O Ciclo do Carbono

No edição de Fevereiro desta excelente revista (National Geographic) surge um artigo que recomendo particularmente por julgar muito instrutivo para leigos (como este que vos escreve).
Gostei muito de acompanhar a tentativa de resolução d’“O caso da fuga do Carbonoâ€?.
No artigo descreve-se sucintamente qual o estado do conhecimento humano quanto ao funcionamento do ciclo do carbono. Uma área cuja melhoria das nossas competências se poderá revelar fulcral para evitar (ainda mais) catástrofes ambientais.

O mistério da pergunta assenta na incapacidade em se explicar o destino de cerca de metade do carbono libertado anualmente para a atmosfera. Aparentemente, considerando os hábitos civilizacionais correntes, a concentração de carbono na atmosfera tem crescido mas a um ritmo bem abaixo do esperado. Esta boa notícia pode contudo ser compatível com um cenário futuro dantesco.

A explicação para o desaparecimento do carbono da atmosfera resultará de uma reacção da própria natureza como consequência da maior concentração deste elemento no ar e do próprio aquecimento global. Este factos estão a estimular um empenhamento adicional dos sumidouros de carbono naturais habituais.

No entanto, a manter-se o cenário actual de emissões crescentes de carbono para a atmosfera (através da extracção de combustíveis fósseis que funcionaram como deposito inerte durante largos milhões de anos) a resposta esforçada da natureza em retirar o carbono do ar terá os dias contados fruto de uma espécie de sobre-aquecimento produtivo da flora e fauna terrestre.

Mais que não seja ainda no âmbito da tomada de consciência das consequências bem directas que nos esperam, resultantes do somatório de tantas decisões individuais que tomamos (por exemplo, usar cinquenta automóveis particulares para transportar cinquenta pessoas em vez de um colectivo que com muito menos combustível transporta as mesmas cinquenta) convém conhecer o ciclo do carbono.

3 thoughts on “O Ciclo do Carbono

  1. antónio colaço

    http://www.nationalgeographic.pt/revista/0204/pics/feature5_main.jpg
    Da fuga do carbono ao carbono que Vª Exª consumiu sem referenciar a fonte!
    O quê?!Diz-me que basta clicar no carbono e a fuga, a sua fuga à menção da fonte, fica resolvida?!Era o que faltava!
    Queira comparecer nos nossos serviços – Carvoaria Nacional- para pagar os 49E caso contrário o seu blogue poderá ficar …. carbonizado e sem hipóteses de …. fuga (credo!Santo Deus!)
    PS
    Isto é para animar a malta e contrariar, assim, a fuga “abrupta” de alguns!!!
    (Acho que não teve piada mas… apeteceu!!!)

  2. Luís Bonifácio

    Em Portugal, entre 60-70% dos problemas de poluíção atmosférica são oriundos da circulação automóvel. Apenas cerca 15% da poluíção atmosférica é oriunda das fontes industriais.
    A diminuição da circulação automóvel, é por isso que qualquer esforço de redução neste sentido provocará sempre um impacto significativo.

    Neste momento essa redução terá que ser feita por diminuição do tráfego automóvel, pois a tecnologia associada ao motor de combustã está a atingir o limite mínimo de poluição (gasolinas sem chumbo, multiválvulas, injecção electrónica, etc). As outras alternativas ainda são limitadas (electricidade) ou estão em banco de ensaios (hidrogénio).

    Neste momento, Lisboa não tem os problemas de poluição de Atenas devido apenas a um acaso da natureza – a brisa constante, que sopra sempre no sentido Norte-sul e que dispersa a poluição.

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