Tec tec tec

É estranho este som. Se caísse aqui sabendo-me apenas no interior de uma casa, no escuro da noite, e ouvisse este som – tec tec tec – poderia pensar ter ido parar a uma qualquer barraca de zinco, fustigada por um temporal.

Nesta zona da cidade, a caixa dos estores fica de fora de casa, à janela. Acresce que estas casotas de recolha dos estores são quase todas de lata.
Têm longas conversas entre elas em noites de chuva como a de hoje. Aliás, são bem mais tagarelas com a vizinhança que a maioria dos que habitam as casas que abrigam.

Lá estão elas: tec tec tec.