O dia dê
Por aqui (e para mim) tem sido a 2:, antes dos noticiários, a trazer-nos a memória do dia D (e da II Guerra Mundial) cujos 60 anos se comemoram em breve.
Lá por fora os últimos testemunhos vivos vão chegando às manchetes. Uma memória muito oportuna quando enchemos a boca para falar da “nossa” ideia de Europa. Assistindo aos documentários assaltou-me um sentimento de proximidade quase assustador. Algo inverso ao que experimentei na maioria (houve excepções!) dos filmes, séries e livros que foram povoando a minha atenção juvenil.


Junho 4th, 2004 at 11:1
O site da BBC sobre este assunto está muito bom; contém uma série de testemunhos de homens que viveram aquele dia em combate. Alguns lamentam-se de ainda não termos paz no mundo e recordam os camaradas caídos em combate.
A mais impressionante cerimónia do dia D que me recordo teve a presença do Bill Clinton e do Helmut Kohl. O Clinton, no seu discurso, recordou o testemunho de uma família alemã que perdeu um filho de 19 anos nessa batalha; e frisou que não queria que houvesse mais famílias com esse sofrimento. O Kohl não conteve as lágrimas; o Clinton estava a referir-se à família dele a ao irmão mais velho dele.