Pela positiva…

E pela positiva destaco o mais recente dossiê Alea dinamizado pelo INE (DRN) e pela sociedade civil.
Uma óptima introdução em cerca de 40 páginas repletas de exemplos e ilustrações intuitivas sobre “O Inquérito Estatístico – uma introdução à elaboração de questionários, amostragem, organização e apresentação dos resultados“.
Para o menino e para a menina e não só… Ignorem os meus adjectivos e apreciem com o vosso espírito crítico que é aquilo que SEMPRE se deve fazer, particularmente quando aumenta o ruído.
Pela minha parte não será tabu (pareço ser o único a não acreditar em bruxas com o meu não anonimato…) mas neste ponto da discussão acho que servirei melhor a dita filiando-me na prática do silêncio público quanto a reestruturações e extinções do INE. Quem quiser saber alguns considerandos meus sobre o INE pode encontra-los com um mínimo e detalhe aqui e para já terá de bastar.

2 thoughts on “Pela positiva…

  1. jcd

    Olha, quem já não percebe nada disto sou eu…

    Aqui há uns meses, comentei um post teu sobre o INE assim:

    “Tenho um amigo que é director no INE, organismo em que trabalha há longos anos.

    Este Verão, contou-me que a descentralização no INE tinha sido um cancro para o instituto. sangria financeira, custos exagerados das delegações regionais, muitas delas sem trabalho que se justificasse.

    Teria sido por causa desse ‘erro estratégico’ que o INE perdeu autonomia financeira, uma vez que os custos dispararam sem os correspondentes proveitos adicionais. Na opinião dele as delegações regionais teriam que encerrar ou diminuir bastante as estruturas.

    É também esta a tua visão do problema?”

    Acabo de falar com o mesmo amigo que me acabou de dizer que o que se passa no INE é lamentável: querem encerrar as delegações regionais.

    Depois de uns minutos em que lhe lembrei do que me tinha contado anteriormente, explicou-me que foi um erro abri-las, mas agora que já existem é um erro encerrá-las.

    Começo a ver um fortíssimo sintoma de função pública: o problema é sempre a mudança…

    Um abraço
    j.

  2. Rui MCB

    É inevitável que tenhas alguma razão mas esse não é, nem de longe, nem de perto, um argumento decisivo.
    O fundamental é investigar o que se fez, como se fez e porque se fez e pedir explicações e esclarecimento à tutela sobre o que se vai fazer, porque se vai fazer e como se vai fazer, aferidno se está garantido pelo caminho o cumprimento da missão do INE. R-e-s-p-o-n-s-a-b-i-l-i-z-a-ç-ã-o e responsabilidade no enquadramento e gestão da casa. A mudança é e acho que deve ser inevitável, resta saber qual e com que propósitos.

    Não me sinto à vontade para adiantar mais detalhes sem com isso comprometar a minha relação disciplinar com o INE. Só o farei se achar que se trata de um problema de consciência que envolva um interesse mais elevado. Não me deve caber a mim denunciar eventuais incoerências concretas sobre a teoria e a prática na condução da casa. Deixo aos políticos, aos jornalistas (que finalmente estão bem acordados para o “INE” – não sei se pelas melhores razões) esse trabalho.
    Um abraço,

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