Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for June, 2005


Equilíbrio?

Primeiro pifou o disco rígido do computador.
Depois soube que pifou uma história bonita a dois que eu conhecia de perto.
A seguir pifou o que restava da confiança dos consumidores: dois ou três meses depois da maior subida dos últimos três anos, eis a maior queda dos últimos dois anos.
Ainda depois veio à memória que é o 7º dia para quem é de missas.
Mas antes de tudo nasceu uma criança, logo de madrugada.
E no final da tarde veio o sol acompanhado de um certo e determinado azul que faz bem à saúde.

Humor

Geralmente visitamos um blogue para ler o último post, mas há excepções, podemos sempre passar por lá para ver qual é o último nome.
Apresento-vos o CTRL+ALT+DEL, mas despachem-se, vá-se lá saber quando e qual será o próximo baptismo.

João Caraça

Por falar em pessoas lúcidas, é sempre um gosto ouvir João Caraça (há pouco na 2:) a propósito do mega investimento internacional para desenvolvimento da fusão nuclear (a localizar em França), mas também sobre a fissão nuclear e a exploração de outras formas de energia em Portugal e o fim da era do petróleo barato.
Porque é que é tão raro ouvir alguém da área das ciências na comunicação social portuguesa a falar de ciência? Tento fazer um esforço de memória sobre as figuras da ciência (penso nas ciências exactas e/ou mais ligadas às novas tecnologias) feitas públicas pelo seu contributo junto dos media e sobram-me os dedos. Posso andar distraído mas de facto demasiadas vezes fico com a sensação que há informação a menos entre o excesso de informação que nos é “oferecida”. Mas pode ser que seja apenas um problema meu, de seleccção informativa.
De que nomes se recordam quando pensam em quem tem acesso a dar opinião científica ao grande público neste país?
A caixa de comentários está ao dispôr.

A despropósito, vai dar agora mesmo o último episódio da série 24 na 2:

Emídio Guerreiro (act.)

Sem conhecer em pormenor, conheci alguns pormenores da vida pública deste senhor hoje desaparecido. E é nestes que adivinho um bom exemplo, um exemplo digno, nomeadamente para a formação política deste país.
Onde havemos de arranjar outros Emídios Guerreiro ou Fernandos Vale neste país? De outra forma, talvez entre os leitores do Adufe ou desta esfera?

Neste momento sugiro a leitura deste artigo (elo) de A Capital no outono passado, esta entrevista a que cheguei via Grande Loja do Queijo Limiano e o resumo bibliográfico que se pode ler no Público/Lusa onde encontrei a seguinte citação com conteúdo bem mais literal do que pode parecer:

“Como não pode haver dignidade se não houver liberdade, naturalmente que eu lutei pela liberdade. Lutei contra todos os regimes prepotentes, lutei contra todas as ditaduras”

.

No secrets

Com um detalhe geo-político impressionante. Ao nível do lugar (ou mesmo lugarejo), em Portugal e no mundo. He is looking at you.
Google Earth via Jaquinzinhos.

E a citação do dia vai para…

Martim Avillez Figueiredo, Director do Diário Económico (um editorial a merecer leitura integral).

” (…) Pode dizer-se: pagar bem a técnicos do Estado é uma ofensa num país em que o ordenado médio não vai além dos 600 euros. Perfeito. Essa opção, porém, abre margem a erros como o que sucedeu ontem no Ministério das Finanças. Não há alternativa: querendo competência, é preciso estar disposto a pagar por ela. Um técnico da Direcção-Geral do Orçamento ganha 1600 euros por mês brutos – menos cerca de 600 euros do que um técnico com iguais qualificações num qualquer gabinete responsável pela produção de relatórios e contas para empresas privadas.

Sócrates quis ser o feiticeiro da classe política. O feitiço, como ele está a ver, virou-se contra o feiticeiro.”

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É só fazer as contas

A) A promessa de acção a dois tempos (primeiro na receita e depois na despesa) é um luxo que não podemos ter.
B) A preparação da alternativa política foi incompleta, o cuidado em preparar a governação não existiu antes de meados de Novembro de 2004.
C) Para a alternativa funcionar resta apenas cumprir o milagre de estudar (sem ter ido às aulas) quando se vai já a caminho do exame. É isso que estamos a ver por estes dias, sabendo que há muito poucos alunos talhados para tamanho desenrascanço.

PS: Um erro de contas é algo de que poucos se poderão orgulhar nunca ter cometido. Por exemplo, neste famoso relatório é possível encontrar alguns lapsos (páginas 22 e 23, por exemplo).

Há Pátria enquanto os juros forem baixos

De positivo ficam as estatísticas temporais dos belíssimos blogues que resistem há dois anos e que andam por estes dias em grande festa. A bem das palavras e das cores.

Eu gosto é do Verão

Há coincidências difíceis de explicar, estive a milissegundos de escrever algo do género:

“Euro 2005
Reparei hoje: na minha rua, ainda há dez bandeiras à janela. Desbotadas. Como a Pátria que as pariu.”

Mas o jmf, mais uma vez, imitou-me por antecipação.

Contradição capitalista

Ela quer que lhe tampas. Não uma, mas várias.
Dá-me todas as tampas que tens. Procura bem, sei que tens muitas escondidas no armário.
Surpreso, fecho a porta de correr que acabara de abrir. Ela insiste, vá, dá-me, eu não me importo.
Triste final terá esta história, penso cá para comigo mas cedo ao pedido. Ou quase…

A garrafa sem tampa não fica encolhida, expande-se, faz barulho, tomba, rebola pela mesa e cai no chão. As garrafas assim não me cabem no armário. Irão encher o ecoponto, falta-lhes o vácuo.
Quase lhe tiro a tampa das mãos. Quase, porque nunca lhe a dei de facto. Alguém muito carenciado neste mundo ficará sem um cheque dependente de tampas de garrafas. O mundo, por outro lado, ficará menos poluido. (Ficará?) Será um mundo melhor?

Estou perdido, que me dizem: dou as tampas, ou não?


Tampinhas
via Pé de Meia