Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for June, 2004


Foi você que pediu uma declaração Política? (act.)

Ao Luís e ao Vale do Soure que comentaram três posts abaixo.

Não há ninguém no PS interessado em fazer o aggiornamento face à última experiência governativa ou todos acham que foi excelente?
Convenceram alguém de o ter feito no congresso de 2002 ou o objectivo era exclusivamente do foro da “vida interna do partidoâ€?? Entretanto, já foi feito?
Não, não foi feito. Levou-se a alma com a menor derrota eleitoral de sempre e legitimou-se o status quo interno com o esmagador cartão amarelo ao governo.
Eu fui dos que votou no PS com esperança que agora iríamos conseguir mais serenamente acabar os trabalhos de casa e não é esta crise que deverá desculpar o PS de os fazer caso se vá “jáâ€? a votos.
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Tu és?

Via BdE II segue sugestão: Eu Sou Jornalista. Um apontador útil e que até linka o Adufe :-))
E já agora na mesma “comunidade” de sites a ver também o Eu Sou Economista.

Tudo à borlix! E a pedir ajuda.
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Mais um bailinho "democrático"?

Dessa ilha que tem sido a referência para Dias Loureiro e para o nosso futuro ex-primeiro-ministro chegam ma(i)s notícias oferecidas pelo pasquim dos cubanos da capital:

“(…)A maioria PSD rejeitou ontem no parlamento madeirense dois votos de protesto contra a suspensão da directora do infantário “O Ilhéu”, em Câmara de Lobos, decidida pelo governo regional. A responsável foi suspensa na quinta-feira passada por, na presença de jornalistas que cobriam a visita do secretário do Ambiente, procurar sensibilizar o governante para a falta de condições de segurança física e de higiene das crianças que frequentam o infantário, invadido por ratos em fuga das demolições em curso naquele bairro. (…)
“Indignado com a suspensão”, o sindicato sustenta que numa democracia “ninguém deve ser punido por exprimir a sua opinião” e que a suspensão é uma atitude intimidatória que “infelizmente tende a generalizar-se”.

In Público

Onde se quer chegar? (act.)

Onde se quer chegar?
Caro Luis (do Tugir),
Não consigo esquecer-me do sublinhado abstruso que Ferro Rodrigues fez na declaração de vitória nas Europeias, algo do género: vou ser candidato a Secretário-geral do Partido Socialista.
Dias depois, talvez percebendo a asneira pois nem os resultados eleitorais nas europeias haviam calado a oposição interna e a insatisfação com a sua liderança, veio dizer-nos que a sua sucessão não era assunto que devesse estar em cima da mesa, neste momento. Mas se foi ele que o trouxe à baila…

Ninguém me convence que a questão da liderança interna do partido socialista está resolvida e atendendo a esta novela protagonizada por Ferro Rodrigues é ele próprio a transmiti-lo ao país e não algum maquiavélico comentador político de aquém ou além blogoesfera. Novela aliás que fez saltar um expectável João Soares e um surpreendente José Lamego para a corrida.
Surge a crise, a união faz a força, “afinal somos do mesmo partido, caramba!” e todos se calam numa reacção em tudo similar à união em torno de Santana Lopes por parte do aparelho de PSD. Afinal é uma oportunidade de ouro para o PS recuperar o poder…

Havia toda a utilidade em resolver a questão do congresso o quanto antes, sem dúvida, mas não assim. Que se lixe o país, a legitimidade, o modo de governar como muito bem diz o Irreflexões numa crítica perfeitamente legítima a que o PS de Ferro Rodrigues se põe a jeito. Alguns excertos:

“(…) Num cenário em que o PR convoque eleições antecipadas – o único que permite ouvir todos os portugueses e não apenas uma mão cheia de luminárias chamadas a Belém por estes dias – Ferro Rodrigues vai a votos sem ter visto a sua situação interna no PS clarificada.
(…) Ferro não quer morrer na praia, o que até é compreensível do ponto de vista pessoal. Sacrificou-se pelo partido, aturou a ressaca do Guterrismo, o caso Casa Pia, e agora, que pode vir a voltar ao poder, ser afastado custava-lhe muito.
Mas isso é um ponto de vista pessoal. É assim como Durão decidir que quer ir para Bruxelas porque é bom para ele. E Portugal? (…)”

Tenho uma ténue esperança – muito pouco sustentada no lastro histórico, confesso – que com políticos coerentes, talvez cultores de uma implacável paciência chinesa, colocada ao serviço do debate e não do calculismo, um dia se venha a valorizar o cumprimento empenhado com a defesa saudável da divergência de orientação política dentro de um partido, fazendo-se do alisamento imperativo das divergências, a excepção e não uma regra vulgarizada.
O compromisso pessoal assim exigido para com os ideais adoptados só poderá valorizar a vida política, enriquecendo o partido e oferecendo alternativas claras ao país. Enaltecendo ainda, em jeito de bónus, as evoluções que cada um, ao longo da sua vida, for fazendo, por evidência clara e pública do percurso palmilhado.
Enfim, idiotices de um leigo.

