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	<title>Comentários em: Masturbação Assistida</title>
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	<description>As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira</description>
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		<title>Por: Rui MCB</title>
		<link>http://adufe.net/2005/07/masturbacao-assistida/comment-page-1/#comment-5029</link>
		<dc:creator>Rui MCB</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jul 2005 18:37:01 +0000</pubDate>
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		<description>Devido a esse branqueamento convinha termos a ... coragem ? de discutir o assunto e os seus limites, dispondo-nos depois a ter a ... coragem? para fazer cumprir a lei que a comunidade estabelecesse.

Para que conste: tenho tanto quase tanto pavor da exploração associada ao sexo quanto da paranóia doentia do &quot;pudor legalizado&quot; dos norte americanos. 
</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Devido a esse branqueamento convinha termos a &#8230; coragem ? de discutir o assunto e os seus limites, dispondo-nos depois a ter a &#8230; coragem? para fazer cumprir a lei que a comunidade estabelecesse.</p>
<p>Para que conste: tenho tanto quase tanto pavor da exploração associada ao sexo quanto da paranóia doentia do &#8220;pudor legalizado&#8221; dos norte americanos.</p>
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		<title>Por: Isabela</title>
		<link>http://adufe.net/2005/07/masturbacao-assistida/comment-page-1/#comment-5028</link>
		<dc:creator>Isabela</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Jul 2005 04:06:14 +0000</pubDate>
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		<description>O sexo não é uma actividade profissional, embora sirva para fazer dinheiro. 
Ocorrem-me imensos limites - os quais, numa era em que se &quot;branqueia&quot; sexo como quem branqueia dinheiro, fazem de mim uma, como é que se diz, &quot;empata fodas&quot;?!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O sexo não é uma actividade profissional, embora sirva para fazer dinheiro.<br />
Ocorrem-me imensos limites &#8211; os quais, numa era em que se &#8220;branqueia&#8221; sexo como quem branqueia dinheiro, fazem de mim uma, como é que se diz, &#8220;empata fodas&#8221;?!</p>
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		<title>Por: Rui MCB</title>
		<link>http://adufe.net/2005/07/masturbacao-assistida/comment-page-1/#comment-5027</link>
		<dc:creator>Rui MCB</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jul 2005 23:27:09 +0000</pubDate>
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		<description>Protejam-se os animais, Isabella. Ponha-se aí um limite - um limite que aliás existe já, tanto quanto sei. Mais algum que te ocorra? É que há alguns limites associados à pornografia (à sua exibição) que me deixam a matutar por tão afanosamente serem defendidos (lembro-me do muito púdico encerramento em canal aberto do célebre canal 18 do cabo, por exemplo, que emitia depois da meia-noite, se não estou em erro); principalmente quando me ponho a  tentar comparar outras realidades não proibidas e tão facilmente exibidas para as quais nem todos estaremos preparados e sobre as quais não temos grande liberdade de escolha no seu consumo. Eu gostava de ter a liberdade para olhar para a minha cidade, para uma rua que fosse ou um núcleo (ou de mostrar a cidade aos meus filhos) sem ser bombardeado (e não é exagero) por motivos publicitários. Gostava de poder apanhar um transporte público(metro) sem ter de gramar com publicidade em altos berros no interior da estação, por exemplo (muita dela erótico/pornográfica diga-se, mal disfarçada). Gostava que também aí houvesse limites, limites ao condicionamento que recebo por essa via. 
Gostava de não ter que estar preocupado com a violência das imagens exibidas pelos noticiários à hora de jantar, não pela violência mas pela não-escolha que tenho quando elas surgem sem aviso, mas gostava essencialmente de conseguir defender-me com uma cultura um bocadinho diferente que combinasse a nossa idolatria pelo sexo com a perda do pudor doentio e hipócrita, essa magnífica mistura corruptora que dá má fama às imagens e seus agentes e tantas vezes absolve as acções.

