Adufe com ânimo

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for Julho, 2005

PORTUGAL MENOS DEPENDENTE DO PETRÓLEO ATÉ 2010?

Julho 19, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Economia 4 Comments →

Pouco provável. E não será seguramente através de energia nuclear (nunca até 2010).
As energias renováveis e a racionalização do consumo são inevitáveis. Quanto mais cedo se começar a preparar a opinião pública nesse sentido melhor.

Qualquer semelhança entre este post e este outro é pura “coincidência”.

Desafio de além mar

Julho 19, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia Comments Off

I tried Posting a Comment to Adufe today, but there was some Internet trouble, probably just temporary. So if you wish, could you post this to your readers — an invitation to solve my own little mystery!

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my silly blog VLEEPTRON is Very Proud to announce an Original Mystery Story:

The Mystery of the Tiny Closet
(a true story)

http://vleeptron.blogspot.com/2005/07/can-sherlock-holmes-or-miss-marple-or.html

and invites all Detectives, Sleuths, Gumshoes, Miss Marples, Poirots, Sam Spades, Lt. Colombos, etc., to solve this mystery.

Detectivos Portuguesos especially welcome!

Bob Merkin

O melga contra-ataca

Julho 18, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política Comments Off

Já estive para nem ver a crónica de António Vitorino às segunda-feiras, costumo ficar à beira da depressão tal é a diferença entre o que podíamos ter e o que temos. Exagero, claro que exagero. Este caminho para o pensar é demasiado “mitificador?; o homem não merece e nós também não.
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Vender sexo não é trabalho?

Julho 18, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Sociedade 3 Comments →

Para complementar um pouco a discussão que se fez mais abaixo nos comentários do post “Masturbação assistida” recomendo a leitura do artigo “O combate ao tráfico e a repressão da prostituição” assinado por Alexandra Oliveira (FPsiologia UPorto) e Ana Lopes (School of Social Sciences, UEast London) na página 8 da edição de hoje do Público. Além do breve ponto da situação em Portugal recorrem ao exemplo recente de descriminalização do trabalho sexual acompanhada da criminalização da sua compra recentemente instituidos na Suécia para discutir um pouco a questão e as nossas omissões.

Ao som do adufe

Julho 17, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal Comments Off

Passei pela Meimoa e não vi o Primeiro-Ministro.
Fui à Covilhã e não ouvi os escritores.

Andei de bicicleta pelo meio dos campos e afinei a direcção.

Evolução na continuidade

Julho 15, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal Comments Off

Antes marcavam-se férias às sextas-feiras para causar mais mossa …
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A autonomia financeira do INE e a independência técnica

Julho 15, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: INE 2 Comments →

Do comunicado do conselho de ministro de ontem:

“I. O Conselho de Ministros, na reunião de hoje, que teve lugar na Presidência do Conselho de Ministros, aprovou os seguintes diplomas:

1. Decreto-Lei que atribui um regime especial de autonomia administrativa e financeira aos laboratórios do Estado

Com este Decreto-Lei atribui-se - e, em muitos casos, repõe-se - a autonomia administrativa e financeira aos laboratórios do Estado. A eliminação desta autonomia em 2003 foi, sem dúvida, um forte entrave à sua actividade e capacidade de intervenção.
Este regime permite a optimização de meios e de recursos financeiros e possibilita uma actuação mais eficaz por parte das instituições abrangidas na prossecução dos seus objectivos e do desenvolvimento científico e tecnológico português.(…)”

Só uma perguntinha: então e o INE? Aquela instituição que se quer inequivocamente independente do Estado quanto à sua capacidade de análise técnica sobre a realidade do país continua sem a autonomia financeira que lhe foi retirada por Morais Sarmento? Porquê? Não será também um forte entrave ao que é e ao que parece ser a sua independência técnica?
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Primus inter pares

Julho 14, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Lisboa 9 Comments →

Nem com alka seltzer, nem com um potente anti-histamínico me imagino a votar num senhor que escreve textos do calibre que aqui (Evidências Públicas, Traumas Privados) se pode ler.
O frenesim de campanha que se avizinha e que provei já por estes dias com o protagonismo de Jorge Coelho (em defesa da vítima Bárbara Guimarães ?!) ameaça-me de engulhos futuros, por isso vou resolver desde já a questão e publicamente, que é para ficar mais descansado.
Vou apostar naquele que Manuel Maria Carrilho chama de «vazio sonso».

Votarei naquele candidato que mais garantias me dá de ser motivo de orgulho na qualidade de primus inter pares da cidade Lisboa ao longo dos próximos quatro anos.
Quatro anos de Manuel Maria Carrilho seriam/serão absolutamente insuportáveis e totalmente imprevisíveis.
De Carmona Rodrigues tenho muito melhores referências, por isso desejo-lhe desde já boa sorte e agradeço-lhe por me oferecer esta que julgo ser uma boa alternativa para melhorar a qualidade de vida e reforçar a vitalidade da cidade onde moro.

