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	<title>Comentários em: O que é a &#8220;tropa&#8221;? &#8211; Mais política alternativa</title>
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	<description>As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira</description>
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		<title>Por: Rui MCB</title>
		<link>http://adufe.net/2005/06/o-que-e-a-tropa-mais-politica-alternativa/comment-page-1/#comment-4921</link>
		<dc:creator>Rui MCB</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jun 2005 21:58:06 +0000</pubDate>
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		<description>Quanto aos 25% de bonificação na contagem de tempo estamos de acordo, parece-me uma distinção abusiva. Para os efeitos da discriminação positiva de que falei (atendendo ao carácter singular das Forças Armadas) acho que os subsídios de risco já existentes, a manutenção da idade da reforma nos 60 anos (em vez dos 65 do regime geral) são suficientes. Quanto ao trabalho de secretaria/ instrução espero sinceramente que não haja postos de trabalho suficientes dessa natureza numas Forças Armadas, pelo menos em número suficiente para ocupar a totalidade dos quadros mais envelhecidos. E depois, algum do trabalho de &quot;secretaria&quot; numas FA&#039;s modernas e profissionalizadas (que ainda não temos) exige quadros próximo do auge das suas faculdades intelectuais. Seria muito mau sinal arranjar burocracia para entretar militares em fim de carreira. O que fazer? Passá-los à reforma ou tentar recicla-los? É um dilema... Pessoalmente acho que a remuneração &quot;em espécie&quot; que constitui a passagem à reforma cinco anos antes do regime geral, com iguais direitos, me parece uma boa moeda de troca neste caso concreto das FA&#039;s.

Perante um cenário operacional todos os militares envolvidos são &quot;militares de rua&quot;, todos têm de estar ao sem melhor nível. Admitir que há um contingente de oficiais obsoletos é parte do problema bem real e não deve ser parte do futuro, ou seja, o problema reside no fim desse desperdício de recursos e com o correcto dimensionamento da pirâmide hierárquica, com isso a critica da AL deixaria de fazer sentido.
Mais uman ota para este ponto: as próprias FA admitem no seu regime (não sei se é assim na PSP) que para patentes mais elevadas/com mais experiência/responsabilidade a passagem à reserva se possa fazer mais tarde como acontece habitualmente com oficiais de várias patentes e mesmo para o topo de carreira nos sargentos. 

Seria interessante ter os números para a idade da passagem à reforma nas FA, calculando o diferencial para o idade máxima legal em cada posto, por exemplo.  Seria mesmo muito curioso. 

Desconheço inteiramente a prática corrente na PSP. Os meus exemplos empíricos limitam-se exclusivamente às FA, desconfio, contudo, que a própria &quot;cultura&quot; dos quadros seja significativamente diferente (até nos vários ramos das FA pode haver diferenças significativas). Será que obteriamos dados estatísticos similares? Anda tudo a &quot;abotoar-se&quot; com os 25%? De qualquer das formass julgo que este será um dos pontos que o actual governo não deixará de alterar extinguindo a diferença.

Quanto às afrontas ao pessoal &quot;menor&quot; volto ao ponto do comentário anterior: nalguns casos muito pontuais (trabalhadores indiferenciados da construção civil, por exemplo) a aproximação deve fazer-se pela positiva (reduzindo a idade da reforma) e não o inverso.

Aqui que ninguém nos ouve, e apesar de oncordar inteiramente com a racionalização e a redução das disparidades envolvendo as FA, acho que este é um alvo pequenino, tem hoje muito mais fama do que proveito - resolvido o excesso de oficiais pouco resta em que cortar quanto às regalias no quadro de pessoal, até mesmo esta dos 25%, tenho para mim que não terá grande consequências orçamentais/de carreira. Já se olharmos para juizes e professores, os outros dois vértices de uma tríade há muitas décadas desfeita (desde a instituição da república para aí), aí sim, a despesa é capaz de começar a reduzir de forma que se veja. E que tal equiparar (além da idade da reforma e os sistemas de segurança social) a carreira de professores universitários e juizes à dos militares em termos remuneratórios? Voltavamos a ter a velha triade mas a preços de saldo.
