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Política

O que é humano? (II/III)

II

Chorrilho de banalidades:
1. Sharon e os extremistas israelitas – perdoem-me, mas sinto-me um pouco mais responsável pelo que eles fazem do que pelo que fazem os palestinos – são, como sempre, os maiores aliados das suas contra-partes extremistas árabes.
2. Bush e a sua administração permanecem exuberantes lança chamas que continuam a avivar a fornalha do ódio e do terror futuro.
3. Tenho cá para mim que resolver a dependência do petróleo é absolutamente determinante e não estou nada seguro de que estejamos sequer muito preocupados em implementar a tecnologia que o permita. Por outras, reduzir ao mínimo possíveis conflitos de interesse é indispensável e extremamente urgente (já nem falo do ambiente). De certa forma, é preciso melhorar os níveis de salubridade do “modeloâ€? de convivência globalizado.

Nós por cá:
Nós por cá, vamos tentando afastar o rótulo de “carne para canhão mais do que provável dos terroristas” e inquietamo-nos também pela impotência, por um nem sequer tentar contribuir (que não para o erro).
Porque nos apequenamos tanto? Mesmo nós, portugueses? E particularmente os nossos políticos, muitos deles experientes e instruídos (também os há, tenham dó!)
A intervenção diplomática nem sempre se mede em números; por cá e um pouco por toda a Europa apequenamo-nos. Desculpamo-nos com heranças, más consciências do passado e ficamo-nos.
Era tempo de termos quem defendesse até à exaustão, se necessário, uma outra forma de encarar o nosso papel no grande esquema das coisas. Neste percurso, defender o laicismo do Estado é inegociável. E apresentarmo-nos enquanto Estados laicos respeitadores das opções religiosas dos cidadãos é uma vantagem, mas nada disto é novo! Este era o nosso rumo antes do 11 de Setembro e deve continuar a sê-lo.
Qualquer reacção religiosa, mesmo que trazida pela pena do bafio beatista – veja-se a “questão” com a constituição europeia – será um problema desnecessário e sempre um problema.

(continua)