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	<title>Comentários em: Pobreza: Respondendo na diagonal&#8230; (Acrescentado)</title>
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	<description>As armas do meu Adufe não têm signo nem fronteira</description>
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		<title>Por: Anónimo</title>
		<link>http://adufe.net/2003/12/pobreza-respondendo-na-diagonal-acrescentado/comment-page-1/#comment-1005</link>
		<dc:creator>Anónimo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 May 2004 15:02:28 +0000</pubDate>
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		<description>evita a pobreza
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		<title>Por: Anónimo</title>
		<link>http://adufe.net/2003/12/pobreza-respondendo-na-diagonal-acrescentado/comment-page-1/#comment-1004</link>
		<dc:creator>Anónimo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 May 2004 15:02:16 +0000</pubDate>
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		<description>evita a pobreza</description>
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		<title>Por: Rui MCB</title>
		<link>http://adufe.net/2003/12/pobreza-respondendo-na-diagonal-acrescentado/comment-page-1/#comment-1003</link>
		<dc:creator>Rui MCB</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2003 14:00:49 +0000</pubDate>
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		<description>Nuno o problema é bem mais complexo: faz sentido definires a mesma linha de pobreza (por exemplo o mesmo valor para adquirires o minimo de bens que nos pode por fora da pobreza - que também terás de definir! - ) para uma pessoa que more em Bragança e para outra que more em Lisboa? Com condições climatéricas, niveis de preços, oferta de bens diferentes? Agora pensa à escala global?
Os 60% da mediana do rendimento de um país não são perfeitos e como disse devem ser complementados com outro indicador mas não são &quot;só&quot; uma medida de desigualdade social. Se &quot;colásses&quot; o limiar de pobreza ao salário mínimo ou a um cabaz mínimo de bens só ficarias  um pouco melhor se não deitasses fora a tal medida de pobreza relativa, se as comparásses, mas ainda assim terás um critério arbitrário na definição dessas mesma fasquias. Se combinares a tal &quot;medida de desigualdade&quot; com um indicador de privação que apura se tens ou não tens determinado tipo de produtos ou o acesso a certas valências, ajustas um pouco mais o carácter relativo e absoluto da tua análise e já podes pôr em maior perspectiva os indicadores. 

Termino sublinhado de que atendendo ao que já tive oportunidade de estudar, no caso português, não tenho grandes dúvidas de que o limiar de pobreza dos 60% da mediana do rendimento global é uma medida que aproxima razoavelemente o problema da pobreza em dimensão. O valor concreto da fasquia é tão baixo que não é espectável que os 20% nos induzam em grande erro mesmo se considerássemos outras medidas. Naturalmente o mesmo não sucede no Luxemburgo ou em Angola, duas situações onde a análise feita exclusivamente por este indicador seriam claramente mais pobres.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nuno o problema é bem mais complexo: faz sentido definires a mesma linha de pobreza (por exemplo o mesmo valor para adquirires o minimo de bens que nos pode por fora da pobreza &#8211; que também terás de definir! &#8211; ) para uma pessoa que more em Bragança e para outra que more em Lisboa? Com condições climatéricas, niveis de preços, oferta de bens diferentes? Agora pensa à escala global?<br />
Os 60% da mediana do rendimento de um país não são perfeitos e como disse devem ser complementados com outro indicador mas não são &#8220;só&#8221; uma medida de desigualdade social. Se &#8220;colásses&#8221; o limiar de pobreza ao salário mínimo ou a um cabaz mínimo de bens só ficarias  um pouco melhor se não deitasses fora a tal medida de pobreza relativa, se as comparásses, mas ainda assim terás um critério arbitrário na definição dessas mesma fasquias. Se combinares a tal &#8220;medida de desigualdade&#8221; com um indicador de privação que apura se tens ou não tens determinado tipo de produtos ou o acesso a certas valências, ajustas um pouco mais o carácter relativo e absoluto da tua análise e já podes pôr em maior perspectiva os indicadores. </p>
<p>Termino sublinhado de que atendendo ao que já tive oportunidade de estudar, no caso português, não tenho grandes dúvidas de que o limiar de pobreza dos 60% da mediana do rendimento global é uma medida que aproxima razoavelemente o problema da pobreza em dimensão. O valor concreto da fasquia é tão baixo que não é espectável que os 20% nos induzam em grande erro mesmo se considerássemos outras medidas. Naturalmente o mesmo não sucede no Luxemburgo ou em Angola, duas situações onde a análise feita exclusivamente por este indicador seriam claramente mais pobres.</p>
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		<title>Por: NunoP</title>
		<link>http://adufe.net/2003/12/pobreza-respondendo-na-diagonal-acrescentado/comment-page-1/#comment-1002</link>
		<dc:creator>NunoP</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2003 12:46:29 +0000</pubDate>
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		<description>Concordo em grande parte contigo Rui, mas não posso deixar de dar alguma razão à ironia do Jaquinzinhos, pois o facto é que para falar de pobreza não podemos estar a usar um índice de desigualdade social.
Ou seja, lá porque o gajo mais rico da Suécia ganha 20 vezes mais que o mais pobre, não significa obrigatoriamente que esse pobre esteja abaixo do limiar da pobreza, da mesma forma que pelo facto de Cuba ser um regime igualitário e os salários serem muito semelhantes entre ricos e pobres (Governo e sua trupe à parte) faz com que deixem de estar muitos deles abaixo do limiar de pobreza.
Para podermos ser sérios na análise, temos é que definir quais são as condições mínimas que um cidadão tem que ter (um valor, ajustado à paridade de poder de compra) abaixo do qual se considera pobre alguém. Mas esse critério deve ser universal, não se pode limitar às fronteiras de um país, ainda mais nos tempos que correm.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo em grande parte contigo Rui, mas não posso deixar de dar alguma razão à ironia do Jaquinzinhos, pois o facto é que para falar de pobreza não podemos estar a usar um índice de desigualdade social.<br />
Ou seja, lá porque o gajo mais rico da Suécia ganha 20 vezes mais que o mais pobre, não significa obrigatoriamente que esse pobre esteja abaixo do limiar da pobreza, da mesma forma que pelo facto de Cuba ser um regime igualitário e os salários serem muito semelhantes entre ricos e pobres (Governo e sua trupe à parte) faz com que deixem de estar muitos deles abaixo do limiar de pobreza.<br />
Para podermos ser sérios na análise, temos é que definir quais são as condições mínimas que um cidadão tem que ter (um valor, ajustado à paridade de poder de compra) abaixo do qual se considera pobre alguém. Mas esse critério deve ser universal, não se pode limitar às fronteiras de um país, ainda mais nos tempos que correm.</p>
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