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto aos 25% de bonificação na contagem de tempo estamos de acordo, parece-me uma distinção abusiva. Para os efeitos da discriminação positiva de que falei (atendendo ao carácter singular das Forças Armadas) acho que os subsídios de risco já existentes, a manutenção da idade da reforma nos 60 anos (em vez dos 65 do regime geral) são suficientes. Quanto ao trabalho de secretaria/ instrução espero sinceramente que não haja postos de trabalho suficientes dessa natureza numas Forças Armadas, pelo menos em número suficiente para ocupar a totalidade dos quadros mais envelhecidos. E depois, algum do trabalho de &#8220;secretaria&#8221; numas FA&#8217;s modernas e profissionalizadas (que ainda não temos) exige quadros próximo do auge das suas faculdades intelectuais. Seria muito mau sinal arranjar burocracia para entretar militares em fim de carreira. O que fazer? Passá-los à reforma ou tentar recicla-los? É um dilema&#8230; Pessoalmente acho que a remuneração &#8220;em espécie&#8221; que constitui a passagem à reforma cinco anos antes do regime geral, com iguais direitos, me parece uma boa moeda de troca neste caso concreto das FA&#8217;s.</p>
<p>Perante um cenário operacional todos os militares envolvidos são &#8220;militares de rua&#8221;, todos têm de estar ao sem melhor nível. Admitir que há um contingente de oficiais obsoletos é parte do problema bem real e não deve ser parte do futuro, ou seja, o problema reside no fim desse desperdício de recursos e com o correcto dimensionamento da pirâmide hierárquica, com isso a critica da AL deixaria de fazer sentido.<br />
Mais uman ota para este ponto: as próprias FA admitem no seu regime (não sei se é assim na PSP) que para patentes mais elevadas/com mais experiência/responsabilidade a passagem à reserva se possa fazer mais tarde como acontece habitualmente com oficiais de várias patentes e mesmo para o topo de carreira nos sargentos. </p>
<p>Seria interessante ter os números para a idade da passagem à reforma nas FA, calculando o diferencial para o idade máxima legal em cada posto, por exemplo.  Seria mesmo muito curioso. </p>
<p>Desconheço inteiramente a prática corrente na PSP. Os meus exemplos empíricos limitam-se exclusivamente às FA, desconfio, contudo, que a própria &#8220;cultura&#8221; dos quadros seja significativamente diferente (até nos vários ramos das FA pode haver diferenças significativas). Será que obteriamos dados estatísticos similares? Anda tudo a &#8220;abotoar-se&#8221; com os 25%? De qualquer das formass julgo que este será um dos pontos que o actual governo não deixará de alterar extinguindo a diferença.</p>
<p>Quanto às afrontas ao pessoal &#8220;menor&#8221; volto ao ponto do comentário anterior: nalguns casos muito pontuais (trabalhadores indiferenciados da construção civil, por exemplo) a aproximação deve fazer-se pela positiva (reduzindo a idade da reforma) e não o inverso.</p>
<p>Aqui que ninguém nos ouve, e apesar de oncordar inteiramente com a racionalização e a redução das disparidades envolvendo as FA, acho que este é um alvo pequenino, tem hoje muito mais fama do que proveito &#8211; resolvido o excesso de oficiais pouco resta em que cortar quanto às regalias no quadro de pessoal, até mesmo esta dos 25%, tenho para mim que não terá grande consequências orçamentais/de carreira. Já se olharmos para juizes e professores, os outros dois vértices de uma tríade há muitas décadas desfeita (desde a instituição da república para aí), aí sim, a despesa é capaz de começar a reduzir de forma que se veja. E que tal equiparar (além da idade da reforma e os sistemas de segurança social) a carreira de professores universitários e juizes à dos militares em termos remuneratórios? Voltavamos a ter a velha triade mas a preços de saldo.</p>
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		<title>Por: AL</title>
