Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for July, 2004


Fobia

Porque ter uma fobia não é gostar de uma qualquer coisa – antes pelo contrário – segue entrada de dicionário e que sirva a quem aprouver:

-fobia: pospositivo, do grego phobos,ou “acção de horrorizar, amedrontar, dar medo” + suf. formador de substantivos abstractos -IA (vê-lo), como pospositivo de compostos de várias épocas da língua, frequentemente em antonomia com compostos em -FILIA “amizade” (ver); acarofobia, acrofobia, aerofobia, agorafobia, algofobia, aliadofobia, [etcetera], xenofobia, zoofobia.

In Houaiss da Língua Portuguesa

(Foi editado mais um post na GLQL)

As palavras dos outros

Candidaturas na Net
As candidaturas à liderança do PS começam a chegar à net.

O site de João Soares já vem de longe.
O site de Manuel Alegre já está disponível, contendo integralmente o discurso de apresentação da candidatura.
O site de José Sócrates encontra-se ainda em construção.

Diferenças já se encontram nos endereços:
João Soares é .net
Manuel Alegre é .org
José Socrates é .com”

in Descrédito

Notícias de última hora!

Níveis de dioxinas e furanos na atmosfera disparam em todo o país, aos sábados de manhã, entre Maio e Setembro.

Vai uma sardinha assada?

O discurso de aceitação de John Kerry – O Iraque e um pouco do resto

Post publicado na GLQL.

O reflexo da idade

Ontem o Irreflexões fez um ano.
Conhecem?
Vale a pena ir reflectindo com ele.
Parabéns.

Mas porque é que as pessoas são tão complicadas? – Mafalda faz 50 anos

Mafalda faz 50 anos A Giesta lembra-nos que a Mafaldinha faz hoje 50 anos.
Por vezes sinto falta de não ter lá por casa uma Toda a Mafalda. É uma obra de referência como o é o dicionário Houaiss ou as series Yes, Minister/Prime Minister… noutros registos, naturalmente.

Num tempo em que ainda não havia testes do género: “Que personagem da Mafalda é você?” uma amiga catalogou-me prontamente. Este que aqui lêem é a Felicidade! Não pelo tamanho, nem pelo sexo, mas pela complexidade latente em gostar de coisas “simples”.
E pronto, se ainda não tinham percebido isto, estou aqui a avisar.

Mas porque é que as pessoas são tão complicadas?

Ar Condicionado na AR

“(…) Entretanto, sob a orientação de António Rego e com a colaboração do Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI) está a ser estudada “a adaptação da energia solar à alimentação do sistema de ar condicionado destas dimensões”, avança Isabel Corte-Real. Esta experiência, que foi autorizada pelo Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR), poderá levar à Assembleia uma estreia de um sistema avançado que será “um projecto pioneiro em toda a Europa num espaço das dimensões da Assembleia da República portuguesa”. São José Almeida”
in Público

Interessante, especialmente o último parágrafo. Só é pena não haver mais exemplos destes por parte do restante Estado…
Sérgio

Floresta – Um bocadinho de descrença e uma ideia para amanhã II/II

II
Há anos que a situação de desequilíbrio negocial se mantem em Penamacor-Benquerença e não surge ninguém, nenhuma mão invisível feita empresário que se aperceba do lucro a partilhar que existe pelas terras raianas – fica a dica para algum interessado!

Os produtores florestais envelhecem, os herdeiros raramente se interessam e a exploração das serras quando é feita resume-se à actividade melhor organizada e fornecedora das melhores rentabilidades no mais curto espaço de tempo.
Premissas como a sustentabilidade do ecossistema, do próprio negócio a médio prazo e o desenvolvimento de uma política de fixação de população – repovoamento do interior – não são interiorizadas no modelo económico vigente. Algo que é cada vez menos um modelo para se resumir a uma monocultura controlada à distância.
A cultura definha, a memória desaparece, o país descaracteriza-se.

O problema é complexo mas não irreversível.
Permitir cegamente a exploração que se vai fazendo do interior-centro do país sem ordenar o território (e implementar esse ordenamento) e sem integrar a pouca massa crítica humana que ainda subsiste em algumas zonas é reforçar uma oportunidade de negócio para muito poucos que, tal como o eucalipto, vai contribuindo para secar tudo em sua volta seguindo a prazo para outras paragens fruto da habitual terra queimada.

