Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for March, 2004


Disclaimer

Caros leitores,

Vejo-me forçado a afirmar publicamente que não conheço José Saramago de lado nenhum. Até pode ser um bom tipo, escreve uns livros que em regra gosto de ler (apesar de ter deixado há muitos anos a Blimunda a dormir com o Baltazar num palheiro algures em Morelena e nunca mais lá ter voltado, talvez por pudor…) mas não o conheço e, além do mais, não sou candidato a coisa nenhuma que envolva votações. Se estivesse envolvido em tais desafios vocês seriam dos primeiros a saber. Não admitiria um comissário de campanha tão empenhado sem que esta fosse oficializada. Sou aliás, como sabem, assessor de imprensa de um reconhecido candidato presidencial e não encontro compatibilidade na acumulação dos dois intentos. Dito isto, peço ao senhor Saramago para parar com a promoção. De mim não leva nada. Ou como diz o outro, se se meter comigo, leva!

Pensem bem antes de votar mas seguramente não votem em mim!

Rui Branco

(hoje estou virado para as piadolas o que é que querem…)

Diz ela:

“Só jogam bem nos anúncios”

Resta-nos o drama, portugueses.

Mais um agradecimento…

Imagem estilizada de um cravo disponÃvel na página do Instituto Camões
Mais um agradecimento desta vez ao Terras do Nunca pela referência e por eventuais contributos aqui ou em qualquer lugar [25 de Abril (para) sempre] bem como a todos os que já enviaram os seus comentários/textos para o mail sugerido aqui.

Como estudar estatística

O ALEA - Acção Local EstatÃstica Aplicada - constitui-se no âmbito da Educação, da Sociedade da Informação, da Informação EstatÃstica, da Formação para a Cidadania e da Literacia EstatÃstica como um contributo para a elaboração e disponibilização de instrumentos de apoio ao ensino da EstatÃstica para os alunos e professores do Ensino Básico e Secundário, tendo como principal suporte um sÃtio na web.
Melhorar a literacia estatÃstica é, assim, uma condição importante para, por um lado, garantir uma melhor prestação de um serviço de utilidade pública e, por outro lado, fomentar ambientes e experiências de aprendizagem diversificados recorrendo às novas tecnologias de informação.
Intervenientes
O ALEA nasceu de um projecto conjunto da Escola Secundária Tomaz Pelayo e do Instituto Nacional de EstatÃstica, tendo evoluÃdo para uma realidade em que a Direcção Regional de Educação do Norte incorporou o núcleo das entidades que o dinamizam.Querem divertir-se um bocadinho com a estatística?

Passem por aqui. O Alea trata-se de um projecto co-dinamizado pelo INE, para miúdos e graúdos, com noções importantes sobre estatística. Tudo feito de uma forma estimulante e nada enfadonha. Até por lá há uns jogos viciantes 😉

Quantos portugueses percebem o que se pode inferir desta notícia?

Se forem poucos estamos perante uma evidência: “Da sua credibilidade: Como destruir a estatística, a economia e o jornalismo em três tempos”

Eis a notícia da TSF:

“Estudo estatístico dá vitória à França
Um aluno finalista da Faculdade de Economia do Porto realizou um trabalho a partir de algumas variáveis e dá a França como a selecção com maior probabilidades de ganhar o Euro 2004. (15:38 31 de Março 04)

Ricardo Magalhães utilizou variáveis que vão desde as apostas em Inglaterra à análise dos resultados mais recentes e realizou mais de duas mil simulações.
A conclusão a que chegou é que a França é a selecção que tem mais hipóteses de ganhar o Europeu de Futebol.
Em segundo lugar surge a Inglaterra com 13.5 por cento de hipóteses e Portugal partilha o terceiro lugar com igual probabilidades da Espanha.
Ricardo Magalhães adianta que este seu trabalho tem um grau de confiança de 95 por cento.”

Ena pá! Um grau de confiança de 95%! Mas isso e mesmo muito alto. É quase certinho que ganha a França e que nós perdemos, pela terceira vez, a meia-final de um europeu com os tipos! Um grau de confiança de 95%… Coitados de nós. Um grau de confiança… O jornalista que escreveu isto deve ter ficado banzado quando lho disseram a ele. Já deve andar na rua a vender os bilhetes que tinha comprado.