		<link>http://adufe.net/2005/06/o-que-e-a-tropa-mais-politica-alternativa/comment-page-1/#comment-4920</link>
		<dc:creator>AL</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jun 2005 14:36:04 +0000</pubDate>
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		<description>De facto caro Rui o regime da PSP não é exactamente o mesmo da GNR ou dos militares mas também não é assim tão diferente. Eu só pretendi indicar que a bonificação de 25% no tempo de serviço se aplica a todos eles. E eu até percebo que um policia com 65 anos não deva &quot;andar aos tiros&quot; mas há outros serviços nomeadamente nas secretarias onde ainda podem ser úteis. Além disso, penso que o coronel ou capitão ou general não faz parte desses operacionais de rua, pois não? E com 27 anos de serviço efectivo têm a pensão por inteiro (contado com a tal bonificação de 25%). Não me parece lá muito justo face aos outros empregados... aliás, parece-me uma afronta ao pessoal &quot;menor&quot; que puxa pelo fisico até tombar ou arrisca-se a ficar com x/40 avos da pensão</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De facto caro Rui o regime da PSP não é exactamente o mesmo da GNR ou dos militares mas também não é assim tão diferente. Eu só pretendi indicar que a bonificação de 25% no tempo de serviço se aplica a todos eles. E eu até percebo que um policia com 65 anos não deva &#8220;andar aos tiros&#8221; mas há outros serviços nomeadamente nas secretarias onde ainda podem ser úteis. Além disso, penso que o coronel ou capitão ou general não faz parte desses operacionais de rua, pois não? E com 27 anos de serviço efectivo têm a pensão por inteiro (contado com a tal bonificação de 25%). Não me parece lá muito justo face aos outros empregados&#8230; aliás, parece-me uma afronta ao pessoal &#8220;menor&#8221; que puxa pelo fisico até tombar ou arrisca-se a ficar com x/40 avos da pensão</p>
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		<title>Por: Rui MCB</title>
		<link>http://adufe.net/2005/06/o-que-e-a-tropa-mais-politica-alternativa/comment-page-1/#comment-4919</link>
		<dc:creator>Rui MCB</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jun 2005 23:01:52 +0000</pubDate>
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		<description>O regime da PSP não é exactamente o mesmo da GNR ou dos militares, mas adiante.
Nem todas as situações são iguais logo não podem, nem devem ter todas igual tratamento.
Se consigo imaginar um professor com mais de 60 anos a poder optar entre continuar a leccionar ou a  ocupar-se de outras tarefas ligadas à sua profissão, já me custa imaginar um militar/polícia poder ter essa opção quando a sua função é &quot;andar aos tiros&quot;(ou estar pronto para tal) com a mesma idade. Se admitir que não há funções não operacionais para todos os militares / polícias mais entradotes, é inevitável imaginar uma maior flexibilidade na passagem a reforma. Sublinho que este meu comentário está cheio de simplificações.

Hoje em dia, pegando no seu paralelo, a verdade é que todas as profissões da função pública (e quadros especiais)  têm tratamento distinto face aos privados e, por exemplo, aos servidores públicos com contrato individual de trabalho. Nestes tempos de crise orçamental (já que não foi antes!) é natural e desejável que todas essas situações sejam postas em causa para serem reavaliadas, apreciada a sua justiça. Mas dizer isto não significa que a melhor atitude seja a de passar um rolo compressor que as ponha todas em igualdade. 
Pensando um pouquito noutros ofícios, mesmo no privado encontramos excepções como a que existe para atletas de alta competição. Deveraõ existir? Haverá outras que deveriam estar previstas? 
Em suma, a regra deverá ser a de aplicar regimes iguais para situações comparáveis. E esse é o trabalho que está por fazer. E na função pública estamos de acordo em como não é sustentável manter as disparidades existentes face ao regime geral.
