Eu até defendo a simplificação fiscal…
Eu até defendo a simplificação fiscal, a redução dos benefÃcios fiscais, mesmo aqueles poucos que estão ao dispor dos trabalhadores por conta de outrem.
Defendo, pois defendo! Não defendo é que enquanto somos tão justos com os mais justos façamos isto com os portugueses de primeira:
“O Orçamento de Estado para 2005 (OE) cortou com uma série de benefÃcios fiscais, mas deu uma enorme “prendaâ€? aos futebolistas e outros desportistas profissionais. Uma “prendaâ€? no valor de 12 milhões de euros (total da despesa fiscal com desportistas). Com efeito, o novo OE deixa cair o “regime transitório de enquadramento dos agentes desportivosâ€?, o que faz com que apenas 60 por cento dos rendimentos auferidos pelos desportistas estejam sujeitos a IRS. (…) O ministro foi menos “generosoâ€? com os rendimentos da Propriedade Intelectual (que também são tributados só em 50 por cento). No OE de 2005 aqueles rendimentos serão tributados a 50 por cento até ao último escalão (superior a 54.588 euros). “Temos contribuintes com rendimentos de 800 mil euros, que só pagam impostos sobre 400 mil, isto não pode continuarâ€?, afirmou Bagão Félix.”
Do Correio da Manhã via Blogue dos Marretas. Ainda não confirmei o articulado mas tomemos a notÃcia por verdadeira.
A acção polÃtica baseia-se em princÃpios mas também em prioridadades. É da conjugação destes dois exercÃcios que deverão resultar as boas práticas e, nestes tempos de poucas ideologias, as principais diferenças entre projectos que se dizem distintos.
Entretanto, vou pagando e bufando sabendo que outros em situação bem pior que a minha não terão dificuldade em me ultrapassar em indignação… Se ao menos soubessem!
Será que a oposição se atreverá a pegar neste argumento, relatado pelo Correio da Manhã, para se “distinguir”? Ou vão oferecer mais argumentos para a
?


Outubro 17th, 2004 at 9:1
desculpar-me-á, mas tenho saudades do velho adufe. Era abrir e ler, agora tenho que andar à procura do texto, abaixo, acima. Inquietude metafórica ou sistema irritante?
Outubro 17th, 2004 at 13:1
Finalmente alguém concorda comigo!
Outubro 17th, 2004 at 14:1
É difÃcil ajustar as definições para os vários utilizadores e sistemas. Fiz algumas ligeiras alterações. Obrigado pelas reacções.
Outubro 17th, 2004 at 17:1
Governar é establecer prioridades.
Não há dinheiro para tudo?~Pois muito bem, vamos ver então o que se tem que atalhar.
E “eles” establecem prioridades… só que são as deles!
Outubro 19th, 2004 at 13:1
Oh meus “amigos”! Desde quando é que a indignação das pessoas, as opiniões das maiorias, conta? Desde quando? O que mais se vê é indignação, por todo o lado. Mas este sistema conseguiu criar uma série de ratoeiras mentais, das quais não há saÃda. Por isso se atingiu o desespero. Também não adianta contar com a oposição, porque são da mesma laia. Nem com o Presidente, por igual motivo. Não há dinheiro para tudo? Eu acho que há dinheiro para tudo. desde que não se esbanje, nomeadamente em vencimentos e regalias de polÃticos inúteis e de outros “abutres”. Há dinheiro e soluções para tudo. O que falta é competências, nos sÃtios certos e honestidade. Ao longo do seu poercurso histórico, a humanidade já criou e resolveu problemas muito maiores. Porque é que, aqui e agora, somos condenados a ser todos mentecaptos, só porque somos governados, indevidamente, por mentecaptos? Então a liderança não deve ser para os mais capazes?
Outros comentários em http://sociocracia.blogspot.com
Janeiro 19th, 2005 at 15:0
Recomendação de Leitura - Reforma Fiscal
Um belo pretexto para começar a formigar uma evolução do pensamento polÃtico em termos de reformar a polÃtica fiscal. Numa solução simplificadora global do sistema fiscal - nos termos alinhavados neste artigo - até estaria disposta a defender o fim…