Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for September, 2005


Um (es)p'e'ão em Nova York

Para pôr um epílogo no prólogo do vizinho do lado que mergulha no cinema, a referência sobre o making of e sobre os próximos amores.

My name is Figo, Luís Figo

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Capa da revista de Setembro do Inter.

Ainda sobre a tese de J. Coelho

Sobre o assunto do post anterior Joana Amaral Dias e José de Matos Correia também se pronunciaram no blogue e no Dn, respectivamente.

Carta aberta a Jorge Coelho

Jorge Coelho - Imagem TSF Rádio NotÃciasCaro Jorge Coelho,

Tenho-lhe feito críticas pouco fundamentadas por aqui (julgando que os factos públicos falam por si), mas desta vez, obrigo-me a ser mais explícito, mais que não seja por uma questão de respeito. 

A lei eleitoral para as autarquias que, desde há poucos anos (suponho que há um mandato), permite a constituição de listas de candidatos apoiadas por grupos de cidadãos formados no seio da cada concelho não serve o país. É esta a sua mais recente tese defendida ontem na RTP que praticamente não teve refutação da parte de qualquer membro presente no debate em que participava, todos eles militantes partidários representando os partidos com assento no parlamento. Sublinho, a título de exemplo, para enquadrar quem não tenha visto o debate, que Dias Loureiro, disse timidamente que tínhamos de trocar umas ideias sobre o assunto, tendo sido dos mais ousados.

Como justifica Jorge Coelho este veredicto? Dizendo que a actual lei só serve para patrocinar movimentos de vingança face aos partidos e para potenciar candidaturas nefastas para a democracia como as independentes mais mediáticas de que temos ouvido falar  -as palavras não são minhas ainda que não garanta todas as vírgulas de uma citação.

Pois parece-me que está eleito um conveniente bode expiatório. De uma assentada catalogam-se todas as experiências de listas e independentes e vemo-nos livres de uma das raras e incómodas reformas eleitorais que se implementou recentemente e que, objectivamente, cria a possibilidade de combater o monopólio partidário à escala das autarquias. Parece que Fátima Felgueiras continua a dar frutos e a ajudar os interesses do PS desta formas retorcida mas nada ingénua de encarar a realidade.

Pergunto-lhe, caro Jorge Coelho:

Se assim pensa, como explica ter dado o aval no recente processo de constituição de listas do PS no Concelho de Penamacor a que o actual presidente de câmara se assuma agora como cabeça de lista do seu partido? Recordo que Penamacor foi um dos dois concelhos a nível nacional onde, nas últimas autárquicas, a câmara foi ganha por uma lista de independentes.

Parece não ser bem a mesma coisa dirá o leitor, mas falta um facto. Domingos Torrão, o actual presidente de câmara, (sobre o mandato do qual não vem ao caso pronunciar-me), não conseguiu, em 2001 (quando ainda era militante do PS), o apoio das estruturas distritais do partido para ser o candidato à câmara decidindo-se (seguindo as suas palavras) pela "vingança", formando uma lista e ganhando as eleições.

Hoje o PS, perante a perspectiva de recuperar mais uma rosa a contar para o ramo a apurar em 9 de Outubro, abriu-lhe os braços recebendo o filho pródigo e perdendo de caminho para o PSD aquele que foi durante o actual mandato vereador do PS enquanto oposição (detalhes aqui e aqui).

É caso para perguntar se é de esperar ver o PS fazer o mesmo a Fátima Felgueiras daqui a 4 anos caso se prove a sua inocência nos tribunais. Qual seria a diferença?

É demasiado "estranha" tamanha sofreguidão em querer arrastar para o descrédito político (e da justiça) associado a alguns episódios recentes envolvendo as autarquias, uma lei tão recente num país tão novo em termos de tradição democrática. Acredito que a lei pode muito pouco contra tamanha oposição se não houver muitos pequenos a darem-lhe a mão e a sublinharem o que me parece essencial, a saber:

Deixe a lei em paz, caro Jorge Coelho que no final quem vota é o povo português. Será ele a caucionar a sementeira e será ele a haver-se com a colheita.

