“Aborto: PP recusa alteração à lei”
A notÃcia é do Portugal Diário… As palavras citadas são de Luis Nobre Guedes:
«Dentro de um perÃodo que se estende no mÃnimo a esta legislatura não há nenhuma razão para questionarmos aquilo que soberanamente foi decidido pelos portugueses (…)Tenho a certeza absoluta que o PSD vai respeitar o acordo polÃtico que fez com o CDS-PP (…) neste, como noutros julgamentos, a posição do partido é que o poder polÃtico não deve condicionar as decisões judiciais. (…) A posição do CDS-PP em 1998 ao apelar ao »não« [no referendo pela despenalização da interrupção voluntária da gravidez até à s 12 semanas] foi uma posição de tolerância e humanismo. Somos contra o flagelo social que é o aborto, um flagelo que não termina com a liberalização total. Se fosse hoje a posição do CDS-PP seria exactamente a mesma».
PolÃcias, JuÃzes, Estabelecimentos prisionais… Amigos, depois da hipocrisia patente aquando da votação do referendo onde quase ninguém se atrevia a considerar legÃtimo e desejável a detenção das mulheres que abortam, o PSD (através deste acordo e das palavras do outro subscritor) clarifica a sua posição. Encontrámos assim uma obsessão mais valiosa que a do défice. Não se olhe a meios para punir os assassinos que veêm em cada mulher que aborte. Houve alguns momentos de esperança de alguma razoabilidade nas últimas horas. Voltámos ao mesmo. Ou talvez não… Talvez da próxima vez seja mais fácil aos portugueses perceberem o que está em jogo nesta melindrosa questão.


Dezembro 16th, 2003 at 21:0
É impressionante como um partido de expressão mÃnima no cenário eleitoral se arrogue no direito de se pronunciar sobre uma matéria que a
sociedade em geral quer ver resolvida quanto antes, evitando o escândalo que é remeter para o calabouço mulheres acusadas da pratica de aborto.
Dezembro 16th, 2003 at 23:0
Em boa verdade as leis são feitas para proteger quem as faz. É vergonhoso que uma filha de boas familias vá á maternidade da sua cidade e queira fazer um aborto.
Pois, as filhas desses senhores do PP e afins quando precisam ou vão a Espanha ou a Londres, onde aproveitam para fazer umas compras.
O aborto é um pecado que só se pode fazer fora de Portas e sem que saiba.