Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
Random Image

As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for October, 2005


Muito cuidadinho com eles

Eu nem sei que diga da greve e iniciativas conexas dos senhores doutores juízes e dos senhores magistrados do ministério público. Posso dizer que atendendo à história recente da casa onde trabalho, o sentido de profissionalismo e de sacrafício ao serviço do Estado afinal ainda pode servir de exemplo a muito boa gente.

Como dizia o outro, o 25 de Abril não chegou ainda a todo o lado… 

Meus caros condidadão, a guerra pelo respeito mútuo continua. Nestes tempos tem de se reforçar e a moralidade e temos de "comer" mesmo todos.

E mais não digo que o António José Teixeira já escreveu tudo no editorial de hoje do DN: "Insensibilidade falta de senso".

Read More

Sempre as tragédias – 1755

Lisboa na síntese de notícias do Yahoo de hoje:

"The aftershocks of a truly epic earthquake are measured not by magnitude or distance but by centuries."

A missão do Banco de Portugal

  1. Já há muito tempo que se sabe que o Bando de Portugal não regula coisa nenhuma em termos de direitos dos pequenos investidores/aforradores/credores da banca nacional. O Banco não está preparado e muito menos interessado em receber queixas de clientes insatisfeitos com algum dos bancos que regula.
  2. "Agora", perante a investigação à legalidade de operações (eventual fuga ao fisco), por parte de alguns bancos, patrocinada pela procuradoria geral da República, temos pretexto público para duvidar da qualidade da regulação do Banco de Portugal a um nível menos atomista.  Uma eventual condenação de alguns bancos relativamente às matérias sob investigação, não poderá colocar em causa a credibilidade e estabilidade do sistema financeiro? Julgo que sim. A simples investigação pode ter desde logo algum impacto num mercado onde ser-se "pessoa de bem" é um dos factores que o Banco de Portugal avalia para decidir sobre novos e actuais bancos e banqueiros.
  3. Parte da missão do Banco de Portugal tem sido considerada letra morta. O Banco de Portugal (e os seus sucessivos governadores) parecem evitar qualquer interpretação mais abrangente da missão reguladora do Banco, mantendo de fora das funções de garante do regular funcionamento do sistema financeiro questões como as referidas acima.
  4. Assim sendo, acho lícito concluir que há algo errado com o Banco. Se não se sente "confortável" em confrontar os bancos que regula com o cumprimento da lei e com as queixas dos clientes, se calhar é tempo de restringir a missão do Banco e conceder a outra entidade as funções indispensáveis à regulação das relações entre os agentes do mercado financeiro, à luz do que felizmente vai começando a acontecer em tantos outros mercados neste país.
  5. Dito isto, parece-me, contudo, que o ideal era mesmo alterar a filosofia e a missão (ou a interpretação da existente) do Banco, de modo a que este assuma por inteiro as suas responsabilidade de regulador, tendo a capacidade para arreganhar os dentes sempre que necessário.
  6. Ainda que a crítica mais corrente ao Banco advenha da guerrilha política, repetindo-se acusações de pouca independência face ao poder político (comuns ao que acontece, por exemplo, com o INE), é tempo de dar relevância a uma outra questão: a da independência do Banco face aos interesses dos regulados. Esta dúvida parece ganhar fundamento mais razoável do que a outra mais banalizada.

Leitura adicionais:

Este tema já foi tratado de outras formas no Adufe em:

Ler ainda:

  • O editorial de ontem no DN
  • Lei Orgânica do Banco de Portugal aqui.  

New kids on the block

O sindicato dos putos e o respectivo blogue.

And counting…

Marco na Estrada: 

Alda de Carvalho foi nomeada presidente do INE no passado dia 11 de Outubro.

Ainda não tomou posse.

Cavaco nunca, porque…

A segunda referência no mesmo dia, ao venerável Irreflexões, por causa disto:

"(…) Gostava honestamente que alguém me tivesse convencido, com factos, que Cavaco era um democrata de gema, que sempre respeitou a oposição na Assembleia da República, e os demais órgãos de soberania, que as cenas com polícia de choque em frente à Assembleia da República nos idos de 90 [ó pra mim a esconder-me do bastão num antiquário em São Bento] e os agentes de autoridade armados de máquinas de filmar foram uma alucinação colectiva de uns putos que tinha fumado charros a mais. Mas sobre tudo isto nem uma palavra. Silêncios que são reveladores. (…)

Divago? Divago sim. Deixarei de o fazer quando morrer. Só é o meu labirinto privado enquanto não o partilho em público. O Pedro Lomba está cansado de explicar o quão dificil é este tipo de exercício mas também o quão recompensador pode ser."

"Música/Excerto" que aproveito para dedicar ao Paulo Gorjão

O texto dos parentesis rectos é meu (auto-biográfico). 

Não há pachorra…

Mudança de hora: Tenho para mim que o benefício disto é uma questão de fé ou quase. Será que ninguém apura os inconvenientes?

Read More

Teaser – Banco de Portugal

Amanhã (9h30m) por aqui: "A  missão do Banco de Portugal".

MS vs CS

É mais ou menos isto, sim senhor.

Porque um défice se mede aos palmos – um exemplo do INE

Se eu cumprir duas comissões (seis anos) ocupando um cargo da estrutura de gestão da organização (do mais pequeno ao mais elevado) passo a ter direito vitalício às subvenções que me foram atribuidas quando comecei a desempenhar funções de chefia.

Adicionalmente, a organização tem como pratica nunca ter um chefe que esteja abaixo de um determinado nível de progressão na carreira geral (esse nível depende da relevância da posição de chefia).

As remunerações podem nem ser propriamente invejáveis (face à esmagadora maioria da administração pública, deverão até ser ridículas), contudo, o princípio parece-me estar absolutamente errado.

Qualquer (nova) direcção que pense em mudar as chefias e tenha no orçamento uma forte restrição pensa muito bem antes de proceder à mudança, por muitos razoáveis que sejam os motívos que a justificássem. Enquanto este constrangimento conviver com um processo de avaliação de desempenho que deve levar tendendcialmente a uma meritocracia, como poderá esse processo ser credível?

Desconfio que este exemplo do INE é generalizável a boa parte da administração pública. Alguém tem mais exemplos?