Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for January, 2005


No extremo

Hoje registaram zero graus celsius em Sagres. Um recorde, dizem.
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É um disparate viver a escassos quilómetros do Atlântico e ter tantas saudades do mar.

Fear

After having highlighted the writings of Lutz, a German living in Portugal since 1993, about his youth in Germany and the way his generation of West and East Germans coped with the memory and guilt of the Holocaust, a hint on other kind of coping that almost every human being in the planet has to deal with, in some extent. Ordinary people living ordinary lives in Washinton D.C.:

(…) The healing was cemented on a September day two years after 9/11, when we moved into a new house on Capitol Hill, 13 blocks from the Capitol. You can see the dome from our front yard. But today, when I look at the Capitol, I think about how lucky I am to have a view of it, not that it’s an inviting terrorist target. Hey, the psyche heals.

At some point, it all comes down to this: either you live in fear, or you live in hope. Do I fear a terrorist attack? You bet. Does that fear preoccupy my thoughts at all times? Not any more. And I’m so grateful for that. (…)
Scott, “Real Estate Roulette”, Home Sweet Road

250 dias de espera (act.)

Ontem no Jornal de Negócios, em primeira página, podia-se ler:

Subsídios
Tempo para receber prestações sociais
Desemprego: 52 dias.
Social de Inserção 250 dias.
Doença: 36 dias.
Familiares: 37 dias.

No interior do jornal lia-se que se trata de informação pela primeira vez divulgada publicamente, relativa a valores médios nacionais.

Que política é esta que demora 250 dias (335 dias em Lisboa) a atribuir o Rendimento Social de Inserção (RSI), uma prestação social vocacionada para atender a situações de emergência.
Perante isto, toda a discussão em torno dos aproveitamentos ilícitos desta medida se apresenta ridícula. Que eficácia poderá ter uma prestação de emergência sujeita a este brutal condicionalismo de estar quase um ano à espera de magra salvação?
Adivinho que tenha sido esta a principal consequência da mudança de nome da prestação promovida para actual Governo. Em defesa dos pobres e desfavorecidos.

A complexidade deste trabalho [de avaliação das condições das famílias] associada ao reduzido número de técnicos, leva a que esta prestação, supostamente social, demore 250 dias” lê-se ainda no jornal. Deve ser mais fácil simular um desemprego e ir recebendo o subsídio à pala do que enganar a malta do RSI, tudo a bem da equidade.

Este post é dedicado ao Abrupto, tenaz combatente contra o rendimento mínimo, bem como, ao futuro Governo.

Por todas as razões, hoje, ler o Lutz no Quase em Português

” (…) Quando refiro, no início do post, o país pacífico, solidário e decente, em que me lembro ter crescido, faço-o hoje com a consciência incómoda de que foram só 15 anos, que separavam este país do país de Auschwitz, e que as mesmas pessoas ainda viviam nele [as mesmas] que viviam no anterior…
Este incómodo cresce com os anos, em que passo a perceber cada vez melhor que quinze anos são muito pouco. Não tinhamos e não temos consciência disto. Porque todos nós os alemães, que nascémos depois do holocausto, partilhamos uma sensação: Não interessa quão drasticamente fomos confrontados com estes horrores, quão seriamente queremos aprender com eles, sempre tomamo-los por histórias dum passado remoto e também por isso – quer nos parecer – incompreensível.”

Lutz in Quase em Português

Alexandre Borges saiu do armário

E seguindo o seu ensejo faço o mesmo: também eu continuo a ler o Tio Patinhas. Também eu resisti do lado da Disney à plêiade de mutantes que a Marvel e a DC nos ofereciam (e oferecem). Também eu hei-de devorar o quarto volume da colecção Obras Primas da BD. Já nas bancas!

Alexandre Borges vizinho de esfera, colunista n’A Capital. Meu ilustre desconhecido.

Marco na Estrada

“ESTE BLOGUE
…termina aqui.”

in Bloguítica.

Poupo-me aos elogios fúnebres, tudo o que havia para dizer foi dito em devido tempo. Até um dia e obrigado Paulo. Vai dando notícias.

De regresso à política – a ameaça

Lembro o ainda governo do PSD/CDS-PP, leio as propostas do PS para a função pública e discursos como este destacado pelo Pula Pula Pulga e não consigo deixar de pensar que o INE (administração mas não função pública) é uma imagem do futuro reservado à função pública. Olhem para o INE, história passada (desde 1989) e recente e aprendam com os erros próprios e auto-impostos naquela casa, por favor.
O experimentalismo já teve e vai tendo as suas cobaias, usem os ensinamentos e poupem outros infelizes.
Peço-vos ainda outro favor, futuros governantes, quando agarrarem num manual de gestão de empresas e encontrarem a teoria de Taylor não se esqueçam que a maravilha teórica centenária se ajustou na perfeição às linhas de montagem mas está totalmente ultrapassada para ambientes cérebro-intensivo. Por incrível que pareça, há quem prove e reprove ignorar esta razão da pior maneira possível e com as piores consequências para a coisa gerida.

Antes de falar grosso para a administração pública, provem-se dignos. Demonstrem ter a inteligência de ver um mundo complexo e de apresentar soluções ajustadas a cada problema, a cada objectivo. Provem que têm coragem para enfrentar o incompetente fulanizando-o, responsabilizando-o.
Deixem os choques para a tecnologia e não se tentem com terapias de choque universais. Não queiram mudar tudo pela lei geral.
Os nervos estão presos por um fio. Não haverá estado de graça, nem espaço para longas reservas mentais em defesa do voto investido. Mais más experiências e delongas acabarão de vez com o próprio Estado. Com o que resta de útil no dito, pelo menos.
Sim, a tarefa é extramente difícil, sem dúvida, mas o lugar é para o Primeiro entre os portugueses, não para um qualquer.

De um heterónimo ainda em definição

A fava

E no regresso da bola um sabor agridoce, depois de um dos melhores Benfica-Sporting que me lembro de ter visto.
Segunda-feira, em Alvalade, lá estarei compondo o rugido do Leão.

Ode ao "nódoa"

Pois é Sérgio, o “nódoa-Paíto” lá nos fez engolir alegremente a alcunha marcando um dos melhores golos do ano.
Houvesse mais jogos destes e o futebol seria um espectáculo digno dos Gregos, os tais.

E agora vou continuar a sofrer no sofá.

A política é um luxo

A política é um luxo. É um luxo ter tempo para pensar nela. Não na gaja propriamente dita. É preciso pensar política para dar alimento ao animal gregário que nos identifica ainda que de um prato não se faça a festa. O problema é que a política é um pratinho milenar reservado por sorte a apenas alguns.

Sem querer, regresso ao Gregos, tudo graças ao mero empirísmo do meu quotidiano e à falta de tempo para o lazer.

Auxiliares de leitura para sobre-dotados:
* Sorte e azar, neste contexto, são sinónimos.
* O tutano deste texto concentra-se na primeira frase.
* A política tem sexo? Se sim será uma gaja? Senhora dona? Menina? Rapariga? Debutante? Velha senhora?
* Ir à bola no sofá, limpa a cabeça e abre o apetite para a política.
* Os Gregos referidos no texto e os vencedores do campeonato da europa de futebol são parentes afastados.

Virgílio Poltronas