O cientista de Alvalade
Pode não perceber nada de futebol mas o treinador do Sporting… é ele.
Quando colocou o terceiro central (por troca com Liedson) o que restava da equipa desapareceu. A tremedeira instalou-se na até então segura defesa e Peseiro passou o resto do jogo a dançar freneticamente um demasiado habitual fandango em frente ao banco dos suplentes.
Já depois disso Paíto (extremo esquerdo) chegou a ser visto a… fazer a dobra a um dos centrais.
O Sporting deixou de conseguir o mínimo de perigo no ataque.
Leidson saiu de trombas directo ao balneário, Peseiro ouviu alguns dos maiores apupos de sempre em Alvalade.
And guess what? O Sporting ganhou e isolou-se no segundo lugar. Ganhou mesmo?
Salvaram-se Tonel, Polga e Nelson (garantes máximos do resultado e diferença substancial face à época passada) secando o fraco ataque dos 10 do Bonfim; Deivid, mais pelo inconformismo e pelo golo do que pelo entrosamento com os colegas e Paíto que entrou a substituir Tello (lesionado). Note-se que Paíto já aqui apelidado pouco caridosamente de “nódoa” no ano passado, fez uma das melhores exibições de sempre: excelente passe para golo e teimosia quanto baste a atacar, apesar de nunca se ter entendido com Wender (entrou aos 52m da 2ª parte). Com um Vitória ultra defensivo o ataque do Sporting raras vezes foi além de uma imensa bagunça.
Bem vistas as coisas, desde a goleada ao Boavista no ano passado quantas vezes mais não teve o povo sportinguista de sofrer em sua casa até ao último minuto?
Avizinham-se dois jogos provavelmente fáceis, adivinha-se que o balão de Peseiro possa resistir mais um pouco se superar essas etapas. Mas posto isso, não é com exibições destas que poderemos sonhar com um horizonte verde e branco. Atrevo-me a dizer que alguns largos milhares de sportinguistas ficaram com muito pouca vontade de voltar a Alvalade depois desta vitória.
Terão de ser outros os motivos para andarmos alegres por estes dias.
Adenda: A ler “Outra vez??!“! No Terceiro Anel.
Adenda II: A ler “Que Tristeza” do Carlos Castro no Bonfim.
As armas do meu Adufe, 
Setembro 25th, 2005 at 23:0
Já fiz um comentário no Bonfim (http://bom-fim.blogspot.com/) sobre esse miserável jogo.
Que tristeza.
Setembro 26th, 2005 at 2:0
há aqui uma reescrita da história (liedson não saíu de trombas, ia murmurando coisas sobre alguém…).
quanto ao demais peseiro disse, e bem, que a equipa se desorganizou e que ele necessitou de a reorganizar – daí a entrada de Beto. E que os adeptos pensam emotivamente enquanto ele pensa “racialmente”, perdão “racionalmente”. também esteve bem.
uma delícia
Setembro 26th, 2005 at 9:0
Tem razão caro jpt, como aliás se pode ler no texto do terceiro anel entretando aqui aconselhado. No momento, lá do alto da superior sul só deu para ver o Liedson ir direito ao balneário…
Não sei que raio de reorganização é se viu no Sporting depois da entrada de Beto. Fiquei com a nítida sensação de que aquela equipa nunca tinha feito um treino em conjunto tal o atabalhoamento, as paragens cerebrais as fintas sucessivas formando oito perfeitos. Enfim, um pesadelo de desperdício frente a um dos mais provaveis condidatos à descida de divisão do momento.
Também teve piada o Peseiro ter posto o Wender a aquecer a meio da primeira parte (entrou já durante a 2ª).Muito inspirador de confiança para a equipa que até nem estava a jogar (muito) mal.
Setembro 26th, 2005 at 10:0
Correcção: onde se lê “Com um Vitória ultra defensivo o ataque do Sporting raras vezes foi além de uma imensa bagunça”, deve ler-se “Com um Vitória ultra defensivo – a jogar com apenas 10 elementos desde a meia-hora da 1ª parte – o ataque do Sporting raras vezes foi além de uma imensa bagunça.”
É tudo. Obrigado pela atenção.
Setembro 26th, 2005 at 15:0
Subscrevo totalmente, apesar de não ser do Sporting, mas gostar muito futebol independentemente das cores.
Setembro 26th, 2005 at 18:0
Adoro estes treinadores de bancada que sabem tudo sobre o treino e sobre o jogo.
O treinador tem culpa de o levezinho ter passado a bola ao Marco Tábuas no penalty. E também é culpado das três ou quatro defesa de remates claros para golo do Moreto antes de ter sido expulso. E claro que também foi o professor Peseiro que foi responsável pelo facto de o Marco Tábuas ter defendido mais três ou quatro golos feitos, entre os quais o penalty.
Haja paciência!!!!!!!
Setembro 26th, 2005 at 19:0
Ontem estavam cerca de 30 mil destes treinadores em Alvalade, muito poucos conseguiram ver um jogo de futebol a avaliar pelo “saudação” final.
Talvez o pior mesmo seja a sensação de desintegração em vez de integração a cada jogo que passa.
Setembro 26th, 2005 at 21:0
È verdade que na bancada existiam muitos treinadores, mas existem sempre, e chegam até a aplaudir a equipa depois de uma derrota e a chamar o treinador de palhaço depois de uma vitória.
Esta massa associativa que o Sporting tem, é boa, e gosta de futebol, não se rende aos resultados, não gosta da mediocridade, não gosta de treinadores medrosos, não admite que a sua equipa jogando com mais um em sua casa e a ganhar, tenha um treinador que se entrega ao adversário e o convida a uma ponta final de comando.
Este clube precisa de um treinador inteligente, aliás merece-o. O Peseiro pode perceber muito de futebol, mas estou convencido que é um caso de marranço, pois o homem pelo que mostra no campo, é um vaga-ideia.
Setembro 27th, 2005 at 0:0
quanto à reorganização apenas transcrevia o homem que vê o jogo “racialmente”, perdão, “racionalmente”.
quanto ao liedson, tem razão, só depois li o 3ºanel (maldito nome) – aliás há lá um texto analítico sobre o modus futebolandi do actual sporting que muito se recomenda – o homem mudou, e isto está pior, não só por pior plantel
mas é como tudo, enquanto se ganhar…
Setembro 27th, 2005 at 0:0
Boa dica, esse outro texto do #º anel.