Tanto recalcamento

Não há por aí um psicólogo que explique aquela do José Manuel ex-Durão Barroso?

Foi preciso “ir para a Europa” para percebermos que não gosta de ser Durão, que por cá só o era porque “José Manuel Barroso” era um nome muito frequente! O que vais ser na Europa, Zé Manel? A new man?!

Aqueles jornalista “da Europa” prometem…

Uma "pergunta"…

… ao LNT: porquê é que Ferro Rodrigues resolveu convocar um congresso para Novembro de 2004?

“(…)A aprovação no congresso de 2004 de um programa para a próxima legislatura constituirá um elemento de ruptura com a prática tradicional dos partidos no nosso país. Será um processo que, sob a direcção do Secretário-Geral, deve ser conduzido em todas as suas fases, desde já, tendo presente o objectivo central e pressupondo que, salvo qualquer alteração da vontade dos socialistas, deve ter continuidade do seu protagonista principal e candidato natural a primeiro-ministro.(…)”
Eduardo Ferro Rodrigues – Moção Fazer Bem pelo Futuro XIII Congresso do Partido Socialista 2002

Com este pequeno detalhe vou encerrar a minha “militância”. O que vemos cá fora é que, exceptuando José Lamego, ninguém quer discutir política no PS. Todos atribuem a vitória nas Europeias a Ferro Rodrigues e à sua gestão no partido. Perante esta crise (ou talvez mesmo sem ela!) todos confirmam a sua intenção já afirmada em 2002 de ir a votos nas legislativas na qualidade de candidato a primeiro ministro e suponho que todos lhe dão carta branca dispensando-se de conhecer, aprovar e discutir, em congresso, o programa que o partido apresentará ao país.
Sem interlocutores internos não sou eu que me vou pôr aqui a bater no Adufe…
Mas cá estaremos para apreciar crítica e construtivamente o que por aí vem. Espero sinceramente que Ferro Rodrigues tenha golpe de asa para que nos permita com confiança olhar para os erros do passado como lições para o futuro. Até hoje estou longe de me ter convencido disso e é essencialmente esse o meu engulho com este primeiro-ministro em potência.
Venham as eleições neste pobre país. E que tudo corra pelo menor dos males que cá nos havemos desenrascar, como de costume.

O regresso do filho pródigo

António, volta!

Borges ou Vitorino?

A friend from Italy just said…

” I was reading about Portugal. I am sorry for Vitorino. In this respect he should focus more in the Portoguese politics and lead the victory of the left to the next election, shouldn’t him?”

Wishful thinking, snif…

É triste, muito triste

Já estou como “outro“: “pobre país o nosso” caso o que o Paulo afirmou seja verdade (que o PS não antecipará o seu congresso caso haja eleições antecipadas).
José Socrates parece ser definitivamente uma carta fora do baralho (que se enterre de vez no seu calculismo e na defesa dos supremos interesses do partido).

Ninguém mais se chegará à frente?

Continuaremos sempre com o sabor amargo das segundas escolhas ou das escolhas de recurso. Aqui como na Europa. Se assim for é o que merecemos. Depois não nos espantemos com surpresas de difícil digestão como a de Barroso que desta vez calhou ao eleitorado de direita.

Adenda: Declarações de Ferro Rodrigues citada no Expresso on-line:
«Na eventualidade de haver eleições legislativas antecipadas, realizar-se-ão em finais de Setembro ou início de Outubro. Essas circunstâncias só reforçam que o PS não altere os seus calendários internos», apontou o secretário-geral socialista.

Sabedoria popular

Ouvido o futuro (e declarado) ex-Primeiro Ministro:

“E prontos, maneiras qu’é assim!”

Como de costume lá fez a sua cena de terminar o discurso com o oposto do seu início: no respeito pelo papel do Presidente da República. Nada de novo.
Desejo muito boa sorte ao futuro presidente da comissão europeia e que se aproxime mais de Delors do que de Santer.

Sampaio amigo, agora é contigo.
Eu voto pela estabilidade, deixa-nos ir votar!