Faz o que eu digo, não faças o que eu faço

Devassar / Moralizar revisitado:
“Voto” (outra vez) no Paulo Gorjão pelo que diz aqui e aqui, o último em resposta a este texto aqui do Glória Fácil.

E gostei particularmente dos exemplos e dos sublinhados do PG que clarificam o âmbito da denúncia. É exactamente a credibilidade que se exige num indivíduo a partir do momento em que opta por uma conduta política activa e o carácter opcional de praticar um discurso moralista que o deve tornar vulnerável ao confronto daquilo que professa com aquilo que pratica na intimidade.
Um político que julga comportamentos morais de outrém do cimo de um palanque e se auto-promove como paradigma moralista não tem direito a mentir sobre aquilo que trouxe para o seu discurso, mesmo que isso envolva a sua intimidade. Esse político não é uma pessoa comum e não merece as defesas que essas pessoas devem ter. E esse político não deve ter direito a ser bem sucedido com essa mentira. Não tem direito ao ditado popular “Faz o que eu digo, não faças o que eu faço”.

É ai que podem e devem entrar os jornalistas. Querer misturar esses políticos com cidadãos comuns e pactuarem com a mentira dos primeiros como se fosse igual à dos segundos, como parecem defender ASL e NMP, é juntarem-se ao mesmo saco fedorento.