Adufe 4.0

As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira
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Archive for Fevereiro, 2005

Benquerença- Penamacor

Fevereiro 20, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política Comments Off

O PS teve mais votos em termos absolutos e relativos tanto em Penamacor como na freguesia da Benquerença (apesar da perda demográfica), comparando, quer com as eleições de 2002, quer com as eleições de 1999. A abstenção desceu substancialmente face a 2002 no concelho (de 44,1% para 39,8%) e na freguesia em causa (de 53,4% para 44,7%).
Em Penamacor, a percentagem obtida pelo PS foi de 56,5% (contra 43,2% em 2002) e na Benquerença foi de 61,2% (contra 55,6%).

Por aqui - eleitorado tradicional do PS - confirmam-se os indícios de uma maioria absoluta expressiva. E agora vou jantar se me dão licença. Um exemplo completamente não probabilístico do eleitorado tradicional do PSD logo depois.

Espreitando alguns números (act. )

Fevereiro 20, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 4 Comments →

O mapa eleitoral a que estarei particularmente atento coincide com um outro mapa mais emocional. É provavel que por aqui vá passando com os últimos dados fornecidos pelo Stape para as freguesias de:
- Benquerença (Penamacor - Castelo Branco);
- Ermida (Castro Daire - Viseu);
- Algueirão- Mem Martins (Sintra - Lisboa);
- São João (Lisboa - Lisboa) e
- Alto do Seixalinho (Barreiro - Setúbal).

Neste grupinho há situações para quase todos os gostos e julgo que permitem um “caldinho” curioso para tentar descortinar os resultados finais, caso haja dúvidas quanto ao desfecho.
O ficheiro que tenho preparado para as comparações (incluindo o total nacional e os respectivos dados concelhios e distritais das freguesias citadas) está aqui (download de ficheiro - excel) e inclui o histórico de 1999 e de 2002 em folhas separadas.
Ao longo da noite o ficheiro será actualizado com a informação disponível.
Dados finais na Benquerença, Penamacor e em Ermida (Castro Daire)…

O vento

Fevereiro 20, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política Comments Off

Pois que já botei vai para duas horas, lá no alto, na Jorge Arroio.
Pelo caminho sentimos os ventos da mudança, ou melhor, a ventania, que aqui em Lisboa está de rajada!

Mais daqui a pouco os detalhes da mega-hiper-super-nunca-vista-operação eleitoral que vai decorrer no Adufe a partir das 20 horas TMG (se o weblog.com.pt não falhar).
Entretanto já pus algumas leituras em ordem (continuo a ler Carl Barks), fiz algum exercício físico (fui ao café) e já estive com a família (com a família Donald para ser mais preciso). Até breve.

Não ide ler o Nuno Guerreiro

Fevereiro 19, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Pessoal Comments Off

Não ide ler a Rua da Judiaria que o Nuno pode estar, ou não estar, a violar a lei. É como o José Mário Silva no BDE e a história dos retrovisores (elos não disponíveis).
O melhor mesmo é não passar pelos perigosos blogues.
Eu agora vou votar no Sporting contra o Leiria.
Até amanhã.

As ironias da história

Fevereiro 18, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 3 Comments →

Uma síntese em seis posts. de Jorge Wemans, com a “ordem invertida” no Causa Nossa. Para o menino e para a menina. Escreve por lá poucas vezes mas muito bem, digo eu. Ó Nuno, tens lá um recado para ti.

As condições necessárias e suficientes

Fevereiro 18, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 2 Comments →

Este post dava pano para mangas…

A estabilidade como um fim em si mesmo… Espero sinceramente não ter de passar por outra campanha em que algum partido quase se resuma a pedir uma maioria absoluta. Esta será a última vez que contribuirei para um peditório nesses moldes: duas ou três ideias vagas e relativamente mal amanhadas, repetidas até à exaustão, acrescidas da reclamação de uma maioria absoluta.

Venha de lá essa maioria para o PS e a surpresa de um rumo bem mais preciso e inteligente do que aquele dado a perceber em campanha.
Espero que a próxima “campanha” comece já na segunda-feira com a definição de prioridades claras provenientes de decisões políticas transparentes. E pronto, entremos em reflexão.