Tudo seria mais simples se houvesse por aquelas terras outra gente, sem medo do trabalho e sem almejar a todo o custo o lucro fácil, o fruto do subsídio. Há poucos, muito poucos empreendedores dignos desse nome na parte nascente da cova da beira tendo profilerado durante os últimos 15 anos bons “aproveitadores” de subsídios. As histórias de abusos de fundos públicos multiplicaram-se e são conhecidos por toda a região.
Mas o maior de todos que por lá vamos vendo é talvez o mais antigo projecto de investimento público (irregadio + emparcelamento) que permanece por concluir à décadas.

Tudo seria mais simples de houvesse lá e cá mais gente que podesse dizer que amava a sua terra. Talvez em Castro Daire haja ainda um pouco mais de amor pela serra. Viver no meio dela dá certamente uma ajuda.
A investigação de campo em busca de mais e melhor informação segue dentro de alguns dias.

Ei-lo!

Link para o WebsiteAqui há atrasado falei nisto: quem seria o primeiro dos candidatos a montar blogue e este é o primeiro de que tenho conhecimento: o Blogue de Campanha de Manuel Alegre e o website.
Para mais detalhes é passar pelo Tugir onde também se faz campanha.

Floresta – Um bocadinho de descrença e uma ideia para amanhã I

I

Há muito pouco tempo aprecei o metro quadrado na Serra de Santa Marta – freguesia de Benquerença concelho de Penamacor.
A melhor – e única oferta que tive – numa serra que está neste momento em plena produção de pinheiros e eucaliptos foi de 6 cêntimos.
Quem compra? O único madeireiro do norte do concelho que encontrei e que me foi referenciado na aldeia. O mesmo que é o entreposto habitual da grande celulose, a maior proprietária/exploradora florestal do concelho.

Com estes preços e havendo oferta – herdeiros citadinos como eu, talvez – parece difícil não estarmos perante um negócio rentável. Teoricamente com poucos milhares de Euros compra-se um serra. Com um investimento a médio prazo e uma política de plantio faseada – que julgo estar a ser implementada – é fácil manter um negócio estável.

Outro preço que tentei apurar foi o preço de compra/venda das árvores. O interlocutor é o mesmo conterrâneo que no natural interesse do seu negócio tenta comprar pinheiros e eucaliptos ao melhor preço. Descobri que as árvores são vendidas a olho, por parcela.
Subo uns quilómetros até Castro Daire e o negócio – as mesmas árvores com porte idêntico – é determinado ao toro antes do abate. Cada árvore, depedendo do diâmetro e prumo, é apreçada diferenciadamente. Chega-se a vender um único pinheiro atingindo 25, 30 euros ou mesmo um pouco mais tratando-se de árvores exemplares. Há mais compradores e mais produtores activos em Castro Daire.
Escusado será dizer que é muito mais vantajoso fabricar madeira em Castro Daire do que em Penamacor da óptica do produtor. Mas em ambos os casos é muito raro ver-se a união de pequenos produtores em associações que lhes permitam incorporar uma maior parte da riqueza criada.
Nalguns casos bastaria o poder de comprar uma grua e o transporte adequado para a madeira… Curiosamente vejo uma serra menos vigiada e cuidada em algumas zonas do concelho de castro daire do que em Penamacor…

Em ambos os casos que conheço (ainda insuficentemente, é certo), há pouca esperança de sucesso duradouro para o modelo de exploração implementado, ainda que em Castro Daire a situação me parece mais sustentável, até pela melhor resistência à perda populacional. Não há dimensão crítica e não há sequer interlocutores privilegiados para se garantir a eficácia de uma eventual intervenção indicativa do Estado.

Acredito que qualquer reforma da tributação dos prédios rústicos ou agravará as desvantagens da monocultura do eucalipto e do pinheiro bravo ou obrigará o Estado a tomar nas mãos a propriedade de uma maior parcela da area “florestal” do país.
Muitos proprietários simplesmente se recusarão a pagar as tributações que se venham a fixar.

Nada disto terá de ser necessariamente mau, mas convém que haja a percepção por parte do legislador para a especificidade dos efeitos das suas medidas em algumas regiões do país.

(continua)