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	<title>Comentários em: As faltas dos professores</title>
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	<description>As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira</description>
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		<title>Por: Rui MCB</title>
		<link>http://adufe.net/2005/09/as-faltas-dos-professores/comment-page-1/#comment-5241</link>
		<dc:creator>Rui MCB</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Sep 2005 09:05:38 +0000</pubDate>
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		<description>O que é mais engraçado Isabela (a propósito do sentado a fazer contas dificeis) é que alguns escassos segundos antes de ler o teu comentário estava a passar os olhos por um comunicado do sindicato (Sitese) onde se divulgavam alguns dados do balanço social do INE de 2004 (Um balanço que a direcção do INE parece ter feito grande esforço em ocultar) no qual se podem ver números assustadores de incremento de baixas médicas seguramente fruto de muitos anos acumulados de frustrações e de tratamentos crescentemente degradantes. As depressões e outras maleitas psicológicas dispararam em flecha no INE (tendo comprovado algumas deles bem de perto). 
Felizmente ainda não cheguei ao ponto de querer ganhar na contenda sobre quem tem a pior profissão do mundo, mas reconheço que o que tu não sabes que eu sei e o que eu não sei que tu sabes estão sempre contra nós e nunca por nós. 
Diz-me tu de tua justiça que eu fico chocado com essa normalidade insuportável de cujo um dos cúmulos é a agenda do professor, que eu tentarei fazer o mesmo por aqui. 
Se o propósito da revelação contida na agenda do professor é manifestamente chocar , o choque tanto pode vur de um julgamento preconceituoso mais ou menos injusto quanto pode servir para revoltar perante a normalidade de uma situação inaceitável. De caminho, na procura das causas e nas soluções tenho também uma coisa como certa: por aqui, entre estas centenas de trabalhadores do INE, e por aí entre as dezenas de milhares de colegas teus, há profissionais que não merecem esse nome e que adoram esta normalidade deprimente que tudo lhes justifica, uns por terem desistido outros por nunca o terem sido, eles são um lastro crescente que nos arrasta para o fundo e que não merecem tréguas. São também eles que servem de pretexto para a erosão crescente de direitos e de motivação que vão fazendo escola e não fantasmas inventados pelo poder político.

Por outras, feita a acusação há sempre direito à defesa. Podemos contentar-nos em nos recriminarmos uns aos outros ou podemos tentar fazer alguma coisa. Enquanto formos capazes de nos sentir acossados temos sempre essas duas alternativas à mão.
Tempo de antena sempre às ordens.
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		<content:encoded><![CDATA[<p>O que é mais engraçado Isabela (a propósito do sentado a fazer contas dificeis) é que alguns escassos segundos antes de ler o teu comentário estava a passar os olhos por um comunicado do sindicato (Sitese) onde se divulgavam alguns dados do balanço social do INE de 2004 (Um balanço que a direcção do INE parece ter feito grande esforço em ocultar) no qual se podem ver números assustadores de incremento de baixas médicas seguramente fruto de muitos anos acumulados de frustrações e de tratamentos crescentemente degradantes. As depressões e outras maleitas psicológicas dispararam em flecha no INE (tendo comprovado algumas deles bem de perto).<br />
Felizmente ainda não cheguei ao ponto de querer ganhar na contenda sobre quem tem a pior profissão do mundo, mas reconheço que o que tu não sabes que eu sei e o que eu não sei que tu sabes estão sempre contra nós e nunca por nós.<br />
Diz-me tu de tua justiça que eu fico chocado com essa normalidade insuportável de cujo um dos cúmulos é a agenda do professor, que eu tentarei fazer o mesmo por aqui.<br />
Se o propósito da revelação contida na agenda do professor é manifestamente chocar , o choque tanto pode vur de um julgamento preconceituoso mais ou menos injusto quanto pode servir para revoltar perante a normalidade de uma situação inaceitável. De caminho, na procura das causas e nas soluções tenho também uma coisa como certa: por aqui, entre estas centenas de trabalhadores do INE, e por aí entre as dezenas de milhares de colegas teus, há profissionais que não merecem esse nome e que adoram esta normalidade deprimente que tudo lhes justifica, uns por terem desistido outros por nunca o terem sido, eles são um lastro crescente que nos arrasta para o fundo e que não merecem tréguas. São também eles que servem de pretexto para a erosão crescente de direitos e de motivação que vão fazendo escola e não fantasmas inventados pelo poder político.</p>
<p>Por outras, feita a acusação há sempre direito à defesa. Podemos contentar-nos em nos recriminarmos uns aos outros ou podemos tentar fazer alguma coisa. Enquanto formos capazes de nos sentir acossados temos sempre essas duas alternativas à mão.<br />
Tempo de antena sempre às ordens.</p>
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		<title>Por: Isabela</title>
		<link>http://adufe.net/2005/09/as-faltas-dos-professores/comment-page-1/#comment-5240</link>
		<dc:creator>Isabela</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Sep 2005 00:51:27 +0000</pubDate>
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		<description>Talvez fosse interessante investigar, junto da ADSE, por exemplo, quais são os funcionários públicos que mais usam a baixa psiquiátrica, que mais consomem antidepressivos, ansiolíticos e sedativos hipnóticos (vulgo, comprimidos para dormir). 
