Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for June, 2005


Ânimo!

É essa a palavra de ordem.
A propósito, o ânimo procura-se. E podemos encontrá-lo em doses regulares numa nova morada aqui: http://animo3.blogspot.com/

Risco continuado

Rio Paiva.jpg

Os dedos seguem lestos em risco continuado. Haja água no Rio!

Muito sincero agradecimento a todos os que deixaram algumas palavras no post anterior.

Marco na estrada

Infelizmente, por mais de uma razão, o adufe está de luto.
Até breve.
24 de Junho de 2005

À dúzia sai mais barato

Geralmente em Maio nascem mais bebés. Com os blogues a sazonalidade não sei se existe, houve, contudo, uma singularidade há cerca de dois anos que nos trouxe a estas paragens. Muito por culpa do Público esse jornal que não podemos deixar de amar-odiar.
Alguns dos blogues de que mais gosto, fizeram ou farão dois anos por estes dias. A todos, os meus parabéns!

Como dirias o antropólogo do Avatares, blogo, logo existo?

Promete oferecer-nos uma presidência histórica (assim deixemos)

In my time as Prime Minister, I have found that the hard part is not taking the decision, it is spotting when it has to be taken. It is understanding the difference between the challenges that have to be managed and those that have to be confronted and overcome. This is such a moment of decision for Europe.
The people of Europe are speaking to us. They are posing the questions. They are wanting our leadership. It is time we gave it to them.

Hoje fiquei com vontade de votar no Tony Blair. Sem tempo para mais (de momento) recomendo-vos vivamente a leitura deste discurso político:
Tony Blair’s SPEECH TO THE EUROPEAN PARLIAMENT
23 JUNE 2005 (requer acrobat reader)

Cá para mim, este é um dos motivos porque Gordon Brown terá de ter um pouco mais de paciência no seu desejo de subsitituir Tony Blair. Um lider político, oportuno, sem papas na língua nem grandes floreados, directo ao assunto. Uma miragem nos nossos dias. Deste Tony Blair gosto muito.

O Adufe errou

Pois é, sobre o post anterior, lendo uma outra notícia publicada no DN (descoberta via Causa Nossa / Torre de Babel) o que está em causa não é exactamente um subsídio discricionário do governo mas antes o accionar de um fundo constituido em regime de obrigatoriedade pelos vários intervenientes no mercado. Nas doutas palavras do Irreflexões que nos ajudou a mitigar as indesmentíveis consequências da perguiça estival :

“(…) O fundo em causa é, nos termos previstos no Decreto-Lei n.º 338/91, de 10 de Setembro, financiado pelas empresas integradas no Sistema Eléctrico de Abastecimento Público (SEP), isto é, EDP e REN, pelo menos.

O Prof. Jorge Vasconcelos – que saudades das aulas dele – é que explica isto bem no Despacho n.º 6/2005 da ERSE (disponível aqui):

A existência do mecanismo de correcção de hidraulicidade permite, em princípio, anular o diferencial de custos de aquisição de energia eléctrica para abastecimento do Sistema Eléctrico de Serviço Público (SEP) resultante da diminuição da produção hidroeléctrica.

Ou seja, funciona como uma espécie de almofada financeira, que se enche nos anos em que chove muito e a electricidade custa menos a produzir, e a que se recorre nos anos de seca, em que a parte hidroeléctrica do sistema não pode ser aproveitada. Em última análise, quem paga e quem beneficia são os clientes da rede eléctrica. Julgo que não haverá objecções. (…)”

Dito isto, mantenho ainda um sobrolho franzido. A ser verdade a notícia do Diário Digital, a que propósito é que Manuel Pinho se referiu à subida dos preços do petróleo a nível internacional como parte da justificação para accionar o fundo (adenda: pelo artigo do DN percebo que nem é ele que acciona o fundo, mas pode mitigar a sua utilizaçaõ ou promovê-la)? É certo que pode ter sido apenas um sublinhado em relação à utilidade particular desta medida neste ano. Mas fico com uma dúvida, se a lógica do fundo é a de precaver o risco local de um mau ano em termos de produção de energia por exploração hidroeléctrica, o fundo poderá ser accionado num bom ano de produção hidroeléctrica que coincida com uma escalada do preço do petróleo?
Acho que foi esta utilização (ou melhor, a notícia das declarações) dos dois argumentos (juntamente com a tal preguiça) que levou ao tiro no gatilho e ao falhar o alvo recordando histórias passadas.

Feita a emenda, espero que os zum-zuns quanto ao combustível profissional também sejam apenas um mal entendido. Tudo o resto que disse sobre a urgência da simplificação fiscal em época de tantas medidas de emergência mantenho e sublinho.