Sugiro-lhe que se preocupe antes em perceber como é que os partidos caucionaram, nomeadamente o PS, durante tantos anos, políticos tão "vingativos", tão pouco respeitadores da legalidade (refiro-me, para já apenas ao desrespeito pelos tribunais) e tão propensos a legítimas dúvidas quanto ao respeito pela lei por parte dos nossos tribunais.

Com os melhores cumprimentos,

WYSIWIG

Nova funcionalidade! Porreira para editores de blogue preguiçosos que, no entanto, têm um mínimo de brio…

  • Uma "oferta" do novo pacote do weblog.com.pt em Movable Type 3.2.
  • Tudo isto pouco depois do Adufe ter completado dois anos nesta plataforma.

Da injustiça da Justiça às pinguinhas e outros

"(…) atrás de mim virá, quem de mim bom fará" 

Assim termina "Remendar a justiça é preciso" pelo Errante n’A Torre de Babel. Mais um disparate perfeitamente evitável… Está a ser uma semana pródiga para o governo. Recordo ainda a notícia do aeroporto para as low cost a estabelecer "algures por aí" nos arredores de Lisboa (a saber em Novembro, ou talvez não), no mesmo dia em que se adia qualquer conversa sobre a Ota como já sublinhei mais a baixo. De caminho e como nota positiva pela firmeza governativa saúda-se que:

"(…)O ministro da Justiça, Alberto Costa, admitiu esta terça-feira recorrer à requisição civil dos funcionários judiciais se os serviços mínimos não forem assegurados durante a greve da classe, alegando que «os tribunais não podem ficar parados». (…)" in TSF

É triste ver os juízes, também eles, desprezarem boa parte dos argumentos que poderiam justificar algum tratamento de excepção (funções de soberania e tal), sujeitando-se a que o Governo (e bem) os trate de acordo com as suas acções: exigindo o cumprimento dos deveres reclamáveis a qualquer bom português que exerça o direito à greve.

Como seria bom que esta última tivesse sido a única notícia do dia envolvendo o governo…

Mais Tunísia

O JCD passou aqui pelo canto do batuque e deixou uma sugestão em complemento ao post tunisino lá mais de baixo.
Sempre dá para matar saudades das fotografias do Jaquinzinhos: aqui.

A ler

Sobre o jornal Público a ler “Jornalismo zero” do João Castro.

Sobre as farmácias “Medicamentação, precisa-se” do Luís Tito.

Devido a questões de agenda

“Governo adia para Outubro anúncio do projecto da alta velocidade
O projecto da alta velocidade ferroviária (TGV) já não vai ser anunciado em Setembro, conforme tinha sido assegurado pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino.
(…)Fonte do Ministério dos Transportes confirmou ao Jornal de Negócios o adiamento da sessão e justifica o reagendamento com razões de agenda.

Não há qualquer relação entre o adiamento da sessão e as eleições autárquicas ou alterações de última hora ao projecto, garantiu. A nova data deverá ser fixada em meados de Outubro, mês para o qual está também prevista a divulgação do projecto do novo aeroporto internacional da Ota. (…)”

in Jornal de Negócios

Ai vida… A aposta na estupidez do eleitor continua. É só um detalhe mas significativo. Não achas que este exemplo exige muito menos insinuações e mais digno da dramatização de ontem António?

Note to self

E que tal julgarmos os actuais presidentes de câmara e avaliarmos o que nos propõem?

E que tal avaliar o orçamento quando este vier, reagindo de acordo com o que for proposto?

E que tal votar no referendo do aborto (quando ele vier) e nos blindarmos de eventuais espertezas psicológicas de algum partido, associadas ao calendário eleitoral?

E que tal escolhermos o presidente da república de acordo com o que desejamos e é lícito esperar deste atendendo aos seus poderes constitucionais?

E que tal apoiarmos ou criticarmos a acção do governo à luz das expectativas geradas e do interesse e saúde do Estado reservando, salvo motivo extremo, a sua avaliação final para o momento das próximas legislativas?

E que tal deixarmos margem para dramatizarmos alguma coisa quando estivermos perante um drama maior?