Mas que raio será um grau de confiança de 95%? Se eu disser que a Inglaterra tem 13,5% de hipóteses de ganhar… com 95% de confiança, tudo fica mais estranho… Não acham?

Ssssssssssss

Stress, stress, stress! Perdão: estresse, estresse, estresse!

Securitários out there

Ponho uma música a tocar no leitor de CD’s do computador e logo todo expedito o programinha de leitura de música vai à net, a algum servidor semi-misterioso, procurar informação, indicar-me o alinhamento e o género musical. Diz-me que ouço post-punk… Ter o computador ligado à Internet é quase como ter uma porta USB na testa com ligação directa às sinapses. Quase, para poder deixar cair o “quase” teria de ter um blogue…

Façamos de conta que somos um dos três porquinhos e que o lobo mau se chama big brother. Tudo em nome do conforto e agora da nossa segurança.

Como é difícil fazer uma análise custo benefício nestas matérias…

(…) And you may ask yourself
What is that beautiful house?
And you may ask yourself
Where does that highway go?
And you may ask yourself
Am I right?…Am I wrong?
And you may tell yourself
MY GOD!…WHAT HAVE I DONE?

Letting the days go by(…)
excerto de Once in a Lifetime, Talking Heads.

Primeiros contributos

Imagem estilizada de um cravo disponÃvel na página do Instituto Camões

A propósito do desafio que aqui deixei ontem e que se manterá em recolha de reflexões até muito próximo do dia 25 de Abril, agradeço as referências (descobertas via espião da blogoesfera) do Miguel (Viva Espanha) e do Paulo Gorjão (Bloguítica). O Miguel contribui mesmo com a sua proposta de ponto prévio à discussão. A ler na íntegra aqui.

Alguns excertos:
O Adufe incita a uma reflexão sobre o pós 25 de Abril. O convite explicita que não se concentrem as atenções sobre a data concreta do 25 de Abril de 1974 e que se aborde sobretudo as suas consequências. A ideia é óptima, mas não vejo como é que se pode separar uma coisa da outra.
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Verde Esperança

Há tanto, mas tanto para fazer melhor nesta terra… Não penso em balanços colectivos por agora… Olho simplesmente para o meu trabalho, para algo que porventura muitíssimo poucos valorizarão se for bem feito e uns quanto mais, não muitos, repudiarão se for mal feito. Há de facto muitas pequenas coisas a melhorar. É em dias descontraídos a falar com os outros, porventura com um outro lá de fora, do resto do mundo, que podemos mais facilmente abrir os olhos. Secretamente ou não, vou registando a dimensão do fosso entre os que estão à nossa frente e os que vêm lá atrás.
De quem estamos mais perto? Depende do brilho das luzes, da intensidade do sol, do poder das miragens. Não há tempo nem paciência para lamentos, não é sequer preciso esperar que uns quaisquer “elesâ€? nos mobilizem. Tratemos do nosso quintalzinho a bem de um mínimo de salubridade e depois… E depois, feito isto, levemos então imaginariamente a nossa família e/ou os nossos amigos a passear, fazendo turismo pela vizinhança, procurando sempre o espanto de nos espantarmos com esta existência. Sem medo da indignação e sem medo de sermos felizes.

When I'm 64

309 milhões de euros para remodelar e re-equipar aviões cujo chassis data de 1968 (trinta e seis anos ao serviço)… Será que já alguém no Ministério da Defesa ouviu falar de fadiga metálica, obsolescência aerodinâmica, evolução tecnológica? Paulo Portas continua o seu caminho… Um aplauso para estas palavras de Ana Gomes (que levam este tema bem mais longe do que eu nestas escassas linhas).

Em tempo de vacas magras, de moralização da despesa pública, de desemprego crescente e crescentes despesas sociais do Estado, o governo do País compra auto-rádios de grande potência para instalar em carros que já não conseguem pôr o isqueiro a trabalhar eficientemente e em segurança. Racionalidade económica? Investimento na Defesa? Porque não terá o nosso ministro recuperado os submarinos? Não eram muito mais velhos e com a protecção de nossa senhora tudo correria bem! Ou será que se está a fiar agora nos pára-quedas?
Virgem Santíssima!
Livrai-nos Senhor deste mal!

Pergunta o P3-Orion ao Portas:

Will you still need me, will you still feed me When I’m sixty-four?

Ou será que é o Portas a perguntar aos seus amigos da indústria de Defesa americana? Em qualquer dos casos, não é enternecedor?