Medidas de emergência

Péssimo sinal o dado por Manuel Pinho ao subsidiar o preço da electricidade, quantos dias faltarão para se inventar mais uma excepção (mães de todos os abusos) como por exemplo o combustível profissional?
Quando esperava a clarificação (e implementação) das medidas sobre as áreas de contenção da despesa o governo, quando esperava alguma medida revolucionaria no campo da simplificação fiscal (das melhores ferramentas para credibilizar o nosso sistema fiscal), quando esperava a concretização relativa ao prometido investimento público produtivo, o governo oferece-nos a pior das expectativas num cenário requentado. Será este o investimento de que se falava?
Preocupante, muito preocupante.
A ler também o Causa Nossa sobre este assunto.

Autárquicas no Portugal Extinto

Autárquicas de 2001:
Penamacor, concelho raiano com cerca de 7000 residentes e mais de uma mão cheia de freguesias. Nas últimas autárquicas foi um dos raros concelhos onde uma lista de independentes venceu as eleições, interrompendo assim o pleno de vitórias obtido pelo PS desde o 25 de Abril. Venceu a lista de Domingos Torrão, um antigo militante socialista que não conseguira os favores da distrital para ser designado candidato oficial do partido.
Quando houve que decidir onde pôr o voto na determinação das forças no seio da associação nacional de municípios, alinhou pelo bloco do PSD/PP, contribuindo para a eleição de Fernando Ruas. Quanto ao resto, foi presidente de câmara e apresenta-se de novo a escrutínio.

Autárquicas de 2005:
Leio no blogue Penamacor que Domingos Torrão fez as pazes com o PS e será o candidato oficial do Partido (levando toda a equipa para a nova chancela). Na outra banda (coligação PSD/PP) o candidato será, nada mais nada menos, que um actual vereador socialista.

O Jorge Sanches, um dos autores do blogue (em que também colaboro, recorde-se) deu como título às chamadas de atenção para as notícias que relatam estes factos: “Política à Penamacor“.
Caro amigo, quantas freguesias, vilas e cidades deste país não se encaixarão, com maiores ou menores ajustes, neste mesmo tipo de “dialéctica”?

As autárquicas não são eleições partidárias na grande maioria dos concelhos (os vestígios ideológicos que ainda temos a nível nacional esfumam-se nas autarquias) e começo a desconfiar que, onde as eleições mantêm um pendor partidário – nas grandes cidades e em alguns cada vez mais raros feudos “sociológicos/geracionais” muito bem localizados no interior do país – os eleitores prestavam um melhor serviço a si próprios se esquecessem a símbolo e dedicassem algum tempo a recordar a sua vida no concelho nos últimos anos e a ouvir criticamente o que lhe oferecem os vários candidatos. Conheço com mínimo detalhe o que se passa em Castro Daire (feudo PSD) e a lição assenta também na perfeição.

Os prostitutos polítcos, de que se falava nos comentários do post do Jorge, em concelhos como Penamacor, não são os Domingos Torrões deste país, mas antes as “marcas”-partido. E são-no desde o momento em que nos querem fazer crer que há umas outras eleições além das autarquias: aquelas em que se contam cromos no final da noite, cromos que pertencem a cadernetas muito diferentes.

Também aqui os políticos que temos tendem a falar para um e sobre um país virtual. Em suma, também por aqui, o espaço para alguém que tenha coragem para ser diferente na forma de encarar e execer a política continua a aumentar.

Jornalista altruistas da blogoesfera, uni-vos!

Já tem uns dias, mas ando a pôr as leituras em dia. Escreveu Pedro F. (jornalista do Público) no seu ContraFactos.

“(…) Mas quantos estão dispostos a alinhar na escrita colectiva sob critérios jornalísticos (a opinião não conta)?
Quem quer lançar um projecto não-lucrativo de jornalismo?
Vá lá, está aberto o processo, claro e sem nuances: quem está disposto a participar num projecto de jornalismo participativo, baseado na Net, sem pruridos ideológicos, atento aos “innuendos” que devem ser discutidos entre os interessados? Está aberta a porta: quem quer entrar?
Não acredito que os autores dos blogues queiram alinhar neste tipo de projecto, sejam de direita ou de esquerda, do norte ou do sul. Porque cada um defende a sua terra, o seu blogue, o seu território. Não é mau mas não é colectivo e não é público. E não venham depois defender o poder dos blogues.”

Um dia inventaram a luz

The song remains the same” uma imperdível produção do Mário Pires. Pela minha parte marco o ponto: está ouvisto!