Con-sumo

O Bruno recorda os Olmecs e Les Mystérieuses Cités d’Or.

Eu passo pela prateleira e vejo os temíveis Cylons preparando mais um ataque intergaláctico. Brincar à Galáctica com um escasso número de legos devidamente transformados foi o meu entretenimento caseiro favorito durante anos. Eu e mais uns amigos fazíamos autênticas recriações épicas onde a sala de jantar passava pelo espaço profundo, a porta da cozinha era zona de turbulência cósmica e o quarto era o palco para todos os desfechos finais.

Ainda há poucos dias os recordava – aos heróis da Galáctica – a propósito de uma estranha refeição que os país ofereciam (oferecem??) aos filhos em tenra idade.
A Galática para mim está intimamente relacionada com sopa de mioleira de borrego, o que é que querem!

O DVD: Eis mais um filão de ouro nascido de uma inovação tecnológica! And yet…

6 thoughts on “Con-sumo

  1. Jazzy

    Brincadeira identica tinha eu. E as tardes de brincadeira passavam num ápice.
    Agora é Action-men, e tudo o mais que nem lembra ao diabo: vale tudo para extorquir dinheiro aos pais.

  2. Sérgio

    Uma garagem que havia na minha escola primária era o deck de lançamento das naves e o pátio o grande espaço intergaláctico…
    Eh, eh, eh, isto é o que se pode chamar de uma geração!
    E não me lembro de haver qualquer tipo de merchandising sobre a Galáctica, estava tudo na nossa cabeça.
    A propósito, em Dezembro de 2003, estreou nos EUA a série Battlestar Galactica 2003.
    Site: http://www.galactica2003.net

  3. Nelson Santos

    Rui, olha que as brincadeiras com a Galactica foram a 1ª vez que tive contacto com o racismo, puro e simples. Éramos 3 amigos na rua, e queriamos todos ser o Apollo ou o Starbuck…e ninguém queria ser o amigo negro deles…e éramos crianças 🙁

  4. Rui MCB

    Esse é um exemplo danado.
    Nós resolviamos a coisa não nos agarrando às personagens concretas, mas antes à causa.

    Hum…o psicanalista que há em mim diz-me que isto é capaz de explicar muita coisa 😉

  5. Nelson Santos

    Penso que sim, mas não deixa de ser uma recordação que me ficou marcada na memória. Eu, que nunca me considerei racista, tenho esse episódio de juventude como exemplo do preconceito que quase “nasce” com cada pessoa.

Comments are closed.