Histórias de segunda de manhã

Cheguei e contaram-me um história curiosa.
Há umas semanas um instituto público (adivinhem qual) anunciou num jornal que ia concorrer a bolsas de investigação da FCT e pretendia recrutar licenciados, mestres, doutorados. Parece que houve um protocolo com a FCT e a coisa estava mais ou menos alinhavada.
Concorreram algumas dezenas de pessoas, foi feita a selecção, definido o âmbito da bolsa e apresentada a candidatura à FCT.
Em Janeiro deveria começar a dita bolsa, contudo aproximou-se o final do ano e o dito instituto tardava em indicar os últimos detalhes aos recrutados, como o posto de trabalho e assim.
Um destes seleccionados tomou a iniciativa de contactar a instituição e esta informou-o que afinal não ia haver bolsas pois estas ficaram suspensas com a queda do Governo.
Eu não percebo nada das leis que enquadram isto e confesso que gostava de ter mais detalhes, mas perante o testemunho de uma pessoa que rescindiu um contrato de trabalho para vir servir o Estado numa área de investigação e que agora ficou literalmente sem nada parece-me penalização exagerada para castigar a boa fé.
Ao cuidado de alguns jornalista que se interesse por esta história mal contada.

1 thought on “Histórias de segunda de manhã

  1. isabel prata

    Mas o que pode acontecer a um trabalhador de investigação científica em geral e a um bolseiro da FCT (ou candidato a isso) em particular dava um romance daqueles de mtas páginas ou um filme do absurdo. A maioria das instituições de Investigação científica vivem de bolseiros e é difícil encontrar trabalhadores, ainda por cima mto qualificados, mais maltratados.

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