Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for May, 2004


Anjos na América

Cantando Peter Gabriel e Laurie Anderson:

Excellent Birds

flying birds
excellent birds
watch them fly, there they go
falling snow
excellent snow
here it comes. watch it fall

long words
excellent words
I can hear them now

this is the picture, this is the picture
this is the picture, this is the picture

I’m sitting by the window
watching the snow fall
I’m looking out
and I’m moving, turning in time
catching up. moving in
jump up! I can land on my feet. look out!

this is the picture, this is the picture
this is the picture, this is the picture

looking out. watching out
when I see the future I close my eyes
I can see it now

I see pictures of people, rising up
pictures of people, falling down
I see pictures of people
they’re standing on their heads, they’re ready
they’re looking out, look out!
they’re watching out, watch out!
they’re looking out, look out!
they’re watching out, watch out!

I see pictures of people
I see pictures of people

Tira e põe

A semana passada não conseguia abrir os blogues do blogspot que contivessem www no endereço, nesta são os que tento abrir sem www que podem provocar danos “to your computer“.
Someone is going just very slightly mad…

Qual a diferença entre o campo e a cidade?

A diferença é que na festa de seis dias lá da aldeia, no início de Agosto, a função fecha no final da semana com um foguetório imenso, sempre maior que o do ano anterior, promovido com esmero e aguardado com expectativa (ou temor) por todos os habitantes. Raro é o ano em que não há feridos ou incêndio…

Na cidade, a festa dura os mesmo seis dias mas em jeito salta pocinhas, três aqui, três ali, e, em cada novo dia – mania das grandezas! –, se tenta suplantar o dia anterior com o mais extenso e mais barulhento festival de traques mecanizados de que há memória. Quanto a acidentes conta-se com o sempre incerto patrocínio externo pela mão dos senhores do terror.
Uma da manhã, pum! Duas da manhã, pum! Um enfado.

Amor…acho que precisamos de um tempinho para reflectir…

E de criássemos uma semana por ano (podia ser só uma) livre de políticos nacionais na comunicação social?
Assim em jeito de quem pede um tempo para repensar a relação?
Não se adivinharia nenhum cataclismo, pois não?

Ou então um dia útil livre de política por mês? É só uma sugestão.

Ontem (corr.)

O Pedro Mexia fecha o Dicionário do Diabo no momento em que a Cotovia lhe publica pouco mais de 260 página com um conjunto de textos seleccionados dos dois primeiros blogues em que participou.
Just for the record, ontem comprei o dito livro “Fora do Mundo” sem fazer a mínima ideia da aposta na incompatibilidade por parte do editor.
O delete blogue que o Pedro promete remete-me para uma outra questão aqui (na blogoesfera) levantada por Pacheco Pereira. Que memória teremos daqui a uns anos desta curiosa etapa da história da vida privada/pública do quotidiano português dos inícios do século XXI?
Restarão os muito escassos e pouco representativos livros absolutamente (e sabiamente no caso do Pedro) truncados das componentes mais diarísticas ou metabloguísticas? Restarão os arquivos particulares em suportes que alguns bloggers acarinhem como quem guardava cartas de amor e polémica noutros tempos?
Alguém fara um registo conservacionista/bibliográfico ao menos de parte do que aqui se diz e escreve? Nem tudo é lixo e mesmo o lixo terá o seu interesse científico…

Não estou a querer empolar a importância que o meio (ainda?) não tem mas não tenho dúvidas que algo de significativo se perderá para alguns curiosos maduros do futuro que queiram clarificar ideias quanto ao que se fazia por esta era. Seremos nós a futura “Geração dos Bloggers”? E o que era isso mesmo, já agora?

(publicado inicialmente às 14h22m)

O beijo

Quando estendo a face para beijar e ser beijado é a direita que vai à frente.
Tenho cá para mim que há uma espécie de norma nacional. Suponho que seja assim também consigo, caso o caro leitor seja português. Ou talvez não?

Bom, tentativas de castos beijos em faces italianas resultaram em choque cultural. Elas oferecem sempre primeiro a sinistra. Pelo menos é assim com as romanas…

Hoje diz-me a moça (aquela ali do boneco da coluna da direita) que deixou dois jovens italianos nordestinos encavacados ao pespegar-lhes dois beijos na face em jeito de boa viagem. Os frios e a timidez germânico-eslava estão já demasiado perto da fronteira do nordeste de Itália…

Não são engraçados estes determinismos geográfico-antropológicos?

O meu voto (act.)

Friends of the Earth Europe Cá ando eu ainda com dúvidas existênciais quanto a quem escolher para representante no Parlamento Europeu.
Será que votarei no PS apesar de Sousa Franco, apesar de Francisco Assis, apesar de Edite Estrela e apesar da oposição enfezada (e amarelada) de Ferro Rodrigues? E, já agora, apesar do unanimismo entre PSD e PS quando se tenta discutir a Europa que volta a fazer escola – são ambos iguais?
Deviamos saber que não o são. Nem sequer na Europa.

Já que Sousa Franco parece não o saber, a avaliar pelo debate com João de Deus Pinheiro na TSF, que, dizem-me, andou entre a peixeirada e as sucessivas declarações de semelhança política, eu e a Ana ajudamos a esclarecer algumas diferenças com o patrocínio de associações ambientalistas.
Até que nos demonstrem erros nesta outra memória virtual, há um mar de diferença entre deputados de esquerda e de direita no Parlamento Europeu:

«(…)Achei incrível a diferença entre o PS e o PSD, onde todos os deputados do PSD, sem excepção, tiveram uma prestação ambiental deplorável! Ainda dizem que os dois partidos são iguais… Já do CDS nem se fala (neste caso o azul e amarelo quando misturados não dão verde ;)!
O PCP também votou, sempre que presente, “eco-friendly”, mas com algumas faltas de presenças para voto! Alguns dos deputados do PS (apesar de quando presentes votarem sempre a favor do ambiente, excepto o deputado Luís Marinho no tema substâncias químicas perigosas) também registaram algumas faltas… (…)»

In Poeira por aí

A acompanhar…

Afinal parece que as requisições de quadros privados, nos moldes feitos repetidamente por este governo, não é sequer legal. Quem o diz é Vital Moreira.

Lido este seu artigo no Causa Nossa (“Ilegal, inconveniente e insustentável”) aguardam-se reacções. A ser precisa a análise de Vital Moreira – como costuma ser (e muito) em matérias legais – temos pano para mangas.
Para já a maior dúvida é tão simplesmente saber se o Ministério Público se vai mexer. Se nada fez perante os exemplos dos acessores noutros ministérios, que garantias temos que o faça agora com o Director Geral dos Impostos?
Alguém terá argumentos para contraditar Vital Moreira?
Há demasiados eventos por explicar na governação do ministério das finanças que devem ser devidamente fiscalizados pela Assembleia e pela Imprensa, urgentemente.

P.S.: O Editorial de hoje do DN também se apresenta com uma trindade crítica no título: “O Estado, a lei e o jeito”

Atrasado

Chego atrasado para lembrar que também aqui nas avenidas novas os (poucos) jacarandás estão em flor. Quanto às massagens para a selecção é preciso ver que o crítério foi imaginar no massagista uma espécie de psicólogo encapotado cuja função passasse também por massajar a moral e dar ânimo aos jogadores.
As melhoras caro António!

Coordenação

Primeiro – A reestruturação dos serviços de informações pariu um rato, ou melhor, um secretário geral. Depois da ameaça de grandes mudanças com fusões e afins – nesta altura do campeonato – mexe-se na coordenação. Antes assim. Teoricamente faz sentido. Bom trabalho!