Um “lema” a seguir

Fevereiro 18, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Palavras dos Outros Comments Off

” (…) E os que julgam que que O Jumento está a ficar socrático estão muito enganados, na segunda-feira cá estaremos para ser tão exigentes e implacáveis com os próximos vencedores como fomos com estes tristes governantes que esperamos ver derrotados. E se todos fizerem como eu Sócrates, ou seja quem for que nos governe, vai fazê-lo muito melhor do que pensa ou do que alguns dos seus pares desejam.”
in Jumento

Os partidecos

Fevereiro 18, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política Comments Off

” (…) Pode julgar-se, a um nível pessoal, que as ideias dos “partidecosâ€? não passam de uma colecção de tolices.
Mas compete ao eleitorado tomar, ou não, essa decisão.
E quando não se noticia suficientemente o ideário dos pequenos partidos, retira-se-lhes a possibilidade de se apresentarem ao grande público e serem referendados em igualdade de oportunidade com os outros.
(…) A natureza dos regimes democráticos requer que seja o eleitorado, e não as elites, a decidir quem vence e quem perde as eleições. Excluir as vozes pequenas do grande debate – ou implicitamente limitar a sua visibilidade – não ajuda o eleitorado a decidir. Uma boa ideia não depende do autor, mas da relevância que a opinião pública lhe reconhece.”

Luis Costa Ribas

O assunto é recorrente mas ao mesmo tempo semi-tabu: sempre a correlação de poder a entrar em cena onde não deveria ser determinante. Um artigo a ler sob sugestão do Luis Humberto Teixeira.

O Independente é Independente

Fevereiro 18, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política Comments Off

O Independente é independente.
O Independente é independente.
O Independente é independente.
O Independente é independente.
O Independente é independente.

Inspirado no Blasfemo João Miranda

IEFP: e se um passarinho me tivesse dito…

Fevereiro 18, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: INE 2 Comments →

Imaginem que os dados do IEFP estão calculados, mas que a informação não foi ainda divulgada por falta de autorização ministerial. Imaginem que a autorização só permite a divulgação lá para a próxima semana. Sem um dia oficial de divulgação publicado com larga antecedência todas as especulações são possíveis. Imaginem!

É por estas e por outras que há muito a ganhar em ter um organismo isento, aministerial, largamente independente (técnica, administrativa e financeiramente), dotado dos melhores recursos (condicionados, em regra, a uma percentagem fixa do OGE, por exemplo) e comprometido com objectivos de divulgação públicos, sujeito a escrutínio público, responsável pelas estatísticas oficiais. Muito se pouparia em redundâncias e se ganharia em qualidade e eficiência de informação se o poder político permitisse a emancipação de um respeitável e competente Instituto Nacional de Estatística e se se eximisse de controlar em diversas capelinhas ministriais informação de utilidade pública fulcral facilmente manipulável (nem que seja em termos de timmings) pelos diversos ministros do momento.

Espero que esta seja também uma prioridade do próximo parlamento.

Alguém pode perguntar a um técnimo do IEFP se os dados estão prontos e desde quando estão prontos? E ele tem liberdade para assumir publicamente uma resposta sem temer consequências? Com o sistema actual, é muito fácil ao político desculpar-se e negar veementemente esta hipotética acusação. Não deveria ser assim. Felizmente, não é assim que temos vindo a trabalhar no INE (elo para o calendário de divulgação de dados no INE).

Benquerença, a Ciberaldeia

Fevereiro 18, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política Comments Off

Lembram-se destas notícias/post “A Aldeia que não cruza os braços I e II” sobre a Benquerença? Eis mais detalhes a que cheguei através de uma dica do Sérgio (Obrigado).

No número de Março da Exame Informática (nº 117), um Especial sobre “Benquerença, A Ciberaldeia”.

“Na Beira Interior, encontra-se a primeira aldeia wireless de Portugal. O projecto chama-se Ciberzonne e conjuga Wi-Fi e satélites.

Benquerença é uma aldeia típica beirã, com um amontoado de casas de xisto e ceifeiras de xailes pretos que passeiam em redor da igreja matriz. Só nas imediações da junta freguesia é possível verificar que o tempo não parou, nesta aldeia do concelho de Penamacor.

Junto ao telhado da edilidade, encontram-se duas antenas: uma parabólica e outra que parece um receptor rádio de automóvel gigante. A primeira estabelece comunicações com os satélites EutelSat e a segunda fornece Net de banda larga a 70% da aldeia, em wireless. Ambas tornaram Benquerença na primeira aldeia wireless de Portugal e ambas foram instaladas pelo Ciberzonne, ISP que está a apostar na distribuição de banda larga em locais remotos, onde não há cabo ou ADSL.