Nestes dias (e noutros) mas particularmente nestes, não invejo nada, mesmo nada, aqueles que tenho em boa conta e que estão vinculados pela lealdade partidária. Antes de qualquer partido, o bem comum! E a salubridade democrática, já agora.

Em termos mais genéricos, se posso emprestar algum conselho a alguém, é que no seu concelho, se esqueça das lealdades “ideológicas” e que tente escolher o melhor ou o menos mau responsável pela gestão pública no seu município.
Ouvi pessoas dizerem-me que nunca votaram no PS para a junta ou para a sede do município porque o PS defende o aborto, tal como já ouvi concidadãos dizerem que hão-de votar sempre no partido do punho fechado, porque sim.

O que interessa a posição face ao aborto na política camarária? Terá sempre uma relevância marginal. O que interessa a marca do punho fechado ou da seta ou dos favos das abelhas ou das foices e dos martelos quando tantas vezes - haja quem as conte! - o que hoje é do PS já ontem se candidatou pelo PSD ou pelo CDS-PP? Quando o candidato do “nosso” partido já deu provas de fazer o oposto do que o partido diz professar? Quando muito do que foi prometido ficou por fazer. É preciso não nos demitirmos da nossa capacidade de avaliar criticamente aqueles que escolhemos para nos representarem.

Nestas eleições, na grande maioria dos municípios, os partidos são o que menos importa e julgo que será particularmente assim nestas eleições tão próximas de umas legislativas. Ainda que uns ou outros se venham a aproveitar consoante o pendor da maré eleitoral, é cedo de mais para que seja credível fazer grandes inferências para o todo nacional, para transformar o resultado num veredicto à governação central. Talvez assim se contribua para mitigar o défice democrático que graça por tantos municípios portugueses. Façamos das autárquicas as eleições mais nobres do país.

Já agora, recorde-se que nestas eleições o líder executivo não é nomeado, é eleito directamente pelo povo. Tem o nome a encabeçar a lista. Capice?

O oposto de inflação é…

Julho 14, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: INE Comments Off

Inflação homóloga diminuiu para 1,6%
Em Junho de 2005, a taxa de variação homóloga do ?ndice de Preços no Consumidor (IPC) foi de 1,6%, mantendo o perfil descendente que se regista desde Abril.
O IPC registou uma taxa de variação mensal nula, valor inferior em duas décimas de ponto percentual ao verificado em Junho de 2004. A variação média dos últimos doze meses diminuiu para 2,2%.

O índice de inflação subjacente (índice total excepto produtos alimentares não transformados e energéticos) apresentou uma taxa de variação homóloga de 1,3%, três décimas de ponto percentual inferior à do IPC total.
O ?ndice Harmonizado de Preços no Consumidor português registou um aumento de 0,6% face a Junho de 2004 e um acréscimo de 0,1% face ao mês anterior. A taxa de variação média dos últimos doze meses deste indicador diminuiu para 2,1%.

in INE

Saúde!

Julho 13, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Blogologia 6 Comments →

Faço do relato do Luís as minhas palavras.

Cumpriu-se a tarefa

Petinga, nem vê-la. Conquilhas ou cadelinhas, como preferirem, foi coisa que ficou para outras marés. Entre Retortas, Adufes, Ânimos (sem exaltação) e Tugires correu o tinto, a sopa de peixe e o borrego, num autêntico manjar “vegetariano”, arrematado com o poejo.
Para trás ficaram as teorias de que o virtual não se mistura com o real. Foi uma saudação ao Verão.”

As palavras dos outros

Julho 13, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Palavras dos Outros 1 Comment →


(…) Os blogues colectivos são basicamente grupos de amigos e as suas franjas, por melhores que sejam não criam colaborações entre pessoas diferentes e estranhas ao grupo, mas que encontram um objectivo comum e o concretizam.

Em relação a esse aspecto (um dos mais atractivos da blogosfera para mim) posso dizer que estou um pouco desiludido e esparava bem mais. Sempre me pareceu que pessoas que dominassem diferentes áreas da tecnologia e da criação teriam todas as vantagem em se juntar para criar algo que seja maior que as partes.
Mas a “vanitas” se calhar é maior do que as pessoas. (…)


Constatação de Mário Filipe Pires, Retorta.

Quem és tu Zé Gato?

Julho 13, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Letras e Livros 3 Comments →

Nos livros, Dennis Macshade como lembrou o Platero, Dick Haskins recordado pela espumante ou ainda o mais recente Jaime Ramos, amigo íntimo do vizinho de Aviz.
Na TV, o Sérgio lembrou-se do Duarte e Companhia - era com cada episódios mais delirantemente criminoso - e o Platero recordou e muito bem o inesquecível Zé Gato.
Tudo malta cá do condado. Não haverá crime, mistério e detectives no além mar que fala português.
Para já, é esta a resposta possível (via adufe e companhia) a “Who is the Portugues language’s greatest detective?”

