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Política

Do movimento cívico

O ex-Presidente da República diz que se os socialistas passarem a adoptar medidas de direita, então haverá necessidade de criar novos partidos.
“Se os socialistas começam a ser aqueles que fazem a mesma política, um bocadinho mais humanizada, que faz a direita vão-se criar outros partidos, necessariamente, porque as pessoas não aceitam voltar atrás” – considerou.
in RR

Não sei se será exactamente esta a nossa orientação, mas é curioso “de repente” ouvir tanta gente (ante-ontem foi José Manuel Fernandes) falar de novos partidos.
Deixem-nos lá criar sustentabilidade no nosso movimento, caramba!

P.S.: É possível que o link para o movimento esteja off-line por problemas internos com o servidor. Em breve estaremos aqui.

9 replies on “Do movimento cívico”

Uppsss, não percebo essa tua exclamação!!!!! Porquê essa admiração toda sobre o número de pessoas que vêm que o actual panorama não serve os portugueses?! Nós não somos uns “outliers” ou uns iluminados com a mania que querem mudar uma coisa que não tem mudança possível!!!! Nós só estamos a nascer porque REALMENTE é necessário colmatar falhas!!!! Certo?!

Mas julgo que esta vontade não representa um recém-nascido, porque da minha parte e eventualmente daqueles que apadrinharam a ideia já há muito se vinha sentindo essa necessidade pela falta de resposta do PS em se assumir efectivamente como um partido de esquerda que diz ser e que todos nós sabemos não ser.

Inscrevi-me na mailing list sem querer. Fui cuscar e quando dei por isso fazia parte da lista. Já expliquei isto num mail. A burrice foi minha e provocada por uma enorme inexperiência nestas coisas e por um inglês muito fanhoso(mesmo escrito).
Ora bem, eu concordo com a ideia do movimento mas estou colocada numa área política diferente, ie, situo-me bem mais à esquerda. Não me vejo de modo algum a fazer parte dum movimento com pessoas que venham do PSD. Não é sectarismo – juro, é sim a consciência das diferenças, quer em termos ideológicos quer em termos estratégicos. Por exemplo: eu não concordo com os benefícios fiscais de que toda a gente anda a reclamar. Não sei se será correcto tirá-los agora o que acho é que nunca deviam ter sido dados. Tenho dúvidas que mais algum dos inscritos tenha esta posição.
Por tudo isso Rui, agradecia que me retirassem do grupo.
Se mais tarde chegar à conclusão que me faz sentido dar apoio, tudo bem.

Desculpem-me lá a inconveniência: é que só não percebo como é que uma “alternativa” restritiva a um indefinido centrão político pode constituir alternativa política….em quê? como? que se propõe efectivamente? Mudar a cor ao PS? Quais são as propostas do movimento? Aliar-se ou combater esta globalização que as diversas expressões partidárias acabam por, mais ou menos, consentir? Combater o neo-liberalismo? Ao centro? Como? Ou o objectivo limita-se não a exigir uma reorganização social mas apenas uma substituição dos “cromos” que encabeçam as presentes instituições?

abraço

o uno e o multiplo

A alternativa é exigir que se governe nos interesses do País, tendo por objectivo o futuro de todos os portugueses, em vez dos actuais partidos de governo que se governam a si próprios em primeiro lugar.
Francisco Sá Carneiro, que o nosso Primeiro-Ministro gosta de citar quando lhe convém, dizia: “O País primeiro, depois o partido.” É esta a ideia da alternativa, pensar políticas e caminhos que coloquem o País à frente de tudo. Aqui ninguém procura “tacho”, felizmente temos todos profissões relativamente estáveis, não passa pelos nossos objectivos (pelo menos pelos meus) obter cargos políticos e benesses à custa desta alternativa.

Ardelua,
apesar de não concordar com as prioridades do actual governo – e avaliar as prioridades também é importante – e até de as ridicularizar, também não me revejo na defesa intransigente destes benefícios fiscais. Acho que devemo-nos aproximar de uma base zero para a cobrança fiscal, de uma simplificação do regime fiscal singular e colectivo onde a existência de benefícios terá de ser uma raríssima excepção.
Quanto ao fim da subscrição vou investigar como se faz mas estava convencido que terias de ser tu a eliminar o teu nome. Vou ver se descubro.

Uno e multiplo,
A nossa alternativa está em construção, muitas das tuas perguntas são as nossas perguntas. O Nuno já deu uma achega mas encontramos ainda em busca de respostas. Somos e queremos ser um núcleo de quadros, com experiência no terreno do que se passa em várias áreas do país. Um grupo de pessoas que sente que é possível actuar politicamente além do voto e que não encontra forma/gozo em o fazer no interior dos actuais partidos. Neste sentido somos absolutamente supra-partidários e há áreas da discussão onde toda a gente que partilhe a visão que o Nuno já descreveu pode dar contributos. Quanto à prática – o além forma de exercício político – aí sim, procuramos uma alternativa onde se prossiga com firmeza o combate que tantas vezes PS e PSD desprezam no momento em que assumem o poder. Que combate(s) é(são) esse(s)? Eu tenho umas ideias e outros também as terão. Daí estarmos a formar o grupo de discussão.

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