«Pretendemos expandir esta rede, através de círculos ou anéis, mas podemos ir para locais mais longínquos, no caso de haver, pelo menos, 15 a 20 utilizadores interessados numa determinada localidade. Com esta procura, já se torna viável fornecer banda larga numa aldeia», explica João Figueira, administrador da Realto, empresa que juntamente com a Novas Tecnologias e a Open Source Systems gere o ISP Ciberzonne. (…)”
Mais detalhes… é comprar a revista.

Por falar em social-democracia

Fevereiro 17, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 6 Comments →

Alguns bitaites sobre a Noruega no Estaleiro:
Sabemos Onde Queremos Chegar ou É tempo de aprendermos que os bárbaros somos nós

P.S.: A ler também os comentários a esse post.

O dia depois

Fevereiro 17, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 1 Comment →

Admitindo a concretização do cenário projectado na sondagem da católica (PS 46, PSD 31, CDU 7, BE 7, CDS 6), no Blasfémias, discute-se / descobriu-se uma nesga de dimensão razoável para que singre um partido liberal.
Eu sou a favor o mais possível, talvez assim apareça como resposta uma alternativa social-democrata mais entroncada e consistente, seja ela o PS, ou não.
Como se escrevia (Isabel Coutinho) num comentário a uma posta do Jaquinzinhos :

“« … o subsídio de desemprego desincentiva a procura activa de emprego, o salário mínimo e os direitos dos trabalhadores tornam o mercado laboral rígido e desincentivam as contratações.»

Admito que o Estado, a burocracia, etc., etc, (eu, que não entendo nada de economia) tenha muita culpa no que se está a passar. Mas, a solução preconizada levar-nos-ia de novo ao séc.XIX. Aquele séc.XIX que levou Marx a dizer: ‘proletários de tudo o mundo … ‘.
O mundo livre e independente salvou-se através da social-democracia. E os países que verdadeiramente a adoptaram cresceram e desenvolveram-se ‘apesar’ (ou, verdadeiramente com a ajuda) de um sistema social em que os trabalhadores tinham direitos e obrigações. E o Estado e os patrões também.
O problema de Portugal resulta de não ter, nem nunca ter tido uma política verdadeiramente social-democrata.
Mas, ONDE está quem possa levar-nos por esta via ??????”

Aos soluços

Fevereiro 17, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política Comments Off

Se não virem actualizações no Adufe é possível que se devam a problemas de funcionamento do weblog. O Paulo Querido promete que a solução está para breve.

E por estas horas já temos sondagens para quase todos os gostos.

Absolutamente imperdível

Fevereiro 17, 2005 By: Rui Cerdeira Branco Category: Política 1 Comment →

Todo o artigo de Vital Moreira, ontem, no Público (via A Natureza do Mal).
Porquê não assumir isto na campanha senhor José Sócrates, porquê? Ao menos que o assuma e tente concretizar a partir da próxima segunda-feira.
Um excerto:

(…) A prevenção e eliminação de conflitos de interesses está no cerne da ideia de responsabilidade política e da luta contra o aproveitamento privado ou partidário dos cargos públicos (incluindo o financiamento ilícito dos partidos). Tão importantes como o estabelecimento de incompatibilidades é o mecanismo da declaração pública de interesses, permitindo evitar situações de legítima suspeição de parcialidade nas decisões públicas. Quando os governos são cada vez mais constituídos por pessoas oriundas do mundo empresarial e dos negócios (incluindo os grandes escritórios de advogados), é essencial o conhecimento público dos interesses que podem condicionar as decisões governamentais. A alternativa é a “berlusconização” da política e a degradação da democracia.

Desnecessário se torna sublinhar a importância do exame parlamentar prévio dos candidatos indigitados para os mais altos cargos públicos, que é corrente nos sistemas de governos presidencialistas, mas que agora vai sendo importado para os sistemas de governo parlamentar. Infelizmente entre nós tem havido uma enorme resistência a esta figura, que tem sido rejeitada mesmo no caso de nomeação governamental de entidades administrativas independentes. É mais que tempo de modificar esta situação. O exemplo espanhol pode servir de desafio. E em Portugal, nas vésperas de eleições parlamentares, o provável partido vencedor bem podia assumir antecipadamente compromissos fortes nesta matéria. Quem sabe se não seria um bom argumento adicional para conquistar a ambicionada maioria absoluta? (…)



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