro, presente em Portugal, com ideias de se deslocalizar, o nosso governo terá um Secretário de Estado com "a lista de todas as empresas estrangeiras em Portugal" que irá conversar consigo levando-lhe uma proposta que não poderá recusar.

Um Secretário de Estado? Porque não um Ministério e vários Secretários de Estado? Um destes dias Cavaco há-de propôr a criação de um Ministério da Economia, ou coisa que o valha! Já existe? Mas se  o homem não gosta, manda criar um novo ali ao lado. Com uma lista na mão e com um Secretário de Estado atento, o investimento estrangeiro em Portugal não terá como se deslocalizar.

Este será o tipo de intervenção salvadora, potenciadora da confiança, saudável para as contas públicas, que Cavaco nos dará nos próximos anos durante os quais, promete, terá logo a abrir uma longa conversa com o Primeiro-Ministro. Afinal Sócrates precisa de umas quantas sugestões quanto à estrutura orgânica do seu governo.

Abrir o bico para propôr Secretarias de Estado, é de mestre. Mário Soares e demais candidatos não poderiam pedir melhor para convencerem alguns portugueses dos seus legítimos argumentos. Deixem falar o homem que ainda lhe cai a aura na testa e arranja maneira de perder as eleições… A alternativa parece mesmo ser a de nos perder a nós numa dispensável guerra de medição de maiorias onde se compararão alhos com bugalhos: o que vale mais, a maioria do Governo velha de quase um ano ou uma maioria fresquinha de um Presidente da República?

Mas quem sou eu para me armar em leitor de bolas de cristal. Dia 22 de Janeiro, você, caro eleitor, poderá pagar para ver.