Muitas aventuras no supermercado (TGV - Piada Triste III)

Julho 12, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Mimos 5 Comments →

O Anibal entrou num supermercado. À porta espreitou a lista de compras:
- Tendas de campanha, colchões de campismo, serviço de pratos, atoalhados, cadeiras, faqueiro e extensão para a mesa da sala de jantar para receber pela primeira vez os vizinhos Europeus - quase tudo a pagar com o dinheiro das prendas de casamento enviadas pelos ditos vizinhos.
Quando de lá saiu trouxe o Centro Cultural de Belém debaixo do braço (talvez o edifício público mais caro da história da república), a então ponte mais comprida da Europa e muitas estradas que lá iam dar. Abriu ainda uma conta corrente com um belo descoberto, junto da banca moderna que ajudou a fundar.

O António entrou num supermercado. À porta espreitou a lista de compras:
- Mobília de sala de estar com piano da melhor marca e tecto falso com projectores embutidos;
- Comprar dinheiro no balcão do banco para pagar a dívida do cartão de crédito relativo à ida do Anibal ao supermercado.
Quando de lá saiu trouxe a casa da música mais cara do mundo, uma muito completa colecção de novíssimos e velhíssimos institutos da pós modernidade e um regimento de novos professores de bem com a vida além escola, todo isto devidamente acomodado, debaixo do braço.

O António e o Paulo entraram num supermercado. À porta espreitaram a lista de compras:
- Sofisticado sistema de vigilância da costa,
- Lanchas rápidas para oferecer à polícia marítima, para esta poder andar a abrir brechas no crime organizado.
- Comprar mais dinheiro no balcão do banco para pagar a dívida relativa à última ida ao supermercado.
Quando de lá sairam trouxeram cada um, um submarino, debaixo do braço.

O António, o José Manuel e o Paulo entraram num supermercado. À porta espreitaram a lista de compras:
- Material de construção para reparar o edificado dos centros históricos;
- Peças sobresselentes para recuperar o sistema de transportes públicos das principais cidades do País e, de caminho,
- Comprar mais dinheiro para renogociar a dívida do cartão de crédito com o caixa do balcão do banco lá do supermercado.
Quando de lá sairam trouxeram dez estádios de futebol e um calote dos clubes, debaixo dos braços.

O Pedro e o Paulo foram a um hipermercado, num Domingo depois de almoço. Quando de lá vieram trouxeram a lista e um prémio de cliente habitual que lhes deu direito vitalício a vales de compras (desde que alguém for pagando o rol de fiado que por lá há).

O José entrou num supermercado. À porta espreitou a lista de compras:
- Comprar mais dinheiro para pagar a dívida do Anibal, do António, do José Manel, do Paulinho e do Pedro para o deixarem entrar no supermercado;
- Comprar uma bebida energética de longa duração que não fizesse mal ao fígado, reduzisse o peso, curasse o reumático, alegrasse da tristeza e fizesse chover.
Quando de lá saiu trouxe duas ou três linhas de TGV, um aeroporto e mais alguns brindes mistério, debaixo do braço.

É matemático (TGV - Piada Triste II)

Julho 12, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Mimos Comments Off

Enquanto não perceber este desígnio estratégico do país o adufe arma-se em parvo e corre o risco de se encher de coisas tristes.

Pilas: Pai?
Ele: Hum?
Pilas: O que é o TGV?
Ele: É uma máquina nova, fabulosa!
Pilas: Ah!… E para que é que é que serve?
Ele: Vai servir para viajar e para os camones verem que também temos.
Pilas: E para onde vai?
Ele: Vai para o estrangeiro! Vamos poder ir até Espanha ou visitar os teus primos a Paris, por exemplo.
Pilas: Hum… É assim como o Avião?
Ele: Não! Nada disso. O TGV é um comboio, só que anda mais rápido que os que vão daqui para Lisboa.
Pilas: E é mais rápido que o Avião?
Ele: Claro! Senão para que é que queriamos o TGV? E além disso é muito mais barato.

O fim do milagre Irlandês (TGV - Piada Triste I )

Julho 12, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 1 Comment →

Ele: Já pensaste?…
Ela: No quê?
Ele: No TGV…
Ela: O que é que tem?
Ele: Podemos fazer aquela viagem que adiámos de uma forma que nunca imaginámos…
Ela: Agora deu-te para rimas, foi?
Ele: Havemos de ir de comboio até à fabulosa Eire!
Ela: A Irlanda não tem TGV, filho.
Ele: Tem, tem! Indo pelo túnel da mancha é virar na primeira à esquerda. Como é que tu pensas que eles desencadearam o seu choque tecnológico?!



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