Quando eu era novo…
Devo estar a ficar velho. Cada vez acho mais piada às figuras que faço.
Quando ainda via os programas do Herman lembro-me de ter apanhado uma entrevista a Omar Shariff um grande actor (egípcio) que fica para a história do cinema pelo protagonismo em Doutor Jivago, entre outros.
Em poucos minutos abordou a carreira, os vícios, breves trechos da sua vida privada. Recordo-me dessa entrevista em particular pela espantosa capacidade que demonstrou em fazer humor, um humor com classe, de alto nível, daquele que dispensa asneiradas e que é absolutamente transversal, entendível por qualquer ser humano, independentemente de classe, credo e demais diferenças de cultura. Basta que se tenha vivido.
O seu humor era particularmente desarmante porque se ria de si próprio. O tipo que melhor conhece à face da terra.
Penso para comigo que chegar aos oitenta assim, não seria nada mau. Se pudesse ser mais cedo, melhor ainda.
Mas é difícil, demasiado difícil.


Abril 15th, 2005 at 18:1
Omar Shariff pertencea uma restrita classe de verdadeiros cavalheiros “bon vivants” e com grande nível, a que muitos aspiram entrar, mas que mal conseguem imitar.
Abril 16th, 2005 at 10:1
Então Rui, já a pensar na velhice ???
;)
Abril 16th, 2005 at 11:1
É o assunto do século caros amigos. :-)
Abril 17th, 2005 at 13:1
Creio que vi essa entrevista, onde ele fez uma descrição muito divertida de quando foi assediado, num hotel, por uma mulher com uma pistola.
Abril 17th, 2005 at 20:1
Precisamente!
Abril 21st, 2005 at 20:1
Tenho passado a vida a rir-me de mim própria. Muitas vezes com amargura; mas muitas, muitas mais mesmo, porque tenho mesmo piada, caraças!
E sabe bem!
Abril 21st, 2005 at 23:1
That’s the spirit!