Adufe 5.0

As armas do meu adufe não têm signo nem fronteira
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As armas do meu Adufe,
não têm signo nem fronteira.

Bem-vindo ao Adufe 5.0


Archive for October, 2003


Através dos milénios

“Um livro é feito de uma árvore. É um conjunto de partes lisas e flexíveis (que ainda se chamam folhas) impressas em caracteres de pigmentação escura. Dá-se uma vista de olhos e ouve-se a voz de outra pessoa – talvez alguém que já tenha morrido há milhares de anos. Através dos milénios, o autor está a falar, com clareza e em silêncio, dentro da nossa cabeça, directamente para nós. A escrita foi talvez a maior das invenções humanas, ligando as pessoas, cidadãos de épocas diferentes, que nunca se chegaram a conhecer. Os livros quebram as cadeias do tempo, provam que os seres humanos são capazes de exercer magiaâ€?

Carl Sagan, in Cosmos, Gradiva, 1980, pp 333.

Só uma pergunta – TSF

Porque é que gostavamos tanto da TSF?

Querem contribuir?

Mais um…

Mais um radio alert trazido desta vez pelas Crónicas da Terra/Público.
Convém ir registando estes factos. Considerados isoladamente até parece mal referi-los, logo alguém aparece com um “Aqui del rei que se critica a propriedade privada e a livre iniciativa”. Mas somados, aos poucos, vão-nos dando um panorama mais nítido de quão próximo estamos de perder o direito à diversidade, à informação e quem sabe, à liberdade de expressão. Dramatizo? Prefiro correr esse risco.
A Alta Autoridade para a Comunicação Social é a entidade reguladora do sector?
E o que regula, o que visa garantir?
Vou investigar…

Todos os nomes

Em memória do Pedro, do Luis, de todos os nomes, leio o texto de quem ficou por mais uns instantes…

João
Não se ouviu qualquer sirene, alerta algum, ninguém reportou qualquer grito, tudo aconteceu no silêncio, talvez tudo tenha sido murmurado, talvez nem tenha havido lágrimas, talvez não tenha chorado, é possível que não tenha vacilado, é possível que, em momento algum, se tenha arrependido, é provável que o desespero, que a mais silenciosa dor, que o mais invisível tormento tivesse ficado no passado, talvez não houvesse nada para celebrar, razão nenhuma para continuar, talvez há demasiado tempo, talvez se soubesse opaco para os outros, talvez não suportasse essa consciência, talvez a indiferença, a frieza, o desamor, a solidão, ou então algo terrível (…)

In A Espuma dos Dias

Os bastardos, o casamento e a adopção – CRP

A Constituição diz tudo: não há filhos bastardos com direitos bastardos.
Depois do título à Correio da Manhã sugiro-vos mais um episódio da novela CRP. No artigo de hoje, o 36º, o protagonismo vai para a trindade: Família, casamento e filiação.
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Vale a pena?

Sugiro a leitura do comentário que o Carlos Rocha deixou a propósito do texto Faço minhas as suas palavras XII (act.) e o último texto do Daniel Oliveira no Barnabé.
Por vezes acho que nos salva a rotina. Almocemos…

O que é prometido… – Os media e o poder (Corr.)

– texto republicado –

A resposta por pontos (7):

1. Caro CL, tenho muito gosto em verificar e em sublinhar que acredita que o Estado poderá ser capaz de garantir que se evitem concentrações abusivas (tal como se passa actualmente com o grupo Estado/PT) por forma a não limitar a própria liberdade de iniciativa, entrada de novos actores no mercado, a necessária diversidade.

2. Tenho também muito gosto em constatar que elege a liberdade de expressão e/ou direito à informação como os objectivos mais nobres a ser garantidos pelos media. Espero contudo que não os confunda, são distintos: Posso ter liberdade de expressão sem ter informação logo, sem ver satisfeito o meu direito à informação.

3. Apuro pouco depois que entende como inevitável a politização dos órgãos de informação dependentes do Estado, promotora da violação do princípio da liberdade de informação e de expressão. E aqui espanto-me um pouco. Diz isto baseado na nossa experiência recente, talvez. Mas por aí também nunca poderíamos esperar um Estado capaz de regular imparcialmente o mercado evitando monopólios ou oligopólios. Esta sua convicção advirá da tentação imensa que os órgãos de comunicação constituem para qualquer governo que será sempre incapaz de se “aproveitarâ€? controlando directamente? Admitamos que sim, que os governos não são de confiança para controlarem órgãos de informação. Será isso motivo suficiente para que não possa o Estado (governo e Estado também não se confundem, certo?) seja carimbado de incompetente em qualquer circunstância para incorporar um órgão de comunicação?

4. Veja bem o erro de raciocínio que lhe quero apontar: Se acreditássemos que era impossível despolitizar qualquer organismo que estivesse dependente do Orçamento de Estado então nunca poderíamos ter um Estado verdadeiramente regulador, por exemplo. A regulação seria politizada. Pensemos no Instituto Nacional de Estatística (INE), um caso que conheço bem e que produz e dissemina informação, é uma espécie de Agência de Notícias. O INE depende directamente do Orçamento de Estado. O Cidadão Livre não acredita ser possível que o INE, dotado de autonomia técnica e financeira (correntemente em reformulação neste aspecto) seja independente da esfera política do Estado, do seu governo? Os “jornalistasâ€? – economistas, juristas, gestores, juristas, sociólogos, matemáticos, informáticos – que lá trabalham admitem a manipulação de números e de análise como se se tratasse de uma direcção geral do Ministério da Economia?

5. Eu acredito que pode, deve e, em muitos níveis, tem de haver independência política no seio do aparelho de Estado – esse é o cerne de qualquer administração pública. O que eu proponho é que se actue para termos essa garantia. Proponho que se blindem os órgãos de informação do Estado inspirando-nos nas “blindagens contra a políticaâ€? que temos no INE, na CMVM, no ISP, na ERSE, na ANACOM, no Banco de Portugal, na Procuradoria Geral da República, na Magistratura Judicial… Havendo vontade política é possível criar um enquadramento legal que impeça o poder político do momento de agir sobre os órgãos de informação do Estado como bem entende. Meio a brincar meio a sério já AQUI deixei algumas dicas de como proceder. Essa vontade política nunca surgiu, assim como não surgiu para que se efectivasse uma regulação, um controlo da concentração, da competitividade, da provisão privada da diversidade e abrangência informativa.
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Eutanásia

A propósito deste apelo:

Assassinar alguém deve ser sempre crime.
Condenar alguém à morte é sempre um crime.
Dito isto acrescento mais estas palavras.
Garantindo que a Eutanásia não é um assassinato mas um suicídio assistido só posso defender que se aceite essa prática.
O meu último reduto de liberdade hoje é o de poder decidir quando bem entendo por fim à minha existência. Acho que todos devemos ter esse direito.

Adufando perguntas

E’ preciso que ocorra no Sahara Ocidental o equivalente ao massacre de Santa Cruz para que a questão se resolva de uma vez por todas?

In Bloguítica

Faço minhas as suas palavras XII (act.)

É muito triste chegarmos ao ponto de ter que dizer isto mas é para o Adufe assinar por baixo. Um excerto:

Num Estado de Direito (tenho cada vez mais sérias dúvidas que Portugal o seja, mas ainda tenho que assumir que o é), as declarações desta noite são gravíssimas, provavelmente mais que as do terramoto.
in Janela para o Rio

E já agora recomendo também esta outras um pouco mais abrangentes e que também testemunham bem o que senti ontem sentado no meu sofá televisivo.