Eu deixei a minha opinião sobre um dos vários casos específicos que andam na berlinda e apenas para esse.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O regime da PSP não é exactamente o mesmo da GNR ou dos militares, mas adiante.<br />
Nem todas as situações são iguais logo não podem, nem devem ter todas igual tratamento.<br />
Se consigo imaginar um professor com mais de 60 anos a poder optar entre continuar a leccionar ou a  ocupar-se de outras tarefas ligadas à sua profissão, já me custa imaginar um militar/polícia poder ter essa opção quando a sua função é &#8220;andar aos tiros&#8221;(ou estar pronto para tal) com a mesma idade. Se admitir que não há funções não operacionais para todos os militares / polícias mais entradotes, é inevitável imaginar uma maior flexibilidade na passagem a reforma. Sublinho que este meu comentário está cheio de simplificações.</p>
<p>Hoje em dia, pegando no seu paralelo, a verdade é que todas as profissões da função pública (e quadros especiais)  têm tratamento distinto face aos privados e, por exemplo, aos servidores públicos com contrato individual de trabalho. Nestes tempos de crise orçamental (já que não foi antes!) é natural e desejável que todas essas situações sejam postas em causa para serem reavaliadas, apreciada a sua justiça. Mas dizer isto não significa que a melhor atitude seja a de passar um rolo compressor que as ponha todas em igualdade.<br />
Pensando um pouquito noutros ofícios, mesmo no privado encontramos excepções como a que existe para atletas de alta competição. Deveraõ existir? Haverá outras que deveriam estar previstas?<br />
Em suma, a regra deverá ser a de aplicar regimes iguais para situações comparáveis. E esse é o trabalho que está por fazer. E na função pública estamos de acordo em como não é sustentável manter as disparidades existentes face ao regime geral.<br />
Eu deixei a minha opinião sobre um dos vários casos específicos que andam na berlinda e apenas para esse.</p>
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		<title>Por: AL</title>
		<link>http://adufe.net/2005/06/o-que-e-a-tropa-mais-politica-alternativa/comment-page-1/#comment-4918</link>
		<dc:creator>AL</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jun 2005 14:25:41 +0000</pubDate>
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		<description>Gostaria de lhe lembrar que as forças armadas -PSP e GNR - têm 25% de acréscimo ao tempo de serviço; isto significa que com 27 anos de serviço são-lhe contados 36, beneficio também atribuido aos portageiros. E se um sr general, coronel é velho para &quot;trabalhar&quot; até aos 65 anos então que dizer de todo o pessoal que desconta para a Seg.Social? Por exemplo, um operário da construção civil não tem de subir andaimes carregar baldes de cimento apanhar chuva e vento ou sol até aos 65 anos? E que dizer dos professores primários que com 52 anos e 30 de serviço levam a pensão por inteiro? E caso único o dos magistrados que com 10 anos de serviço alegarem incapacidade ficam com a pensão completa? E os deputados? Será que só certas profissões do Estado é que são muito mais desgastantes do que as do privado?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de lhe lembrar que as forças armadas -PSP e GNR &#8211; têm 25% de acréscimo ao tempo de serviço; isto significa que com 27 anos de serviço são-lhe contados 36, beneficio também atribuido aos portageiros. E se um sr general, coronel é velho para &#8220;trabalhar&#8221; até aos 65 anos então que dizer de todo o pessoal que desconta para a Seg.Social? Por exemplo, um operário da construção civil não tem de subir andaimes carregar baldes de cimento apanhar chuva e vento ou sol até aos 65 anos? E que dizer dos professores primários que com 52 anos e 30 de serviço levam a pensão por inteiro? E caso único o dos magistrados que com 10 anos de serviço alegarem incapacidade ficam com a pensão completa? E os deputados? Será que só certas profissões do Estado é que são muito mais desgastantes do que as do privado?</p>
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