Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for January, 2005


O empate

Se o empate fosse proibido na Super-liga talvez de vez em quando vissemos um verdadeiro jogo de bola.

Um milhão de espectadores e as prioridades políticas

As assistências record do Estádio de Alvalade parecem servir de excepção para uma regra que se confirma cada semana que passa. Temos mais nove estádios, quase exclusivamente destinados ao futebol, às moscas. Findo o Euro-2004 para que servem os estádios? Onde se arranjará o dinheiro para pagar os seus custos de manutenção? Quem é responsável por eles, pela sua rentabilização? Tudo perguntas ouvidas até à exaustão antes do evento se realizar. Hoje está na hora de as recuperarmos para memória futura.
O balanço dos prós e dos contras da realização do Euro em Portugal ainda se está a fazer e deve-se fazer ao longo dos próximos anos. Pelo que lêem no post anterior essas lições são muito importantes, até para julgarmos as “novas” propostas de salvação regional e as políticas de intervencionismo económico com o patrocínio do Estado… Se somarmos a preparação da regata em Cascais com os subsídios aos campos de golfe no Algrave se calhar já sobra dinheiro para outro subsídio social de inserção. Já fizeram as contas?

P.S.: Que o jogo de hoje em Alvalade seja tão bom como o da passada quarta-feira na luz e que volte a ganhar a equipa da casa.

Hoje em Cascais, um governo em gestão

Vai ser bom para a restauração, para a hotelaria, para a marina e para as queijadas de Sintra. Porque é que a restauração, a hotelaria, a marina e a fábrica das queijadas não pagaram a factura? Porque é que não imitaram o Casino do Estoril que promove por lá espetáculos com o fito de atrair público para as slot machines, por exemplo?
Afinal se o investimento é bom para tanta gente e em particular para o tecido empresaria local de Cascais-Lisboa deveriamos ter uma, duas ou três associações de empresários a promover a iniciativa. De que estou a falar?
Nem sei bem meus amigos, sei é que ouvi que hoje em Cascais voaram mais 16 milhões de euros do erário público para o binómio “desporto-turismo”. Vai tudo fazer vela para a baia de Cascais. 75% dos atletas olímpicos estarão lá. É a crise. É o défice. É o estímulo às actividades produtivas mais necessitadas de mama.
A conjuntura que se lixe.

The Musical Box

Recebido nos comentários deste post.
Dear Sir

I am writing to you to ask if you would be interested in lending your support to a very special event that is talking place at the Aula Magna on the 4/5/2005.

The Musical Box is a reconstruction of Genesis from 72 till 75 and they are currently on a sell out word tour playing places like THE ROYAL ALBERT HALL and THE OLYMPIA OF PARIS.

This band have the full support of Peter Gabriel , Phil Collins and the rest of the Genesis members. Please check there site www.themusicalbox.net

If you think that it is of interest to your public to know that they can see what Genesis were doing 30 years ago, the same memorable show that was preformed in cascais ( THE LAMB LIES DOWN ON BROADWAY ) then maybe you could let your audience know about the event ?

Tickets will be on sale soon at the FNAC and Ticketline.

Please let me know what you think.
Kind Regards.
V.McCallum

Inquérito de Conjuntura ao Investimento – Resultados do Questionário de Outubro de 2004

Taxa de variação do investimento empresarial para 2004 revista em baixa


Os resultados do Inquérito ao Investimento de Outubro de 2004 revelam uma deterioração das intenções de investimento para 2004, face ao previsto no primeiro semestre do mesmo ano. As estimativas apontam para que em 2004 ocorra uma quebra da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) empresarial de 0,6%, uma taxa que representa uma revisão negativa face aos resultados do Inquérito de Abril/Julho de 2004 (5,6%).
Quanto ao investimento previsto para 2005, a primeira estimativa agora recolhida indicia um aumento do investimento na ordem dos 6,2% face ao valor apurado para 2004.

in INE (destaque completo aqui).

May the force be with you…

ESTE BLOGUE…
[134] — …não terminou ali.
Confrontado com as pressões exercidas por uma maioria silenciosa e, sobretudo, por uma minoria ruidosa, acabei por sucumbir e dar o dito por não dito.
Para a próxima, quando disser que vou fechar o blogue, não acreditem.
It’s beyond my control.

in Bloguítica

A pronúncia do Norte

(…) Há pelo menos uma coisa positiva que se pode fazer: ter as quotas em dia. Vai ser preciso. (…)

in Abrupto

Tónico

Ouvir e ver hoje António Vitorino em entrevista à 2 (Público + Rádio Renascença) não pode deixar de ser um contraponto. Um contraponto a muitas coisas ruins e medíocres que por aí andam. Ainda há Políticos na política! Aleluia!
O senhor, a sua conduta, a forma como se nos dirige por via dos jornalistas deveria ser a regra e não a excepção. Ninguém poderá deixar de dizer que Vitorino é um político na acepção mais clássica do termo, e ninguém poderá deixar de comprovar que é um político tecnicamente bem informado em muitas matérias. Nas áreas que melhor conheço (economia) convenceu-me. Não me convenceu de possuir poderes místicos mas convidou-me a partilhar da sua razão e do caminho que levará para ajustar as políticas de governação às condições que viermos a ter.
Foi até engraçado ver a dada altura a cautela dos jornalistas em exporem perguntas. Políticos deste gabarito exigem jornalistas muito bem informados.
O risco de levarem um baile e serem polidamente corridos com evidente rótulo de “ignorantes” agrava-se quando têm, por exemplo, António Vitorino pela frente.
Será Vitorino um tecnocrata? Felizmente, é acima de tudo um avaliador arguto da realidade. Um concidadão que de facto consegue dar valor acrescentado a quem o ouve ainda que nos fale exactamente como político. Por enquanto, nada mais me resta do que espantar-me com a excepção, ter esperança que haja por aí uma fornada de Antónios Vitorinos um pouco por todos os partidos e recordar-me a cada momento de desilusão que a sua presença e papel no delinear do projecto de legislatura do PS são uma mais valia poderosa para contrabalançar uma boa dose de engulhos que ainda haja para engolir. Afinal de contas, votar no PS é também votar em António Vitorino. Melhor campanha do que esta não deverão encontrar por aqui até 20 de Fevereiro…

Antes de mudar o dia

Iraque: Bagdade não é o país. Parece que os jornalistas que fui ouvindo e lendo nas últimas semanas não perceberam isso. Hoje a estupefacção é geral. Poucos nos media anteciparam a afluência às urnas que se verificou nas eleições de hoje.
Este pode ter sido o momento decisivo, bem mais decisivo do que se antecipava. O povo, de facto, falou e, pela determinação reflectida nos números, quer pela primeira vez em muito tempo ser a base do governo do seu país. O terror, seja ele o do “fantasma” do antigo regime ou o dos radicais da Al-Qaida que aproveitaram o pasto seco, é apenas uma variável, o povo iraquiano (a étnia dominante?) demonstrou hoje que o terror não é a variável. Talvez o futuro seja uma guerra étnica, talvez não. Hoje ao final do dia há mais oportunidades do que havia ontem, isso parece-me inegável. Que fazer com este dia? Como o aproveitar para começar a construir a solução?
Se houver um mínimo de lógica neste xadrez, o papel das forças internacionais deverá mudar mais rapidamente e a sua retirada deverá ter ficado bem mais próxima.

Proposta de pacto de regime

Não podemos ir votar já amanhã e acabar com isto de uma vez?
Antes de melhorar ainda vai piorar…