Fazer filmes pornográficos, montar salões eróticos são actividades industriais que devem ter e respeitar as regras usuais para qualquer outra actividade produtiva e ou para-artística (eu não sei bem o que é arte, e muito menos este para-artístico que acabei de inventar, mas espero que se perceba). No limite não acho que tenha o direito de impedir ninguém de fazer do sexo um produto vendável/consumível. Já me choca é saber que para muita gente não há outra alternativa de subsistência, mas isso já é outra conversa. Uma conversa que me leva também a todos aqueles que se mortificam em empregos detestáveis, por vezes fruto de ciclos viciosos mais ou menos inquebráveis de miséria.  
Quem faz do sexo a sua vida deve ter os direitos e deveres que qualquer outro profissional que ganhe a vida com o seu trabalho e para isso é fundamental clarificarmos os limites que a comunidade impõe obrigando-nos a todos a um exercício de coerência que deveria culminar, na minha opinião, com o máximo respeito por todos os que respeitassem as fronteiras dessa mesma clarificação.
Isto ficou muito sério, mas é sério mesmo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Protejam-se os animais, Isabella. Ponha-se aí um limite &#8211; um limite que aliás existe já, tanto quanto sei. Mais algum que te ocorra? É que há alguns limites associados à pornografia (à sua exibição) que me deixam a matutar por tão afanosamente serem defendidos (lembro-me do muito púdico encerramento em canal aberto do célebre canal 18 do cabo, por exemplo, que emitia depois da meia-noite, se não estou em erro); principalmente quando me ponho a  tentar comparar outras realidades não proibidas e tão facilmente exibidas para as quais nem todos estaremos preparados e sobre as quais não temos grande liberdade de escolha no seu consumo. Eu gostava de ter a liberdade para olhar para a minha cidade, para uma rua que fosse ou um núcleo (ou de mostrar a cidade aos meus filhos) sem ser bombardeado (e não é exagero) por motivos publicitários. Gostava de poder apanhar um transporte público(metro) sem ter de gramar com publicidade em altos berros no interior da estação, por exemplo (muita dela erótico/pornográfica diga-se, mal disfarçada). Gostava que também aí houvesse limites, limites ao condicionamento que recebo por essa via.<br />
Gostava de não ter que estar preocupado com a violência das imagens exibidas pelos noticiários à hora de jantar, não pela violência mas pela não-escolha que tenho quando elas surgem sem aviso, mas gostava essencialmente de conseguir defender-me com uma cultura um bocadinho diferente que combinasse a nossa idolatria pelo sexo com a perda do pudor doentio e hipócrita, essa magnífica mistura corruptora que dá má fama às imagens e seus agentes e tantas vezes absolve as acções.</p>
<p>Fazer filmes pornográficos, montar salões eróticos são actividades industriais que devem ter e respeitar as regras usuais para qualquer outra actividade produtiva e ou para-artística (eu não sei bem o que é arte, e muito menos este para-artístico que acabei de inventar, mas espero que se perceba). No limite não acho que tenha o direito de impedir ninguém de fazer do sexo um produto vendável/consumível. Já me choca é saber que para muita gente não há outra alternativa de subsistência, mas isso já é outra conversa. Uma conversa que me leva também a todos aqueles que se mortificam em empregos detestáveis, por vezes fruto de ciclos viciosos mais ou menos inquebráveis de miséria.<br />
Quem faz do sexo a sua vida deve ter os direitos e deveres que qualquer outro profissional que ganhe a vida com o seu trabalho e para isso é fundamental clarificarmos os limites que a comunidade impõe obrigando-nos a todos a um exercício de coerência que deveria culminar, na minha opinião, com o máximo respeito por todos os que respeitassem as fronteiras dessa mesma clarificação.<br />
Isto ficou muito sério, mas é sério mesmo.</p>
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		<title>Por: Isabella</title>
		<link>http://adufe.net/2005/07/masturbacao-assistida/comment-page-1/#comment-5026</link>
		<dc:creator>Isabella</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jul 2005 08:43:11 +0000</pubDate>
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		<description>Estou aqui sem saber o que fazer com este teu post,e já fui ao link e é uma excelente reportagem, não é isso que está em causa. 
...
Nem a realização da feira está em causa, para mim. Também prefiro que estas coisas não estejam escondidas. Mas seria bom pensar-se seriamente nas questões que envolvem a pornografia, nomeadamente na sua normalização. Oh, Rui, que as pessoas queiram levar porrada, dar porrada, usar os mais incríveis objectos que se possa imaginar, é com elas, se consentem, se é o que querem umas com as outras... mas filmes de sexo com animais?? Tem de haver limites. Alguns terão de existir. Desculpa-me escrever isto, mas a liberdade impõe a marcação de regras humanas básicas. E isto choca-me. Eu não sou propriamente púdica, e choca-me! 
O sexo está entregue aos vendilhões do templo. Se o sexo é isto, eu ando, felizmente, e quero continuar, bem enganada.

(comentário inserido pelo autor do blogue após problemas técnicos)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estou aqui sem saber o que fazer com este teu post,e já fui ao link e é uma excelente reportagem, não é isso que está em causa.<br />
&#8230;<br />
Nem a realização da feira está em causa, para mim. Também prefiro que estas coisas não estejam escondidas. Mas seria bom pensar-se seriamente nas questões que envolvem a pornografia, nomeadamente na sua normalização. Oh, Rui, que as pessoas queiram levar porrada, dar porrada, usar os mais incríveis objectos que se possa imaginar, é com elas, se consentem, se é o que querem umas com as outras&#8230; mas filmes de sexo com animais?? Tem de haver limites. Alguns terão de existir. Desculpa-me escrever isto, mas a liberdade impõe a marcação de regras humanas básicas. E isto choca-me. Eu não sou propriamente púdica, e choca-me!<br />
O sexo está entregue aos vendilhões do templo. Se o sexo é isto, eu ando, felizmente, e quero continuar, bem enganada.</p>
<p>(comentário inserido pelo autor do blogue após problemas técnicos)</p>
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		<title>Por: Rui MCB</title>
		<link>http://adufe.net/2005/07/masturbacao-assistida/comment-page-1/#comment-5025</link>
		<dc:creator>Rui MCB</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jul 2005 08:41:20 +0000</pubDate>
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