E talvez fosse importante investigar porquê? 
E se calhar teríamos todos uma grande surpresa ao descobrir o que os nossos ricos meninos são e fazem na escola.
E talvez fosse conveniente informar o público que, por maior que seja a vocação, um professor de 42 anos de idade e 20 de serviço já não tem, nem física nem psicologicamente, capacidade de suportar, sem atingir o rápido esgotamento, 8 horas diárias e lectivas de aulas a turmas com 28 anjos deste tempo. Não tem voz nem pernas nem espírito. Perdeu-os ao longo do que foi dando.
E talvez conviesse saber que dar aulas não é o mesmo que estar sentado na secretária a fazer contas difíceis.
Talvez fosse interessante perceber por que motivo um professor de 42 anos de idade e 20 de carreira, que por vocação e espírito de missão deu o melhor de si às pessoas que formou, que passou por todas as reformas e programas que lhe impingiram, de 4 em 4 anos, afirma que o ensino é, hoje, uma profissão de risco, de desgaste rápido, mal paga e injustamente perseguida.
Quanto à senhora professora que se indigna com a legislação de que pode beneficiar, se precisar, e que outros conseguiram para si, desejo, sinceramente, os melhores votos de boa saúde, poucas turmas, pequenas, todas do mesmo nível e, de preferência, numa zona privilegiada algures pelo país. 
Agradeço o tempo de antena.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez fosse interessante investigar, junto da ADSE, por exemplo, quais são os funcionários públicos que mais usam a baixa psiquiátrica, que mais consomem antidepressivos, ansiolíticos e sedativos hipnóticos (vulgo, comprimidos para dormir).<br />
E talvez fosse importante investigar porquê?<br />
E se calhar teríamos todos uma grande surpresa ao descobrir o que os nossos ricos meninos são e fazem na escola.<br />
E talvez fosse conveniente informar o público que, por maior que seja a vocação, um professor de 42 anos de idade e 20 de serviço já não tem, nem física nem psicologicamente, capacidade de suportar, sem atingir o rápido esgotamento, 8 horas diárias e lectivas de aulas a turmas com 28 anjos deste tempo. Não tem voz nem pernas nem espírito. Perdeu-os ao longo do que foi dando.<br />
E talvez conviesse saber que dar aulas não é o mesmo que estar sentado na secretária a fazer contas difíceis.<br />
Talvez fosse interessante perceber por que motivo um professor de 42 anos de idade e 20 de carreira, que por vocação e espírito de missão deu o melhor de si às pessoas que formou, que passou por todas as reformas e programas que lhe impingiram, de 4 em 4 anos, afirma que o ensino é, hoje, uma profissão de risco, de desgaste rápido, mal paga e injustamente perseguida.<br />
Quanto à senhora professora que se indigna com a legislação de que pode beneficiar, se precisar, e que outros conseguiram para si, desejo, sinceramente, os melhores votos de boa saúde, poucas turmas, pequenas, todas do mesmo nível e, de preferência, numa zona privilegiada algures pelo país.<br />
Agradeço o tempo de antena.</p>
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