Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for October, 2004


Vou ouvir o Paiva, o Pavia e o Paivó

Depois de uma semana quase alucinante em termos laborais, fujo para as terras altas aventurando-me contra os Elementos em busca de uma outra perspectiva.

Fiquem bem!

Kerry on!

Na era da informação

“INE sem estatísticas oficiais sobre receitas fiscais desde 2000” este é um título em primeira página do Jornal de Negócios de hoje.
E porquê? Porque o Ministério das Finanças – a fonte dos dados – tem a resposta aos pedidos do INE em atraso.

Quando o caro utilizador de informação do INE for atirar a primeira pedras aos Chatísticos, porque passam a vida a divulgar informação com pouca utilidade devido à sua antiguidade, poderá encontrar justificações como esta.

Felizmente empresas e famílias não fazem destes exemplos dados pelo Estado o seu lema… Mas até quando?

Quando a polícia bate à porta do blogger

Ora aqui está um caso que convém acompanhar com atenção: detalhes aqui.

Eco!

Neuroeconomia: o regresso do “animal spirits” é o título-aperitivo que aqui deixo para o Pura Economia. Um blogue que depois de uma simulação de entrada na blogoesfera, em Julho último, parece agora decidido a abordar alguns temas de teoria económica entre outros. Assina prytkov.

Lane Moje

(…)Mas, voltando ao ridículo número de vidas que temos disponíveis: uma, nem mais nem menos!
Se fosse possível encomendar outras, eu mandava vir – lá dos sítios de onde vêm vidas – no mínimo, mais duas.
Numa delas seria músico, sem dúvida. Talvez até cancelasse a encomenda da segunda. (…)

in Pensamentos Diversos

Informação absolutamente inútil: Esclarecimento ao País

Portugueses,
Venho por este meio informá-los que não serei eu o próximo director do Diário de Notícias. Nem que Cristo desça à Terra.

Obrigado pela atenção,
MRS

Rabin

Tinha eu vinte anos e recordo perfeitamente a comoção, o assombroso peso. Ainda hoje tenho saudades do que poderia ter sido “daquele bocado” do mundo se… A história sempre se fez (também) de pessoas. A nossa história continuará a fazer-se (também) de pessoas.

Yitzhak Rabin (יצחק רבין)
Via Rua da Judiaria que aproveito para parabenizar no seu mais prazenteiro aniversário.

Classe

Ouço o Jerry Seinfeld na sua stand up em reposição e… porque é que não encontro o sexo e os jogos de palavras com asneiredo que proliferam em tantos stand-up shows cá do retângulo?

Finalmente! A minha opinião sobre o financiamento partidário

A discussão prossegue na Alternativa.
Estava a ouvir a Alexandra Lencastre a tentar racionalizar a exposição da sua vida privada na imprensa (em entrevista a Pedro Rolo Duarte na Sic Mulher). A dado passo a actriz disse que perguntando aos editores do porquê de tal interesse na sua vida privada lhe respondem: “Você vendeâ€?.

Quem paga a democracia? O nosso colega João Gomes escreveu num comentário ser contra o financiamento dos partidos pelo Estado, sendo a favor de listas de contribuições, publicas, auditáveis e com limites. E justificou esta opinião por considerar que os partidos devem trabalhar no sentido da maior politização de todos os cidadãos devendo conseguir envolvê-los ao ponto de contribuírem para suportar as suas causas. E continuou afirmando:

“ Tal não tem acontecido, porque os partidos não gostem de sociedades politizadas. Depois de uma revolução, a táctica é tipicamente “fechar” o círculo que o acesso ao poder vai começar!! Como é evidente a descolagem da sociedade começa aí: Porque nada tem sido transparente (para não falar no caso obscuro de eleição nos PCP´s deste mundo; E não esquecendo que os restantes não são substancialmente diferentes!).
Relativamente ao financiamento do Estado: Já chega! Os partidos ou têm sustentação ou não têm. E todos a têm de ter de forma pública. Dirão vocês… Mas se assim fosse os partidos ficavam imediatamente descapitalizados… pois é. Ninguém gosta de descobrir as misérias da economia familiar, mas com isso talvez lhe passasse alguma da arrogância! Resumindo numa série de equivalências:
Não Dinheiro=> Não ostentação do que se não tem= Mais humildade e pés na terra!

Tendo dito isto o Nuno Peralta simpatizou com esta sugestão afirmando:
O financiamento deve ser privado, mas de forma regulamentada, obrigando à sua publicação (na prática, como se os partidos fossem empresas cotadas em bolsa, com contas auditadas periodicamente por entidades independentes).
O facto de o financiamento ser privado obrigaria os partidos a estarem mais abertos à sociedade civil, a “falarem” para a sociedade, de forma a cativarem os eleitores.
Não duvido que isto implicaria de alguma forma distorções na capacidade financeira dos partidos, mas tornava o modelo mais credível.
Não acredito que uma das funções do Estado seja sustentar partidos, pelo menos enquanto for viável à sociedade manter um mínimo de duas alternativas de poder.

Considerando estas opiniões, que não são novas e duvido que sejam marginais, tenho de discordar delas.
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Pensar dá trabalho

Uma primeira parte de um texto pejado de banalidades como estas:

O sentimento de proliferarem agendas escondidas motivadas pelo dinheiro que se encaminha para os cofres partidários levando a contrapartidas em benefício dos doadores e em prejuízo da gestão mais eficiente dos fundos públicos ao dispor do poder executivo em alternância são dados tomados como adquiridos pelos intervenientes no debate.
(…)
Assistindo à sucessiva corrida ao “armamento mediáticoâ€? (e a todo o tipo de tricks or treats) suportada por montantes cada vez mais astronómicos que vemos a cada nova campanha presidencial nos Estados Unidos estranho aquele tipo de construção democrática. E percebo que ele pode ser potenciado pela forma como regulamos e respeitamos (ou não) o sistema de financiamento partidário. Ou seja, o tipo de política e a forma de viver a política não está dissociada da forma como se encontra financiamento para os partidos. Mas já estou a entrar na minha opinião. No próximo texto tentarei expor duas opiniões aqui deixadas pelo João Gomes e pelo Nuno Peralta com as quais divirjo.

Está disponível na Alternativa.
A segunda parte está no forno.